Galaxy Edge
11 Forgetting
Notas iniciais
— Eu posso te ajudar com isso, boneca.
Luke colocou uma mão em minha cintura e a outra em minha nuca. Eu me levantei involuntariamente da cadeira, me aproximando dele. Ele me olhou nos olhos, e senti meu coração bater mais forte. Acho que esses olhos azuis nunca vão perder o efeito que fazem sobre mim.
O canto de sua boca levantou em um leve sorriso um pouco antes de nossos lábios se tocarem.
O beijo era suave e quente, me envolvendo completamente. Tudo o que estava em minha mente sumiu, e eu só conseguia pensar em Luke. Eu o queria. Estava cansada de resistir a isso. Isso estava acabando comigo.
Levei minhas mãos à sua nuca e arranhei-a logo após afundar meus dedos em seus cabelos. Ele fez um som em resposta, de aprovação. Me levantou colocando-me sobre a bancada da cozinha, minhas pernas entrelaçando sua cintura.
O beijo que era suave, ia ficando mais rápido. Acho que o desejo de nós dois foi crescendo. A cada toque de seus dedos em minha pele era um novo arrepio, e o calor estava ficando insano.
Então, meu telefone tocou.
Pulei da bancada, despertada pelo toque do celular. Peguei-o de cima da mesa e atendi.
— Ahn... – eu ainda estava tentando entender o que havia acontecido- Oi, oi! Quem ta falando?
“Mana, teu celular não identifica número?”
— Thomas! Oi, ahn, tudo bem?
Olhei para Luke, que havia sentado no banco da cozinha e parecia estar se divertindo com meu nervosismo. Ele prendia o riso.
“Mi, você vai me buscar no aeroporto né? Vou entrar agora no avião, chego aí em uma ou duas horas.”
— Ah, é verdade – eu havia esquecido completamente – Vou estar aí sim! Beijos, maninho. See ya!
Assim que olhei para Luke, ele estava rindo.
— Esqueceu do seu irmão, boneca?
Olhei pela janela e vi que já estava amanhecendo. Por que esse praguinha precisava pegar um avião tão cedo?
— Melhor eu ir indo, okay?
—Ei, Miranda, eu te devo uma carona lembra?
Merda. Logo agora? A vida só pode estar de sacanagem comigo.
— Ah, eu posso pegar o ônibu...
—Nada disso, boneca, vamos.
Ele foi até o quarto e voltou com um moletom em sua mão. Assim que levantou os braços, o pedaço de baixo da sua barriga ficou à mostra, revelando uma bela área “V” e uma cueca preta da Calvin Klein. Ri sozinha enquanto olhava para aquilo. Calvin Klein é castigo.
— O que foi, boneca?
—Nada, nada – eu prendia o riso de nervosismo – Vamos?
Logo após eu conferir se tinha pego tudo, saímos do apartamento. Assim que entramos no elevador, eu lembrei que ainda estava com a blusa de Luke. Chegava a ser engraçado me ver usando a blusa dele, era muito grande pra mim.
Chegando na garagem, Luke me prensou contra o carro.
— Luke, acho que agora não...
—Só quero te fazer uma pergunta, boneca.
Suas mãos estavam ao lado da minha cabeça, me impedindo de sair.
— Por acaso – ele falava quase num sussurro – Eu te fiz esquecer seu próprio nome?
Senti o calor subir no meu corpo enquanto ele sorria discretamente para mim.
Que tal melhorarmos aquele nosso jogo? Se a vida quer me foder, eu levo Luke junto.
— Melhor do que eu imaginava – Mordi os lábios pra ele e passei por baixo de um dos seus braços.
Me posicionando do lado do carro, o vi passar a língua nos dentes. Não sabia se foi um gesto de satisfação ou frustração, mas pouco me importava agora.
Entramos os dois no carro, que a propósito era maravilhoso, e saímos da garagem. Talvez eu devesse entrar para o mundo das apostas.
*****
— Miranda!
Thomas veio em minha direção e me abraçou forte. Deus, como eu senti falta desse pirralho.
— Hey Tom! Senti sua falta – dei mais um apertão nele e o soltei – Por acaso estas com fome? Tava pensando em comprar uma pizza.
— Claro – ele pegou sua mala e me seguiu – Seu cabelo está muito foda.
Eu e Thomas não tínhamos essa besteira de não falar palavrões perto um do outro. Nunca incentivei, mas me mostrava indiferente. Enfim, ele já estava bem grandinho.
— Valeu! Eu...
— Aquele é seu namorado? – Mania chata das pessoas de ficar me interrompendo enquanto falo.
Ele olhava para Luke, fumando, encostado ao lado do carro. Ótima hora para ele fumar, hein.
— Não – Tom levantou uma das sobrancelhas – To falando sério. Ele só me deu uma carona pra te buscar.
— Ele pode não ser teu namorado, mas tu gostas dele.
—Que?!
— Qual é, Miranda – Ele riu – Não sou idiota.
— Para de falar besteira, garoto – Belisquei-o no ombro.
Chegando perto do carro, Luke jogou o cigarro no chão e pisou em cima.
— Oi Tom, Miranda me falou bastante de você – Luke sorriu, gentilmente.
— Bom, Miranda não me falou nada sobre você. Você é namorado dela?
Dei um empurrão em Thomas, quase fazendo-o cair. Ele estava fazendo de propósito, sempre gostou de colocar as pessoas em situações constrangedoras.
— Na verdade, não. Mas isso só depende dela.
Luke piscou pra mim e pegou a mala de Thomas, colocando-a no porta malas.
— Depois te falo uns truques pra te ajudar com isso.
— Gostei desse moleque, Miranda!
— Ah, legal que vocês estão se dando bem e tals, mas vamos logo com isso – cheguei perto de Thomas e sussurrei pra ele; — Melhor você parar com isso.
Ele riu e entrou no carro.
— A propósito, você ficou muito bem nessa blusa, mana.
Thomas fechou a porta, e o vi pegar o celular e começar a digitar.
Mas como assim...?
Luke sorriu pra mim e me puxou para perto dele.
— Ficaria melhor ainda se você estivesse sem blusa alguma.
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