Galaxy Edge

12 Make him cry


Notas iniciais
Olá amores! Depois de algum tempinho refletindo, resolvi fazer um começo de capítulo diferente. Hoje, a história começará pelo ponto de vista do Luke. Espero que gostem! ♥

POV – Luke

Antes de ir para o meu apartamento, deixei Miranda e Thomas no dela. Grande favor, não é mesmo? Não me lembro quando resolvi ser tão legal assim com qualquer garota. Geralmente, são casos de uma noite. Nada de gentilezas. Mas esse é o problema, Miranda não é qualquer uma.

Os cabelos roxos, os shorts curtos e as meias até os joelhos passavam uma mensagem clara: encrenqueira. Seus olhos parecem ser cheios de inocência, quando na verdade, é o menos tem ali. Sem contar os lábios cobertos por batons escuros, que a cada mordida é uma provocação e um castigo, apenas para me mostrar que são os mais macios que vou encontrar nesse porra de cidade.

Ela é o paraíso no qual eu sou proibido de entrar e isso só me faz desejá-la cada vez mais. Eu quero que ela seja minha, nem que se for por apenas uma noite.

Eu estou disposto a me perder em cada curva do seu corpo, pois Miranda Avalon é meu mais novo vício.

*****

POV – Miranda

O dia não poderia ter sido melhor. Eu esqueci quanta felicidade Thomas me dá quanto estamos juntos. O sentimento de amor mais puro que eu tenho é pelo meu irmão. É o único homem que eu conheci que merecia meu respeito. Meu pai foi um babaca que arruinou minha infância no momento em que entrou para uma vida de tráfico. Eu sempre soube das coisas que ele fazia, mas era obrigada a conviver com isso. Ele costumava dizer que faria de Thomas um homem igual a ele, mas isso só aconteceria por cima do meu cadáver. Eu fazia o máximo para esconder tudo de Thomas, ele era muito novo. E tudo foi uma tortura imensa, até o dia em que ele foi preso. O desgraçado merecia queimar no inferno.

Então, eu conheci o Logan. Na época, eu estava abalada e indignada com céus por fazer na minha vida um caos. Logan prometeu cuidar de mim e eu , como uma criança louca por doce, aceitei facilmente aquele desgraçado e o seu amor falso na minha vida. Aquele talvez seja o maior erro da minha vidinha inútil.

E, como se quase me estuprar não fosse suficiente, ainda espalhou boatos de mim. Boatos que eu prefiro não lembrar. Maeve foi quem acabou com isso, ela conseguiu colocar na cabecinha fraca das pessoas de que eu não era nada daquilo que ele espalhou.

Agora, poucas pessoas tem minha confiança. Vidinha amarga, não é mesmo?

De qualquer forma, tenho um novo problema na minha vida. Um que está desmoronando cada pensamento que construí. Luke Carson. Maldito sedutor de olhos azuis. Olhos repletos de promessas vazias e segredos escuros.

Como eu queria apagar da minha memória as lembranças que tinha do beijo com o Luke. Mas parece que quanto mais eu luto, mais meu corpo clama pelo dele. Maldito desejo, que passou pela ponta dos meus dedos, atravessou a minha expressão e atingiu a minha mente.

Enfim, meu irmão é a figura masculina que eu tenho. E eu amo mais do que minha própria vida, a qual eu daria facilmente por ele.

Passamos a tarde assistindo filmes, comendo besteiras e jogando. Queria poder congelar esse momento em uma moldura, ou gravá-lo em uma fita. Assim, seria pra sempre. E eu poderia continuar revivendo cada segundo.

Thomas até me contou que estava afim de uma garota, mas nunca falou com ela pessoalmente. Eles costumam trocar bilhetes falando sobre seus gostos e desgostos. Ele assinava os bilhetes com “T”, e ela com “S”. Meu irmão é um paquerador nato, quem diria.

— Acho que você deveria fazer uma surpresa para ela, Tom – falei me sentando ao seu lado no sofá – Sabe, mulheres adoram surpresas.

— Na verdade, você adora surpresas – ele disse irônico – E ainda não sei bem o porquê, já que você é a pessoa mais curiosa que eu conheço.

— Curiosidade me atiça, bobão – mostrei a língua para ele – E aposto que essa tal de “S” vai adorar uma surpresa.

— Tá bom, ta bom. Mas o que poderia ser?

— Ah, daí não sei – Soltei um riso baixo – Depois damos uma volta e procuramos algo. Pode ser?

— Beleza! Só não me leva naquelas velharias que vendem CD.

— Idiotinha – gargalhei alto da sua expressão de seriedade – Até parece May falando assim.

— Aquela sua amiga é maluquinha. Bem que você podia convidar ela para vir aqui, né? – ele se levantou do sofá, pegou meu celular de cima da mesa e entregou na minha mão – Liga pra ela aí, Miry.

— Okay, eu chamo ela... – assim que olhei pro meu celular, vi uma mensagem de Nathan. Eu tinha esquecido completamente que eu deveria sair com ele hoje! – Droga, droga...

“Eaí vizinha! Passo aí em uma hora pra te buscar, ok? Xoxo”

Olhei o relógio e levantei num pulo. Eu tinha mais ou menos uma meia hora agora. Corri pro quarto, esquecendo totalmente que Thomas estava bem ali me olhando sem entender nada.

Enquanto eu bagunçava meu guarda-roupa na esperança de encontrar alguma coisa que preste para vestir, comecei a pensar o porquê de ser tão esquecida de tudo. Talvez um problema de atenção?

Thomas chegou fazendo barulho no meu quarto, interrompendo meus pensamentos.

— Vai me dizer o que deu com você? – ele sentou na beira da minha cama, me observando olhar para as roupas indecisa – Não vai me dizer que esqueceu de um compromisso?!

Rimos por um segundo, antes de eu recobrar minha atenção no guarda-roupa. Lembrei-me finalmente das compras que fiz com a Maeve, e peguei um vestido preto que compramos juntas.

— Tom! Você vai precisar me desculpar por isso, ok? – disse correndo desajeitada para o banheiro e já me vestindo – Se quiser, pode ligar pra May ainda, tenho certeza que ela vai querer vir.

— Não preciso de babá, Miry. Mas vou ligar, até porque ela é muito demais.

Ouvi os passos dele em direção a sala e voltei para o quarto para pegar minhas maquiagens.

Por que ia sair com Nathan mesmo? E justo quando meu irmão estava aqui? Enquanto me maquiava, os pensamentos bagunçados tomavam conta da minha mente. Até que, terminando meu delineado gatinho, cheguei a uma conclusão.

Por mais que eu quebrasse a cara todas as vezes, me castigava toda vez que eu negava um desafio. Até porque, a vida é feita de riscos e tentativas.

Soltei meu cabelo do coque que eu estava usando, e balancei a cabeça para soltar os fios enrolados. Não estava grande coisa, mas servia.

Peguei um salto largado no meio da sala, e o calcei. Por mais que não gostasse de usar salto, certas situações exigiam um.

— Então é um encontro, Miry? – Thomas estava largado no sofá com uma expressão divertida no rosto – Pra você esta bonita assim, deve ser.

— Na verdade, é. Mas não vai confundindo seus pensamentos aí, não é nada de mais – fui em sua direção e deixei um beijo em sua testa –Eu te amo, volto logo.

— Anda, mana. Quebre o coração dele e o faça chorar, pistoleira.

— Como é? – gargalhei alto sendo acompanhada por ele. De onde ele tirou isso?

— Só vai, mana.

Peguei meu celular e saí em direção ao elevador.

Chegando ao andar de Nathan, bati na porta.

— Miranda? Eu ia buscar você agor... – ele fez um pequeno silêncio, enquanto direcionava seu olhar para meu corpo.

—Nathan...

Ele estava lindo, completamente lindo. Qualquer uma desmoronaria pelo seu sorriso.

—Você está linda, Miranda – ele corou no mesmo instante que as palavras saíram de sua boca.

— Obrigada, Nate – sorri abertamente pra ele – Você também não está nada mal.

Nathan veio em minha direção e pegou minha mão, fechando a porta atrás de si. Ele deu um pequeno aperto na minha mão, num gesto carinhoso.

— Pronta para a sua noite cheia de frescurinhas, como vela e vinho?

— Mais pronta impossível.

Notas finais
Monamu, espero que tenham gostado da inovação no capítulo aqui na história. O que acham de eu fazer um ponto de vista do Luke de vez em quando? Comentem o que acham! :3