Future Time

2 An colorful way to die


Notas iniciais
Mais um capítulo da história. Eu sei que pode parecer um pouco confuso. Mais logo logo tudo vai fazer sentido. Esses primeiros capítulos são mais pra mim explicar What's going on . depois eu posso fazer capítulos com temas distintos. Essa história é completamente sem sentido. Mas no final, tudo vai fazer sentido. Sem sentido, não?

O dia de Alice não estava lá muito bom. Tudo estava estranho. Ela ainda se perguntava como havia ido parar em Perfect Land. Ela estava na casa daquela estranha mulher com roupão cor de salmão, o que era mais estranho ainda. A casa da mulher, era tão futurista quanto o resto da cidade, com móveis brancos de luxo. Um teto que imitando a casa por fora, também mudava de cor.

- Não quero ficar aqui, minha senhora! – exclamou desesperada, Alice. Andando de um lado para o outro e reparando a mobília. A senhora, com um rosto velho e enrugado, a olhou de cara feia.

- Você é muito chata, sabia? – perguntou.

- Sabia. – retrucou Alice, fazendo à senhora irritar-se de vez.

- Escute aqui! Estou tentando te ajudar. Agora a polícia está te procurando lá fora. Quer minha ajuda ou não? – a voz da senhora estava sombria e irritada.

A face de Alice tornou-se mais sombria do que nunca. Os alarmes da polícia soavam cada vez mais altos, procurando-a por toda a cidade. Sua cabeça estava super confusa, exatamente nada fazia sentido para ela. A senhora do roupão tinha uma face quase assustadora. O que estava errado?

- Sim, eu quero sua ajuda. Mas, eu, tipo, eu não sei o que está acontecendo. Preciso voltar pra minha casa...

- Casa? Não existe casa, meu bem.

Enquanto Alice e a senhora discutiam as coisas. Perto dali, no porão de uma das casas, dois amigos estavam acorrentados. Não sabiam ao certo por que estavam ali. Simplesmente acordaram ali, acorrentados no porão escuro.

- Onde acha que estamos? – perguntou um dos garotos, o loiro de olhos azuis. O outro, moreno, parecia muito mais assustado, chacoalhava as correntes tentando escapar, mas nada adiantava.

- Não saímos da cidade. Com certeza. O porão era grande, tinha espaço para mais ou menos trinta pessoas ficarem presas lá. A casa era igual todas as outras, mudando de cor a cada segundo. Era impossível distinguir qual casa era qual.

- Como sabe? Eles podem ter achado outro lugar... – disse o loiro, com esperança.

- Não seja idiota. Não existe outro lugar.

Enquanto isso. Na casa da senhora. Alice e ela continuavam a discutir. Dessa vez, a discussão estava mais intensa.

- Olhe! Você precisa entender. Precisa relaxar... – disse a senhora.

- Não estou a fim de relaxar não, sua velha! Eu quero ir embora daqui já! – gritou ela, saindo da casa rapidamente. Logo, a polícia virou a esquina. Mas, para a surpresa de Alice, ela não estava vindo em carros. Os policiais estavam simplesmente flutuando. Sem nenhum veículo. Usavam um uniforme comum, mas seus sapatos sociais não tocavam o chão.

— Está vendo sua tonta! Eles vão te pegar. Entre aqui já! – gritou à senhora. Agora com o roupão Pink. Alice correu para dentro da casa. Os policias já estavam perto.

A senhora a levou para dentro da casa. Passando pela sala, e pela cozinha, e indo diretamente para o porão. O lugar estava escuro, mas logo ficou iluminado com uma luz azul de neon acessa.

- Mas o que estamos fazendo aqui? Eu quero ir pra casa porra! – gritou Alice, enquanto descia as escadas entrando no porão. A senhora foi até uma das paredes e apertou um minúsculo botão vermelho que estava escondido atrás de uma réplica do quadro da Monalisa.

- Cala a boca. Eles vão saber que estamos aqui. Não sei se você esqueceu mais estamos tentando nos esconder. De repente, um buraco enorme apareceu no chão. Dele, vinha uma forte luz verde fluorescente. Alice chegou perto do buraco e olhou para baixo. A luz era forte, mas nem tanto. Ela olhou, mas não conseguiu ver o fim do buraco. Com certeza ele era realmente fundo. — Pule! – ordenou a senhora. Alice a olhou com uma cara de espanto. Claro que ela não queria pular ali.

- Oxx! Fico doida foi? Eu que não vou pular aí! Você perguntou se eu queria sua ajuda, e agora quer me matar? Eu em! – a senhora a olhou enquanto berrava xingamentos. De repente, os policias bateram na porta do porão. Elas fizeram silencio, eles bateram de novo. Então, uma luz surgiu na porta, e como mágica, os policiais apareceram dentro do porão.

- Ai meu deus! Pula logo nisso aí! – gritou à senhora. Mas, coitada, nem teve tempo de se proteger. Um dos policiais desceu correndo e a agarrou pelo braço com força. Alice, com medo, pulou desesperadamente no buraco verde fluorescente.

A cabeça de Alice era como um enorme furacão. Nada fazia sentido, de novo. Já fazia alguns minutos que ela estava ali, naquele lugar esquisito. E ela não havia achado nenhuma resposta para tudo que estava acontecendo. Mas na verdade, o que estava acontecendo? Ela caiu pelo buraco verde. E foi caindo rapidamente. Era como se o buraco não tivesse fim. Ela caiu, caiu, e caiu por minutos. Ela só gritava xingamentos e palavrões (sua boca era bem suja). Seu cabelo estava completamente bagunçado, é claro. Suas roupas então, nem se fala. Por um segundo, ela chegou a pensar o que havia acontecido com a pobre senhora que e a “ajudara”.

Finalmente, depois de cair milhões de metros. Alice atingiu o chão, que para sua sorte, era também, “feito de cama elástica”. Ela caiu e quicou no chão com tanta força, que subiu e bateu de cara no teto, caindo e quicando mais e mais, até parar totalmente. Ela abriu os olhos, quase vomitando. Ela estava em uma sala clara. Um garoto bonitinho, e cabelos lisos pretos, calça jeans preta e uma blusa com uma caveira, estava olhando pra ela.

Depois de algumas horas. Alice acordou por completo. Ela estava deitada em uma cama. Perfeitamente bem. Suas roupas estavam novas, lavadas e passadas. Seu cabelo estava penteado, e até alisado. Uma chapinha. Ela abriu os olhos, o garoto bonitinho estava parado em sua frente.

- Oi. Finalmente você acordou. – disse ele, sorrindo.

- Onde estou? – perguntou ela. Observando o lugar. Era um quarto simples. Com cama, guarda roupa e todas as outras coisas que geralmente encontramos em quartos adolescentes. Mas tudo era muito luxuoso. O guarda roupa tinha uma porta touch screen, onde era possível escolher virtualmente o look que você ia usar. O teto era um céu tecnológico, onde você podia escolher qual a imagem que iria estampar seu teto de noite. Tudo muito delicado.

- No meu quarto. Não se preocupe, está tudo bem. Preciso ir ali em cima, mas volto logo. Fique aqui, vou buscar algo para comer. E então o garoto saiu da sala. Deixando Alice sozinha no quarto. Ela, impressionada com tudo que estava acontecendo, mal sabia o que fazer. Ficou ali na cama, esperando o garoto voltar. Ele não demorou muito. Quando ele voltou, carregava em mãos um prato com biscoitos de nozes.

- Não gosto de nozes. Prefiro de chocolate. – disse Alice, e logo o biscoito de nozes transformou-se em um biscoito de chocolate.

- Vou ali fora. Prometo que não demoro, depois vamos conversar um pouco. Fique aqui, já volto.

Então o garoto saiu novamente. Mas dessa vez, ele deixou a casa e atravessou a rua. Ficou do outro lado simplesmente olhando. Do lado de dentro, Alice deliciava-se com os biscoitos. Por isso, demorou para perceber o fogo. Sim, a casa estava pegando fogo. Mas não era um fogo qualquer, era um fogo colorido, que mudava de cor, azul, verde, rosa, roxo, preto, cinza, branco. Como a casa era de madeira. O fogo se espalhou muito rápido. Logo, Alice estava no quarto cercada.

Quando percebeu o enorme incêndio, já era tarde demais. O fogo já estava entrando em seu quarto. ela começou a gritar, mas de nada adiantou. O garoto continuou olhando para a casa, enquanto o fogo se apossava dela.

Não teve jeito, pouco a pouco. O quarto onde Alice estava foi tomado pelo fogo. Logo, o fogo a atingiu. Coitada, começou a queimar. Lentamente, foi morta queimada.

Notas finais
Gente, por favor, comentem, eu quero saber o que vocês estão achando. se é que tem alguém lendo.

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