Fugindo do amor

1 Deu a louca no meu melhor amigo


Notas iniciais
Olá criaturinhas, bem vindos. Esperamos que gostem. Dêem um desconto, é a primeira fic que postamos. Boa leitura.

Eliza

Cabelo preso, uniforme, gloss, pulseira da sorte (ganhei de minha mãe, ela tem um entrançado e pequenas ametistas) e pronta! Tomei café, peguei minha mochila e fui a pé para escola. No meio do caminho, vejo alguém atravessar a rua, pisar na calçada e cair de cara no chão. "Deve ser algum idiota" penso. Chego mais perto e rio. É mesmo um idiota, meu melhor amigo, Math. Todo dia nos encontramos no caminho pra ir até o colégio juntos. Mas ele nunca tinha vindo daquela direção.
Quando se levantou, seus cabelos castanhos cacheados estavam uma bagunça, a pele normalmente branquinha estava vermelha e quando ele virou os olhos azuis para mim, eu estava quase morrendo de rir.
– Isso, ria da desgraça alheia.
– Desculpa, Math. — Disse parando de rir. — Você está bem?
– Claro, já estou acostumado. Como consigo ser tão desastrado? — ele disse me abraçando.
– Não sei, talvez não caísse se seguisse seu caminho. De onde estava vindo? — perguntei curiosa.
– Padaria, minha mãe esqueceu de novo de comprar café.
– Sei.
– É verdade! — ele riu.

Matheus

Depois de passar na padaria para tomar café, fui andando para a escola. Após atravessar uma rua, tropecei e caí de cara no chão, bem na frente da minha melhor amiga, Eliza. Eu a conheço desde a quarta série e sou capaz de identificar seus cabelos castanhos avermelhados numa multidão, juntamente com sua pele clara e seus olhos escuros, de tanto olhar para eles durante nossas conversas. Por mais que negue, ela é muito bonita.
Quando a fiz parar de rir da minha cara, continuamos o caminho conversando animadamente. Ela estava dando mais um de seus discursos literários, dos quais eu não entendo nada, quando ela tropeçou e se não fosse por mim, teria dado de cara numa árvore.
– Viu? Quem é que está rindo agora? — falei. Ela me olhou de cara feia e ameaçou me bater, o que me fez rir mais ainda.
– Vamos logo — Ela disse — Antes que um de nós se mate!
Era sempre assim, vivíamos brigando, era nosso jeito de se conectar.
Quando chegamos à escola (vivos por algum milagre) encontramos nossa amiga Violeta, ou Viola, como a chamamos.
– Finalmente casal. Achei que tinham fugido para Vegas e esquecido de mim.
– Viola, pela última vez, não somos um casal. — disse um pouco estressado. Todos achavam que eu e Liza tínhamos alguma coisa (o que não era verdade), mais Viola exagerava. Ela já tinha planejado nosso casamento. Era irritante as vezes.
– Calma aí, estressadinho. Não são, ainda. Agora vamos logo pra aula, antes que a gente perca a primeira parte!

Eliza

Chegamos na escola e durante a primeira aula (português), minha professora parou a aula pra brigar com a turma, que estava fazendo muito barulho.
– Casaisinhos, podem se separar! Vocês dois principalmente, Matheus e Eliza. Math, solte ela.
Math estava do meu lado e nesse exato momento resolveu me abraçar.
– Professora, não somos um casal!! — eu falei.
– Sei. Estou de olho em vocês dois!
Todo mundo da turma riu. Não tem jeito. Parece que uma menina e um menino não podem mais ser apenas amigos!
Depois da aula, o Matheus foi para a casa dele e eu e Viola fomos para minha casa. Math ia passar lá mais tarde, pra gente conversar e ver filmes.
Estávamos na cozinha fazendo o almoço e com isso, quero dizer miojo. Vamos dizer que cozinhar não era nosso maior talento.
– Então, quando você vai aceitar que gosta do Math?
– Meu Deus Viola, eu não gosto do Matheus, mas que coisa.
– Você pode mentir para si mesma, mas não pra mim.Te conheço desde que a gente tinha 3 anos, Eliza. E você sabe que eu nunca erro quando a questão é relacionamento.
– Diga isso para os seu 4 ex namorados. fracassados.
– Posso não ser boa com os meus relacionamentos, mas sempre acerto quando alguém se ama. E eu vejo isso em você e no Math. — Sabia que era verdade, por algum motivo Viola sempre sabia quando alguém estava apaixonado, mas desta vez ela estava errada.
– Nós somos amigos, só isso.
Quando acabei de falar, a porta abre e Math aparece. Claro que ele não bateu. Math acha que mora aqui. Exatamente como sou na casa dele.
– Oi garotas! — ele disse animado. Mesmo assim seu olhar estava estranho...
– Oi Math.
– Oi, boy da Liza.
– Viola!
– Affs, Liza, só tô brincando!
– O que vocês estão preparando? — ele interrompe nossa pequena discussão.
– Miojo.
– Eba!
Nesse momento, ouvimos uma música tocar.
– É o meu celular. — fala Viola e corre pra atender.
Ela conversa por poucos minutos e depois desliga.
– Vou ter que ir embora, gente.
– Por que? — Matheus pergunta.
– Minha mãe quer fazer compras comigo.
– Traz livro pra mim, Viola! — eu falo.
– Ok. Tenho que correr. Beijos, gente!
Sendo assim, ficamos só eu e Math em casa, meus pais haviam saído.
– Math, me ajuda aqui! — gritei, não estava conseguindo tirar a panela do fogo
– Calma, é simples, pega um pano. — ele falou e tirou a panela do fogão, salvando o miojo de ser queimado. Quando fez isso, sua mão ficou em cima da minha, no cabo da panela e eu senti novamente que ele não estava normal. Tínha momentos em que ele não estava bem, mas logo se animava. Só não entendia o porquê dele não me contar nada.
Comendo, relaxei e lembrei que estava triste. O João, meu agora ex namorado, tinha me dado um fora. Contei o fato a Math.
– Ele não te merecia, não sabia ver as suas qualidades. Eu te disse desde o início que não daria certo.
– Eu sei. Mas eu gostava dele. Eu insisti. E eu duvido que tenha tantas qualidades assim.
Ele parou de comer e virou de frente para mim (estávamos sentados lado a lado).
– É claro que você tem qualidades! — ele disse, quase que num tom de raiva. — Você é inteligente. Carismática. É linda. É maravilhoso ver como seu cabelo brilha na luz do sol. Como seu sorriso é brilhante. O quanto você é dedicada à sua família, aos estudos, aos amigos. Que garoto não ia querer namorar você?

Math

Eu estava perdendo o controle. Era difícil para mim fingir que não sentia nada por ela, e ouvi-la falar daquele jeito, como se não fosse digna de amor, foi uma facada.
Ela mordeu os lábios devagar, e foi minha desgraça. Perdi todo o cuidado que sempre tinha pela nossa amizade e a beijei. Seus lábios eram mais macios do que eu sonhava. Então eu acordei do que estava fazendo e me afastei.
Ela me olhou atordoada.
– Math.. o que foi isso?
– Eu não posso explicar, Ok? Esqueça isso. Eu sei que você não gosta de mim. Somos apenas melhores amigos, Liza. — Eu disse.
Minha cabeça girava com turbilhão. O que eu tinha feito?? Ela não me ama!! E agora eu estraguei a única coisa forte e duradoura que tínhamos. Eu me levantei, dei um beijo em sua testa, peguei minhas coisas e disse:
– Nos vemos amanhã no colégio. Desculpa. Fica bem. Bye.
Eu fui andando até em casa sem saber o que fazer. Peguei meus fones e coloquei em uma de minhas playlists, querendo que a música apagasse a enorme besteira que eu fiz.

Liza

Ele tinha me beijado. Depois que Math saiu tudo que eu conseguia pensar era isso, ele tinha me beijado! E eu retribui. O que deu na minha cabeça? Ele, meu amigo, meu melhor amigo. Eu tinha enlouquecido. Precisava falar e sabia quem ia me escutar.
Peguei minha bolsa e corri até casa de Viola. Não era perto, mas eu estava em crise. Por sorte ela havia escapado da ida ao shopping com sua mãe.
Quando ela abriu a porta eu soltei a bomba em cima dela:
– Eu e Math nos beijamos.
– VOCÊS O QUÊ?????
– Isso mesmo que você ouviu!
– Mas como isso aconteceu?!
Eu contei tudo a ela e quando terminei, ela falou, quase que feliz:
– Eu sabia que ele sentia algo por você!
– Mas... mas... Como assim sente algo... Por mim?? Nós sempre fomos amigos! Melhores amigos!!
– É, mas não tem como negar que ele é apaixonado por você. É óbvio pelo jeito que ele te trata, como se importa com você. Ele provavelmente manteve a amizade por saber que você não o ama.
– Eu sei. Eu realmente não o amo. Mas mesmo assim retribui o beijo.
– Isso é uma coisa muito contraditória, Liza.
– Sei disso também! Não sei o que aconteceu comigo. Logo depois que você saiu, ele me ajudou a tirar a panela do fogo e eu senti algo muito diferente.
– Diferente como?
– Foi como uma corrente elétrica, transmitindo o que ele sentia. Ele estava estranho, confuso.
– E como se sentiu quando ele te beijou? -aquele interrogatório estava me estressando.
– Quando foi que eu pedi uma psicóloga?
– Quando entrou pela porta meu amor — toma Liza, podia ter ficado sem essa. — Agora não enrola e me responde.
– Tá, eu me senti surpresa. Não um surpreso ruim, foi bom.
– Liz, tem certeza que você não gosta dele? Porque pra você estar sentindo tudo isso, e estar confusa desse jeito...
– Não Viola, eu tenho certeza. Não sou apaixonada pelo Math. Só tô muito surpresa com tudo e confusa sim, não tem como ficar calma. Mas também não tem motivo pra tanta preocupação. Ele provavelmente tem alguma justificava pra isso. Não foi nada demais. Esquece.
– Eu esqueço, mas e você? Consegue esquecer?

Notas finais
TAMTAMTAAAAAM, tá parei. Comente se gostou, se não, comente mesmo assim. Críticas são super bem vindas. É isso por hoje. XOXO.