Gênesis

45 Chuunin Chiken - FOME - Geschmack Von Gift.


Notas iniciais
Hello! Desculpe a demora. Nesses últimos dias eu não estava, e ainda não estou, para falar a verdade, me sentindo bem. Tou com umas fortes dores de cabeça, que não estão me deixando nem pensar. Não sei o que pode ser. Covid é que não. Não tenho outros sintomas. E eu não saio, há literalmente, dois meses. Nem para comprar algo. E são só umas dores de cabeças chatas mesmo. E tou morrendo de medo de ir fazer consulta, e acabar pegando essa pandemia. Enfim... Hoje acordei meio... Legal, então resolvi postar esse capítulo que eu já tinha pronto. Mas no momento não estou escrevendo nada mesmo, só pra verem o quanto tou foda. Enfim... Sei que não respondi os comentários do capítulo passado, mas não estou conseguindo olhar muito tempo para a tela do pc, sem ver tudo girando então... Prometo responder em breve. Geschmack Von Gift. Alemão. Gosto de Veneno. Link da música : https://www.youtube.com/watch?v=Xsi8ZV-e1o4 Ahm... Tem mutilação nesse capítulo, então... Cuidado. Enjoy it! Esse é o final dessa trilogia.

‟A doce escapatória

Está sempre entrelaçada com um

Gosto familiar de veneno

Um gosto familiar de veneno

Um gosto familiar de venenoˮ

~X~

Halestorm— Familiar Taste Of Poison.

XXXXXXXXXXXXXXX

Ele sentiu os seus pulmões se aquecendo, tão quentes quanto o sol que brilhava no alto, ou os dourados grãos de areia existentes naquela terra, à medida que aquela esfera de puras chamas escapava de seus lábios.

Uchiha Sasuke não parou, nem mesmo quando escutou os gritos de pura dor e agonia daqueles pobres gennins, que imploravam pelas suas vidas, enquanto as suas peles eram derretidas pelas chamas. Enquanto Sasuke, os queimava vivos.

Ele ouviu um deles o amaldiçoando por entre as chamas ardentes.

Sasuke soltou uma risada sem graça. Ele via o seu olhar escarlate, como sangue, sendo refletido nos olhos cheios de ódio daquele gennin da Grama.

Não havia nada naqueles olhos. Não havia nada nos seus olhos. Ele era vazio. Oco por dentro.

—Já chega, Sasuke...

O Uchiha relaxou a sua expressão, quando sentiu a mão de Shino pousando no seu ombro. Sasuke assentiu em concordância, diminuindo a intensidade do jutsu, até as chamas se esvaírem no ar, e não falou mais nada.

Sasuke apenas observava enquanto Kiba e Shino abriam as mochilas que eles haviam recebido daqueles gennins. Aparentemente, estavam recheadas de mantimentos e equipamentos shinobis.

Ele soltou um suspiro. No final das contas, havia valido a pena executar aquele plano. Naquela manhã, a manhã depois de eles terem...sacrificado Akamaru, quando eles se preparavam para o banquete, Shino sugeriu algo bastante óbvio.

Ao invés de eles se arriscarem indo diretamente para o confronto com outros gennins, eles simplesmente poderiam ficar nos arredores, esperando que alguns gennins que haviam ido para o banquete passassem por aquela área, e estes os emboscassem.

No final, havia dado certo. Graças à aquele trio patético da Vila da Grama, eles não precisariam mais se preocupar com mantimentos pelos próximos dias.

Sasuke voltou para a realidade, quando viu Kiba e Shino discutindo algo em voz baixa. Ele se aproximou deles.

—Aconteceu...alguma coisa?

Kiba se levantou e simplesmente jogou ambas as mochilas para ele. Ao passar ao seu lado, Kiba, com uma força descomunal, esbarrou propositadamente no seu ombro.

—Você carrega...

Sasuke apenas continuou com a mesma expressão vazia, enquanto ajeitava ambas as mochilas nos seus ombros. Pelo olhar feroz no rosto de Kiba, ele ainda não havia o perdoado.

Não que Sasuke achasse que merecesse algum perdão, é claro. Ele realmente não achava.

Shino parou à sua frente, e colocou uma mão no seu ombro. Aquele gesto poderia parecer pouca coisa, mas para Aburame Shino, era como se fosse um abraço regado à lágrimas.

—Dê um tempo à ele...Você fez a coisa mais lógica a se fazer naquele momento. Você nos salvou. Só...dê um tempo para o Kiba...-Sasuke apenas assentiu, ainda com aquela expressão- E, também...sobre o que nós dois estávamos cochichando... Kiba achou o cheiro deles... do Naruto e da Hinata...aparentemente, eles estão...ou estavam por esses lados... enfim, esse exame está quase terminando...essa é a fase em que nós devíamos tentar procurá-los...

Os olhos de Sasuke se alargaram. Se Naruto e Hinata estavam por perto, então ela também...

Shino sorriu discretamente, ao ver o Uchiha recuperar um pouco do brilho nos seus olhos ônix. Ele sabia que Sasuke nunca admitiria, mas...Naruto e, principalmente, Sakura, eram o que o ajudavam a manter a sua quase inexistente sanidade.

Todos eles eram assim, na verdade. Completamente quebrados, como pedaços de vidro, e só se mantinham em pé, se agarrando à outros pedaços igualmente quebrados.

XXX

Se havia algo que Haruno Sakura, se orgulhava profundamente, era a sua personalidade incrivelmente lógica e racional. Definitivamente, ela não se considerava uma pessoa supersticiosa.

Deuses, Onins, Espíritos vingativos, Fantasmas, Demónios, e afins, não faziam o menor sentido para ela. Mas, se de facto, forças sobrenaturais existissem, estas, aparentemente, não gostavam nem um pouco deles.

Quer dizer, era incrível o quanto coisas terríveis continuavam acontecendo à eles.

Era quase uma da tarde, cerca de uma hora depois de Naruto e Hinata terem saído, quando Sakura ouviu os sinos que ela havia colocado ao redor do bunker balançarem.

Era uma melodia suave, quase inaudível até, se ela não tivesse uma excelente audição.

Então, com os dedos da sua mão esquerda entrelaçados no seu arco, e uma alijava presa às costas, ela pediu que Shikamaru ficasse de olho em Ino e se escondessem, enquanto ela saía fora do bunker para averiguar.

Com os olhos verdes estreitados, e duas flechas encaixadas na corda do arco, ela começou a averiguar a área ao redor. Os seus músculos estavam tensos, mas preparados para soltar as flechas mortais ao menor sinal de perigo. As suas sandálias, não emitiam qualquer som, quando em contato com a terra árida e morta.

Os seus sentidos aguçados captaram o exato instante em que aquela Katana cortou o ar, em frações de segundos, Sakura rolou o corpo pelo chão, evitando que fosse apunhalada pelas costas, e logo que se levantou, duas flechas certeiras escaparam dos seus dedos.

Os reflexos do seu inimigo eram afiados, aparentemente, ele conseguiu cortar uma das flechas ao meio, enquanto que a outra se alojava no seu ombro. Ele urrou de dor e saltou em sua direção.

Em milésimos, Sakura guardou o arco nas costas, e sacou a adaga prateada presa em seu coldre, na coxa.

Com apenas três movimentos, rápidos, afiados e mortais, Sakura conseguiu provocar uma série de cortes na pele branca e pálida daquele garoto da Vila da Nuvem, com cabelos loiros como o sol.

Ele urrou de dor, e uma fúria sanguinária brilhou no seu olhar. Sakura viu a Katana nas mãos dele pegar fogo, e ele balançá-la freneticamente, tentando cortá-la.

Ele era bom. Era rápido, e tinha bons reflexos...mas, em comparação às simulações de combate físico que ela teve com Naruto, aquele garoto era nada, além de um mero incómodo. Era como comparar uma águia, com um reles pardal.

Então, quando ele tentou novamente cortá-la, viu o corpo dela se desmanchar em um redemoinho de pétalas de cerejeiras e, quando ele voltou a piscar, Sakura estava nas suas costas, com a adaga na pele da sua garganta. Uma simples pressão, e ele morreria.

Ela era exímia em genjutsu. Mas, normalmente usuários de genjutsus eram fracos em combate corporal, por isso, Naruto à havia afiado até a perfeição nesse quesito.

—Quem são vocês? Quantos são, e por que estão aqui?

Ela viu o garoto apenas gargalhar.

—Vai se fuder, cadela.

Ela apenas soltou um suspiro.

—Entendo...adeus então...

Quando ela estava prestes a enfiar a adaga na sua garganta, e deixá-lo engasgando com o próprio sangue, ela ouviu aquela voz, que a fez se arrepiar dos pés à cabeça:

—Se eu fosse não faria isso...

Sakura, surpresa e ainda com a adaga apontada à garganta daquele gennin, se virou em direção à voz e arregalou os olhos ao ver Ino e Shikamaru amarrados e amordaçados, aos pés de outros dois gennins da Nuvem.

E, ela sentiu um arrepio atravessar a sua espinha ao reconhecê-los.

Havia um garoto, o menor e mais franzino, ele tinha a pele de um tom negro como grãos de café torrados pelo sol, e olhos incrivelmente cinzas, como nuvens carregadas, antes de uma tempestade. Os seus fios de cabelo negro, em dreadlocks, estavam presos no alto da sua cabeça, em um coque, e ele tinha as laterais da cabeça raspadas.

E, então, havia uma garota, com uma pele escura como o do franzino, mas as semelhanças terminavam aí. Os seus fios de cabelos castanhos-escuros, estavam entrelaçados em uma longa e única trança que ia até o meio das costas e havia algo nas suas feições bonitas e angulosas, assim como nos seus olhos amarelos em fenda que o lembrava uma gata. Sorrateira e esguia.

Eles eram...dois dos gennins daquele trio da Nuvem que haviam terminando o labirinto alguns poucos segundos depois deles. Apesar de o grandalhão não estar presente.

Olhando afiadamente para eles, Sakura sentia os seus pelos se eriçarem e os seus músculos ficarem tensos. Era a mesma sensação que ela tinha quando encarava Naruto, ou o Sandaime, ou Kakashi, por muito tempo. Ela sabia, só de olhar, que eles eram uns completos monstros.

Tudo neles gritava: Fuja, ou vamos cortar a sua garganta.

Sakura respirou fundo, procurando se acalmar. Ela desviou o olhar para a expressão assustada e chorosa de Ino, e o olhar preocupado de Shikamaru. Eles...provavelmente estavam se lembrando do que havia acontecido com o trio da areia...

A mão de Sakura tremeu. Aquilo...aquilo não aconteceria novamente. Os seus olhos verdes escureceram:

—Soltem eles...agora.

Foi tudo que escapou dos seus lábios. Sakura viu o garoto franzino suspirar.

—Eu, pura e simplesmente, não posso fazer isso...largue o Atsui-kun...

O garoto loiro que, aparentemente se chamava Atsui, tentou se remexer nos seus braços, Sakura apertou ainda mais a sua kunai.

— Kei, não ligue para essa cadela. Mate todos eles. Vamos vingar o nosso companheiro.

Kei apenas suspirou novamente, ele aparentava fazer aquilo com muita frequência. Ele se virou para a garota ao seu lado.

—El...isso é mesmo necessário? –Ele massageou os fios das suas tranças- Eu realmente estou com preguiça de matá-los...

A garota, El, tinha uma expressão incrivelmente monótona e vazia no rosto, quando assentiu.

Os olhos de Sakura se dilataram no exato momento em que ela viu aqueles dois se distraindo naquela troca de olhares, em frações de segundos, ela empurrou o corpo de Atsui em direção à Kei, enquanto se lançava em direção à El, com a adaga prateada entre os dedos.

El não esboçou qualquer reação enquanto Sakura tentava cortá-la em uma velocidade assustadora, apenas desviava dos ataques precisos e velozes com movimentos estranhamente esguios e flexíveis, quando Sakura subitamente tentou acertar a sua garganta, Sakura percebeu, tarde demais que a imagem diante dos seus olhos era uma miragem, e sentiu ela surgindo nas suas costas, a imobilizando no chão árido.

Ela tentou se soltar, mas aquela garota, apesar de pequena, tinha uma força assustadora.

—Amarre ela também...

Sakura viu quando Kei jogou uma corda para El, e depois rangeu os dentes quando sentiu os seus braços sendo amarrados atrás das costas. O seu corpo foi arrastado para junto de Ino e Shikamaru.

Kei se agachou à sua frente, até o rosto dele estar em direção ao seu. Sakura estalou a língua:

—O que vocês querem, caralho?!

Ela viu a sombra de um sorriso tremer no canto dos lábios dele.

—É muito simples, na verdade...

Ele pegou uma kunai, e a usou para abrir o zíper do seu colete. Sakura arregalou os olhos com aquilo. O que...O que ele estava fazendo? Ele ia...estuprá-la?!

Kei pareceu ter percebido o olhar de Sakura e franziu o cenho.

—Céus, não. –Ele fingiu uma expressão de indignação- Nós não somos...bárbaros sem corações. Além do mais, vocês não fazem o meu tipo. Eu prefiro garotas com seios anormalmente grandes, como a irmã do Atsui...

Atsui apenas revirou os olhos.

—Desiste Kei, você nunca vai tocar na Samui...

—Veremos, veremos...enfim...-ele se voltou novamente para Sakura- Eu apenas precisava me certificar que...você não possuía uma arma escondida. É que... você aparenta ser bem...complicada...

Sakura forjou um sorriso.

—Então... ainda bem que coloquei o meu segundo melhor sutiã, não?

Kei sorriu de canto, parecendo ter apreciado a piada sem gosto.

—Uau, você tem um bom senso de humor, gostei de você. Ao contrário de uma certa pessoa...-Ele desviou o seu olhar para El, que apenas revirou os olhos- Enfim...eu só quero...uma coisa...

—Nós não temos comida.

Sakura foi rápida em dizer.

—Então tudo bem. Vamos cozinhar vocês –Kei viu eles arregalando os olhos- Foi uma....esquece. Na verdade...eu estou com dois problemas, e gostaria que você...vocês me ajudassem a resolver. Vocês...podem fazer isso?

Sakura, demasiado ocupada em friccionar a corda que a prendia, com uma pequena e afiada pedra que havia apanhado no chão, apenas assentiu, sorrindo tão falsamente quanto possível.

—Claro! Se eu puder.

—Ótimo! –Kei repuxou os seus lábios em um sorriso, parecendo estranhamente feliz- Então...tem um garoto...ele é...filho do Raikage, você sabe, o líder da Vila da Nuvem...-Sakura assentiu, mostrando que ela estava prestando atenção- Em um dia qualquer, ele ouviu falar de um exame sanguinário, capaz de trazer glória para a sua vila e blá, blá, blá. O garoto vai ter com o seu velho, e pede que o deixe participar. O velhote aceita, com a condição de que, nada menos do que a vitória seria aceitável. Para isso, o Raikage monta um time...assustador. Ele, inclusive, coloca o seu querido discípulo nesse time. Tudo para garantir a vitória...mas então, quando esse super-time termina a fase de qualificação, descobrem que tem um outro time, de Konoha, que conseguiu chegar primeiro do que eles...

Sakura estreitou os olhos, já entendendo onde aquela história toda iria chegar.

—O Raikage dá uma bronca neles, mas até aí tudo bem. Ele estabelece uma outra condição...aparentemente, nesse outro time, tinha o filho de alguém que, outrora, foi o único homem capaz de superá-lo no quesito velocidade. –Kei fez uma pausa- Então...ele pede à eles que, encontrem, e matem o filho desse...seu rival. E apesar de achar aquilo idiotice, o seu filho aceita, porque ele detesta os seus gritos escandalosos...então, isso me leva aos meus dois problemas. Primeiro: Um passarinho me contou...que o discípulo do meu pai, foi morto por um gennin usando Sharingan e, não é preciso ser um génio para entender que clã usa o sharingan...então, onde está Uchiha Sasuke? –Ele sorriu enquanto perguntava aquilo, mas os seus olhos cinzas tinham um brilho quase louco- E, é claro...o mais importante, o filho do Yondaime Hokage: Onde está...Uzumaki Naruto...?

Sakura sentiu suor escorrendo pela sua testa. E, definitivamente, não era por ela estar tentando romper as cordas, enquanto aqueles olhos insanos a olhavam no fundo dos olhos.

—Eu...realmente não sei...

As pupilas dele se dilataram. Ele a encarou pelo que pareceram ser longos minutos.

—É mesmo...? É uma pena então...

Sakura prendeu a respiração quando viu os músculos dele se tensionarem. Mas ela suspirou de alívio ao vê-lo se levantar e suspirar.

—Vamos embora...

Atsui olhou para ele completamente confuso.

—Não fode! Esses gennins da folha mataram o Daiki, caralho! –A katana em suas mãos tremeu- E você simplesmente vai...soltá-los...?!

Kei apenas massageou o seu cabelo.

—Você...está gritando comigo? –A sua voz era meio entediada, mas tinha algo nela que fez Atsui tremer e se acalmar. Kei pareceu suspirar- Atsui-kun...eu tenho uma pergunta para você...Você odeia formigas?

—Formigas? –Atsui franziu o cenho pela pergunta estranha — Bom...não, mas às vezes mato algumas...

Kei assentiu, como se concordasse.

—Mas...por exemplo, imaginemos que... tu estejas completamente deitado em uma cadeira na praia, simplesmente aproveitando o sol, e você vê, de repente, formigas andando...você as mataria?

—Não...acho que...não...

Kei sorriu.

—Claro que não. Por mais que elas sejam irritantes, é um completo desperdício de energia você se importar com elas. Elas não fazem nada. E nem valem nada. Exatamente como eles. Eles são como formigas para mim...

Foi tudo o que ele disse, antes de se virar e começar a caminhar. El soltou um suspiro, antes de se virar e fazer uma profunda reverência, e sussurrar um ‟sinto muitoˮ para os três gennins da folha que apenas assistiam à aquilo, completamente chocados. Ela apertou o passo para alcançar Kei.

Atsui, apenas ficou parado, com os olhos completamente arregalados.

Eles caminharam por alguns metros, mas depois Kei, subitamente parou. Ele se virou, tinha um sorriso estranho no rosto, e Sakura sentiu o seu mundo escurecer.

—Pensando melhor...-Ele bagunçou os seus cabelos- Teve uma vez, quando eu era criança, que a minha mãe estava fazendo um bolo delicioso de chocolate, meu favorito, enfim...e ela deixou um pedaço enorme para mim em cima da mesa. Continuando...naquele dia, eu estava treinando com o papai, mas não reclamei, porque a única coisa que eu imaginava, era chegar em casa, e colocar aquele grande e delicioso pedaço na minha boca. Enquanto eu treinava jutsus, eu quase conseguia sentir o seu sabor de chocolate explodindo na minha boca...e quando finalmente cheguei na cozinha, sabe o que eu encontro? Formigas. –A sua expressão mudou completamente- Devorando a porra do meu bolo de chocolate. Você acredita?! Eu detesto formigas. Mate eles, Atsui. Vamos, El.

Ela se curvou novamente, em uma profunda reverência para os gennins de Konoha.

—Desculpem o incómodo...

Foi tudo o que El disse, antes de seguir Kei.

A expressão macabra no rosto de Atsui era digna de um prémio.

Sakura arregalou os olhos, quando viu Atsui levantando a sua katana e revesti-la com chakra katon, enquanto forçava a cabeça de Ino para baixo. Ele...ele ia decapitá-la...

Sakura quase suspirou de alívio quando sentiu as cordas nas suas costas se rompendo. Ela não soube dizer de onde tirou a força e velocidade para correr em direção à Ino.

Ela via aquela lâmina em chamas descendo com uma lentidão torturante, faltando meros centímetros para se afundar no frágil pescoço de Ino.

Um grito silencioso se perdeu à caminho de sua garganta.

Em puro reflexo, Sakura empurrou ligeiramente Atsui, ele pareceu bastante surpreso enquanto perdia o equilíbrio, ao ponto de desviar a sua lâmina do pescoço de Ino.

Sakura sentiu um estranho formigueiro no seu braço, e ela viu algo caindo pesadamente no chão.

Era...era um braço. Tinha um braço no chão. Ela olhou para o próprio corpo.

Ela arregalou os seus olhos verdes, completamente em choque.

Onde...onde estava o seu braço esquerdo?

E então veio a dor, intensa.

Ela se jogou no chão, enquanto sentia aquela dor infernal.

—MEU BRAÇO! MEU BRAÇO!

Atsui se recuperando do torpor, apenas ria, enquanto via a garota se debatendo no chão, enquanto tentava estancar o intenso fluxo de sangue que saía do local onde o seu braço havia sido decepado.

Atsui odiava o som de gritos. Ele levantou novamente a sua katana. Ia terminar o sofrimento dela.

Ele viu aqueles dois gennins da folha se arrastarem e se colocarem diante do corpo caído da Rosada. Eles não podiam falar, é claro. Mas os seus olhos estavam humedecidos em uma evidente súplica.

E Atsui apenas sorriu. Ele adorava aquele tipo de expressão. Os seus dedos se tensionaram ao redor do cabo da sua katana, quando ele fez menção de a mover para baixo.

Mas então ele sentiu algo frio e afiado atravessando o seu corpo, e a sua visão ficar borrada de sangue.

Shikamaru apenas arregalou os olhos ao ver o corpo daquele garoto da nuvem sendo separado ao meio, em um corte limpo e afiado.

Ele viu Naruto balançando a lâmina da sua katana ao vento, antes de guardá-la na sua bainha.

Hinata, depois de desamarrar Shikamaru e Ino, se agachou ao lado de Sakura.

—Pare de se mover, Sakura!

Ela apenas suspirou, enquanto assistia à rosada pressionando o seu braço com lágrimas no canto dos olhos.

—MEU BRAÇO! ESTÁ DOENDO!

—Eu sei! E eu sei como parar. Você está sangrando muito. Pare de se mover, cacete! –Sakura assentiu, mordendo os lábios para abafar os gritos. Ela concentrou chakra katon na sua mão- Olha... eu vou...vou cauterizar esse ferimento só...fique quieta...tente não gritar...

A expressão de Sakura se suavizou ligeiramente quando ela sentiu os dedos de Ino se entrelaçarem à sua, agora, única mão.

Naruto se agachou, ele tinha os olhos completamente arregalados em choque.

—E-ela...está bem?!

Hinata apenas olhou para ele de soslaio. Ela conseguia notar o que ele estava pensando só de olhar para ele. Ele queria ir atrás deles.

—Vá...só vá, Naruto....

—Mas...a Sakura...

—Vai logo. Uma hora ou outra, eles vão voltar, Naruto. Sobretudo quando descobrirem que você matou um deles...quando eu terminar, eu vou atrás de você...só...vai logo...

O loiro pareceu querer dizer algo, mas depois suspirou, enquanto ajeitava a sua katana na sua cintura. Hinata tinha razão.

Com um último olhar para a rosada, ele desapareceu em um shunshin.

Eles haviam cortado Sakura um pouco abaixo do ombro, bem antes do cotovelo. Hinata olhou da forma mais calma possível para Sakura. Havia um quê de gentileza nos seus olhos perolados, enquanto aproximava a sua mão envolta por chamas naquele ferimento.

Por puro instinto, os dedos se Sakura pressionaram ainda mais a mão de Ino. A loira não falou nada, é claro, mas pela primeira vez nos últimos dias, ela parecia um pouco com a antiga Ino. Havia um brilho nos seus olhos, que a lembrava aquela Ino que a defendia das outras garotas, na infância. Aquela que era a sua melhor amiga.

Sakura respirou fundo. Hinata tomou aquilo como um sinal.

—Isso vai doer...muito...então...me desculpe...

Os gritos dela ecoaram por aquela terra árida.

Naruto, correndo velozmente há alguns metros à frente, sentiu os seus olhos escurecerem quando ouviu aquele grito repleto de dor. Ele ia matá-los, definitivamente.

XXX

Quando, depois de cerca de cinco minutos, Atsui ainda não aparecia, Kei, sentado confortavelmente em um tronco caído de árvore, percebeu que havia algo de errado.

E, aquilo só se confirmou quando ele viu aquele garoto surgir diante dos seus olhos.

Aquele corpo esguio e tenso, a cabeleira longa e loira, os olhos azuis-escuros e assustadores, a aura densa, e o cheiro de sangue em suas mãos. Não haviam dúvidas, era Uzumaki Naruto.

Eles eram separados por meros metros de areia e uma brisa irritante.

Ao ver o olhar particularmente assassino no seu rosto, Kei apenas suspirou.

—Uau, você foi rápido. Há cinco minutos atrás eu sentia o seu chakra há dezenas de quilômetros à norte daqui, lutando contra...aquele garoto da areia. Acho que você deve ter usado um jutsu espaço-temporal. O Hiraishin, provavelmente. Tal pai tal filho. –Os olhos de Naruto se estreitaram, e Kei apenas sorriu daquela forma despreocupada- O que foi? Você acha que eu não sabia onde você estava? Eu sei onde cada um dos concorrentes restantes está nesse exato momento. Eu ataquei o seu acampamento porque estava entediado, e queria irritá-lo matando os seus companheiros. Mas...pelo seu olhar, seja lá o que Atsui tenha feito, também funcionou...

—Entendo...você já havia planejado isso...

—Correto! E, antes que você me chame de covarde, saiba que...Eu não...estou dizendo que eu não conseguiria derrotar você, mas...eu sou ridiculamente cauteloso. Eu tenho observado você sabe...à espera do exato momento em que você estaria no limite, como agora...sem chakra...cansado depois de enfrentar um poderoso gennin... completamente sozinho...isso me torna um shinobi perfeito, sabes?

—Entendo...

Se, Naruto havia ficado irritado com a sua fala, não era possível saber pela sua expressão. Era fria e dura.

—O Atsui-kun...onde ele está?

—Morto. –A voz daquele garoto não passava de um sussurro-Vocês...têm ideia do que fizeram?

—Isso pergunto eu...-Kei parecia entediado, ele massageou os seus dreadlocks- Vocês mataram mais um amigo meu. Só de imaginar a Samui chorando pelo irmãozinho dela, eu fico entediado...-Kei suspirou, novamente- ela vai querer me culpar...e eu realmente quero comer ela...-Ele emitiu um gemido de dor quando, El, ao seu lado, o cutucou levemente- ups, tem crianças assistindo isso, quer dizer... namorar com ela, é o mais politicamente correto de se dizer. É que...ela tem sei... uma excelente comissão frontal...então...acho que isso significa, que eu terei que matar você...Uzumaki Naruto...

—Parece que sim...

Kei apenas aumentou o seu sorriso, quando o viu desembainhando, lentamente, a sua espada.

—Muramasa, hein? Que bela espada você tem...-Os seus olhos cinzas brilhavam de uma forma estranha- El...faça aquilo...

Ela deu cerca de quatros passos à frente. Os seus pés, eram incrivelmente silentes ao tocar a terra. Naruto estreitou os olhos, atento à qualquer súbito movimento que aquela garota fizesse. Ela se curvou para Naruto.

—É uma honra...

Quando Naruto a viu, curvada daquela maneira, ele tentou se mover, mas sentiu o seu corpo congelar, como se de repente correntes invisíveis aparecessem ao redor do seu corpo. Ele arregalou os olhos.

El, levantou o seu corpo, e olhou fixamente para Naruto. Os orbes dourados brilhando de forma assustadora.

A pressão que ele sentia sendo exalada por cada poro daquela garota...ela era perigosa. Muito perigosa. Aquela voz que existia no fundo da sua mente, a coisa que Naruto chamava de consciência, havia congelado os seus músculos por um único motivo.

Por mais que ela aparentasse estar de guarda aberta, se ele atacasse, ela iria...matá-lo.

Há quanto...Há quanto tempo ele não sentia aquilo?!

Aquela sensação fria que congelava os seus músculos?

Naruto trincou os dentes, mordendo a própria língua para se recuperar daquela intenção assassina.

—Você...

Antes que Naruto sequer desse um passo, sentiu algo adentrando as suas costas, e algo molhado e quente se espalhar pela sua pele. E, então veio a dor.

Ele sentiu a sua visão embaçar. Ele...ele havia sido apunhalado por uma kunai. Ele ouviu a voz vazia daquela garota sussurrando no seu ouvido:

—Dói, não? Sinto muito.

Quando...quando aquela garota havia se movido?! Naruto girou o seu corpo, procurando cortar aquela garota, mas ela já não estava lá.

Virando o seu olhar borrado para frente, Naruto percebeu que ela estava novamente ao lado de Kei. Aquilo era...teletransporte?

Naruto rangeu os dentes, enquanto arrancava a kunai das suas costas. Aquela ferida...doía como o inferno, e ele sentia o seu uniforme grudando pelo sangue que saía.

El se curvou novamente.

—Desculpe, eu evitei atingir órgãos vitais, mas infelizmente, a dor ainda é...desconfortável.

Naruto, mesmo com a visão borrada e a cabeça girando, se colocou em posição de combate. Ele não estava em boas condições. O combate com Gaara havia o deixado fisicamente...exausto, e o uso do hiraishin havia drenado mais de metade das suas reservas de chakra.

E ainda havia aquele maldito ferimento. Ele estava perdendo sangue. Muito sangue. A sua cabeça girava e a sua visão estava incrivelmente borrada.

Kei se levantou.

—Vês? –O garoto da Nuvem ainda tinha aquele sorriso no rosto- Se ela quisesse, ela poderia te matar agora mesmo...você é entediante... -Quando Naruto voltou a piscar, Kei estava com um braço à volta do seu ombro- garotinho...

Naruto cuspiu sangue, enquanto sentia aquela dor dilacerante no seu peito.

A mão de Kei, envolta por estranhos raios negros, tinha atravessado completamente o lado direito do seu peito.

Naruto arregalou os olhos quando viu ele retirando a sua mão, e o seu corpo cair pesadamente no chão, com um enorme buraco no peito, mergulhado em uma enorme poça do próprio sangue.

—Droga...me sujei. –Kei parecia bastante irritado com a quantidade de sangue na sua mão. El estendeu um lenço para ele- Obrigado...

Ela apenas revirou os olhos, enquanto o via limpando a sua mão.

—Ufa, menos um problema. — Kei sorriu com os olhos, mas depois franziu o cenho ao notar duas assinaturas de chakra se aproximando em uma velocidade assustadora- Reforços, hein? Tanto faz. Vamos, El, esse aí já está... morto...

Eles dispensaram um último olhar para o loiro estendido no chão, que estava se engasgando no próprio sangue.

Enquanto ouvia o som das sandálias deles tocando na areia, cada vez mais distante dos seus ouvidos, Naruto sentia as suas pálpebras pesarem. Ele estava...morrendo?

Os seus olhos azuis estavam arregalados, e lentamente, iam perdendo o brilho, enquanto ele mergulhava na escuridão.

Ele se sentia como se estivesse afundando em um oceano nergo, sendo abraçado por águas frias e pesadas, e que o puxavam cada vez mais fundo. Ele não podia se mover.

Não. Ele não queria se mover.

Era confortável ali. Aquele frio intenso, que o gelava até os seus ossos, era aconchegante.

O abraço da deusa da morte era...estranhamente delicado, quase maternal, e parecia levá-lo cada vez mais fundo, e fundo, e fundo.

Naruto não queria lutar. Não queria subir.

Ali, não haviam os rostos contorcidos de cada uma das almas que ele havia ceifado, e das pessoas que ele havia magoado.

Não havia o rosto pálido de Karin. Não haviam os olhos verdes sem vida de Akai. Não haviam os olhos frios de Kabuto. Não havia o choro insano de Risa. Não havia a expressão opaca de Ino. Não haviam os olhos cheios de ódio de Shikamaru e, sobretudo, não havia o cheiro de sangue nas suas mãos.

Aquele cheiro que não saía nunca.

Ele não queria voltar.

Mas, se ele não queria voltar...por que... por que... ele ainda continuava ouvindo aquela voz? A voz dela? Sussurrando para que ele abrisse os olhos?!

Os seus olhos se entreabriram ligeiramente, e Naruto sentia a pele do seu rosto extremamente gelada. Estava chovendo?

Os seus olhos entreabertos finalmente reconheceram aquelas formas borradas diante de si. Hinata e Shikamaru.

Não. Não estava chovendo. Aquelas gotas gélidas que caíam no seu rosto, eram lágrimas, lágrimas de Hinata. Ela estava chorando, enquanto tentava usar o seu pouco conhecimento médico para fechar o enorme buraco no seu peito.

—Aguente firme, Naruto-kun...só aguente firme...

Os seus olhos azuis se moveram até o olhar preocupado de Shikamaru. Aqueles...aqueles não eram olhos de alguém que parecia odiá-lo...

‟Entendo...eu estava errado, então...ˮ

Foi tudo o que ele pensou, antes dos seus olhos se apagarem de vez.

XXX

Quando Hinata, viu Naruto fechando novamente os olhos e inspirando uma profunda lufada de ar, ela sentiu o seu mundo parar.

Aquela expressão de calma e serenidade no seu rosto, era a mesma que ela havia visto no rosto pálido da sua mãe, enquanto braços negros se envolviam no seu frágil corpo, e ela era levada pela deusa da morte.

A sua garganta ficou seca, os seus olhos humedeceram e as suas pernas quase fraquejaram.

E, é claro, havia aquele sabor amargo subindo lentamente pela sua garganta. Gosto de veneno.

Aquele familiar gosto de veneno.

Um grito silencioso se perdeu na sua garganta, suas mãos tremiam, enquanto ela tentava, sem sucesso, fechar aquele enorme buraco.

Ela sentiu um toque gentil no seu ombro. Erguendo o olhar, ela encontrou o olhar negro e choroso no rosto de Shikamaru.

Ele apenas balançou a cabeça. Hinata sabia que não era preciso ele falar nada.

Naruto não...estava mais respirando.

O silêncio sepulcral foi quebrado pelo som estridente de um canhão explodindo nos céus.

Morto. Uzumaki Naruto estava morto.

Hinata estava em choque. Anestesiada. Nem um único som saía dos seus lábios.

Nem mesmo quando Shikamaru a envolveu em um abraço.

—E-ele...ele se foi...Shikamaru...O Naruto...se foi...

O moreno não reclamou, enquanto as lágrimas geladas molhavam o colete do seu uniforme. Ele apenas acariciou os fios de cabelos de Hinata, enquanto chorava com ela.

—Isso...não é justo...não é justo...

Ele desviou o seu olhar para o cadáver pálido e sem vida de Uzumaki Naruto. Shikamaru, arqueou os seus lábios em um sorriso sem graça. Aquela era a primeira vez que ele o via com uma expressão tão...em paz.

Como se tivessem retirado todo o peso do mundo sobre os seus ombros...

Mas então, os seus olhos ônix se arregalaram, em puro choque, enquanto ele via aquilo...

Uma estranha névoa negra envolveu por completo o corpo de Naruto, enquanto ele via, lentamente o enorme buraco no seu peito se fechando, emitindo um vapor negro para o ar.

Ele chacoalhou Hinata, que apenas olhou para ele, com os olhos chorosos parecendo assustados.

—Shikamaru...o que foi que-

Ela, seguindo o olhar do moreno, arregalou os olhos ao ver o ferimento de Naruto completamente curado.

Hinata estava em completo choque, o que havia acontecido?

Veias pulsaram ao redor dos seus olhos perolados quando ela ativou o seu byakugan.

Ainda que fraco, o coração de Naruto havia voltado à bater.

Um suspiro de extremo alívio cruzou os seus lábios, sendo logo substituído por um sorriso.

Mas...mas o que havia acontecido?

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‟Um gigantesco suspiro de alívio escapou dos lábios da gigantesca e milenar Raposa Branca. Os seus olhos, azuis em fenda, se fixaram naquela silhueta escura e densa, que apenas sorria de uma forma estranha.

—Pronto...Raposinha, eu o curei...

A Kyuubi pareceu enfrentar um pequeno dilema interno, antes de suspirar novamente.

—Obrigada...por...você sabe...

Quando ela viu o seu hospedeiro sendo ferido daquela forma, A Kyuubi soube logo, que eram questão de minutos até ele, invariavelmente, morrer. E ela morreria com ele.

Mas, não importava o que a milenar Raposa fizesse, ela não conseguia curá-lo. Então, enquanto era completamente tomada pelo desespero de vir a deixar de existir, ela ouviu a Muramasa, encolhida na escura e fria cela, se pronunciar.

—Sabes...eu posso curá-lo...

Naturalmente, um olhar extremamente desconfiado cruzou os seus olhos. E, notando aquilo, a Muramasa apenas aumentou o seu sorriso.

—Não entendo a sua desconfiança. A minha alma e a dele também estão conectadas. Se ele morrer...

—Você é só uma espada maldita. Quando alguém encontrar você, você vai reviver novamente.

A Muramasa sorriu.

—Isso não é bem verdade...-Os olhos da Raposa se estreitaram- O acordo que eu fiz com os outros...é diferente do que eu firmei com Uzumaki Naruto...

—O que você está dizendo...?

A Katana amaldiçoada apenas se levantou e, com um estalar de dedos, as barras brilhantes que a prendiam, simplesmente desapareceram. A Kyuubi arregalou os olhos.

—Estou dizendo que...bom, não é da sua conta...

Fechando os olhos, uma estranha névoa negra começou a ser desprendida por seu corpo, e esta se espalhou completamente por aquele esgoto fétido, que era a subconsciência de Uzumaki Naruto.

Em menos de um minuto, a Muramasa abriu os olhos.

—Pronto, Kyuubi-chan...ele está curado. E, quando eu digo curado, estou me referindo à... tudo.

A Raposa milenar não era tola. Ela já havia vivido mais do que muitos seres naquele mundo. Então...ela sempre procurava ver além do óbvio...mas as ações daquela katana amaldiçoada simplesmente não faziam o menor sentido.

—O que você quer...Muramasa, de verdade?

Ela apenas deu um de seus costumeiros sorrisos estranhos.

—Vai saber...Kurama-chan...

A Kyuubi travou completamente. Aquele nome....havia mais de cinco séculos que ninguém a chamava por aquele nome.

Ela finalmente se questionou....quem era aquela espada? Ela sabia que um ferreiro, um humano, havia vendido a própria alma para uma entidade demoníaca divina, e em troca, esta havia prendido um demônio menor naquela katana. Mas...quem era aquele demônio? Que a encarava com aquele sorriso divertido?

Os seus olhos azuis escureceram.

—Quem é você? De verdade?

Ela continuou sorrindo.

—Você ainda não notou? Isso me deixa triste...lembre-se, Kurama...

A Kyuubi franziu o cenho, quando viu os olhos completamente brancos da Muramasa ficarem dourados.

—Eu não-

—Lembre-se Kurama...você sabe o meu nome....qual é o meu nome?

A Raposa se sentia hipnotizada enquanto olhava para aqueles olhos dourados como o sol.

E então, a Raposa milenar se lembrou. Os seus lábios se moveram, pronunciando aquele nome. O nome que já não era pronunciado havia mais de mil anos.

A Muramasa sorriu.

—Sim...Você lembrou, Kurama...

A Raposa tinha os olhos arregalados. Por que ela estava ali? Ela tinha tantas perguntas...mas só uma realmente a preocupava mais.

—Por que...Por que...você está aqui...?

—Você sabe o porquê...

Foi tudo o que a Muramasa disse, antes de caminhar novamente para dentro da cela. Ela estalou os dedos, e as barras voltaram a encarcerá-la.

Então a milenar Raposa entendeu, em um estalo. Os seus olhos estavam arregalados, mas enfim, tudo fazia sentido.

—E-espere...esse garoto, Uzumaki Naruto é...

—Sim, minha querida...por isso, ele não deve morrer. Não ainda.

A Raposa apenas assentiu.

—Sim...mamãe...ˮ

Notas finais
Nossa, não tou nem conseguindo pensar em algo engraçado para essas notas. Vou ficar pelo básico mesmo. Comentem, favoritem e recomendem para os vossos amigos. Ah, e vamos fazer algo legal?! Eu gostaria que vocês comentassem, sei lá, a vossa VISÃO GERAL da história até agora, sabem? O que têm achado, o que mais gostaram, o que mais odiaram, o que acham que vai acontecer mais pra frente.... Enfim.... Vamos interagir. Eu, no momento, tou indo durmir, pra ver se essas cefaleias passam. Até o próximo. Apesar de não estar escrevendo no momento, eu tenho alguns capítulos feitos, no caderno é claro, é só uma questão de digitar, então, em 3, 4 dias no máximo estarei de volta. Se cuidem!