Future Time
1 Welcome to Perect Land
Notas iniciais
Bem vindo á Perfect Land. Alice leu a placa luminosa em voz alta. Ela estava realmente confusa, nada fazia sentido. A placa estava pendurada a mais ou menos vinte metros de altura e era simplesmente brilhante, com várias cores e tamanhos de letras que se alternavam em um ritmo perfeito. Atrás da placa, uma cidade que parecia uma maquete de cidade sustentável para a feira de ciências. Os prédios altos e bonitos, todos com janelas de vidros e anúncios enormes e chamativos. Uma montanha lisa azul neon que parecia ter sido pintada á mão, e ainda, por dentro da montanha, um trem em altíssima velocidade passava. Alice ficou boquiaberta. Olhava pros lados a todo instante. Mas o que realmente a chamou atenção foi o céu do lugar, que era de um roxo intenso e sombrio. As nuvens também eram de neon, nuvens azuis andando – literalmente – pelo céu. O que Alice sentia era uma mistura de sentimentos. A princípio, ela achou que nada mais era que um simples sonho. Mas tudo aquilo parecia tão real, tão verdadeiro, que ela já estava começando a mudar de ideia.
Dando lentos passos, Alice foi em direção ao enorme portão de ferro, que parecia ser a abertura da cidade. Tudo parecia estranho. Os prédios, a montanha, o céu, nada fazia sentido.
- O que é isso? – perguntou-se Alice, dando passos agora mais rápidos em direção ao portão. Ela estava curiosa. Mesmo o lugar sendo estranho e misterioso, era também muito atrativo. Tudo parecia tão feliz e seguro, que ela já começou a se imaginar morando ali. Um, dois, três, quatro passos. Ela chegou e parou a um metro do enorme portão de ferro. Suspirou, tomou coragem. Sua mente ficou estranha, como se estivesse acontecendo uma reviravolta por ali. Ela estremeceu, suas pernas dobraram e ela quase caiu. Deus, o que está acontecendo? – pensou. Mas nada adiantava, e ela não aguentou, desabou no chão, que para sua maior surpresa, tornou-se elástico. Ela quicou como se estivesse em uma enorme cama elástica. O céu, de roxo intenso, tornou-se lilás claro. Depois de um tempo, Alice voltou-se de pé, e de uma só vez, avançou contra o portão. Algo muito mais estranho aconteceu. Ela bateu de cara em algo. De repente, uma luz branca azulada forte tomou conta de tudo. Como mágica, um enorme campo de força surgiu, um quadrado na verdade, tomando conta de todo o lugar. Alice, espantada, ficou do lado de fora do enorme quadrado, olhando desesperadamente para o campo de força. O que está acontecendo, meu deus – pensou ela. Mas nada, exatamente nada fazia sentido.
Passos lentos. Alice deu passos lentos e curtos em direção ao campo de força. Com seu braço direito, tocou o campo, que estremeceu, criando linhas azuis no ar. De repente, o campo simplesmente sumiu. Nada fazia sentido. Alice pos a mão na cabeça, tentando entender tudo que acontecia a sua volta. A ideia de que tudo não se passava de um sonho parecia cada vez mais certa. — Mas... O quê? – sussurrou ela. Com certeza ninguém estava a ouvindo. Ninguém estava por perto.
Então, o enorme portão de ferro se abriu. As coisas continuavam doidas, nada fazendo sentido. A cabeça de Alice parecia estar ainda mais confuso. Sonho? Com passos lentos e nervosos, Alice passou pelo portão, que logo se fechou atrás dela, com um enorme estrondo. Ela continuou andando, e o que viu foi ainda mais estranho. Nada demais além de casas. Uma rua aparentemente comum. Com casas, carros e pessoas andando. Até que poderia ser assim, mas aí a história não teria a menor graça. Tudo era diferente. As casas eram iguais e simplesmente perfeitas. Todas quadradas e pintadas de amarelo claro, que, espera, tornou-se azul claro, depois vermelho claro, Ok, as casas mudavam de cor. E tinham os carros, que também mudavam de cor, ou talvez só estivessem na opção: Caleidoscópio. E tinha também algo flutuando sobre as casas. A cima de algumas, um pequeno, mais poderoso sol. A cima de outras, uma sombria nuvem de chuva. A cima de outras, uma tempestade de vento, relâmpagos e trovões. As coisas só estavam ficando cada vez mais estranhas. Ouviu-se um barulho. Na verdade eram gritos de protesto vindo de longe. Alice olhou em volta, não viu nada mais que casas que mudavam de cor. Ela decidiu então andar pelo local. Tudo era a mesma coisa. Casas quadradas e carros no modo Caleidoscópio. Até que ela viu uma família.
- Ei! Vocês! – gritou ela. Correndo em direção das pessoas que andavam pela calçada das casas coloridas. Nenhuma delas pareceu prestar atenção em Alice, que começou a gritar.
- Ei! Estou fazendo uma pergunta! Bem, na verdade eu ainda não fiz a pergunta, vou fazê-la agora. Onde estou? A família era mais estranha que qualquer outra coisa ali. Mas Alice ainda não havia reparado nisso. Todos eles, a mãe, o pai e o filho, pareciam bonecos. Com uma pele branca pálida perfeita. Olhos azuis e cabelos loiros lisos. Tinham também um corpo quase robótico, que se movimentava com dificuldade. Em um movimento, rápido, todos olharam fixamente para Alice, que se espantou, e gritou. A família estranha avançou em cima dela, que correu para a rua. Mais, do nada, a família apareceu atrás dela, que, assustada os empurrou. Seu maior erro.
Alarmes soaram por todos os lados. O céu ficou vermelho, e outras luzes vermelhas surgiram do nada. Ouviu-se o som de sirenes de polícia se aproximando. Alice começou a correr desesperadamente. Carros de polícia começaram a perseguir. Ofegante, ela não conseguia mais correr. Já havia passado por várias casas quadradas iguais. Nada parecia mudar. Era como se ela andasse em longos círculos. Até que.
- Pare de correr, sua idiota. Entre aqui – disse uma voz, vindo de uma das casas. Alice até que tentou continuar correndo. Mas sabia que seria pega pelas polícias, então, correu e entrou na casa quadrada.
- Nossa. Isso é realmente interessante – disse uma mulher idosa. Que usava um roupão cor de salmão e pantufas. Alice ficou encarando a mulher, com uma cara de: What?
– Nunca pensei que um sonho pudesse ser tão interativo – disse Alice, com seu senso de humor. Ela usava uma calça jeans preta, uma blusa da Adidas roxa clara e tênis Sneaker preto com listras lilases, Ok, ela adorava essas cores. Seu cabelo, com mechas roxas, estava um tanto bagunçado. Algo estava errado.
– Roupão cor de salmão? Não tinha uma cor melhor não? – disse Alice, tentando quebrar o silencio que havia se formado na sala.
- Não gostou? – perguntou a senhora. Com um gesto rápido, tocou em uma parte do roupão que, logo, mudou de cor para vermelho vivo. — Faz tempo que não recebemos um novo morador – disse a senhora.
- Como? Como se todas as coisas estranhas não bastassem, a senhora mudou a cor do roupão mais uma vez. Transformando-o em azul escuro. Muito escuro.
- Agora ficou bom? – perguntou ela. Alice assentiu, impressionada com tudo que estava acontecendo. Só então, ela reparou na casa da senhora; uma construção luxuosa, com móveis brancos de última linha. Tudo simplesmente impecável.
- Há muito tempo um novo morador chegou. hoje ele vive aqui, feliz. Com certeza ele não quis ir embora. E antes que pergunte, aquela família lá fora...
- Isso é real? – perguntou/gritou Alice. A senhora, com uma face sarcástica, respondeu:
- Olhe em volta. O que é real?
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