Fugitives
1 Prólogo
–"Argh",acho que ninguém nos viu,mais não tenho certeza-disse um homem com o rosto coberto por uma máscara de esqui preta,ele era uns 10 centímetros maior que eu e era um pouco musculoso-Vou ver de novo-ele disse.
Olhei para os lados e só via árvores e lagos,era magnifico ,pássaros cantando nos galhos e o céu estava em tom de azul profundo,um silêncio profundo tomando conta do lugar,e por alguns instantes lembrei de momentos felizes da minha vida,mas onde eu estou?
–O que ta acontecendo?-sussurrei para mim mesma balançando a cabeça como se isso fosse fazer eu lembrar e nesse mesmo instante o homem de máscara chegou e eu pudi perceber que ele correu até chegar ali.
–Tudo bem?esta machucada?-ele falou segurando no meu antebraço e por um momento achei que meu sangue parou de circular nessa região.Me soltei de suas mãos e dando alguns passos para trás disse:-Quem é você?e o que está acontecendo?-acho que falei alto demais,pois quando eu terminei de falar ,vieram homens atirando em nossa direção,eu não tive tempo de falar nada,fui puxada com força para dentro do pântano.
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–Vovó tenha calma.Ela deve estar bem-disse minha prima Cloe em um tom que parece que nem ela acredita no que disse.
–Eu não vou ficar aqui parada esperando um policial me ligar e falar que encontrou minha neta morta,você não entende Cloe?,eu não posso permitir que mais pessoas da minha família morra.-disse vovó pegando uma chave de dentro do armário de seu quarto,era a chave de seu celta que não saia da garagem à mais de 4 anos.
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–Eu não aguento mais correr,por favor!-eu falei tentando respirar.-Mais você aguenta morrer Ariel?-O homem disse.Não respondi,mas calma ai,como ele sabe meu nome?o que está se passando por aqui?.
–Ali,entre ali-O homem apontou para uma cabana de madeira caindo aos pedaços coberta de galhos molhados que faz parecer que acabou de ter um temporal por aqui.Felizmente a porta estava aberta,entrei e me segurei na parede ao lado da porta,eu estava sufocada e percebi minha vista escurecer.
O homem apontou para um Armário no fim do quarto e havia algo estranho na frente dela,mas acho que ele já sabia o que era e falou-Entre la,estou atrás de você.Olhei pra ele e acho que ele percebeu a minha cara pois ele repetiu novamente-Estou indo atrás de você,agora vá.
Quando me aproximei sentir cheiro de algo podre,como um animal morto-Meu Deus,eu não vou entrar ai,de jeito algum-disse tapando o meu nariz com as mãos.
–Vai sim,agora-disse ele passando por cima de um cavalo morto e abrindo a porta me chamou.Por mais que eu não queira entrar lá,era a minha única chance de sobreviver,pois comecei a escutar tiros se aproximando.Passei a perna direita por cima do cavalo e escorreguei no sangue ainda fresco mas consegui me segurar no trinco da porta do armário.
Fechei a porta e me encostei ao lado do homem que me salvou e eu nem sei quem é, e depois de um tempo os tiros sessaram e eu percebi que aquela era a minha única chance.Dentro de um armário cheio de roupas velhas e morfadas,virei para o homem e puxei a sua máscara.
Fiquei boquiaberta,não pode ser-Você?,ma..ma..mas-Não consegui terminar de falar,olhei para a sua cara de espanto,não pode ser ele.
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