Futuro Imperfeito

15 Everything Has Changed


Notas iniciais
Me desculpem pela demora, fiquem sem internet ( e sem criatividade ) mas eu prometo que o próximo vem logo.

A semana não andava, foi uma semana que se arrastou ao maximo, eu não aguentava ficar sem Rachel, o que seria de mim sem ela? Tudo bem Fabray, você não pode fazer nenhuma besteira, você tem dois filhos para cuidar. Mas eu não iria fazer nada, era a minha vontade, mas eu não irei fazer nada, por que eu ainda tenho esperança de reconquistar Rachel, só não sabia como e quando...

POV Charlie

Cinco e meia da manha, eu acordei com os gemidos de Santana, sim, Quinn queria até se matar por Rachel, mas não perdia nenhuma oportunidade de foder Santana de novo, todo o dia era isso, eu me acordava cedo por que as duas não sabiam fazer sexo escondido.

Me levantei raivosa e fui até o quarto de Quinn, como eu já sabia que Quinn não trancava a porta, nunca, bom, eu sabia disso por que já peguei ela batendo algumas quando éramos menores, as vezes com Mark junto, o que me deixava realmente incomodada, abri a porta e vi uma cena que eu estava evitando a três semanas, Santana nua em baixo de Quinn e Quinn metendo nela por cima, e o pior é que não tinha nada por cima e eu vi a bunda branca de minha irmã.

Virei-me com nojo e falei alto, sem chegar a gritar:

– Caralho, vocês duas não podem fazer isso um pouco mais baixo? Faz três semanas que eu acordo a essa hora... – Logo comecei a gritar – POR QUE VOCÊS DUAS NÃO SABEM TRANZAR SEM FAZER BARULHO PARA O SEU IRMAO MAIS VELHO NÃO DESCOBRIR QUE VOCÊ ESTÁ FODENDO COM UM CARA NA CASA DELE! – Quinn me olhou assustada – Eu agradeceria muito se as duas não fizerem barulho, todos agradecem – Eu dei um passo para trás e fechei a porta com força, me virei e Mark estava me olhando com cara de nojo.

Eu fui para o meu quarto e me sentei na cama, meu quarto era rosa, muito rosa mesmo, me lembro de sempre comparar com o de Quinn, o de Quinn era cheio de quadrinhos e posters de super-heróis na parede, tinha muitos adesivos nas coisas e ela nunca abria a janela, seu quarto fedia e sempre tinha comida espalhada por lá, e tinha a famosa boneca de silicone que ela comia todas as noites, às vezes Mark também comia, era super nojento, por isso eu preferia ficar no meu quarto ou brincando com Kitty, tinha o espaço em baixo de sua escrivaninha que era todo grudento e gosmento, todos já sabíamos o porque, Judy nem ligava e a faxineira só limpava o banheiro de Quinn, Judy tinha nojo do quarto e de Quinn, era muito legal lembrar dessa fase minha e de Quinn.

Alguns minutos depois eu peguei meu celular — a aula delas ainda não teria começado — liguei para o numero de Blaine, eu nem esperava que alguém atendesse, eu tinha a mais de um ano, logo ouvi uma voz sonolenta respondendo.

Ligação On:

Blaine – Alo?

Charlie – Alo... Blaine?

Blaine – Sim, quem fala? – Bocejo

Charlie – É a Char...

Logo ouço algo como se ele estivesse caído da cama.

Blaine – Char... Char, você... por que me ligou? – Blaine falou resmungando de dor.

Charlie – Eu só... Eu me mudei para Lima, não sei se você sabe e... me deu vontade de falar com você, na verdade, eu preciso falar com você pessoalmente.

Blaine – T...Tudo bem, pode ser hoje? Depois da aula, no The Lima Bean?

Charlie – Claro, te espero lá... Pode levar o Rory?

Blaine – Claro, Tchau.

Antes que eu pudesse responder algo o telefone desliga e eu me jogo na cama, eu ainda gostava de Blaine, não como antes, na verdade, se não fosse pela minha faculdade em NYC, nós provavelmente ainda estaríamos juntos, não sei, não sei como irá ser as coisas agora, eu mudei muito, e ele também deve ter mudado, nunca se sabe.

Deitei-me na cama viajando em meus pensamentos e acabei caindo no sono.

(...)
Acordei atrasada e coloquei qualquer roupa, fui rápido de carro até o The Lima Bean e quando cheguei Blaine ainda não estava ali, para o meu alivio. Fui até o balcão pedir um café e avisto Marley e Rachel sentadas em uma mesa, olhei para as duas rapidamente e pude ver que elas já estavam me olhando, me sentei relativamente perto delas e fiz como qualquer pessoa faria, peguei meu celular e me concentrei nele, eu mal falava com Rachel, nem sei se ela gostava de mim, mas com Marley era diferente, era como se já fossemos amigas, e isso era legal, geralmente eu e Marley ficávamos horas conversando sobre qualquer coisa quando Kitty estava dormindo ou até quando ela estava com nós, mas eu acho que Marley não iria vir falar comigo por causa da Rachel, por causa que eu sou literalmente a cópia de sua ex-namorada. Continuei mexendo no meu celular, e logo ouvi a voz de Blaine longe, olhei para frente e ele sorria com Rory no colo e o cabelo desarrumado, eu sorri e pude perceber que Rachel me fuzilava com os olhos.

– Hey Char! – Blaine sorria constantemente, literalmente como se eu fosse seu primeiro amor, ou coisa do tipo, ele estava sem gel, o que me parecia muito estranho, desde que o conheço por gente.

– Blaine! – Sorri e quase pulei em seu colo se não fosse por Rory, em vez disso um abraço formal serviu – Então, como vão meus dois homens preferidos? – ri.

– Não estou vendo Mark por aqui – Blaine riu brincando – Nós dois vamos bem, com saudades, os dois.

Sorri e me pedi para pegar Rory no colo, me sentei com ele no colo na cadeira e Blaine foi pedir algo para beber. Eu brincava com Rory, nem parecia que ele tinha saído de mim, eu perdi tanta coisa dele, literalmente, seus primeiros passos, a primeira palavra, a primeira risada, a primeira cara suja de papinha, tudo, mas eu prometi para mim mesma, que não iria perder mais nada, nem que eu tivesse que voltar com Blaine, eu voltaria, eu faria de tudo para ter Rory de volta.

Logo Marley se levantou e deixou Rachel sozinha, ela veio até onde eu estava com Rory e sorriu para ele.

– Esse é o Rory então? Eu não me lembro dele com Blaine, tudo bem que eu não vejo Blaine com frequência. – Marley me olhou e fez uma pequena pausa – Ele é tão fofo – Marley tentou disfarçar o clima pesado que havia se formado aqui.

– É, ele é perfeito — Eu beijei a bochecha de Rory que fez uma careta.

– Isso, ele é lindo mesmo – Sorri e me dei tchau aos dois, ela e Rachel estavam de saída, fui simpática e dei tchau a Rachel... fui ignorada.

– Então Charlie, como anda a vida de uma nova-iorquina que se muda de volta para a cidade pequena? – Blaine perguntou em um tom irônico.

– Perfeito, melhor impossível, Lima é tããããããããão animada certo – Debochei.

– Okay, vamos falar de negócios, o que vamos fazer sobre a bolinha fofa que chamamos de filho? – Blaine perguntou em seu tom irônico, mas ao mesmo tempo falando sério.

– Vamos... eu... quero voltar com você... – Falei olhando em seus olhos, nesse momento eu segurava sua mão com uma mão e com a outra segurava Rory.

– Eu... – Blaine simplesmente não conseguiu admitir de que estava namorando com Kurt, por que na verdade, Charlie era simplesmente seu primeiro amor, daqueles que se viajaria para NYC sozinho, sem dinheiro e sem endereço e com um filho, sim, Blaine quase fez isso, ao em vez de dizer isso, Blaine apenas sorriu.

– Você voltaria comigo? – Perguntei e Blaine apenas se levantou e me beijou, acho que aquilo era um sim.

– Eu... tenho que resolver uma coisa, mas eu prometo Charlie, eu não volto tarde, leve Rory para sua casa e eu o busco a hora que eu terminar isso, depois eu te explico. – Blaine falou agitado e me deu outro beijo, dessa vez mais rápido, com pressa.

POV Blaine

– Tenho que... terminar... Kurt – Sussurrava para mim mesmo variadas vezes, eu amava Kurt, mas sabe quando você está lidando com a pessoa que ama, e com o seu primeiro amor? Aquele que você ouve o nome e já fica bobo, aquele pelo qual você faria qualquer coisa, literalmente, qualquer coisa, Charlie, Charlie era meu primeiro amor, daquele pelo qual se me mandasse contar todos os tijolos de todos os prédios de NYC, eu contaria.

Cheguei à frente da porta da casa de Kurt e fiquei tomando coragem para dizer tudo o que eu tinha que dizer, era difícil me imaginar magoando uma pessoa assim, era realmente difícil. Toquei a campainha, e quase no mesmo segundo Kurt atende a porta animado, elétrico.

– Precisamos conversar... – Falei em um tom triste, tentei não olhar para seus olhos, mas pude perceber que ele foi se desanimando e baixando o olhar.

Notas finais
Espero que gostem :3 . O próximo capítulo será sobre a história do Mark u-u