Futuro, Volume I - Futuro Esquecido

9 Ameaça Parte III - Ataques - Jeanine


Acordo as sete horas da manhã, morta de cansaço, mas tenho que me levantar cedo porque tenho muitas coisas para resolver. Levanto da minha cama e faço a rotina de higiene, tomo banho e escovo os dentes. Como todos os dias. Vou para o elevador a caminho do refeitório, vejo Tris e sua turma, não vou sentar com eles. Tris me olha com o canto do olho, nunca a vi me olhar desse jeito, acho que ela tá meio estranha comigo, não devo me preocupar, ninguém sabe o meu segredo. Vou para o balcão do buffet e Tris vem atrás de mim – ai meu deus.

– Oi Jeanine – diz ela enquanto pega um bolinho, desses que vem em um copo – tudo bem? Dormiu bem?

– Oi Beatrice – nossa, que interrogatório – sim, dormir sim.

– Que bom. – ela vira jogando o cabelo em mim e volta para a sua mesa.

Quando eu acabo de encher a minha bandeja de comida vou para a mesa mais perto que tem de onde estou. Como meu café da manhã lá. Estava ótimo, odeio admitir mas Evelyn está fazendo um bom trabalho mesmo. Limpo minha boca com guardanapo e saio refeitório afora.

Vou para o saguão e me deparo com todas as máquinas e guindastes do lado de fora reformando toda a sede da Erudição. Recolocando os vidros. Somos proibidos de sair até a reformar acabar, por questões de segurança. Além do mais não temos nada para fazer lá fora. Não visito sedes de outras facções.

Ando para o balcão da recepção que está vazio e olho para a parede atrás dele a qual tinha um quadro com meu rosto – futuramente esse quadro voltará pro lugar de onde ele não poderia ter saído. Uso um dos computadores para olhar os meus e-mails, pra ver se tem algo novo, só tinha um e-mail não lido, um tal de anonymous@facçao.com

Abro-o para ver do que se trata e me espanto com o que tem escrito:

De: anonymous@facçao.com

Para: jeaninemthws@facçao.com

Pobre Little J. acha que faz parte da hierarquia? Jamais. Você nunca voltará com as facções, pelo menos nesse experimento. Não deixarei. Estou te observando. A todo momento, você não sabe quem eu sou, mas sei quem você é, e sei disso muito bem, pode ter certeza. Parem tudo o que estão fazendo com os Divergentes, se não vão sofrer as consequências. O Avião foi a primeira delas, agora o resto? Ainda está por vir.

– U

Fico abismada com o e-mail e corro para o laboratório para saber se Patrick sabe de algo.

– Patrick! Patrick!

– Oi Jeanine!

Corro e me abraço com ele, dando um beijo pequeno em sua boca.

– Você também recebeu? – digo sussurrando pra ele.

Ele assente. Meu deus. O que vamos fazer?

– Temos que parar com os experimentos. – sugere ele.

– Nunca!

– Mas estamos sobre ataques e ameaças.

– É só mais um engraçadinho mandando e-mails anônimos para nós. – retruco, apresar de eu estar com uma pontada de medo – aposto que é o mesmo do Facção News.

– Pode ser. Mas não há nada que possamos fazer, a não ser parar.

– Mas isso tudo está sobre comando de David.

David.

Corremos até o Laboratório 1. Patrick usa sua íris para ser autorizado a entrar. Entramos e vamos correndo em direção a David.

– Não me contem os seus problemas – fala David.

– Mas sabemos que você também recebeu. – diz Patrick.

– Mas temos que tomar alguma atitude – digo

– Então tomem vocês. Eu vou ficar aqui. Aqueles e-mails, bilhetes tanto faz são uma farsa, essa pessoa não existe, só querem nos assustar! Aposto que é alguma pessoa que trabalha no necrotério ou para Evelyn, porque descobriram do que o Soro Anti-Divergente é capaz de fazer! – explode David.

E quando ele termina de falar ouvimos um barulho ensurdecedor, que pareciam com mil vidros quebrando.

– Ai meu deus. De novo não – diz David.

– Rápido tirem os jalecos – digo

Todos tiram os jalecos para não serem reconhecidos e podermos subir para o saguão.

Subimos pela rampa de acesso restrito para o hall e não poderia acreditar no que estava vendo. Todas as máquinas que estavam carregando os vidros pararam de funcionar de repente e todos os vidros estão agora no chão quebrados. Todos que moram na sede estão agora no saguão olhando o desastre.

– Pelo menos 95% dos vidros já tinham sido colocados. – disse Evelyn aparecendo atrás de mim.

– Oi Evelyn – digo

– Olá. Sabe, não estou gostando de nada disso. Todos esses ataques. Acho que vamos ter que nos mudar de sede.

Mudar de sede? E os laboratórios como é que ficam?

– Mudar de sede? – questiono.

– É. Não dá para continuar aqui assim. Está nos dando muitos prejuízos. Primeiro aquele avião, agora isso?

Fico sem saber o que falar, e volto para o laboratório.

Notas finais
Pobre J. acho que seu plano de extermínio está sendo... aniquilado. XOXO Facção News