Notas iniciais
Olá, pessoal!

Eu sou uma nova autora aqui no Nyah, e gostaria de dizer "oi" apresentando minha nova história, que é um pouco complicada de entender, mas com o passar dos capítulos vocês vão ver os problemas e tudo mais.

Se há algum erro ortográfico, eu sinto muito, mas não revisei muito bem antes de postar.

Bem, boa leitura e espero comentários!

Quando saí daquele lugar tão frio e escuro, eu já não tinha para onde ir. O quê faria depois de uma notícia chocante como aquela que havia recebido?

Eu sentia um nervosismo contínuo, uma vontade de chorar que era impedida por minha garganta seca. Já não sabia o quê era certo e o quê era errado, só queria fugir para bem longe.

Longe das minhas lembranças, até ontem tão felizes, hoje tão deprimentes. E de tanto fugir da realidade, o destino se pôs em ação para achar alguém que me faria voltar aos meus sensos.

Decidida a ir embora, achando que fugir era algo simples, eu corri o mais rápido que pude. E foi aí que eu acabei esbarrando no que poderia ser a minha salvação, ou a minha caída a parte mais baixa do abismo: um garoto.

Parecia algo idiota, mas encontrar alguém quando estava me segurando para não cair ao fundo daquele abismo tão profundo que era a depressão, me fez sentimental e eu acabei por finalmente chorar depois de tentar esconder minha tristeza de tanta gente. Dele eu não escondi. Um estranho que nunca havia visto.

Ao se levantar, ele percebeu minhas lágrimas e tentou me recomfortar.

- Você está bem? Está doendo em alguma parte? — Sua voz era doce e ao mesmo tempo um pouco rouca, o que fazia com que ele soasse mais velho que eu por 2 ou 3 anos.

- S-sim, eu estou bem.. não dói em nenhuma parte... — Minha cabeça estava baixa e eu soluçava, demonstrando que eu não estava de fato bem. Eu sentia o olhar penetrante dele sobre mim e isso me fazia ficar um pouco envergonhada, o que me fez olhar para o lado oposto ao que ele estava.

Percebendo como ele se aproximava, eu me afastei. Eu tinha medo, já que para mim ele era um completo estranho, e eu era muito vulnerável naquele momento.

Ele colocou uma de suas mãos na minha cara, e isso me assustou imediatamente. Eu tentei escapar, mas ele insistia em virar meu rosto para o lado em que ele estava.

- Calma, não vou te machucar. — Ele sussurrou, como se estivesse tentando me acalmar.

Eu hesitei por um momento. Se fizesse a decisão errada, poderia me arrepender por toda a minha vida. Então decidi lhe ouvir e lhe olhei nos olhos, olhos tão azuis e profundos, como o oceano.

- ...Sinto por te preocupar, mas... hoje aconteceram muitas coisas comigo... — Confessei com voz chorosa.

Eu não queria manter o garoto muito tempo lá e fazer ele perder o tempo comigo, então comecei a me levantar lentamente.

- Bem, já vou indo, você também deveri- — Antes de terminar minha frase, ele pôs um de seus dedos na frente da minha boca.

Seu olhar penetrante me fazia mais descomfortável, e a posição em que estávamos naquele momento também não ajudava; estava de frente para ele agachada, e ele, também agachado, estava com uma das mãos na minha bochecha e a outra na frente da minha boca. Cena típica de filmes românticos e melosos.

Ao perceber a posição em que nos encontrávamos no momento, ele rápidamente tirou ambas mãos do meu rosto.

- Ah, me desculpe... foi automático... — Ele dizia com uma leve risada enquanto se levantava e me ajudava a fazer o mesmo.

- Tudo bem, e obrigado por me ajudar. – Disse já um pouco melhor, e dei um sorriso em direção ele. — À quem devo o agradecimento? — Perguntei por seu nome.

Ele então estendeu uma das mãos.

- Takeshi, Satou Takeshi. — Eu apertei sua mão – E quem me deve o agradecimento? — Ele perguntou com voz brincalhona.

- Michiko, Inoue Michiko. — Respondi rindo.

Então olhei mais uma vez para suas feições, e me lembrei que já o tinha visto no colégio. Diziam que ele era um grande líder, chegando até a ser o líder do Comitê Escolar um ano, mas por razões desconhecidas, no ano seguinte não quis mais se candidatar.

Pelo o que eu sabia, esse era seu último ano no colégio, o que significava que ele tinha aproximadamente 17 anos. Eu, por outro lado, tinha 15.

- O quê foi? — Ele disse, percebendo como lhe olhava.

- Nada, só lembrei que já te vi no colégio. Você é bem popular, não é? — Estava curiosa. Sempre disseram que não era fácil achar ele na rua.

Takeshi me olhou com surpresa, e depois sua expressão mudou para uma que significava que ele havia entendido a situação.

- Digamos que sim. — Satou olhou para o céu.

Eu percebi como ele era lindo. Seus cabelos negros balançavam com o vento, harmonicamente, e a expressão leve de felicidade no rosto dele combinava perfeitamente com isso.

Olhei para o meu relógio de pulso. 15:48. Já estava na hora de que eu fosse embora antes de que se dessem conta que eu me havia ido.

- Hmm, Satou-san, eu deveria ir agora, meus pais devem estar preocupados. — Eu menti, e me senti mal por aquilo, mas não queria involvê-lo nos meus problemas.

Ele então me fitou profundamente. Me paralisei com seu olhar.

- Claro, me desculpe por te manter tanto tempo aqui. — Ele disse, tocando no meu cabelo. — Até mais. — Sussurrou.

Eu lhe olhei com um leve tom de vermelho nas minhas bochechas.

- Até. — Apenas sussurrei, mas acho que ele não me ouviu, já que já estava muito longe.

Caminhando em direção ao parque, o vento ficou mais forte, e meus cabelos alaranjados, teimosos, voavam livremente e me incomodavam. Tentei não prestar muita atenção a esse pequeno detalhe, finalmente chegando ao meu destino, onde sentei em um dos bancos lá e peguei meu celular.

Disquei o número da minha melhor amiga, Mori Fuyu. Ela era uma garota muito animada e sempre fazia de tudo para fazer todos felizes. Sabendo da situação, ela atendeu imediatamente.

- Oi, Michy-chan, o quê houve no final? — Ouvi ela falar do outro lado em tom preocupado.

- Eles não me ouviram, então eu.. decidi fugir de casa. — Disse lembrando do que havia acontecido.

Eu escutei o suspiro de surpresa dela através do celular.

- Como assim, não te ouviram?! Eles deveriam saber, como seus pais, que não podem te obrigar a casar com alguém que não ama! — Fuyu protestava, irritada.

Estava tão distraída que não ouvi quando Yoshida Kyo, o garoto com quem meus pais me estavam tentando forçar a casar, chegou.

Continua...