Fugitiva
6 Capitulo 6
Notas iniciais
“o gue ove bencha gue ta fachendu L.?” ele perguntou ainda de olhos fechados.
“O que?” eu não tinha entendido.
“tila exi dedu da minha boca” ele disse. “ah sim” pensei. E tirei o dedo da boca dele.
“o que estava fazendo?” ele perguntou novamente.
“Hum... eu... é que... desde quando preciso ter dar satisfação?” isso Lasley, muito bom, enrole ele e o faça esquecer do assunto. Ele fingiu pensar por um momento e disse:
“que tal a partir do momento em que eu acordei com o seu dedo na MINHA boca!” apontou para o própria boca.
“tá... mas... mas como você explica eu ter acordado de conchinha com você? Hein?” Merda! Eu não pensei no que ia dizer. Merda Lasley!
“você estava toda coberta e tremendo de frio. Então eu te abracei para tentar te esquentar e você não pareceu ligar, já que se aconchegou toda no meu peito e sorriu” ele disse me olhando como se isso fosse a coisa mais normal do mundo, por outro lado, eu estava vermelha que nem um pimentão.
“então, qual a sua explicação?” ele perguntou. Ok, que se dane, vou dizer o que vier na cabeça.
“eu gosto da sua boca” eu não sabia se ria ou chorava, ria da cara de surpresa dele com a minha sinceridade ou chorava pois estava morrendo de vergonha. Felizmente foi a primeira opção. Sim, eu comecei a rir como uma louca e de repente aquela situação constrangedora parecia extremamente engraçada.
“qual é a graça?” ele quis saber. Bom já que eu tinha começado a merda, que ela seja terminada!!
“sua cara” eu disse entra risadas.
“vou te ensinar a não rir mais de mim ou da minha cara” ele disse iniciando um ataque de cosquinha em minha barriga.
“DYLAN! PARA! PARA! KKKKKKKK... PARA!” eu gritava entre risos. Minha barriga estava começando a doer de tanto rir, tinha que fazer ele parar, então o empurrei.
“Ai!” ele disse quando atingiu o chão.
“desculpa, mas tinha que te fazer parar de algum modo” ele assentiu com a cabeça.
“que horas são?” Dylan me perguntou.
“8hs” eu disse. Ouvi ele xingar baixinho.
“estamos atrasados, vamos temos que tomar café e te apresentar para todo mundo” ele disse me apresando, como eu ainda estava com a roupa de ontem só arrumei meu cabelo em coque alto, enquanto ele colocava os sapatos. Calcei os tênis e descemos. E de repente toda aquela atmosfera divertida e segura foi substituída por desespero e enjoo. “se acalme. Vai dar tudo certo. Não vou deixar que nada te aconteça” assenti com a cabeça tentando acreditar nele.
Nos sentamos um do lado do outro na mesa. Todos estavam olhando pra mim como se eu fosse um bicho estranhou algo do tipo.
“Bom dia Dylan, como foi a viagem ate aqui?” perguntou o menino de olhos azuis como o mar e cabelos pretos tentando quebrar o gelo.
“Foi tranquila, por sorte conseguimos chegar em um dia. Lasley esse é Kevin, o cara da agua, Kevin essa é Lasley” Kevin sorriu pra mim.
“Oh Dylan! Cara, como deixou passar uma dessas? Você disse que ela era bonita e não super gostosa!” arregalei os olhos de supresa e vi Dylan engasgando com um pedaço de morango, enquanto o resto ria. OK isso esta ficando estranho, mas não do jeito que eu imaginei. Foi quando um outro menino de olhos castanhos e cabelos pretos com óculos de grau disse:
“permita me, me presentar senhorita. Meu nome é Gound. Pode me considerar um filho de Hermes, pois eu transformo o nada em tudo e alias, o bonitão aqui esta solteiro” disse Gound apontando para si mesmo e piscando pra mim. Logo em seguida o vimos perder o ar e cair no chão com a cara toda roxa tossindo.
“O que foi que você disse Go?” perguntou uma menina de cabelos ruivos e olhos verdes.
“Lasley, essa é a Loen, a cara de vento” disse Dylan. E de repente tudo pareceu entrar em câmera lenta. Enquanto Go se levantava de modo quase imperceptível e os outros comiam, eu pode sentir que algo de ruim ia acontecer com Dylan. Foquei Loen com os olhos e pude ver que ela sorria de forma assustadora para ele e foi quando eu percebi que o tinha acontecido com Go ia se repetir, só que dessa vez , com Dylan. Eu não sabia como agir, então claramente fiz merda! Resultado: o bolinho que estava no prato de Loen começou a pegar fogo, devolvendo a velocidade normal ao lugar, causando espanto em todos, mas principalmente, na dona do bolinho.
“Não pense que eu vou deixar você machucar o Dylan. Posso ser nova e estranha aqui dentro, mas eu devo a minha vida a ele então, não vou deixar nada atingi-lo, capiche?” eu disse lançando um olhar que faria o bicho-papão cagar nas calças, para todos, mas principalmente para Loen.
“Eu não ouvi! Eu perguntei, CAPICHE?” eu disse de novo gritando na ultima palavra.
“sim” disseram em uníssimo de cabeça baixa ao contrario de Loen, que apesar de ainda ter seu bolinho pegando fogo, me encara com um ar de superioridade e ironia, como se me desafiando.
“Tenham um bom dia” eu disse estalando os dedos e me retirando da sala. Subi no quarto para pegar meu ipod e fones de ouvido, desci as escadas e bati a porta da frente com força. Dei play na minha musica preferida. The Fugitive.
“I am a fugitive being hunted down like game
I am a fugitive but I've got to clear my name
I am a fugitive being hunted down like game
I am a fugitive but I've got to clear my name
Always looking 'round me
Forever looking back
I'll always be a target for attack
Ever moving onwards
Always on the run
Waiting for the sight of a loaded gun”
Eu cantava junto com o Bruce Dickinson, atual vocalista da Iron Maiden, uma das minhas bandas preferidas. Em alguns minutos a música acabou e logo a voz dos irmãos Trevor e Matt Wentworth encheu meus ouvidos cantando Same Old War.
“Stay strong keep moving
Can't let the darkness blind us
Carry on. We'll be the ones
That pull the stars down to us
Should I run away and change my name?
Or should I stay and fight through the night?
And never close my eyes
I'll never close my eyes”
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