Futuro Imperfeito
12 All You Need Is Love
Notas iniciais
POV Quinn
Manha de vinte e cinco de dezembro, era natal em Lima e na metade do mundo, o natal mais frio que já tinha presenciado, quando éramos pequenas, Russel nos acordava cedo, tão cedo que o sol nem tinha nascido, ele colocava roupas de neve em nós e nos levava lá fora para brincar na neve, voltávamos e abríamos presentes na frente da lareira, Judy sempre olhava tudo de longe com cara de nojo, ela achava inútil essas brincadeiras de natal e esses mimos que Russel fazia para nós, hoje em dia antes da uma da tarde ninguém acorda, nem eles, Judy e Russel, o natal foi perdendo sua magia ao passar do tempo.
Rachel estava colada em mim, com um moletom meu dos Beatles e uma calcinha, eu estava apenas de cueca, eu quase não sentia frio, é claro, eu não estava com frio por que tinha um cobertor pesado e quente em cima de nós e tinha Rachel Berry me esquentando, quando abri os olhos vi que ela me olhava sorrindo.
– Hey, já está acordada amor – Sussurrei e lhe dei um beijo de tirar o fôlego – Feliz Natal – Ela olhou para mim, pude ver o brilho em seus olhos.
– Feliz Natal – Exclamou Rachel animada com uma cara de como se tivesse ganhado na loteria – Olha pela janela – Ela se levantou e olhou pela janela que ficava em cima da cama.
Levantei-me e a vi tudo branco, coberta pela linda e tão esperada neve que demorou a chegar, Rachel me olhava como se estivesse vendo papai Noel pela janela e me pedindo para poder ir lá vê-lo. Eu levantei e fui colocar uma roupa, logo sai correndo acordando a todos, Kitty praticamente pulou para fora de seu quarto correndo até a porta de saída, ela era a maior fã de neve do mundo, ela e Charlie que correu e caiu na escada, não se abalou e continuou correndo, Rachel foi na frente com as duas e eu esperei Marley e Mark levantarem meio sem entender o que estava acontecendo, nós três fomos lá para fora e vimos elas brincando com a neve, era como se elas tivessem cinco anos e não quinze, quinze e dezenove.
Depois de muitos, muitos, muitos bonecos de neve, anjos na neve, guerras de bolinhas de neve e Rachel tentando fazer raspadinha com Neve e Vodka, nós entramos para dentro de casa e a gigantesca ceia que Judy tinha encomendado estava chegando, eram horas de arrumação entre as pessoas que ela contratou para isso, tudo para que o natal fosse perfeito, mas é claro que Judy esquecia uma das coisas mais especiais no natal, a harmonia em família, que na verdade nunca existiu na família Fabray, Judy corria de um lado para o outro para ajeitar as coisas e mandar nas pessoas, nós estávamos sentados nos sofás, eu estava com Rachel em meu colo e Mark ao meu lado, ela olhou para nós dois e perguntou:
– Vocês dois vão ficar ai parados? – Perguntou brava.
– Sim – Mark e eu respondemos em coro.
Judy saiu dali e Kitty e Charlie fizeram a mesma coisa que nós, Judy saiu indignada da sala e começou a correr de um lado para o outro de novo para arrumar, nós ficamos a tarde inteira no meu quarto jogando videogames e assistindo Marley e Kitty dar uns amassos, Rachel apenas olhava para mim e ria em um olhar de desaprovação ao meu olhar de “ vamos expulsar todos daqui para eu poder te comer “ e sim, existia um olhar assim.
A noite os Berry e os Hummel chegaram para a ceia, a bondade de convida-los não foi de Judy, claro que não, foi de muita pressão e horas pedindo e fazendo acordos de tudo que é coisa, eu queria contar formalmente que estava namorando com Rachel, e Kitty apenas queria que fosse o mais em família o possível, todos já sabiam do “ namoro “ não pedido das duas, ninguém precisou falar nada, as duas se consideravam namoradas, era isso o que valia, certo?
Os pais Berry, Leroy e Hiram chegaram, Judy os odiava, mas Russel prometeu que se ela não os tratasse bem ele a deserdaria, e trouxeram uma menina que mais parecia ter a idade de Mark, com certeza ela era mais velha que eu, sussurrei a Rachel se ela a conhecia e ela negou, logo chegaram os Hummel-Hudson, Carole, Burt, Kurt e Finn, segundo o que Marley tinha contado a Rachel, e Rachel tinha contado a mim, Carole e Burt se juntaram quando Finn e Kurt tinham quase dois anos, e logo tiveram Marley, Kurt tem outra mãe, Finn tem outro pai, mas Marley é filha dos dois.
Todos se sentaram na mesa e começaram a comer e brigar...
Judy – Isso são modos Katherine?
Kitty – São os malditos modos que a senhora me ensinou.
Judy – KATHERINE!
Quinn – Calem a porra da boca, por deus, É NATAL!
Judy – Não ouse falar assim com sua mãe Lucy!
Quinn – Por que? Por que você deu para papai e me botou nessa merda de mundo? E ainda nem soube fazer direito e eu vim com um pênis, grande coisa, isso até eu faço.
Judy – Cale a Boca Lucy Quinn Fabray, não tem direito de falar assim com a pessoa que te criou.
Quinn – Ah, claro, me desculpe senhora Judy, obrigado mesmo por fazer a minha infância a pior que eu poderia ter tido, obrigado por não me deixar sair de meu quarto nas festas de família por que eu era uma aberração, obrigado por tudo mesmo.
Judy se calou e Kitty completou
Kitty – Obrigado por dizer que a culpa foi minha por ser estuprada mãe, obrigado por todas as vezes que mentiu que eu era sua filha quando descobriram que eu sou lésbica, obrigado por castigar Quinn por ter um pênis, que foi você mesmo que fez, por que pelo jeito nem dar você sabe.
Rachel e Marley tentavam controlar os risos, Os Hummel e os Berry apenas olhavam surpresos com as verdades de Judy que estavam sendo jogadas na mesa.
Mark – Obrigado mãe, por expulsar seu filho de casa por não ter passado na faculdade de direito.
Após o comentário de Mark ninguém mais disse um piu, Marley e Leroy tentavam puxar assunto, mas não durava mais do que dois minutos.
Depois da ceia os Hummel-Hudson foram para casa e Marley teve que ir junto por que já tinha passado tempo de mais no manicômio Fabray... digo, na mansão Fabray.
Eu fui com Rachel até Hiram e Leroy que conversavam com a moça.
– Hey, papai, quem é essa? – Rachel perguntou quase de costas para a moça e eu a virei para ficar de frente para todos.
– Então docinho, essa é Cassandra, sua irmã mais velha. – Rachel ficou pasma e chocada.
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