Fugitiva
4 Capitulo 4
Notas iniciais
“sentiu isso também?” perguntou o garoto. Assenti com a cabeça.
“quem é você?” indaguei.
“Dylan Escorpions, telepático” disse dando um piscadinha.
“tele... o que?” okay, isso esta ficando muito estranho.
“telepático, sabe? Que faz coisas legais com a mente. Não sabe mesmo do que estou falando? Sabe você deveria ter sentido assim que nos tocamos.” Ele disse com um sorriso, bem bonito por sinal.
“okay, eu vou te explicar. Venha!” e nos sentamos em uma mesa para tomar café e comer alguns muffins.
“Lasley? Natureza? Ou chama de outar coisa o seu poder?” ele perguntou.
“Não acho que sei do que você esta falando...”
“mas... esquece.”
“posso te perguntar uma coisa? Eles também te perseguem?”
“Outlaws? Claro. Esse é o único objetivo deles, nos matar. Sei que querem nós para a dominação global. Lucius Kenaft os controla. O ruim de ser um de nos é que quem nos matar, absorvera o nosso poder. Ou seja, não é novidade sermos caçados. Ah claro, ia me esquecendo. Nós, eu, você, Kevin, Lilian, Loen, Gound, Sastily, e Lucius. Todos nós descendemos de um grande bruxo, Diafe, que possuía o poder de controlar o mundo, mas era um homem de bom coração. E como nada é perfeito, seu irmão adotivo Pasfo por não ter nenhum poder sentiu inveja do irmão e tentou mata-lo. Diafe conseguiu se salvar, mais muito ferido e então fez um feitiço “todos aqueles que forem dignos receberão parte de meu poder” e com isso sentou no chão e esperou pela morte. Durante anos Pasfo procurou os descendentes e agora que estamos aqui ele esta bem perto de conseguir o que quer. É ele que controla Lucius.”
“okay... isso é... é muita coisa pra absorver” eu disse muito pálida, muito assustada, muito confusa. Me levantei em um salto e comecei a andar ou correr, eu não sabia o que estava fazendo e nem pra onde estava indo, só tinha que pensar e ... senti tontura, tropecei em alguma coisa indo diretamente pro chão. Fechei meus olhos esperando o impacto quando senti que dois braços me pegaram no ar, e me vi presa nos braços de Dylan.
“você esta fora de si, fique quieta” ele me puxou para dentro do hotel novamente. Me levou até o elevador, paramos no oitavo andar, ele me guiou por um corredor “estamos chegando em meu quarto, quero te mostrar uma coisa” ele... bem na verdade ele não disse nada, não abriu a boca e nem sequer gesticulou, mas o tinha escudado em minha cabeça.
Quando chegamos no quarto, o lugar não era bem um quarto e sim uma grande floresta, olhei em volta sem acreditar no que eu estava vendo e encarei Dylan em busca de explicações.
“esse lugar não existe. Tudo isso veio de minha mente. Lembra que eu disse que eu era telepatico? Então, eu posso invadir a mente das pessoas quando elas estão destraidas ou assustadas. Como você estava confusa foi muito fácil para mim entrar em sua mente. O que queria te mostrar não era isso, mas sim o que você é capaz de fazer, seus poderes tem haver com o natural, a natureza em si. Kevin controla a água, ele pode faze-la assumir qualquer estado e formato. Lilian controla as plantas, ela pode fazer brotar qualquer tipo de planta em qualquer lugar. Loen controla o ar, ela pode sugar todo o oxigênio de uma pessoa de uma só vez e também pode fazer objetos e pessoas voar com a força do vendo. Gound pode construir qualquer coisa com apenas quilo que lhe for dado, mesmo que seja pouca coisa. Sastily muda de forma, é uma verdadeira mestra do disfarce, mas para se transformar precisa de algo que pertence aquela pessoa ou animal. Lucius controla o fogo e as sombras, todos temos um lado ruim e Lucius pode nos tornar maus, pode nos persuadir com promessas e é por isso que todos nós fugimos de seus capangas, pois a maioria tem medo dele”
“e eu? O que sou?” perguntei esperando o pior.
“antes eu não tinha certeza, mais vasculhando sua mente, bem no fundo conseguir ver. Assim como Lucius, você nasceu das chamas. Ambos são portadores do fogo, o elemento mais poderoso de todos, pois ele vem sempre acompanhado pelas sombras ou pela luz, depende do coração do portador. Você é a única coisa que pode derrota-lo, quer dizer com a nossa ajuda claro.”
Agora fazia sentindo o porque daquele dia eu não ter me queimado no incêndio. Não estávamos mais na tal floresta e sim no quarto normal dele, que percebi ser bem parecido com o meu.
“como eu controlo isso? Como faço para controlar meus ... ‘poderes’ ” era quase dificil pronunciar aquela palavra.
“treinamento! Primeiro de tudo: você precisa acreditar que realmente pode fazer essas coisas. Depois deve se concentrar nesses pensamentos. Relaxe e pense em uma forma de usar seus poderes” fiz o que ele mandou, fechei meus olhos e relaxei, pensei com firmeza que tudo aquilo era possível e visualizei chamas, pequenas chamas e depois grandes bem altas.
“LASLEY!!” ouvi Dylan gritar e quando abri os olhos eu pude ver que a lareira que estava apagada ate agora, ardeu em chamas muito altas.
“LASLEY FAÇA PARAR!!” ele gritou de novo. Então fiz a primeira coisa que me veio a mente, estalei os dedos e instantaneamente as chamas se apagaram. Fiquei muito impressionada com aquilo.
“tente novamente, só que desta vez visualize a luz, uma pequena bola de luz” e então eu fiz o que ele mandou. Imaginei uma bolinha branca feita toda de luz, ela brilhava como uma lâmpada, toda delicada. “abra seus olhos” Dylan cochichou em minha mente e assim eu fiz. Soltei um suspiro de surpresa, ela era linda, parecia que eu tinha uma estrela em minhas mãos. Fiz um movimento a jogando para o ar e por lá ela ficou. Percebi que conforme eu pensava ela se movia e então comecei a brincar com a pequena bolinha.
Era como se eu conseguisse desenhar no ar, tudo o que eu pensava a bolinha fazia. Estava me sentindo muito feliz, fiquei olhando para o Dylan vendo sua reação “como ele era bonito”, percebi que Dylan encarava a bolinha com um ar de surpresa e quando me virei notei que a bolinha tinha o desenhado e escrito o seu nome. Fiquei toda vermelha e estalei os dedos fazendo com que a bolinha desaparecesse. E assim que fiz isso me senti tonta e cai no chão.
“Merda Lasley!” ele disse vindo em minha direção “se você foçar muito você fica fraca” ele passou a mão por baixo de minhas pernas e a outra pelas minha costas me levantando no ar. Ele me levou em direção a sua cama, tirou meus sapatos e me deitou. “Boa noite pequenininha” ele disse em meu ouvido e beijou minha testa. E então eu adormeci.
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