Galhos Secos
5 Minha casa
Notas iniciais
Aguentem essa solidão e calmaria só mais até o próximo capítulo!
O tempo passou e me sentia cada vez mais integrada ao meu novo lar.
Achei grande utilidade em tudo: ceiva, folhas de plantas, cipós, restos de animais.
Não descartava nada, pois quando algo me faltava tinha que me virar para achar substituição.
Não era uma vida fácil e nem inteiramente prazerosa, mas nas piores partes (como quando eu tinha de matar um animal e arrancar sua pele) começava a cantarolar para mim mesma e deixava minha mente vagar para evitar ter de encarar o que tinha em mãos.
Até minha cabana ficar pronta caí várias vezes dos galhos durante a noite, mas com o tempo fui me acostumando a ponto de conseguir dormir em outros mais altos sem me mexer durante a noite.
Os meses foram passando e o clima foi mudando. Nos primeiros dias de chuva ainda conseguia dormir agarrada á arvore, mas os ventos foram ficando mais fortes e os galhos ficavam cada vez mais escorregadios. O frio também ficava cada vez mais intenso, os remendos de pele de animal que eu tinha feito já não eram suficientes para isolar o frio, pois não passavam de trapos.
Minha cabana se desmontou várias vezes. E a cada nova tentativa de reconstrução mudava sua estrutura.
No início usava apenas gravetos sustentando folhas que encapavam as paredes e o teto e usava cipó para amarrar tudo junto. Mas foi levada pelo vento.
Depois tive a ideia de fazer várias camadas de folhas, colando uma nas outras com uma pasta branca que encontrei escorrendo de uma árvore. Mas mesmo assim a cabana voltava a cair.
Com o tempo fui coletando galhos, partes de troncos maiores e mais fortes para usá-los na base. Também cavei buracos fundos onde fincava as extremidades inferiores de cada estaca. Achei uma espécie de barro mais resistente perto de um barranco e cobri o “esqueleto” de minha casa com ele, o acobertei com uma grossa camada de folhas e passei mais outra camada desse mesmo barro e assim coloquei mais uma camada de folhas.
No final tinha formato de uma cúpula e se camuflava facilmente com o verde da floresta, mas não deixava de ser espaçosa e confortável.
Cobri seu chão com camadas de folhas misturadas com o barro especial. Finalmente Tinha uma casa! Mas mesmo tendo terminado sua construção não parei de coletar madeira e barro e todos os materiais que podia encontrar. Com alguns pedaços resistentes de madeira tentei fazer réplicas variadas de minha adaga. Sentia minhas mãos se tornarem duras e secas, mais resistentes a farpas.
Com minhas novas armas tentei começar a caçar animais maiores como veados, e com suas peles podia me envolver praticamente por inteira durante os dias de frio.
Nesses dias eu não saia, por isso sempre mantinha minha cabana abastecida de comida, esperando que fosse o suficiente para me manter viva durante os ventos gelados.
Durante meu primeiro inverno em minha nova casa passei a contar quantos dias com ventos frios eu passava, foi o modo que encontrei para contar o tempo substituindo os anos e meses a que estava acostumada antes.
Roubava ovos de ninhos e os comia cru, coletava todas as frutas conhecidas ou que via outros animais comerem, comecei a plantar as sementes que havia juntado e assim passei a produzir meu próprio alimento.
Sentia falta dos livros, das camas macias e dos banhos quentes, mas o que mais me faltava era a ausência do fogo. Sem ele passava frio e comia tudo cru.
Tentei bater pedras para criar faíscas como li em livros, mas por mais que tentasse pareciam tentativas fadadas ao fracasso.
Mas sobrevivi me adaptando a tudo e me mantendo firme diante das regras que havia me imposto.
Notas finais
No capítulo seguinte as coisas vão mudar, prometo ;)
Comentem please!
Estou amando cada crítica haha E tenham certeza que também lerei suas hisórias.
P.S.: Se quiserem mandem mensagem privadas, ok?
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