Notas iniciais
Oláááá, capítulo novo pessoas, espero que estejam gostando!


Abri a porta do apartamento e joguei minha mochila no sofá. Liguei a televisão e dei o controle para Camila.

– Eu já volto. Assiste o que quiser – disse para ela e fui até meu quarto. – Alice...

– Ela é linda! Você precisa ficar com ela!

– Eu só quis ser educado, como você sugeriu.

– Continue sendo educado assim, ok? – Alice disse e me lançou um sorriso torto.

– Ok.

Alice sumiu e eu voltei para a sala, Camila estava assistindo TVZ e eu fui para a cozinha. Depois de um tempo eu fui para a sala, coloquei dois copos de refrigerante na mesa de centro, e levei os pratos já com a comida.

– Você veio num dia bom. Eu fiz minha especialidade, miojo com salsicha e ovo. – disse para ela que deu uma risada.

– Isso é a salvação de qualquer um. – ela disse e pegou o prato.

Lembrei-me de Alice uma vez dizendo a mesma coisa. Eu tentava não deixar que minhas emoções aparecessem, eu tentava não chorar muito, mas ás vezes se tornava impossível.

Impossível não querer trocar de lugar com ela. Eu amava tanto Alice, que eu preferia que eu morresse, e que ela continuasse a vida, que ela continuasse sendo a garota brilhante que ela sempre fora.

– Lucas, essa aqui é a Alice – disse Stela, uma das amigas de Alice, que eu conhecia desde que eu tinha 12 anos.

– Prazer, Lucas. – Alice disse sorrindo. Tínhamos 17 anos na época, o cabelo de Alice era comprido, e ela era um pouco mais baixa.

– Oi.

– A Alice vai fazer direito com a gente ano que vem, ela é muito inteligente. – disse Stela.

Poucas semanas depois, eu e Alice éramos melhores amigos, contávamos tudo um para o outro, aprovávamos ficantes com quem o outro ficava, e íamos para Santos com nossos pais para acampar na praia. Mas eu me sentia estranho. Eu sentia saudades, eu precisava ficar com ela a todo o tempo. Eu estava com ciúmes dos caras que ela ficava, eu tinha vontade dela.

“Alice, pode vir aqui em casa? Precisamos conversar.” – Enviei a mensagem.

“Precisa mesmo ser pessoalmente?” – ela respondeu.

“Sim! Mas não é nada tããão importante.”

“Ok, chego aí em 20 minutos.”

Na época eu morava com meus pais, e era um apartamento grande, bonito, bem moderno. Meus pais tinham saído, eu tinha dito o que queria falar com Alice e eles me apoiaram por completo. Depois de 20 e poucos minutos, Alice chegou, nunca vou me esquecer.

Ela tinha acabado de cortar o cabelo, só que estavam um pouco mais curtos do que quando ela morrera. Ela usava um shorts e uma blusa larga preta e tênis mary jane.

– Oi, já aviso que eu to morrendo de fome. – ela disse.

– Então vou fazer minha especialidade.

Foi naquele dia que a pedi em namoro. E ela aceitou na hora.

– Lucas? Você tá bem? – perguntou Camila.

– Claro, por que não estaria?

– Você tá chorando. – ela respondeu e então percebi as lágrimas que escorriam por meu rosto. – Eu não devia ter vindo... Desculpa. Tchau.

Eu a deixei ir, porque eu realmente estava triste demais.

– Isso é a salvação de qualquer um. – disse Alice sorrindo, olhando para o prato com miojo, ovo e salsicha.

Nós comemos assistindo Bob Esponja, e no final da tarde, quando eu peguei em sua mão e olhei fundo em seus olhos, nós nos beijamos. Nos beijamos pelo que pareceram horas, olhávamos um para o outro com mil sentimentos transmitidos pelo olhar. E enfim, ela me encarou e eu tomei coragem.

– Alice, eu te amo.

Ela sorriu, riu, seus olhos começaram a lacrimejar e ela me beijou novamente.

– Quer namorar comigo? – perguntei.

– Para, não brinca com isso.

– Não to brincando, Alice. Eu te amo. Eu quero te namorar. Aceita?

– Claro! Claro que aceito!

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Tinha decidido sair um pouco, Daniel e João tinham avisado que Stela ia chamar algumas pessoas para beber e conversar e eu aceitei. Saí do banho, coloquei uma bermuda preta, uma camisa branca e um par de tênis pretos.

Desci as escadas e fiquei esperando Daniel chegar de carro. Mexi no celular por pelo menos uns 15 minutos antes dele chegar.

– E aí, cara? – disse quando me sentei no banco da frente.

– Oi. Você sabe quem vai? – perguntei.

– Mariana, Juliana, Karina, Leo, Matheus, João, Gabriel e Camila. – ele respondeu.

Era estranho não ouvir o nome de Alice em meio de todos. Era estranho que eu pudesse vê-la quando eu quisesse no apartamento, mas quando eu saísse, eu percebesse que ela só aparecia pra mim, que ela só falava comigo e que ela não podia mais sair pra se divertir e falar com todos.

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O apartamento de Stela era grande, ela dividia com uma garota, a Priscila, mas quando uma queria usar o apartamento, a outra respeitava e saía.

Entramos pela cozinha onde encontramos João e Matheus já bebendo, e Stela colocando salgadinhos em alguns potes.

– Oi amor. – disse Stela e beijou Daniel, eles namoravam a um tempo e eram um belo casal vai-e-volta. – Quer ajuda?

– Claro.

Stela tinha cabelos castanhos curtos com pontas loiras, olhos castanhos e sardas pelo rosto. Ela era bem baixinha e Daniel bem alto. Daniel cursava medicina, era loiro e tinha olhos verdes.

– Cara, a garota nova é bonita. – disse Matheus.

– Como é? – perguntou Juliana entrando na cozinha. Juliana, a namorada de Matheus.

– Nada, eu disse que minha namorada é muito bonita.

– Concordo...

Matheus e Juliana estavam juntos a um bom tempo, eles se conheciam desde os 14 anos e era um casal engraçado. Matheus era alto, um tanto gordinho, cabelo e olhos castanhos e usava óculos. Juliana era pouco mais baixa que ele, também de cabelos e olhos castanhos e também usava óculos.

Peguei uma cerveja e fui para a sala, onde Mariana estava sentada conversando com Camila, Karina, Leo e Gabriel. Camila ficou me encarando e eu andei em direção a ela.

– Podemos conversar? – perguntei.

Alice tinha dito que eu era idiota por ter ficado triste, por ter deixado a garota ir, mas Alice não entendia.

– Claro. – respondeu.

Camila não tinha nada de Alice na aparência, mas elas eram parecidas no calor do sorriso, no jeito de andar, na risada, no jeito de tudo.

Eu e Camila fomos para a varanda do quarto de Stela, que era bem grande.

– Desculpa por hoje, eu comecei a pensar na Alice. Eu ainda penso demais nela, eu não consigo.

– Eu entendo, e eu não posso te culpar por isso. Você tem todos os motivos para não querer voltar a namorar agora, ou sair com outras pessoas, isso não tem problema.

– Sim, tem problema. Eu reconheço que tem problema, mas eu não consigo. Não consigo me convencer de que preciso seguir em frente. Eu ainda amo a Alice.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Os capítulos ainda estão meio curtos e eu queria pedir desculpas por isso, mas eu prometo que os capítulos vão aumentar com o tempo e que a história vai se desenvolver melhor.