Katarina POV

Mais tarde, estávamos todos cada um para um canto da sala, assistindo filme. Loyse estava em um sofá que se encontrava de frente pra TV, junto com Carter. Gary estava em um outro sofá que virava de costas para porta e eu e Christer estávamos em um colchão que resolvemos por no chão com algumas cobertas no meio dos dois sofás. Eu vi os olhos de alguns dele pesarem.

– Essa tempestade de neve, custou minha volta para a casa... — Disse Gary.

– Eu que o diga... — Começou Loyse — Essa piora está fazendo a cidade se preocupar com as águas dos canos que estão quase congelando e com a nossa segurança que é não sair de depois das 22 horas...

– E nisso, a Diane e as outras meninas nem vão poder voltar para casa. — Afirmei.

– É muita doideira isso o que está acontecendo. — Afirmou Carter e Christer me olhou com a certeza de que eu estava escondendo algo — Olha! — Exclamou Carter surpreso, olhando pro celular — Fizeram um grupo da nossa sala!

– Vou ver! — Exclamou Loyse.

– Nós não somos da sala deles mesmo! — Exclamou Christer para Gary, os dois rindo. — Você não vai olhar não, Kat? — Perguntou Christer.

– Não Chris... — Minha voz saiu baixa como se tivesse ficando rouca até que Christer mudou sua expressão facial para um gesto curioso.

– O que será era aquilo dentro do porão? — Perguntou ele.

– Nã.... — A tosse me interrompeu — Não sei... — Arranhei a garganta — Só sei que quando a Ju chegar, ela vai me matar por ter feito aquele buraco na parede a Diane por eu ter quebrado o iPod. — Christer riu um pouco.

– É melhor irmos cada um pro seu canto dormir. — Disse Loyse.

– Afinal, repedindo a cueca ou a calcinha, precisamos ir pra escola amanhã. — Disse Carter, sempre palhaço.

– Esse Cart! — Eu ri, ainda sentindo minha voz baixa — Acho que estou ficando rouca. — Afirmei.

– Também acho. — Disse Gary sorrindo.

– Eu também. — Disse Carter.

– Da pra perceber! — Disse Loyse e todos rimos, menos Christer que caía de sono.

– Bom... — Christer começou — Eu me aconchego aqui mesmo, nesse colchão no chão, com o controle da TV. — Finalizou.

– Eu fico no sofá mesmo. — Disse Gary.

– E eu fico nesse outro, também. — Afirmou Carter.

– Vou pro meu quarto, então. — Eu disse levantando do lado de Christer. — Vem Loyse! — Afirmei.

Fomos pro meu quarto, eu emprestei pra ela um pijama e vesti o meu. Escovei meus dentes e então deitamos. Logo, senti os meninos apagar as luzes e se aquietarem, assim como fez Loyse, assim como eu não estava conseguindo fazer. Eu ainda podia ouvir Christer assistindo e tossindo. Olhei as horas e marcavam 22:20, virei pro lado contrário da Loyse e tentei dormir. Não conseguindo pegar no sono, peguei o celular de novo pra ver as horas e marcavam 22:40. Christer já não assistia mais TV, pois não consegui ouvir mais nada vindo da sala. Até que algo fez barulho no meu quarto, ou melhor, dentro do buraco. Olhei pro lado e Loyse respirava fundo, já teria dormido à essa altura.

– Loyse? — Chamei coma voz fanha — Loyse! — Exclamei de novo balançando ela e nada. Eita menina do sono pesado!

Empurrei os cobertores de lado, levantei criando coragem para olhar por de dentro do buraco que fez um barulho novamente. Não tive coragem o suficiente pra chegar muito perto, mas de longe, consegui um ângulo que deu pra ver algo se movendo. Só que não teria nada ali. Tentei gritar e minha voz ainda saiu um pouco, mas já estava rouca o suficiente, ouvindo o barulho de novo eu me desesperei. Deixei Loyse dormindo e abri a porta em direção a sala. Descendo as escadas vi a TV ligada, e vi Christer numa boa assistindo. Respirei fundo e é como se minha audição tivesse voltando ao normal e eu pude ouvir o barulho da TV ficar alto o suficiente para eu considerar normal.

Christer olhou acima de sua testa para que pudesse ter o angulo às suas costas e logo me reparou ali, com cara de desespero.

– Que foi?? — Perguntou ele.

– Nada! — Exclamei com a voz baixa quase tossindo.

– Cê está rouca? — Perguntou ele.

– Posso dormir com você? — Perguntei em sequencia e surgiu um silêncio de espera um ao outro por resposta.

– Sim! — Assentimos em coro.

– Vem pra cá. — Ele afastou deixando um espaço para me deitar. Fui em direção, me deitei me embrulhando, ele desligou a TV e olhou pro teto. — Ela já está com outro. — Fiquei em silêncio pro momento desabafo. — Ela já me superou! — Christer continuava exclamando e eu continuava em silêncio. — Ela partiu meu coração, como pode ele ainda bater? Como pode eu ainda estar vivo? — Senti Christer quase chorando quando ele se virou pro outro lado.

– Sabe por que você está vivo? — Me virei para ele naquele colchão jogado no chão, resolvendo quebrar o meu silêncio.

– Por quê? — Perguntou ele.

– Porque você deu seu coração pra ela e eu te dei o meu... — Christer parou pra refletir minha frase, virando o rosto para o teto novamente e depois voltou-se para mim olhando nos meus olhos em meio aquele ambiente escuro, dando pra ver apenas o brilho em seu olhar — Então como você vive? — Ele perguntou.

– É uma boa pergunta. — Finalizei abaixando a cabeça no travesseiro e fechei meus olhos, sentindo finalmente segurança por dormir ao lado da pessoa que carrega o meu coração.

No outro dia, conversas de Carter e Loyse rondavam da sala até a cozinha. Olhei para o lado e Gary ainda dormia. Olhei ao meu redor e me vi dentro dos braços de Christer, que ainda estava de olhos fechados. Me empurrei em u milésimo de segundo em que percebi o esse fato e quase caí do colchão ouvindo a voz de Loyse.

–Hmmm, dormiu abraçadinha com o Christer né? — Loyse foi interrompida.

– Eu quero saber o porque! — Eu disse.

– E eu quero saber quem foi! — Exclamou Carter chegado indignado na sala vindo da cozinha. — Eu quero saber quem foi que falou merda pra minha namorada! — Ele exclamou batendo o pé no chão.

– Do que você está falando? — Perguntou Loyse.

– Olha no grupo da sala. — Afirmou Carter.

Peguei meu celular encima do meu chinelo e abri no grupo e vi que alguém tinha tirado print do Carter falando merdas, em um tom de zoeira e mandando pra namorada dele.

– Nossa, quem será que faria isso? — Perguntei.

– Alguém que tenha contato com ela. — Disse Loyse.

– Né, agora ela está com raiva de mim. Nem está mais falando comigo. — Disse Carter.

– Eu não sei nem quem é mesmo... — Disse Loyse.

– Quero saber quem foi que mandou! — Exclamou Carter.

– Do que vocês estão falando? — Exclamou Christer acordando com voz de sono bem na hora que o celular de Gary despertou, acordando ele.

– Quantas horas são? — Perguntei desesperada ao lembrar da escola.

– Seis e quarenta! -Exclamou Gary levantando rápido — Precisamos ir pra escola!

Gary levantou de cueca box, vestindo rapidamente sua roupa do uniforme, a mesma com a qual ele chegou aqui. Christer fez a mesma coisa que ele, só que mais de vagar. Carter e Loyse já estavam arrumados e eu subi as escadas para me arrumar também. Logo depois, lanchamos e não demorou um minuto para dar a hora de ir e fomos.Na hora em que estávamos sindo, Ju chegou, hoje era sua folga, pensei comigo no caminho, que Diane deve ter ido pra escola lá da casa da mãe dela mesmo, já que a neblina deu uma trégua mas ainda neblinava um pouco. Só espero que hoje nós consigamos ter todas as aulas.

Ainda no caminho, Gary e Christer conversavam muito. Loyse estava nos fones, Carter estava cabisbaixo e eu não estava fazendo nada como sempre, mas resolvi falar com Carter.

– Você está bem, Cart? — Perguntei.

– Não sei... — Ele abaixou a cabeça e eu resolvi dar um abraço nele.

– Vai ficar! — Dei um beijo em seu rosto e ele sorriu abaixando a cabeça.

Um pouco depois, chegamos na escola, entramos e fomos em direção à sala, onde todos se encontravam comentando do acontecido no grupo e se questionavam uns aos outros quem teria feito isso.

– Alguma pessoa em que você desconfia, Kat? — Perguntou uma de minhas colegas.

– Não. — Afirmei.

– Nem eu. — Disse Loyse.

– Eu acho que foi a Jeise. — Disse uma amiga do Carter.

– Será? — Perguntei.

– Sim, certeza, pode tirar ela do grupo! — A menina disse pras outras e eu me virei para frente.

A aula foi daquele jeito, Loyse no fone e o resto discutindo sobre o acontecido no grupo. A professora quase não disse nada naquele dia, eu apenas fiquei pensando na vida. Lembrei do dia em que tinha acontecido uns lances estranhos, quer dizer, uns lances que me fizeram chorar, então eu abri a janela de Christer em uma rede social e fiquei olhando a foto dele, me perguntando por que as coisas não são mais fáceis? Por que ele não está solteiro? Facilitaria tanto minha vida naquele dia, eu seria tão feliz por sentir o sabor de conquistar ele. Pois bem, agora que ele está solteiro, eu simplesmente não sinto nem um pouco de vontade de tentar. O que aconteceu comigo?

Logo a aula acabou e fomos para sala de Educação Física, onde o professor nos encaminhou para quadra e assim fomos. Ela está acoberta de neve, mas ontem eu tinha visto umas máquinas tirando uma parte do excesso, quem diria que eu veria isso um dia. O professor nos dividiu em duplas e eu fiz dupla com o Vinicius, mas não precisava ser necessariamente um menino e uma menina.

– Já brincaram de "Nunca três"? — Perguntou um professor quando um coral afirmou que sim e alguns que não — Então, acho que aqui na neve vai ter um efeito mais divertido em brincar disso. É o seguinte, vocês estão em dupla, mas eu não. Eu vou chegar em uma das duplas por um lado, vamos supor o esquerdo e quem tiver do lado direito sai. Deu pra entender? — Um coral gritou que sim.

O professor chegou do lado do Vinicius e como eu estava na ponta eu tive que correr, fui pro lado do primeiro que eu vi, era Carter. E quem estava do lado dele teve que correr, porque de algum jeito, alguém estava sobrando e essa pessoa tinha que conseguir pegar quem estava correndo antes dessa pessoa conseguir um par, para que pudesse parar de ser "O Pego". Era meio que pique alto ou coisa do tipo. Só que em duplas. Logo alguém chegou do lado do Carter e eu tive que correr, antes que essa pessoa me pegasse. Alguém chegou do lado da pessoa que estava com Carter e Carter teve que correr, então ele correu pro meu lado novamente. Alguém chegou do lado dele e eu tive que correr, porém eu fiquei sem pra onde ir e a pessoa me pegou e eu tive que correr atrás de alguém. Essa pessoa foi pro lado de quem estava de dupla com a Loyse, apressei os passos e consegui pegar a Loyse. Fiquei do lado da dupla dela e a pessoa que me pegou teve que correr de novo, indo pra onde estava a dupla do Carter, então Carter saiu correndo e veio pro meu lado, quem estava do meu lado teve que sair correndo e assim foi indo a brincadeira.

Logo o intervalo tocou, eu estava com cede e então peguei minhas coisas e fui beber água, depois eu fui direto pra um corredor em que estava meus amigos da sala. No caminho até lá, o amigo de Maddox, Ben, me deu um abraço e um beijo no rosto, como ele já havia feito algumas vezes antes, mas eu não ligava muito pra ele até ver ele de barba agora, senhor, que lindinho. Mesmo assim, eu sou uma menina centrada, eu não fico om meninos que nem ele... desse estilo... desse jeito... não. Ele mais me parece um malandrinho, pouco me importo com os sentimentos dele, na verdade, eu me importo sim, não quero que ele goste de mim porque não quero magoar, sei como dói.

A manhã passou incrivelmente rápido, foi um daqueles dias em que não aconteceu nada demais. Como eu odeio esses dias...

Nesses dias a volta para casa era sempre silenciosa para mim, que ia por um caminho onde ninguém ia. Porém, o Christer ia... mas espera! Mesmo que a Lauren, sua namorada, não more por esse caminho, ela está indo por aqui com ele...

Abaixei a cabeça virando a rua, um atalho. Ele deve preferir ficar com ela mesmo, do que comigo, que doei meu coração para ele viver.

Loyse POV

Saí de casa com Fred me dando sermão, dizendo que vai descobrir o menino que eu estava ficando, eu disse que não precisava porque ele já estava em outra. Infelizmente, ele pode perceber que eu não estava bem foi por isso que eu saí de casa. São 16:20 e eu me encontro andando pelas ruas dessa cidade pequena, olhando a vizinhança que eu mal conhecia, olhando os portões e algumas casas vazias, em meio isso olhei para um muro nas cores laranja e branco, do portão aberto e vi um carro na frente, com o motorista pronto para sair. Foi sem querer, eu vim por essa rua sem querer, esquecendo do fato de que Maddox morava por aqui. Ele dava tchau pro seu pai e pra sua mãe que saíam no carro, eu não quis olhar para ele, então fitei umas florezinhas ao meu lado, perto da calçada em que eu passava, sendo que ele estava na esquerda. Acho que assim, sobre o Maddox... eu estava bem, mas eu não estava, mas eu não vou ficar mal por um menino... mas eu fiquei... mas sei lá. Se não foi pra acontecer, tudo bem. Mas eu queria... mas eu não pude. Mas alguém pode... o bom dessa história foi que não fui só eu a me ferrar, foi o Christer também. Mas minha vida estava legal, eu só tinha a aproveitar, porque logo volto para minha cidade natal e...

– Oi! — Levei um susto quando eu olhei pro lado, na calçada e me deparei com Maddox sentado do meio fio.

– O-oi! — Tremi a voz mas acho que não soou tão estranho assim.

– Eu quero te pedir pra voltar contigo e... — Ele disse levantando do meio fio mas eu logo interrompi ele, assim que meu cérebro interpretou as palavras dele.

– COMO ASSIM VOLTAR COMIGO? — Dei um grito no meio da rua — Cê tá louco?? — Eu continuava perguntando — O que houve com a Lauren? Ela não te quer mais?? Ela voltou com o Christer, é isso??? — Eu sinto muito se ela te iludiu pra te dar uns pega e depois voltou com quem ela realmente gosta e... — Eu enfiava a faca do Maddox, quando um movimento no coqueiro lá atrás do Maddox, da onde, posso chamar de cenário. Logo vi Fred que piscou pra mim e eu logo saquei a estratégia — E VAI CATAR COQUINHO! — Terminei a frase empurrando Maddox com toda força para perto do coqueiro, n o qual ele foi caindo de costas e Fred soltou um coco na cabeça dele e pulou para fora do coqueiro rindo junto comigo, que gargalhei enquanto Maddox desmaiava no meio da pista e da neve.

– Ai ai ai — Eu tentava acalmar minhas risadas — Isso foi demais, Fred! — Eu disse — Nunca pensei que ia ter um primo útil! — Eu continuava rindo.

– Sai fora, parceiro! — Fred segurava a risada, carrancudo como ele sempre foi.

– Ah, vai lá, Fred! Eu sei que você quer rir, sei que achou engraçado! — Exclamei.

– E achei mesmo! — Fred caiu em gargalhada mas ficou sério milésimos depois — Tá me devendo essa, menina! — Ele me apontou o dedo virando a outra rua. Ignorei.

Oh meu santo pai! Aonde que aperta pra parar de rir?

Katarina POV

Essa neve toda me fazia esquecer que eu era normal e que ainda tinha que ir pro curso.

– Tchau Diane, tchau Lu, Tchau Jessy e companhia! — Eu me despedia de todos e saía pela porta principal ajeitando a mochila nas costas.

Encontrando com minha amiga que ia pro curso comigo, fomos em direção ao ponto de ônibus e esperamos juntas até ele chegar.

Paramos em frente à escola de línguas e entramos um pouco, onde sentamos em uma das mesinhas que sempre se encontrou ali, em um pátio antes da porta de entrada. Na verdade, eu não sentei, minha amiga sentou e eu fiquei em pé ao lado da mesa, de frente para eles, que ocupavam todo o espaço dos bancos que viravam de encontro ao outro. Comecei a prestar atenção na conversa deles, até eu virar pro lado e lembrar que Carter também fazia o mesmo curso que eu, aí vinha ele. Ele se sentou em um batente que servia, também, de assento, logo perto da mesa em que eu me encontrava. Lucy.. lembram dela? Pois bem, ela também faz curso e na minha sala. Lucy chegou com Ster e Ster com sua irmã. Então minha amiga do ponto de ônibus, dando um nome pra ela, Geyze, Gey, se levantou e foi em direção à elas, no qual eu apenas me virei para completar nossa rodinha social, no meu caso, de costas para Carter, que tacou alguma coisa na minhas costas enquanto eu me mantinha concentrada na conversa de Lucy. Virei para trás e Carter olhava pra cima com cara de "anjinho", vendo que eu continuava encarando, ele apontou pro seu amigo.

– Foi ele ali, Katarina! — Ele disse rindo — Não fui eu não... — Mas eu sabia que tinha sido ele sim.

Me virei em direção a porta de entrada, junto das minhas amigas, quando percebi que todos já estavam entrando para suas devidas salas. Fui em direção à nossa sala e vi que nossa professora chegava, mas não vi a professora de Carter.

Entrei na sala com minhas amigas e sentamos uma do lado da outra respectivamente. A sala era de uma metade de um círculo meio retangular, não sei explicar, formado pelas carteiras. Logo depois de me sentar em um ângulo que dava bem para ver a janela, vi Carter passando reto pela sala dele. Não entendi, mas deduzi que s não tivesse aula pra ele hoje, ele ia ter que ficar na escola do mesmo jeito esperando a mãe dele vim busca-lo.

Durante a aula ele passou pela porta da minha sala de novo, em um caminho que ele ficava de costas e dessa vez com dois amigos. Ele virou o rosto para poder ver dentro da minha sala e quase lascou a cara da na parede.

– Ih, otário! — Gritou Lucy — Paga vexa! -Ela dizia rindo, apenas observei.

Enquanto eu esperava que Carter passasse de volta, me vi fraca. Olhei pro lápis na minha mão mas eu não sentia. Tentei aperta-lo mas força nenhuma saía nos meus dedos, minha mão continuava intacta. O lápis caiu da minha mão e foi escorregando até o centro da sala, eu sei meu corpo pesar e não tive controle sobre ele. Olhei pro lado e pro outro, o barulho do lápis ainda ecoava lentamente assim como as vozes. Não vi ninguém que podia realmente me ajudar, até que Carter passou de volta e eu olhei fundo pra ele, que ficou parado da frente da porta me olhando, percebendo meu mal estar.

– Carter!! — Exclamei e em um milésimo de segundo, minha voz saiu, tudo voltou à sua velocidade original, mas eu apaguei.