Futuro Imperfeito

16 Story of My Life


Notas iniciais
Desculpem pela demora gente, eu tava sem animo nenhum para escrever. Então, como muitos sabem, esse capítulo é mais sobre a história de Mark, o mais velho dos irmãos Fabray. (Sem muito haver mas tendo uma certa ligação, eu estou pensando em fazer uma versão de Futuro Imperfeito lá do começo, sabe, quando elas são crianças, quando elas se conhecem e tal, claro, só o enredo será o mesmo, eu irei mudar a história, mas sei lá, uma coisa que me passou, me digam o que acharam, por favor!)

Entrei na casa de Kurt e pude perceber que ele estava sozinho, nós dois nos sentamos no sofá de sua sala, eu me virei ficando quase totalmente de frente para Kurt, segurei suas mãos e, por mais que fosse difícil, falei falando em seus olhos.

– Kurt, você sabe, sabe de muita coisa que eu passei, não chega a ser a metade, mas sabe de uma grande parte, uma grande e importante parte. Sabe que eu te amo, muito, mesmo, mas você sabe de... sabe de Charlie, meu primeiro amor... e sem te mentir... a segunda coisa mais importante para mim, literalmente, eu amaria sentir que você é a segunda, mas não é, e como já ter sabido, Charlie voltou a morar em Lima... – Kurt abriu a boca para falar eu continuei falando, sem dar chance a ele – vou direto ao assunto, hoje... hoje de manha Charlie me ligou dizendo que precisava conversar comigo e ver Rory, nós nos encontramos após a aula no The Lima Bean, nós não conversamos muito, sabe, foi uma conversa rápida, mas... Charlie ainda me ama e... – Kurt já imaginou o estava por vir e lágrimas começaram a sair de seu olho, eu limpei suas lágrimas e dei um jeito de continuar – ela quer cuidar de Rory, sabe, ela quer cuidar dele de pertinho, e nunca que Judy Fabray iria aceitar que Charlie, sua única filha perfeita, tem um filho com um Anderson – Kurt olhou para baixo tentando evitar o que estava para acontecer, dessa vez estava iminente – Ela quer voltar comigo, temos uma família já e é a Charlie...

– O grande amor de sua vida, pelo qual você faz qualquer coisa – Kurt completou triste ainda com a cabeça baixa – Não há nada que eu possa fazer, é Charlie Fabray, o amor de sua vida... não há nada... – Ele repetia já variadas vezes e eu não sabia o que fazer.

Aproximei-me dele e o abracei apertado, eu precisava ter a certeza de que Kurt não iria me odiar, logo Kurt me abraça forte e desaba em meu colo. Ele me amava mesmo, eu estava muito mal por fazer isso com ele, mas como Kurt mesmo falou, é a Charlie, o grande amor de minha vida. Ele chorava e molhava minha blusa nova do One Direction, sabe, não que eu me importasse com isso, mas... na verdade eu não me importo.

Após alguns minutos depois Kurt se acalmou e afastou sua cabeça de meu ombro e me olhou, eu lhe olhei em seus olhos, eu me lembrei de que sempre brincara por que nunca sabia se seus olhos eram verdes ou azuis, eu deixei um sorriso fraco traspassar, mas Kurt não percebeu.

Eu continuei lhe olhando e me inclinei para um beijo de despedida, ele segurou meu rosto me dando vários selinhos em mim, eu sorri e momentos depois me separei dele.

– Promete pra mim Kurt – Fiz ele olhar em meus olhos – que não irá ficar com raiva disso, tenho total certeza de que irá encontrar alguém mil vezes melhor que eu – Balancei a cabeça e não olhei para Kurt.

– Eu posso tentar, é difícil sabe, eu amo você e... me trocou por Charlie mas, eu posso tentar. Kurt resmungou.

Logo eu lhe dei um ultimo abraço e sai pela porta, pude ouvir o choro desesperado de Kurt começar de novo após eu fechar a porta de saída.

Uma semana depois...

POV Mark

Mark Jason Fabray, esse sou eu, tudo bem, eu vou contar uma história um pouco resumida de minha vida, que com certeza é mais interessante que a vida de todos aqui, tudo bem, isso não é bem verdade, mas tanto faz.

Flashback On:

“ Seis de junho de mil novecentos e oitenta e seis nascia nada mais, nada menos que o primeiro filho Fabray da família, Eu, Mark Jason Fabray. Eu peguei a época da família em que eles não eram tão chatos assim, Judy não era tão má, e Russel era o pai perfeito, por mais que ele me arrastasse até os estádios de futebol americano e baseball, e até para os jogos de Hockey no Canadá, eu era uma Charlie/Kitty da vida, mimado por todos e amado também, Judy era uma pessoa irreconhecível, ela fazia uma coisa rara e totalmente impossível nos dias de hoje, ela demonstrava afeto, é de cair o queixo. Vamos ver... quando as coisas ficaram ruins foram no nascimento das gêmeas Quinn e Charlie, mil novecentos e noventa e quatro, eu tinha acabado de fazer oito anos e ganhado uma irmã e um irmão de presente, bom, era isso que eles achavam, na verdade, Judy começou a piorar quando Quinn tinha pouco mais de Quatro anos e seus traços femininos começaram a se aflorar, seu rosto feminino e mãos gordinhas típicas de menininhas começaram a surgir em Quinn, o que já estava na desconfiança foi confirmado, Quinn era hermafrodita e foi nesses dias mesmo que Judy descobriu que mais um bebe estava por vir, dessa vez era Kitty, então nós nos mudamos para a atual mansão Fabray, dei a sorte de não ter que dividir o quarto com a minha irmãozinha, que era como eu chamava a Quinn quando éramos crianças, era um apelido fofo. Kitty nasceu e Judy finalmente virou o que é agora, além de seus quatro filhos terem destruído seu corpo, agora ela era uma mulher famosa e que tinha um certo incentivo na população de Lima, todos queriam ser como Judy Fabray, com seus filhos, até então perfeitos e um marido perfeito – que lhe colocou chifres como se ela fosse uma rena e que lhe odiava por tratar seus filhos igual lixo. – Então Quinn era a excluída, por que ela era uma menina que estava sempre vestida de menino, na verdade, Judy sempre deixou Quinn com a aparência masculina, cabelos e unhas sempre curtos, qualquer tipo de cuidado feminino era descartado, e logo ficou muito na cara, então Judy passou a trancá-la no quarto e deixar ela lá por até dois, mas enfim, essa é a minha história, mas... minha história tem muito com Quinn e Charlie, então eu vou apenas continuar. Eu e Quinn sempre saiamos para o parquinho juntos, Charlie vinha também, eu fui o primeiro a saber de seu primeiro beijo – que foi com Santana – seu primeiro namoro e sua primeira vez – Santana também – e também soube do primeiro filho – também com Santana – eu era o irmão que lhe levava e buscava nas festas, ela era minha companhia para beber, mesmo com oito anos de diferença, era como se eu e Quinn fossemos melhores amigos com alguns meses de diferença na idade, terminei o colegial e esperei até os vinte para ir tentar vaga em alguma faculdade, que tinha que ser de direito, porque Judy falou que seria a única que ela pagaria, mas é claro que eu não iria passar, eu sou disléxico, era impossível, e eu tentei, uma, duas, três, quatro vezes, e não consegui, falei para Judy que queria fazer de outra coisa, afinal, eu perdi um ano de minha vida tentando uma faculdade que eu nunca iria conseguir. Judy negou e me ameaçou que iria me expulsar de casa se eu fizesse outra faculdade, fui expulso, e resolvi tentar a vida em NYC. Cheguei lá e fiquei na casa de um primo e fui trabalhar em uma loja de quadrinhos, era o maximo que eu iria conseguir, um fã de Star Wars e um completo desastrado de carteirinha, estava tudo correndo bem, os anos se passaram, minhas meninas foram crescendo e ano passado Charlie não suportou mais o clima da família Fabray e se mudou para morar comigo, e eu fui obrigado a alugar um lugar para nós, ela arrumou um emprego em alguma loja chique que eu nem se quer fiz algum esforço para lembrar o nome... porque eu não prestei atenção quando ela disse. Com vinte anos na cara eu me mudei para NYC e vi minha vida mudar completamente, já com vinte e três anos, dia normal na loja, eu estava lendo minha tão esperada edição especial do homem de ferro, quando uma loira entrou na loja, não era como nossos clientes costumeiros se pareciam, pra falar a verdade, ela parecia mais com os clientes da loja que Charlie trabalha, a loira sorriu para mim e começou a olhar alguns quadrinhos do Thor que tinham em uma área, eu me senti diferente após ela sorrir para mim, ela era tão linda, e naquele dia mesmo fui falar com ela, por que poderia ser a ultima vez que eu a visse, mulheres como aquelas não vão a lojas de quadrinhos todo o dia, consegui o telefone dela e começamos a nos falar todo dia, as vezes ela me ligava apenas para não se sentir sozinha, nós começamos a nos encontrar mais frequentemente e eu logo a pedi em namoro, agora eu poderia realmente dizer que tinha uma namorada gostosa, Dianna Agron, a loira mais linda, perfeita e gostosa de NYC, eu estava realizado. Três anos namorando, do, dois deles morando junto, realmente, eu podia dizer que nunca voltaria para Lima, todas as lembranças ruins e decepções ficaram lá, agora eu tinha uma nova vida na capital, uma nova vida com Dianna, mas isso passou a mudar no dia que brigamos, quatorze de julho de dois mil e treze, ela saiu estressada de casa, saiu de carro, não tinha levado celular nem nada, achei que ela iria até a casa de alguma amiga até que esfriasse a cabeça e voltasse para ouvir minhas desculpas... mas ela não voltou, nunca mais, eu apenas tinha ficado sabendo alguns dias depois, Dianna morreu em um acidente de carro perto da casa de seu melhor amigo, Cory, eu fiquei devastado, eu juro que se Charlie não estivesse morando com a gente eu tinha comprado alguns remédios fortes e ir dormir para sempre, eu fiquei muito pior quando soube, umas três semanas depois, que Dianna estava grávida, por deus, eu juro que quebrei metade de meus pratos e copos em casa, “Porque eu tive que brigar com ela? Por que eu não podia simplesmente aceitar de que mudar de apartamento seria melhor para os dois? Por que eu tinha que ser tão lerdo e não entender o que ela quis dizer? Por que eu a deixei sair com raiva?” eu chorava toda a noite, pelos mesmos motivos, eu não conseguia ficar sem ela, e as lembranças eram fortes de mais, foi esse o maior motivo que voltei para Lima... Lembranças...”

Flashback Off.

Notas finais
O que acharam do capítulo? e da história de Mark? No próximo capítulo irei dar um pouco de Faberry a vocês, só um pouquinho y-y