Fugitiva
5 Capitulo 5
Lasley, acorda. Vamos! Se não vamos nos atrasar” abri meus olhos com dificuldade devido a luz no quarto. Dylan estava parado em pé do lado da cama vestindo calça jeans, blusa preta, tênis de corrida também pretos e um casaco de moletom azul marinho. Segurava duas xicaras, uma para ele e a outra para mim. Levantei-me e peguei uma xicara de sua mão, andei em direção a cadeira no canto do quarto perto da janela e me sentei.
“nos atrasar para o que?” perguntei em quanto bocejava.
“mandei uma mensagem para Loen e ela avisou aos outros que eu achei você. Sei que talvez seja arriscado, mas precisamos nos juntar, todos em um mesmo lugar.” Ele disse pensativo enquanto pegava uma mochila e atirava em minha direção. “água, suprimentos, um cobertor, roupas, duas adagas, uma em cada bolso lateral da mochila. Você tem dez minutos para tomar um banho e vestir suas roupas” ele apontou para a cama onde havia uma calça jeans escura, blusa lisa azul marinho, casaco de moletom e tênis de corrida também pretos.
“Okay” eu disse pegando as roupas de cima da cama e indo em direção ao banheiro. Tomei um banho rápido, mas não molhei os cabelos. Sai, coloquei as roupas e fiz um rabo de cavalo auto. Calcei os tênis, peguei a mochila e fui em direção a porta seguindo o Dylan.
***
O caminho foi bem calmo, porem longo. Pegamos um avião para o Brasil, com destino a São Paulo. Em seguida alugamos um carro seguimos por várias estradas até que chegamos ao ponto de não se avistar mais nada, apenas arvores e mato, muito mato e como já estava anoitecendo eu fiquei preocupada, pois não tinha visto ainda nenhum lugar onde poderíamos passar a noite. Olhei para ele com um pouco de confusão e decidi quebrar o silêncio.
“Estamos chegando?”
“Sim. Você esta bem?”
“Sim. Talvez um pouco nervosa, ansiosa, com medo sabe? E que eu não sei exatamente o que esperar. E não sei o que eles vão achar de mim, e se eu não corresponder as expectativas? E se por acaso isso tudo foi coisa da sua cabeça e eu sou a garota errada?” minha voz começou a tremer, eu comecei a tremer, tinha que me acalmar de alguma forma, então pensei em minha mãe. Senti um grande conforto no começo, mas depois senti dor, dor por falta dela e antes que eu pudesse impedir as lagrimas caíram. Senti que o carro diminuiu a velocidade e parou no acostamento. Continuei de cabeça em silencio deixando as lagrimas caírem.
“Vem, chegamos” disse Dylan esfregando sua mão em meu braço em um gesto reconfortante. Saiu do carro devagar e comecei a andar em sua direção. Ele já havia pegando as mochilas e me entregado uma “Não se preocupe, vai dar tudo certo. Provavelmente estarão todos dormindo, então você só os vera amanhã” ele disse me abraçando e me guiando para um pequena entrada no meio da floresta. O lugar era grande, imagine um sitio, com um grande chalé, mas sem piscina. Só que em vez de animais imagine carros e motos, de todos os tipos. Isso podia resumir o que era o lugar.
“Então esse é o grande QG” eu disse com ironia. Ele riu do meu comentário, mas não disse nada, apenas continuou andando ate estarmos de frente para a porta. Então ele tocou a porta e pronunciou algumas palavras em voz baixa que não entendi e do nada a mesma se abriu. Olhei para ele confusa e ele apenas pegou minha mão e me puxou para dentro fechando a porta.
“esta escuro” eu disse para ele. “Faça silencio. O escuro não é problema pra você L.” ele disse como se falasse com uma criança de 3 anos. Então para mostra que eu tinha entendido fechei meus olhos e fiz uma pequena bola de luz. Abri meus olhos e a entreguei ao D. Ele me olhou surpeso e começou a andar para dentro do chalé. Reto, depois direita, reto de novo e no final do corredor a ultima porta a esquerda. “vamos dormir a qui. As paredes abafam o som mais lembre-se: nada de barulhos altos ou luz acesa depois das uma” fiz que sim com a cabeça e o segui pra dentro do quarto. Ele acendeu a luz e trancou a porta. Era um quarto normal com qualquer outro, uma cama de casal, televisão simples, banheiro, lareira, mas nenhuma janela.
“Vou tomar um banho, sinta-se a vontade, mas não saia do quarto ouviu?” ele disse.
“claro” eu respondi enquanto Dylan entrava e trancava a porta do banheiro. Olhei mais uma vez por todo o quarto antes de correr e me jogar na cama com força. Dois minutos e eu já tinha apago!
***
Ouvi um barulho mas continuei com os olhos fechados “não deve ser nada” pensei. Eu estava muito confortável e aquecida, aquilo me dava uma sensação tão boa, de segurança, de que nada poderia me atingir, nem pensamentos ruins. Nesse ponto era difícil de acreditar que eu não fosse normal, que eu estava no meio do nada com um monte de estranhos que achavam que eu era a “salvação”, que eu estava dormindo no com ... e de repente uma coisa me ocorreu.
Abri os olhos para ter certeza e me surpreendi quando vi que estava certa. Dylan estava abraçado comigo e foi quando me dei conta que todo o seu corpo estava colado no meu e devido a sua respiração calma e ritimada em meu pescoço conclui que ele ainda estava dormindo. Tentei me mexer, mas o máximo que consegui foi ficar de frente para ele pois seus braços me seguravam com força.
Sei que não é momento para esses comentários, mas eu ainda sou uma mulher, então não tem problema eu reparar em como ele fica bonito quando esta dormindo certo? Ou como seus lábios eram rosados e agora entreabertos devido ao sono. O jeito que seu cabelo caia em seus olhos. As pálpebras fechadas que escondiam aqueles olhos de um cinza tão intenso. Senti vontade de tocar o seu rosto, levei minha mão em direção ao seu rosto “ele esta dormindo, o que pode acontecer? Só quero tocar seu rosto” pensei enquanto afastava o cabelo de seu rosto. Preto, liso e macio ao contrario do meu que também é preto, só que cacheado e bem, bem espetado, do tipo que tem que passar um pote de creme toda vez que em acordo ou o molho se eu quiser que ele se comporte.
Meu pensamento foi interrompido por dor e surpresa. Ele tinha mordido o meu dedo, que agora eu sabia, estava em sua boca.
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