Fênix - Até as cinzas voarem
8 Obrigado Gilberto
O silêncio do Red Bull Ring em julho de 2020 era quase antinatural. Sem o barulho das arquibancadas, sem os milhares de torcedores e com todos no paddock escondidos atrás de máscaras e visores de proteção, o circuito parecia um laboratório a céu aberto. Mas, para a Vortex GP, o silêncio mais pesado não vinha do protocolo sanitário da F1. Vinha do espaço vazio no centro da garagem.
Abaixo do cockpit dos dois carros, bem ao lado do brasão da escuderia e pintada manualmente em letras finas e prateadas, estava a homenagem: "Obrigado, Gilberto."
Eduardo passou a ponta dos dedos sobre a tinta fresca do chassi de Gustavo. O cheiro de resina epóxi e tinta ainda impregnava a garagem, mas a presença física do homem que desenhara aquelas linhas com tanto suor na fábrica em São Paulo não estava ali.
— Ficou perfeito, chefe — disse Gustavo, aproximando-se em silêncio. O piloto vestia seu macacão preto e cinza, já com o capacete nas mãos. O semblante jovem trazia uma mistura de respeito e uma determinação afiada.
— Ele ficaria orgulhoso de ver esse carro na pista, Gustavo. Só garanta que ele passe pela linha de chegada — respondeu Eduardo, tentando manter a voz firme, embora o nó na garganta quase o impedisse de falar.
Rafael aproximou-se em seguida, acompanhado por Hunter e Nicolas. Os dois empresários, sempre impecáveis em seus ternos escuros — agora combinados com máscaras cirúrgicas —, mantinham uma postura contida. Nicolas olhou para a inscrição no bico do carro e deu um leve aceno de cabeça para Eduardo. Em um ambiente onde o dinheiro e os números costumavam atropelar qualquer sentimento, até os empresários pareciam entender a gravidade daquele momento.
— O cronômetro do Treino Livre 1 começa a rodar em dez minutos, Eduardo — avisou Hunter, quebrando o transe com seu tom profissional habitual, embora com o tom de voz visivelmente mais brando. — É hora de mostrar para o mundo que a Vortex não veio para ser figuração.
Eduardo respirou fundo, ajustou a máscara no rosto e olhou para toda a equipe. Mecânicos com luvas e protetores faciais encaravam o carro sobre os cavaletes. Ninguém falava nada. Não precisava.
— Pessoal — chamou Eduardo, atraindo o olhar dos poucos e exaustos membros da equipe. — O Gilberto projetou esse carro no papel, mas fomos nós que o construímos com as próprias mãos. Não temos o dinheiro da Mercedes, não temos os simuladores da Red Bull e hoje não temos o nosso líder aqui do nosso lado. Mas temos a nossa alma nesse carro. Vamos pra pista por ele.
Os mecânicos concordaram em silêncio, apertando os punhos.
Quando o primeiro ronco do motor Renault V6 turbo-híbrido ecoou pela garagem fechada, fazendo o chão de cimento tremer, Eduardo fechou os olhos por um segundo. Não era apenas o som de um carro de Fórmula 1 nascendo. Era a prova viva de que a história deles tinha começado.
Pontualmente, o TL1 começou e a transmissão oficial da Fórmula 1 fez questão de registrar o momento histórico. Quando as câmeras do feed internacional focaram no box da Vortex GP e capturaram a imagem do chassi preto e cinza saindo para a pista, a narração mudou de tom:
— E lá vai ela, senhoras e senhores! A equipe brasileira Vortex GP faz história ao alinhar pela primeira vez no TL1 aqui no Red Bull Ring — comentou o narrador da TV oficial da F1, com o tom carregado de entusiasmo. — E olhem só o detalhe no bico do carro... uma homenagem tocante a Gilberto, um dos idealizadores do projeto que infelizmente nos deixou devido à COVID-19 antes de ver essa máquina acelerar.
— É uma história inacreditável de resiliência — complementou o comentarista técnico, enquanto o gráfico na tela exibia o tempo da pista e os dados da equipe. — Eles chegaram aqui sem a estrutura de um gigante, com o orçamento no limite do limite e lidando com uma perda devastadora na liderança da equipe. Ver esse carro do Gustavo na pista hoje já é uma vitória colossal para a engenharia brasileira.
Nas redes sociais e na transmissão oficial, a imagem em câmera lenta do bico do carro passando pelas zebras da Áustria com a frase "Obrigado, Gilberto" virou destaque instantâneo. Pelo mundo todo, o público que acompanhava a volta da F1 no meio da pandemia começou a se afeiçoar imediatamente à história daquela zebra destemida vinda da América do Sul.
Treino Livre 1 (TL1): A Dureza da Realidade
Quando os carros saíram para a pista sob o sol da manhã em Spielberg, o entusiasmo inicial da transmissão deu lugar à análise fria dos dados.
Instabilidade Aerodinâmica: Nas primeiras voltas lançadas, a câmera onboard do carro de Gustavo mostrava o capacete do piloto balançando violentamente nas saídas das curvas de alta velocidade. A falta de dados refinados no CFD da fábrica se traduziu em um porpoising incômodo e falta de pressão na traseira.
Aquecimento Excessivo: No meio da sessão, o alarme de temperatura acendeu no volante de Rafael. O radiador construído de forma conservadora na fábrica não dava conta do ar rarefeito da altitude austríaca. Eduardo teve que chamar Rafael de volta aos boxes para abrir novas saídas de ar no capô com ferramentas manuais — uma imagem que os comentaristas não deixaram passar: "Olhem só, eles estão ajustando a carenagem na raça, no martelo e na lixa em pleno pit lane!"
Tabela de Tempos: Gustavo terminou em 21º e Rafael em 22º, mais de 2,8 segundos atrás da Mercedes de Valtteri Bottas.
Treino Livre 2 (TL2): Desgaste e Limitações
À tarde, o foco mudou para as simulações de corrida e o comportamento dos pneus.
O Drama dos Pneus: Para compensar a falta de pressão aerodinâmica, os pilotos precisavam esterçar mais o volante, destruindo os pneus traseiros macios em pouquíssimas voltas. O ritmo de corrida da Vortex GP era dolorosamente lento.
A Visão dos Empresários: A transmissão cortou para o fundo da garagem, onde Hunter e Nicolas acompanhavam os monitores de braços cruzados, a tensão evidente através de suas máscaras. Hunter balançava a cabeça negativamente a cada setor marcado em amarelo nos tempos de Gustavo.
O Diagnóstico Técnico:"A Vortex já tem um motor fraco com o Renault V6 que não ajuda nas longas retas de Spielberg, mas o chassi FX-01 simplesmente não consegue ajudar os pilotos no asfalto de forma eficiente," explicou o comentarista da F1 TV. "É um carro duro de pilotar, fisicamente exaustivo."
Treino Livre 3 (TL3): Caos nas Zebras
Na manhã de sábado, a equipe tentou uma regulagem de suspensão mais firme para segurar a traseira do carro, mas as zebras agressivas do Red Bull Ring cobraram seu preço.
Ao passar forte pela zebra amarela da curva 9, a vibração excessiva trincou uma das aletas da asa dianteira do carro de Rafael. O pedaço de fibra de carbono voou na pista, provocando uma rápida bandeira amarela. Rafael mancou com o carro até o box. O pânico se instalou na garagem porque não havia uma asa dianteira sobressalente completa com a mesma configuração. Os mecânicos tiveram que correr contra o tempo, usando resina de cura rápida para colar a peça danificada antes da classificação.
A Vortex GP fechou o TL3 ocupando a última fila do grid hipotético. A equipe estava exausta, com os pilotos reclamando de dores no pescoço devido ao balanço do carro, e Eduardo ciente de que a Classificação seria uma batalha dolorosa apenas para tentar não tomar o tempo de 107% da pole position.
O clima nos bastidores da Vortex GP antes da Classificação era de puro desespero contido. Enquanto o relógio corria implacável em direção ao início do Q1, a garagem da equipe se dividiu em duas frentes de batalha: a corrida contra a física para consertar o carro de Rafael e a corrida contra o esgotamento físico dos pilotos.
A Oficina do Improviso: O Drama da Asa Dianteira
No lado esquerdo do box, os mecânicos trabalhavam com as mãos trêmulas de cansaço. A asa dianteira trincada de Rafael estava apoiada sobre um cavalete improvisado. Como não havia uma peça sobressalente com a mesma especificação aerodinâmica, a única opção era um reparo de emergência.
O cheiro forte e penetrante da resina epóxi tomava o ar. Um dos mecânicos aplicava camadas finas de tecido de fibra de carbono sobre a fissura, enquanto outro utilizava um soprador térmico manual para acelerar a cura do material.
— Cuidado com a temperatura, se esquentar demais o carbono deforma! — alertava o chefe de mecânicos, suando frio sob a máscara. — Se a gente não passar esse reforço, a asa vai soltar no meio da Curva 3 a 250 km/h — respondeu o jovem mecânico, lixando a borda com movimentos rápidos e precisos.
Eduardo observava a cena de braços cruzados, rolando a lixeira com os pés para disfarçar o nervosismo. Ele sabia que, em uma equipe como a Mercedes ou a Ferrari, aquela peça iria direto para o lixo. Ali, no entanto, a cola e a lixa eram a linha que separava a equipe de ter apenas um carro no grid.
A poucos metros dali, em um canto reservado da garagem, Gustavo e Rafael tentavam se recompor. O porpoising e a falta de pressão aerodinâmica do FX-01 cobravam um preço físico altíssimo nos treinos livres.
Gustavo estava sentado em uma caixa de transporte, com a cabeça baixa e uma bolsa de gelo pressionada contra a nuca. Seus braços e os músculos do pescoço estavam rijos de tanta tensão para segurar o volante que tremia violentamente nas retas.
— Minha cabeça parece que vai explodir a cada zebra — murmurou Gustavo, sem tirar o gelo do pescoço. — O carro tá quicando tanto que a visão chega a embaçar no ponto de frenagem.
Rafael, ao seu lado, tomava um isotônico a goles curtos enquanto o preparador físico improvisado da equipe massageava seus ombros rígidos.
— O problema não é nem a força G, é o esforço pra não perder a traseira — disse Rafael, encarando o capacete no colo. — A gente tá pilotando no limite do susto em cada curva.
Hunter e Nicolas observavam a cena da porta da sala. Hunter se aproximou de Gustavo e colocou a mão em seu ombro.
— Esquece os tempos por um segundo, Gustavo. O carro é o que temos pra hoje. Na Classificação, vai ser uma volta voadora. Dá tudo nessa volta e entrega o que for possível. Não queremos você no muro.
— Eu sei, Hunter... — Gustavo levantou a cabeça, os olhos demonstrando o cansaço, mas com uma faísca de determinação. — A gente não veio até a Áustria pra pipocar na hora do Q1.
Faltando apenas oito minutos para a abertura do pit lane para a classificação, o mecânico deu três batidas rápidas na carenagem de Rafael.
— Tá pronto! A cola secou. Não é a coisa mais linda do mundo, mas vai aguentar.
Eduardo respirou fundo, olhou para os dois pilotos já vestindo os capacetes e ajustando as luvas. O cansaço ainda estava lá, estampado nas feições de todos, mas a adrenalina de finalmente encarar a primeira sessão oficial de Classificação da Vortex GP começava a falar mais alto.
— Carros no chão! — ordenou Eduardo pela rádio da equipe. — Vamos pra pista.
O sol de domingo despontou sobre o vale de Spielberg, trazendo consigo uma pista quente e a atmosfera eletrizante do primeiro Grande Prêmio de 2020. No box da Vortex GP, o clima era de foco absoluto.
A estratégia para a corrida havia mudado. Com os dados da classificação em mãos, Eduardo e os engenheiros confirmaram o que a telemetria mostrava: o FX-01 podia não ter a cavalaria do motor Mercedes ou a pressão aerodinâmica da Red Bull, mas era um tanque de guerra. Gilberto e a equipe da fábrica tinham construído um chassi extremamente durável, capaz de engolir as zebras mais agressivas sem trincar a suspensão e sem derreter os pneus.
A Largada: O Desafio nas Retas
Alinhados na última fila, Gustavo P21 e Rafael P22 viram as cinco luzes vermelhas se acenderem e apagarem.
A largada foi limpa, mas a limitação de aceleração do motor Renault ficou evidente na longa subida para a Curva 4. As outras equipes de meio de tabela abriram uma pequena vantagem nas retas. No entanto, enquanto os adversários precisavam tirar o pé ou desviar das zebras amareladas da Curva 4 para não danificar o assoalho, os dois carros da Vortex passavam por cima delas sem hesitar.
— Ritmo constante, rapazes, orientou Eduardo pelo rádio. — A corrida é longa. Deixem eles queimarem o equipamento.
Não demorou para que o desgaste do circuito austríaco começasse a fazer suas vítimas no grid:
Volta 11: Max Verstappen sofreu uma falha elétrica em sua Red Bull e ficou lento na pista, sendo obrigado a recolher para o box.
Volta 18: Lando Norris e Lance Stroll começaram a reportar perda de potência.
Volta 21: Daniel Ricciardo abandonou com problemas no radiador de sua Renault.
A cada volta, o painel de posições mudava. Enquanto os carros mais rápidos do grid começavam a falhar por estarem operando no limite extremo da engenharia, o FX-01 continuava rodando como um relógio suíço.
Gustavo e Rafael mantinham tempos de volta impressionantemente consistentes. Com uma confiabilidade impecável do motor e dos componentes, que contrastava com o de outras equipes e com um desgaste de pneus surpreendentemente baixo, eles não precisavam parar precocemente nos boxes.
Na reta final da corrida, o GP da Áustria virou um festival de Safety Cars. Sérgio Pérez sofria uma quebra da caixa de câmbio e ficava de fora da corrida. O mexicano até tentou levar para os boxes, mas acabou precisando deixar o carro parado na curva 6. Logo em seguida, Kimi Räikkönen perdeu a roda dianteira direita em plena reta principal após a porca do pneu se soltar.
Quando o Safety Car entrou na pista pela terceira vez, restavam apenas 13 carros vivos na corrida.
E entre eles, impecáveis e sem um único arranhão na carenagem, estavam os dois carros pretos e cinzas da Vortex GP.
— Gustavo, você está em 12º. Rafael em 13º, avisou Eduardo, a voz trêmula de adrenalina. — Faltam 10 voltas. Mantenham a cabeça fria. A pontuação está logo ali na nossa frente!
O Grande Final
Nas voltas finais, Alex Albon rodou após se tocar com Lewis Hamilton na curva 5, caindo para o fundo do grid e posteriormente abandonando. Em seguida, Daniil Kvyat teve um pneu estourado na Curva 1.
O grid estava se desintegrando.
Gustavo, demonstrando uma maturidade incrível para um estreante, colou na traseira do carro à sua frente, aproveitando o vácuo na reta oposta para fazer uma ultrapassagem limpa por dentro na Curva 3. Rafael veio na esteira, mantendo um ritmo sólido e fechando a porta para qualquer tentativa de troco.
Quando a bandeira quadriculada finalmente agitou-se no Red Bull Ring, apenas 11 carros cruzaram a linha de chegada.
A tela de tempos oficial piscou, confirmando o milagre:
9º Lugar: Gustavo (Vortex GP) — 2 PONTOS
10º Lugar: Rafael (Vortex GP) — 1 PONTO
No box da Vortex GP, o silêncio contido deu lugar a uma explosão de gritos e abraços chocalhados. Mecânicos exaustos, que haviam passado noites em claro lixando peças na mão em São Paulo, choravam copiosamente com as mãos no rosto.
Hunter e Nicolas, chocados com o resultado improvável, olhavam para a tela sem acreditar. Três pontos na corrida de estreia de uma equipe recém-formada.
Eduardo apertou o botão do rádio com as mãos trêmulas, as lágrimas caindo livremente sobre a máscara:
— Meninos... vocês conseguiram. Nós pontuamos com os dois carros! O Gilberto... o Gilberto está vendo isso de onde estiver. Que orgulho de vocês!
— NÓS CONSEGUIMOS, CHEFE!, gritou Gustavo pelo rádio, esmurrando o ar de dentro do cockpit. — Isso é pelo Gilberto! Isso é pelo Brasil!
— O carro é um tanque, Eduardo!, comemorou Rafael. — Ele aguenta tudo! Que corrida!
A transmissão oficial da Fórmula 1 focou nos dois carros brasileiros fazendo a volta de desaceleração lado a lado na pista. O comentarista internacional encerrou a transmissão com uma frase que resumiria a temporada da equipe:
"Eles chegaram sem dinheiro, sem simulador de ponta e sob a sombra de uma tragédia pessoal. Mas a Vortex GP provou hoje que, na Fórmula 1, a força de um projeto feito na raça e com o coração pode vencer qualquer gigante."
Nas horas seguintes à bandeira quadriculada, a capa dos principais portais de automobilismo do mundo só falava da equipe brasileira. A imagem de Gustavo e Rafael comemorando no parc fermé, apontando para a homenagem no bico do carro, circulou o planeta.
Manchetes como "O Milagre Brasileiro na Áustria" e "Três Pontos com Sabor de Vitória" dominaram as redes sociais. No Brasil, o resultado virou comoção nacional; afinal, em um ano tão sombrio de pandemia e incertezas, ver dois brasileiros pontuando na estreia de uma equipe nacional parecia um roteiro de cinema.
No entanto, dentro das salas de reuniões virtuais e nos escritórios dos grandes investidores, o tom era completamente outro.
***
Na manhã de segunda-feira, no hotel da equipe na Áustria, Eduardo ligou o laptop para uma conferência com os principais patrocinadores e investidores do projeto. Ele esperava parabéns ou ao menos um alívio financeiro. Recebeu planilhas e caras fechadas.
— Eduardo, sejamos adultos por um minuto, disse o diretor de marketing de uma grande empresa brasileira de tecnologia, ajustando os óculos. — O resultado na TV foi lindo, a história do Gilberto emociona. Mas nós sabemos ler a tabela de tempos.
Hunter, o empresário de Gustavo, que estava ao lado de Eduardo na sala, apenas assentiu em silêncio. Ele sabia exatamente o que viria a seguir.
— Vocês tomaram quase três segundos por volta na classificação, continuou o executivo, sem piedade. Dois terços do grid quebraram. Em condições normais, com os 22 carros na pista rodando sem quebras, a Vortex GP teria terminado em 21º e 22º. Foi pura sorte de principiante.
— Não foi só sorte, interveio Eduardo, tentando defender o trabalho do time. — Nosso carro foi projetado para ser resistente. Ele não quebrou nas zebras como a Red Bull e a Haas. O resultado veio porque o projeto é sólido!
— Sólido ou lento?, disparou outro investidor. — Resistência não vende carro e não garante cota de patrocínio para 2021. No domingo que vem, no mesmo circuito, as equipes grandes já terão corrigido as falhas elétricas e de suspensão. O GP da Estíria vai ser o verdadeiro choque de realidade de vocês. Se terminarem em último entre os 22, o valor da nossa marca cai junto.
A reunião acabou sem nenhum centavo a mais de bônus desembolsado. A mensagem foi clara: a imprensa comprou o milagre, mas o mercado sabia a verdade.
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