Futuro, Volume I - Futuro Esquecido
8 Ameaça Parte II - David
Notas iniciais
Acordo como de rotina bem cedo, em um dos vários dormitórios do andar G2. Hoje foi o dia da reforma aqui na sede. Meu quarto é um dos últimos, então não tem muito movimento por essa área, e sem movimento, sem barulho e sem barulho, uma boa noite de sono. Recebo meu café da manhã embaixo da cama, pra não precisarmos subir até o refeitório e sermos reconhecidos, mais privacidade em relação aos experimentos realizados nos laboratórios. Depois de comer meu café – que foi baseado em torrada, manteiga ou geleia, suco e um pote pequeno de iogurte – vou para minha cadeira de rodas e sigo em direção ao banheiro tomar um banho. Visto meu jaleco de cientista branco e vou em direção ao elevador, já que não posso andar de escada. Mas tem seu lado positivo pois a preguiça é tanta trabalhar essa hora da manhã – que no caso são sete horas – em comparação ao Aeroporto lá da margem o qual eu começa meu expediente às dez. Saio no meu andar e passo por vários corredores brancos e vou em direção ao Laboratório 2 falar com Patrick.
– E ai Patrick? – digo com animação.
– o-o-o-oi – responde ele gaguejando – tudo bemcomvocê?
– Estou bem sim. Mas você, não parece nada bem. Aconteceu algo?
– Não, imagina. Está tudo muito bem
– Então tá…
Saio do Laboratório 2 com mal pressentimento, sei que tem algo errado sim, e vou descobrir o que é. Não agora, pois tenho poções para produzir, mas outra hora.
Pelo incrível que pareça o Laboratório 1 é bem longe do 2, temos que andar durante uns dois minutos para chegar, e o 3 é muito mais longe. Fui transferido para o 1 por problema de locomoção.
Ponho meu olho no detector de íris ao lado da porta de acesso ao Laboratório 1 e a porta se abre. Esse e o número 3 são os únicos que precisam de identificação, porque nesse nós trabalhamos com substâncias perigosas e o 3 com poderes bélicos.
Vou em direção a meu computador e o ligo, o espero funcionar direito para poder abrir o browser para poder ler meus e-mails, pra ver se tem algum pedido de transferência de Cidade ou até convocação para voltar ao Aeroporto da Margem. Abro meu e-mail davidlab1@facçao.com e vejo que a caixa de entrada está vazia. Olho o lixo eletrônico e a caixa de spams e vejo que também estão vazias. Péssimo, até hoje espero minha transferência.
Me dirijo a uma bancada de correspondências ao lado da porta de entrada e vejo que tem várias cartas para todo mundo, umas mandadas por engano pro Laboratório errado e uma carta da Margem pra mim. Pego e vejo que deixei cair um papel, na verdade um bilhete.
O bilhete despertou mais a minha curiosidade e decido abri-lo primeiro, ele era escrito com letras que nunca vi na vida e sinto que não é coisa boa.
Pobre David, acha que todos estão sobre o seu comando, a única coisa que está no comando é aquela lá de cima – no caso Evelyn. Com o Avião você viu que não tinha e não terá poder nessa cidade e fique sabendo: dela você não sairá! Acabe com todas essas experiências, poções, armas, o que for, mas, de qualquer forma acabe. O Avião foi só um aviso do que posso, lhe custou somente algumas janelas, mas não sabe do que eu ainda sou capaz de fazer.
– U
Jogo o bilhete no lixo.
Assustado.
Muito assustado.
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