Futatsu no Sekai - Saki

4 Capítulo 4 - Chegando a ilha do leste!


Chegara a hora de abandonar sua pacata vida, o mundo logo iria começar a tremer perante os deuses do outro mundo, e Alice deveria manter a vida dos outro em paz. Os humanos ainda eram humanos e vida não deveriam ser desperdiçadas, e era exatamente o plano de All. Alice decidiu que era hora de se mexer, fazer algo no mundo que passara a amar em tão pouco tempo. Enquanto em seu outro mundo ela tinha a noção de tudo de importante que ocorria a tudo a sua volta, ela sentia Tom e seus desejos, ela sentia All e seus desejos, assim como o futuro que poderia vir a ocorrer.

As visões lhe mostravam tudo que podia ocorrer e o que estava a acontecer, ela ativava tal habilidade enquanto estava em seu próprio mundo, Toyland. A cidade de brinquedo era um local onde Alice possuía a completa onipotência em seu mundo e onipresença limitada sobre até mesmo os outros mundos.

Toyland era plano e cheio de criaturas, Alice vivia no grande reino como a «Rainha Vermelha». Ela reinava sobre seu mundo e todos lá viviam em grande paz, e todas criaturas com uma aparência ainda mais diferente das outras. Era possível vê-las andando por seu mundo em grupos enquanto cantavam canções com suas vozes a ruir. A cor encontrada em maior abundância era o vermelho, e o reino se espalhava pela região como se fosse um pequeno tabuleiro de xadrez, e nas regiões mais distantes encontrava-se a pequena floresta e suas rebeliões de animais.

Em meio a seus pensamentos ela se levantou e voltou a pensar na situação atual do mundo, era algo a se temer e All tinha planos perigosos para com o mundo, e teria de acabar com ele de um jeito ou outro, mas precisaria de ajuda para com isso.

E então a peça chave surgiu em sua mente, era Rukasu, um japonês famoso por suas descobertas sobre o Betsu no Sekai. A vida do homem era conturbada, tanto o passado quanto futuro e assim seriam caso não o ajudasse, mas ela tinha uma ideia diferente, não só ela iria ajuda-lo como ele iria ajuda-la. Decidiu encontra-lo enquanto estava a pensar, e não seria tão difícil quanto imaginava, havia alguém a bater em sua porta.

— Abra! – Gritou o homem, ele batia na porta da casa de Alice.

Ela deixou seu mundo apenas ao abrir a porta, e naquele momento, todo o seu resplendor havia se transformado numa pequena e comum casa. O homem era indiferente e estava apressado, por que ele a conhecia?

— Eu te conheci quando eu passei por aqui, um milagre do destino realmente – O homem falava com estranheza.

Seria algum tipo de habilidade? Foi o que Alice pensou, e que deveria ser muito provavelmente. Ela puxou o homem para dentro de sua casa e fechou a porta.

— Tudo bem, mas você vai ter que contar tudo, desde o comecinho.

Os dois foram até a mesa da sala e se sentaram nas cadeiras, um a frente do outro.

— Como já deve saber eu sou aquele que revelou tudo sobre o Betsu no Sekai para os humanos deste mundo, certo?

— Prossiga.

— Minha habilidade me permite saber tudo sobre uma pessoa que eu ver ou tomar conhecimento, e o que me fez descobrir sobre tudo foi com um homem, o homem com uma cauda.

— Habilidade interessante a sua, realmente, mas em batalhas um tanto que inútil, é parecida com a minha – Ela esboçou um sorriso.

Ela apenas deixou ele prosseguir.

— Ele é um homem macaco com uma biblioteca impressionante de poderes, e acho que caso façamos do jeito certo ele poderá acabar nos ajudando, ou ajudando o nosso inimigo em comum, “All”.

— Sendo assim, você quer que nos dois procuremos um jeito de nos aliar a ele para impossibilitar nosso inimigo de completar seu plano certo?

— Sim.

— E você sabe que caso o façamos teremos de entregar a cabeça de Tom Faith para ele, certo?

— Sim... – Ele disse já cabisbaixo.

— Inteligente, salvar o mundo inteiro em custo da vida de um único homem?

— Isso! Parece que você me entende! – Ele esticou seus braços sobre a mesa e o falou com um grande sorriso no rosto.

Em desaprovação Alice bateu a cabeça do homem na mesa com as mãos e disse irritada:

— Não, não, não... Você está pensando um pouco errado, eu não faria algo como isso, até porque há outros meios de All solucionar seu problema, então, totalmente recusado!

Rukasu se sentiu decepcionado e se encheu de raiva.

— Mas, mas! – Mas não havia nada que pudesse fazer. – Então...

— Então vamos fazer como eu quiser. Nós iremos para a ilha do leste e você irá arranjar meios para isso, ok?

— Sim, mas você irá ter que ajudar, como você disse eu não posso fazer lutando... – Ele aparentava estar decepcionado consigo mesmo.

— É, mas acho que você não tem autoridade nem meios para recusar o que eu vou pedir, então... Não é um pedido, é uma ordem.

Um bom tempo havia se passado desde a conversa de Alice e Rukasu, e agora Tom estava a ancorar na ilha, Ao Kuang descia junto dele e a cada passo ele se sentia cada vez mais estranho, outras pessoas haviam chegado junto deles.

Alice estava com Rukasu, eles haviam chegado de avião a ilha um pouco antes de Tom e Ao Kuang, a ilha de primeira mão foi algo estranho, era possível ver homens passando por ai com espécies de montarias ou humanos diferentes.

— Então essa é a ilha... Tom deve estar para chegar aqui logo logo, que tal aproveitarmos um pouco? – Perguntou Alice, ela demonstrava estar feliz, nunca havia saído do Japão.

— Pode ser... Só temos que tomar cuidado, eu tenho um mal pressentimento sobre isso.

Alice vestia um vestido vermelho e segurava um leque, estava de acordo com os costumes locais, assim como Rukasu que trajava um fraque.

— Bem, não importa! Acho que vamos nos dar bem por aqui, esse é o meu pressentimento, então, me siga, é uma ordem! – Ela exigiu com um grande sorriso no rosto.