Galhos Secos
6 A Faixa Marrom
Notas iniciais
Diana nem percebe, mas está prestes a ter sua vida alterada para sempre.
Durante uma tarde, enquanto perseguia um gato selvagem acabei reencontrando a árvore grande e antiga que havia marcado no meu primeiro dia na floresta. Já tinha tentado acha-la antes, mas nunca conseguia localiza-la. Parecia até que não queria ser encontrada
Esqueci-me de meu alvo e comecei a tatear seu tronco em busca de alguma marca da lâmina de minha adaga.
Não demorei a encontrar, mas precisei chegar muito perto para discernir um D e talvez um A noutro canto.
Então retirei a adaga (que sempre mantinha junto a mim) de dentro de uma abertura na minha veste remendada de pele de animal que envolvia a parte de traz de minha cintura e refiz a marcação na minha árvore.
No início fiquei com medo de ter esquecido como escrever o meu próprio nome, mas assim que terminei o D senti o resto das letras fluírem como se nunca tivesse parado de praticar minha escrita.
Desta vez, quando estiquei minhas mãos para segurar os galhos mais próximos e apoiar meus pés no tronco de minha árvore tomei impulso e consegui subir. Sorri e me abracei com mais força ainda ao tronco dela e continuei a subir.
Já haviam se passado anos dês da ultima vez que a vira, mas não havia mudado nada de que pudesse me recordar, pareciam os mesmos galhos e até mesmo as mesmas folhas de quando eu ainda não conseguia nem tocar em seu galho mais baixo.
Continuei subindo tentando imaginar a incrível vista que me esperava no topo. Talvez eu dê sorte e seja a árvore mais alta, porque se for eu poderei ter uma visão perfeita dos arredores da mata.
Quando alcancei o ultimo galho demorei um pouco para me equilibrar para levantar e senti um pouco de medo pensando que corria o risco de ser vista por outra pessoa, mas o limite da floresta ainda estava longe e isso me dava mais segurança. Então fiquei ajoelhada no galho com as mãos presas no tronco e levantei apenas minha cabeça fazendo com que apenas ela saísse do manto de folhas. O sol estava no topo do céu azulado que se estendia até o horizonte, onde era delimitada por montanhas e árvores, algumas mais perto e outras tão distantes que pareciam estar há meses de distancia.
Elevei meu corpo mais um pouco e vi todo o território de minha floresta. Árvores cobriam tudo, quase não deixando espaço para a luz do sol entrar. E sim, esta era a maior árvore da floresta. Mesmo que não estivesse familiarizada com essa visão me sitia incrivelmente reconfortada e levantei o resto de meu corpo, ficando de pé sem medo. Encontrava-me com as mãos livres, pois não havia onde segurar, mas com meus pés firmemente presos ao galho onde estava e apenas dos meus joelhos para baixo ainda estava mergulhado em folhas.
Observando mais atentamente a paisagem enxerguei uma faixa marrom cortando o uma parte, de oeste ao norte, da floresta como uma cobra fina e comprida.
Estava a uma distancia segura de mim, mas estava curiosa e resolvi verificar o que era.
Notas finais
Lembrando que críticas construtivas são seempre bem-vindas.
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