Notas iniciais
os próximos capitulos vão ser muito deprimentes, espero que gostem !! boa leitura

Lucy não queria mandar para a casa dela, pois sabia que ela não iria abrir e então a mandou um sms para ela vir na casa dela.

“Sami venha até a minha casa, é urgente, é importante”

Sami demorou horas para responder

“eu vou, mas que seja mesmo importante”

Depois de meia hora Sami estava na porta dos fundos batendo.

Lucy estava muito bêbada e com os braços mutilados.

Abriu a porta mas não deixou ela entrar

_Só te chamei aqui, porque quero que você pegue essa carta mas não a abra por enquanto, só daqui a três dias, por favor (Lucy)

_Porque não posso abrir agora ? (Sami)

_Faça o que eu peço, por favor (Lucy)

– O que aconteceu com você, você está estranha? E porque me chamou quer me pedir desculpas? (Sami)

_Não interessa a você o que aconteceu. Não quero te pedir desculpas, você saberá o que esta acontecendo daqui três dias, pelo meu pai e por essa carta (Lucy)

Lucy fechou a porta, não deixando ela responder, foi ao seu quarto beber mais um pouco.

Passou algumas horas e já era de madrugada, Lucy não estava dormindo, com o quarto trancado ela chorava, chorava e seus pensamentos a atormentaram.

Ela estava se mutilando, muito seus braços estavam cheio de cortes, não havia mais espaço e foi as pernas, cortes fundos, muito fundos.

Ela estava com medo da morte mas ela a queria, pois já havia sofrido demais.

A única coisa que ela conseguia pensar era em tudo que a aconteceu nesses dois anos.

**********

Eram três da manhã, era o primeiro dia. E daqui dois dias, ela estaria já morta.

Ela estava com tanta raiva que não havia morrido ainda, e então vestiu roupas cobrindo os cortes e foi até o quarto de seu pai pegar umas bebidas mais fortes.

Colocou cigarros, as bebidas, as laminas e seu diário em sua velha bolsa e foi em direção a saída da casa, ela iria na praça em que frequentava com Sami.

Estava muito escuro e ela estava com medo, pós seu capuz acendeu um cigarro e foi caminhando pelas ruas vazias, realmente não havia ninguém mas ela ouvia vozes em sua cabeça e se virava pra ver se havia mesmo alguém mas não via ninguém.

Ela havia caminhado por muito tempo nem sabia onde estava e as vozes continuavam, elas diziam:

Morra, idiota.

Sua burra, inútil.

Morra, fará muito bem a todos

Morra, saia desse mundo.

Você é inútil e ninguém te ama.

Morra

As vozes pareciam reais ela colocava a mão na cabeça e dizia:

Saiam daqui

Me deixem em paz

Eu sei que devo morrer

Mas me deixem em paz por favor

Saiam, me deixem em paz.

Ela estava gritando essas coisas na rua, parecia uma louca mas aquilo era tão real e assustador ela sentia um medo terrível.

Até que encontrou uma praça abandonada, mas não era a sua praça mas sentou no banco e pegou sua bebida.

Começou a tomar vodca de seu pai e pensou em como sua vida estava destruída, as lembranças voltaram e as vozes continuavam: Morra, Morra, sua inútil, idiota, Morra.

Ela pegou sua lamina e cortou muito fundo em seu pulso esquerdo, saia muito sangue ela pegou seu velho diário que a muito tempo não escrevia,sua caneta e começou a escrever tudo que sentia:

Esse pode ser o meu último dia nesse mundo idiota, mas o mundo não é tão idiota quanto eu, eu confiei minha vida a sami e ela em destruiu.

São tantas dores, eu não aguento mais nenhum dia, minha vontade de morrer é maior que tudo, eu tenho que morrer, eu sou uma inútil, louca, e não vou fazer falta alguma, vai ser melhor assim.

Já bebi bastante,fumei,e me cortei mas nada me alivia, eu sinto o cheiro da morte vindo e nessa escuridão que eu me encontro estou sozinha e sem ninguém como sempre foi, estou com medo, medo dessas vozes que dizem pra eu morrer, e medo da morte mas tudo que eu tenho medo sempre desejei.

Eu juro que se eu não me matar logo eu não sei o que vou fazer nessa vida, as laminas e bebidas não me adiantam mais.

Ou eu morro, ou eu morro. Não há outra saída.

Essa é a última vez que escrevo nesse diário relatando como me sinto, bom.. me sinto um lixo,inutil e que precisa morrer se não vai enlouquecer ainda mais.

Sou um ser humano desprezivel que merece a morte, todos já deixaram muito claro como sou desprezivel e inútil.

Então esse é o fim, daqui algumas horas ou dias alguém vai estar pregando o último prego no caixão e todos que me humilhavam vão estar me pedindo desculpas.

É o fim, adeus.

E ela saiu daquela praça,guardou o diário e foi caminhar pela noite, estava uma noite agradável pois tinha algumas nuvens que tapavam a lua deixando a cidade mais escura.

Ela pensou: Um monstro vagando pela cidade a noite querendo a morte.

Ela foi até um beco onde começou a fumar sua maconha e beber sua vodca mas ela adormeceu ali mesmo.

Acordando no outro dia com a luz do sol em seu rosto ela saiu daquele lugar sujo e foi caminhando pelo meio da rua.

Alguns carros passavam se desviando dela, e alguns diziam:

Sua maluca quer morrer?

E ela gritava: Siiiimm

Ela estava maluca vagando por meio dos carros ouvindo ainda as vozes que a atormentou a noite, com muitas lágrimas em seu rosto. Mas ela foi em direção de sua casa pois o que ela faria? Se jogaria do prédio perto de sua casa.

Demorou horas até chegar lá mas valeria a pena porque ela queria ver pela última vez Sami a garota que arruinou sua vida e queria ver a sua casa, a casa onde ela foi criada sua infância inteira.

Então chegando lá ela parou na frente de sua casa e ficou olhando pensando em todas as lembranças boas de sua infância e depois olhou no outro lado da rua e viu a casa de Sami e lembrou de todas as coisas boas e más que passou com ela.

Mas Lucy não podia mais perder tempo, então foi em direção ao prédio, subiu as escadas lentamente. Chegando a cobertura ela foi até o parapeito e olhou pra baixo, sentiu uma dor enorme. E pensou: é o fim.

continua

Notas finais
espero que tenham gostado :)