Futatsu no Sekai - Saki
5 Capítulo 5 - Os oito imortais.
Em um lugar que parecia a periferia da ilha do leste em que se encontravam os Oito Imortais, Tom caminhou, ficou encostado num balcão, e enquanto falava no celular com alguém, uma garota com orelhas de gato se aproximou, e o celular foi desligado pelo proprietário.
— Bom dia! Posso ajuda-lo? – Perguntou a garota com orelhas de gato.
— Um café, por favor – Respondeu Tom aparentando cansaço, finalmente tinha chegado a ilha de destino.
— Aqui está – A garota colocou o café no balcão.
— Pode me responder uma coisa? – A pergunta veio quando Tom encarava o café preto na xicara.
— Sim? – Ela balançou as orelhas.
— Por que você não está disfarçada? Afinal, você tem orelhas de gato, isso é anormal para humanos.
— Oh, isso por que esta é uma ilha do leste que muitas pessoas como eu frequentam, as pessoas aqui são pessoas que acreditam na existência do outro mundo, e eu posso te garantir que ele existe, senão eu não estava aqui. – Ela piscou um dos olhos deixando o outro aberto.
— Estou atrás dos Oito Imortais... Mas parece tão difícil de conseguir – Diz Tom.
— Sou membro da [Frosted Leaf], e nós somos proprietários de três dos Oito Imortais, se você quiser, podemos falar de negócio, por um preço justo para ambos os lados, é claro – Ela mostrou o símbolo que se parecia muito com a folha na bandeira do Canadá.
— Certo, e quando podemos fazer isso?
— Por volta das 15 horas da tarde, é o momento em que meu líder estará disponível.
— Eu estarei aqui – Tom terminou seu café e se levantou indo caminhar pela ilha.
Pondo seus pés nos pequenos espaços pela rua, ele observava cada lado, até que uma sombra cobriu seu corpo, e alguém estava montado em cima de um dragão gigante, era um meio de transporte do outro mundo possivelmente. A pessoa montado em cima do dragão gigante mostrou um sorriso aproveitador que corria as duas pontas do rosto.
— Tom Faith, um procurado mundialmente – Olhou o cartaz de procurado de Tom, e o guardou na cintura. O meio troll tinha roupas rasgadas, uma espada de aço nas costas e era um caçador de recompensas do tipo fajuto.
— Sim, esse sou eu – Tom afirmou olhando para cima.
O caçador de recompensas pulou de cima do dragão até Tom, mas inesperadamente, o ataque da espada foi evitado por um chute no pulso do inimigo que virou seu braço para o lado, deu 3 cambalhotas e preparou outro ataque com a espada.
— Muita astucia para um humano. Permita-me lhe ensinar meu modo de luta. [Maisiú Meabhrach]! – Com o grito do meio troll, sua habilidade foi ativada.
— O que ele disse? – Se perguntou Tom.
Tom deu um passo para traz e quando ele viu a espada indo perfurar sua cabeça o que sangrou foi seu joelho.
— Mas o que?... – Tom manteve uma distância entre os dois.
O inimigo novamente tentou perfurar seu joelho e Tom, porém pensando logicamente, Tom usou a perna para atingir a espada que vinha por baixo e manda-la para longe, seu chute atingiu o estômago do meio troll, e o plano deu certo, mandou ele para longe, e sequenciou com 15 rápidos chutes fazendo-o atingir o rosto de seu dragão e ficar desacordado.
— De fato, você é o tipo de troll fajuto, humanos não são fracos assim, usar uma magia de ilusão que inverte as posições, que idiota.
Quase recuperado e prestes a pousar na ilha do leste, uma noticia muito ruim se aproxima, o médico responsável por cuidar de Tristão corre desesperado e para ao lado do xerife dando uma noticia desesperadora.
— SENHOR, O TRISTÃO NÃO ESTÁ NO QUARTO E EM NENHUMA PARTE DO AVIÃO!!! – Grita o médico desesperado e soando muito.
Xerife se levanta desesperado da cadeira em que estava e o telefone do avião começa a tocar, ele pega e quem estava do outro lado, era a voz perturbadora de Tristão.
— Bom dia, xerife – Disse a voz de Tristão aparentando estar contente com a situação atual.
— Hum? Tristão, o que aconteceu? Aonde você está? – Perguntou o xerife suando frio.
— Eu vou dizer, e assim você o fará – Tristão foi ao assunto principal, o tempo que passou junto com o xerife não parecia tão bom pelo tom de voz que usava.
— Ei Tristão, vamos, aonde você está?...
— Eu já informei meu paradeiro a Ziggy, e ele vai estar aqui a qualquer momento, primeiro de tudo, que se vier até aqui ele vai destruir você. Oh, sobre nossas conversas eu tenho tudo gravado, e eu estudei muito o plano do governo. Eu fingi que não entendia, porém previ de novo o futuro, e eu sei que um oficial de alto nível estará aqui na ilha, e tenho uma condição para não expor os planos do governo. Não permita que esse oficial venha para a ilha – Tristão aparentava está sorrindo do outro lado da linha.
— Você parece está levando isso muito a sério, Tristão – O xerife não parava de bater o pé no chão, aparentando estar com o nervosismo à flor da pele.
— Agora vamos a parte interessante, você não vai pousar aqui, não deixará que o oficial de alto nível venha, se for o caso, diga adeus a todos os planos que o governo confiou a você – A voz sumiu porque Tristão desligou o telefone ao terminar de falar.
— ...Grrrrr! Vá se ferrar! – A voz grossa do xerife foi o que surgiu após deixar o telefone cair no chão. O peso da responsabilidade era o mesmo que ter um navio em cada ombro naquele momento.
O avião ainda assim não deixou o curso que estava tomando, estava prestes a aterrissar mesmo assim.
O encontro com o homem acabara por ser mais frustrante do que esperava, mas agora era hora de continuar pesquisando sobre a ilha, ela estava diretamente ligada ao outro mundo de uma forma e pareciam haver cidadãos com os costumes comuns dos outros.
— Se eles vivem dessa forma diferente, há outros por aqui além de Fuyu e aquele que encontrei a pouco... Deve haver alguém mais por aqui – Ele apertou o punho. – Torch...!
Em um breve instante ele foi cercado por algumas pessoas, eles possuíam sentimentos hostis e eram certamente tão fortes quando o homem que havia encontrado, mas não era o poder o problema, e sim a quantidade.
— Estrangeiro, hein?...
O aparente líder deles carregava uma marreta em mãos e os outros usavam armas diversas, suas roupas não passavam de trapos e eles falavam como valentões.
— O que um estrangeiro como você faz por aqui? – Ele batia a marreta levemente em sua mão direita.
— Eu não vou ficar aqui por muito tempo, apenas me deixem passar por enquanto – Disse Tom, mas os homens o rodeavam cada vez mais.
— Um estrangeiro... Que peculiar... A entrada de pessoas nesta ilha é estritamente proibida a estranhos e sequer há como entrar... – A voz vinha de trás dos homens.
O homem passou por eles e foi até Tom, seus passos eram leves e meticulosos. Seu cabelo era arreganhado para trás, sua pele pálida e sua língua estava atirada para fora.
— Que surpresa, hum?... – Ele parecia estar investigando Tom. – Tenho uma oferta para você...
Tom se surpreendeu com o homem, ele não parecia estar mentindo, mas tinha algo por trás de suas palavras.
— Você poderia ir embora, não poderia? Caso o faça, acho que tanto eu quanto você iremos nos beneficiar, você sairia daqui ileso e eu não me irritaria com sua presença, o que acha? – Um sorriso se ergueu em seu rosto.
No momento Tom se sentiu hipnotizado, sua força estava em decadência e o olhar do homem o assustava.
— Oh, como é fraco... Relés humano, o que um serzinho como você faz por aqui?
Com um chute o homem derrubou Tom no chão e começou a tocar seu corpo com uma bengala.
— E-eu... – Ele não conseguiu terminar.
— Sem forças até mesmo para falar? Hahaha.
Ele chutou Tom com força e o empurrou até os outros que estavam a cercá-lo. Os homens começaram a bater com suas marretas no homem até que ele se tornou inconsciente, mas não pelos golpes, era o poder do homem.
— Tolinho... – Uma voz surgiu de longe.
Alice apareceu e empurrou os homens com suas mãos, ela entrou na roda e foi até Tom.
— Então é você?... Tom Faith.
Ela se aproximou de Tom e olhou por entre os olhos do homem, ele estava em uma ilusão dentro de seu próprio mundo.
— O que você fez com ele?! – Ela se virou para o homem, ele estava com um sorriso no rosto.
— Já está assim tão próxima de mim para falar comigo sem ao menos se apresentar? Por que não me diz o seu primeiro? – Exigiu.
— E porque eu diria meu nome a você? – Ela perguntou, mas não foi capaz de recusar. – A... Ali... Alice...? – Disse contra a própria vontade. – Como isso? – Ela demonstrava raiva em seu semblante, assim como o medo.
O homem continuou.
— Oh... Humanos, seres tão curiosos, não? – Disse em resposta a Alice. – E porque eu diria isso a você? – Indagou.
Alice não foi capaz de responder a pergunta, mas continuou a perguntar.
— Quem... é você?...
O homem pareceu deixar de se rebelar e fez uma cena antes de responder a mulher.
— Eu? – Indagou com um olhar malicioso. – Eu? Eu sou o rei de Lanka! – Trovejou o rei, e sua voz ecoou por toda a ilha.
Alice continuou sem palavras, o rei tentara se tornar impactante a visão da mulher, mas tudo o que ela mostrou foram suas mais profundas emoções, o rei ficou chocado com a situação, eles ainda não eram o suficiente.
— Pois bem, parece que vocês são um pouco mais fracos do que o esperado, mas! Eu, serei teu salvador, mas para isso terão de me prometer uma coisa, vocês irão vir a meu reino e eu irei dá-los meus breves cumprimentos – Ele exigiu, não era uma pergunta. – Então, nos vemos mais tarde queridinhos.
O rei bateu sua bengala no chão e um portal de cor azul apareceu, ele vibrava assim como o homem que o atravessava e a única coisa que restou foi o pó dos sapatos.
Um tempo demorou a Alice se recompor, o complexo de inferioridade que nunca pensou enxergar se revelou, era uma existência a se temer, algo para se assustar, era algo para nunca mais querer ver.
Alice se abaixou e colocou o cabelo atrás da orelha.
Ela chacoalhou a cabeça e deu alguns tapas em seu rosto, se perguntava onde estava Rukasu, até que o homem apareceu por trás, e antes que pudesse perceber todos aqueles a sua volta haviam sumido em poucos instantes.
— Alice! – Rukasu correu em direção a mulher. – É ele? O que aconteceu? O que eram aqueles homens? Eu fui capaz de ver tudo, mas eu não estava aqui, mas! – Ele não era capaz de entender.
— Acalme-se! Eu também não estou entendendo... Você o viu? Aquele homem, ele não é alguém que está em nossas dimensões... Ele é um nativo daquele mundo, um Deus.
— E você o deixou ir? E se nós perguntássemos umas coisas a ele, ou, e...
Alice deu um soco em Rukasu.
— Pare, eu já disse, nós não somos páreos para ele, mas então... – Ela se levantou e começou a olhar a volta, todos haviam sumido sem qualquer sinal aparente, eles estavam em uma situação preocupante.
Segundos depois Tom se levantou, ele ainda estava atordoado pelos golpes que recebeu.
— Olá. – O rosto da mulher apareceu por entre os olhares de Tom.
Ele começou a ir para trás se arrastando e foi parado por Rukasu que estava em pé atrás dele.
— Quem... Quem são vocês?! – Indagou Tom.
— Eu sou Alice, o homem atrás de você é Rukasu, nós viemos do Japão.
Tom se surpreendeu e antes de continuar deu um grande suspiro.
— Então... Ok.
— É assim, sem perguntas nem nada? – Ela se levantou do chão.
— Bem, você não me parece hostil de qualquer forma – Ele esfregou o cabelo, ele estava sem graça.
— Hunf! – Ela virou a cara e cruzou os braços. – Quem diria que o tal Tom seria assim...
— Então, porque não vamos por enquanto? Eu tenho um “encontro”.
— Hum? Bem, que seja, mas, vamos ficar as minhas ordens por enquanto, acho a mais forte lidera – Ela sorriu e seguiu em frente, logo os outros dois foram juntos dela.
Quando Tom caminhava acompanhado de Alice e Rukasu de volta para a filial da [Frosted Leaf], entretanto uma coisa começou a arrastar automóveis, e armas de metal, era a mão do xerife, sua mão direita era de íman, e puxou junto Tom que não soltava a maleta de dinheiro dada por Torch, com o xerife com a mão direita na maleta, usou a esquerda para pegar Tom pelo pescoço e abatê-lo no chão, criando uma cratera gigante usando a metade de um íman, ou seja, parte da mão de íman ficou presa na maleta e outra parte no braço do xerife, e de certa forma eles não se juntam fazendo parecer que tinha uma esfera invisível que não permitia que os dois íman se juntassem, naquele momento, Tom foi esmagado ao chão e uma cratera gigante havia sido criada destruindo e empurrando para longe tudo e todos. Parecia que rachaduras estavam sendo criadas no chão e Rukasu e Alice não poderia se aproximar.
— Alice, e... Agora?! Eu meio que... não sei o que fazer — Disse Rukasu apavorado.
— Hum... Que tal isso?
A área em volta de todos foi coberta por uma grande esfera, dessa esfera fragmentos vermelhos foram saindo e eles se viram em um grande quarto, o chão era em preto e branco e aparentava ser um grande tabuleiro de xadrez, onde Alice era a rainha. Sendo a rainha ela tinha capacidade de andar para todas as direções, e assim fez. Ela foi em sua velocidade máxima para frente e deu de cara com o xerife. Ela atacou-o com um chute vertical mirando o queixo do homem e em seguida foi a próxima peça, ela tinha a habilidade de burlar as regras do próprio jogo. Um cavalo apareceu perto dele, ele trajava uma armadura vermelha, ele empurrou o xerife em direção a torre que desabou por cima do homem.
Tom que estava ferido no chão foi deixado de lado, e a maleta foi chutada para longe de suas mãos, e na posição que vinha Alice, assim seu chute atingiu a esfera de magnetismo a ponto de criar pequenos raios, sua perna poderia ser arrancada de seu corpo pelo tamanho da velocidade que ela se encontrava com o impacto imediato a resistente esfera, em seguida, pulou para cima, e chuto a maleta em direção ao cavalo, pulou de novo e ficou em cima da esfera, enquanto a maleta estava no chão, nesse momento, ele forçou para tentar juntar ambas as partes dos íman e o chão do tabuleiro gigante e tudo que havia lá começou a rachar.
— Por que não desisti? É tão idiota isso, veja para aquele procurado, Tom, está quase entre a vida e a morte, e olhe para aquele pobre indefeso ali, vai morrer a qualquer momento. – Após o xerife terminar de falar uma cratera do tamanho de um campo de futebol se abriu com um raio e fez Rukasu cair lá embaixo. – Desista, eu sou bom o suficiente para vencer vocês, neste mundo, sozinhos vocês não tem chances...!
As palavras do xerife irritaram Alice, quem diria que o homem acabaria com sua paciência.
— Você é um tanto arrogante, Sr. Xerife.
A perna de Alice começou a voltar ao estado normal assim como o local em que estavam, Rukasu começou a voar também e foi jogado contra a parede enquanto levitava.
— Podemos começar de verdade, eu e você? — Ela já havia se irritado tanto quanto nunca havia ficado. — Um mundo onde você entra e sai quando eu quiser, um mundo onde você faz o que eu quiser, esse é o meu mundinho, conheça Toyland... Enfim, prendam-no.
Correntes saíram do além e forçaram a pulso do homem a se separar, ele ficou como se estivesse em uma grande cruz, assim como jesus no passado. Estacas de metal prenderam seu pulso e pernas.
— Você poderia ser um pouquinho menos arrogante, pequeno amigo? Enquanto aqui, eu posso fazer o que eu quiser, e não é por menos que eu deixaria você livre, entende?
A gravidade local começou a aumentar, ela porém só afetava o xerife, seu corpo começou a ser esmagado de pouco a pouco.
— Rukasu, o que acha que eu posso fazer com ele? — Ela perguntou.
— Mate-o! Mate-o! — Ele estava chocado com a situação, mas não evitou em das ideias.
Alice chutou o homem e o jogou de volta a parede.
— Da próxima seja um pouquinho mais lógico, amigo. Tom...?
— Zhang Guo Lao! Eu te invoco! – Gritou o xerife.
Os pregos foram devorados ao passar do vento forte, junto com isso, a mula que tinha um velho montado na posição contrária abriu a boca e um vento destruiu o poder que fazia ter controle sobre o xerife. Ele caiu em cima da mula, e logo foi para o chão.
— Obrigado... Acho que se você não trabalhasse comigo tudo estaria perdido... – Agradeceu o xerife bastante suado. – A propósito, você está montado ao contrário de novo.
O velhinho se endireitou em cima da sua mula, ele era uma dos poderosos Oito Imortais – Zhang Guo Lao – o velho coçou a cabeça olhando para o xerife, e sua voz era de alguém calmo e cuidadoso, pouco agressivo, e de temperamento muito baixo.
— A inimiga é ela. – Aponta o xerife.
— Oh! Garota-kun, desça até aqui e venha me cumprimentar. Eu sou Zhang Guo Lao, e controlo a longevidade, ou melhor dizendo, posso aumentar ou reduzir o seu tempo de vida, porém não sou o tipo que faz justiça matando, por isso, desça e venha me cumprimentar, eu sou uma deidade super poderosa! – O velho sorriu como uma criança abrindo os braços.
— Tsc, um dos oito imortais... – Resmungou Alice. – O que acham de esquecer essa luta por enquanto, podemos continuar depois, não podemos? – Ofereceu – E na próxima, que tal você contra o garoto Tom? – Ela chamava-o de garoto por ser imensamente mais velha que ele.
Tom havia aparecido ao lado de Alice e se levantou, ele porém não estava com a mala.
— Acho que eu concordo, eu e você, que tal xerife? – Ele abriu um sorriso leve no rosto, mas não estava contente com a situação atual.
Rukasu havia se levantado após o chute de Alice e limpou o sangue da boca.
— É! Isso a-ai!
— Tom vai conosco, na verdade, para começo de conversa-
O xerife foi interrompido pela voz de Zhang – Tom é um procurado e vai conosco sobe custodia, e em minha autoridade como deidade, eu lhe peço que nos tire imediatamente deste mundo, mocinha. – Zhang fez uma ventania percorrer todo o local, e sua mula mexeu uma das patas traseiras.
— Hum... Eu não vou deixar que você o leve...
Ela deixou sua mão à frente de Tom e tirou a todos de seu mundo, eles voltaram para a ilha onde estavam anteriormente.
— Ei, Alice, porque está nos tirando daqui...? – Perguntou, tão baixo que só Alice o ouvia.
— Eu tenho um plano, fique calmo por enquanto.
Uma voz conhecida para o xerife e Tom desacordado surgiu em meio a cidade, e todos olharam em sua direção.
— O xerife teve mesmo coragem de vir, é muita coragem para querer me enfrentar, já que é assim... É bom que todos saibam que este homem faz clones para o governo, ou pelo menos trabalha com ele, esse farsante pretende destruir completamente esta ilha matando todos aqui e fazendo com que o mundo não saiba da existência de nenhum de vocês! – Tristão exclamou.
— O que está acontecendo? – Se perguntou Zhang encarando Tristão.
— Pirralho... – O xerife se virou em direção a Tristão e disparou um tiro em seu estômago, Tristão voou ao chão caindo no mesmo – Agora você abusou – e o xerife continuou disparando até não ver mais reações em Tristão.
Zhang não reconhecia o xerife naquele momento e foi necessário que no próximo tiro que fosse ser disparando, a deidade levanta-se a mão do xerife para cima e aperta-se seu punho o obrigando a soltar a arma. A deidade soltou a mão do xerife e o homem da lei caminhou em direção a Tom ficando de costas para Alice e Rukasu.
— Matarei você, Torch, e Tristão...! Gente como você merece sumir do mundo!! – Gritou o xerife novamente. Quando ele iria encostar seu punho no rosto de Tom, alguém apareceu atrás dele parando-o rapidamente só em libertar a voz.
— Whoa, whoa. – Era um garoto com orelhas de gato, a mão do xerife não chegou a encostar sequer no rosto de Tom – Você pode se afastar? Essa pessoa... Tem negócios, comigo. – Seu rosto possuía uma mascara preta que cobria sua boca e nariz, seus olhos estavam ferozmente encarando as costas do xerife, e atrás dele tinha 3 dos Oito Imortais, e sua irmã que conheceu Tom – Fuyu – a garota com orelhas de gato – Esse é o meu território, xerife.
Zhang ficou algo como boquiaberto em ver três dos Oito Imortais servindo a uma única pessoa.
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