Frozen Heart
2 Christer? Who is it?
Notas iniciais

Christer POV
Olhei à diante dos meus olhos e vi a lua pela janela.... eu parecia acordar de um transe, eu estava meio zonzo... fui abaixando o olhar vi uma menina que não me tinha o rosto estranho, ela sangrava eu a conhecia de algum...
– KATARINA??? — Não pude evitar de falar.
Eu fiquei desesperado, sem ter o que fazer. Eu mal sei o que me tornei e já matei uma pessoa. Como isso? Eu não quero!
Eu não sei o que aconteceu com minha audição, eu apenas olhei para um local fixo e senti tudo a minha volta congelando, uma tontura, e comecei a ouvir barulho, logo identifiquei que eram passos, subindo a escada da casa de Carter e consegui até deduzir a conversa:
– O que você acha que foi isso? — Era a voz do próprio Carter.
– A Katarina, Carter. Ela sumiu! Quero saber aonde ela está. — A voz da amiga de Katarina era de preocupação.
– Tem certeza que ouviu alguma coisa? — Pergunto Carter.
– Sim, o som estava muito alto mas eu estava aqui no corredor procurando Kat e ouvi um grito parecido o dela, só que a música alta não me deixou identificar direito, por isso fui de chamar....
As coisas a minha volta parecia voltar a se mexer, parecia que o tempo tinha parado enquanto eu ouvia a conversa de Loyse e Carter, e agora voltava a rodar. Eu me desesperei e não soube o que fazer, preciso pensar rápido. Será se eu consigo pular da janela?
Empurrei a cama para o outro lado, deixando um vão entre a porta e a janela. Abri a janela, óbvio, peguei a Katarina no colo, fui pra perto da porta, tentei um impulso suficiente, e pulei da janela. Estava esperando um suspense e um vento na cara, mas apenas me deparei com o telhado que abaixo dava a sacada do primeiro andar. Olhei pra um lado e pro outro e havia como andar pelos telhados. Com Katarina no colo ficaria bem difícil, mas eu tentei concentrar toda minha força e consegui pular pra outro telhado. Acontece que quando fui fazer o mesmo processo novamente, me deparo com uma arvore.
Quase levei uma queda, mas segurei em um galho com a mão direita e segurei Katarina com a mão esquerda. O jeito era soltar ela no gramado agora e pular logo depois. E foi o que fiz, esperando ninguém passar por ali porque senão, ferrou.
Peguei ela no colo novamente, assim que pulei no gramado e levei para o meio de mais um monte de árvores. Me deparei com um campo em vão, tinha uma casa velha lá e eu, estava meio cansado e sem ideia de onde ir. Então, levei ela para lá.
Katarina POV
Eu não sei exatamente o que aconteceu com Christer, mas o que aconteceu ali, eu nem imaginava que poderia acontecer. Ele virou um monstro e pra uma morte, foi uma última cena muito triste de se ver. O cara que você gosta que nunca ligou pra você, no dia que fala contigo é pra simplesmente te matar.
Afinal, o que eu estou fazendo? Eu não vejo nada, está tudo escuro. Eu não sei o que eu fiz pra merecer tanta má sorte. Eu amo as pessoas e elas não me amam de volta. Eu me importo e ninguém nunca está nem aí. Eu queria que eles se importassem, eu queria que Christer se importasse. Mas espera aí, eu morri? Porque se sim, eu nunca vou poder ver ele se importando comigo.
Senti alguma coisa palpitar... era meu coração. De repente veio uma luz vermelha em minha mente, o que mais parecia sangue... eu não via nada, sentia meus olhos fechados. Agora sim eu entendi a filosofia de vida da Loyse, a de ver com a mente... porque eu vejo a escuridão, vejo o vermelho e vejo o branco, e ouço....
– Não se deixe levar pelas trevas, minha filha. – Eu nunca ouvi essa voz antes, mas era uma voz feminina. — Seja sempre essa menina de bom coração que você é. Mesmo que as pessoas pisem em você, não se deixe levar pelo mal do mundo...
– O quê??? E ser pisada pelos pessoas pelo resto da vida?? EU NÃO ACEITO ISSO!! – Gritei forte de uma forma que veio uma luz na minha cara.
Senti alguma coisa me puxando, senti algo encima de mim... senti meu cérebro tentando voltar a funcionar. Senti meu coração voltar a bater, aceleradamente, fiz a maior força possível e consegui sentir minha mão, na sequencia consegui mexer meus pés. Apertei com força os olhos e finalmente ouvi uma voz mais concreta e real.
– Katarina, vamos lá! Você consegue! — Disse uma voz masculina.
Por fim, eu consegui abrir os olhos eu me assustei com o que vi. Eu estava deitada no seu colo. Consegui fazer um esforço e um impulso para me jogar para trás, ainda no chão, sentei, mas me veio uma imensa dor de cabeça, senti ter esforçado o meu físico mais do que eu devia. Olhei para Christer...
– Você... — Parei pra observar — Que lugar é esse? — Perguntei.
– Katarina me desculpa... — Ele começou a frase e eu senti um calor estranho no meu corpo e uma pontada na cabeça — Eu não sei o que aconteceu naquela hora, eu apenas... — Christer continuou mas eu já não sabia se poderia afirmar que lembrava do que ele estava falando — Eu apenas... — Ele repetiu e veio um ruído muito forte na minha cabeça — Espera aí. — Ele disse percebendo meu mal estar e se retirando.
Uns três minutos depois ele voltou, andou pra um lado e pro outro, com a mão na boca. E eu tentei quebrar o gelo.
– Christer, eu gosto de você, sabe? Eu queria te falar esse tempo todo mas... — Percebi que ele não me ouvia, continuava andando pra lá e pra cá, foi quando um sentimento estranho subiu pelo meu corpo — Christer! — Chamei sentindo minhas bochechas arderem de raiva, e ele olhou direito pra mim, tirando a mão da boca.
– Que foi? — Ele perguntou e eu perdi minha paciência, alguma coisa fez com que subisse um sentimento de raiva em mim, o que não me parecia ser bom... ou seria?
– Nada. — Respondi seco fazendo uma força pra levantar meu corpo, que pesava.
– Você não vai conseguir se equilibrar... — Ele tentou me segurar pelo braço mas eu o interrompi.
– Me solta! Quem é você para dizer o que eu consigo ou não fazer?! — Arranquei meu braço da mão dele e desviei o meu olhar pro primeiro canto que eu vi, era um espelho.
– Você está bem? — Ele perguntou e eu franzi a testa.
– Que vestido feio, esse que eu estou! — Eu disse tentando arrancar ele do meu corpo.
– Não é feio não, gata...- Ele mal fechou a boca e eu dei um tapa na cara dele.
– Te dei autorização pra me chamar assim? — Eu disse ainda tentando arrancar o vestido do meu corpo.
– Eu chamo todo mundo assim... — Ele parou — E você não vai conseguir arrancar esse vestido desse jeito! — Ele disse sobre eu estar puxando as rendas do vestido com as mãos invés de desabotoar.
Quanto mais ele falava, mais raiva me subia, tentei concentrar essa raiva no vestido e arranquei todo a renda e a vestimenta da cobertura, restando apenas o corpete e a saia, que sem as rendas e os enfeites, aparentaram mais roupas velhas.
– Quer saber? Eu não sou todo mundo! — Tentei achar uma saída daquela casa velha.
Andei para fora, e só vi árvores por todos os lugares. Tentei distinguir aonde seria a saída, mas estava tudo escuro, anoite. E além de escuro estava frio, muito frio. Mas logo eu vi umas luzes piscando, logo reconheci lanternas.
– Kat, toma pelo menos a minha blusa de fri...- Christer se interrompeu e se escondeu às pressas, quando viu que quem guiava as lanternas era Carter e Loyse, mas não acho que eles viram Christer.
– Menina, tu é doida?! — Loyse veio direto na minha direção — Aonde tu se meteu? — Ela disse me abraçando — E por que o teu vestido está rasgado? — Ela disse me desabraçando.
– Nada, foi eu. Foi eu que enjoei. -Disse.
– Mas você acabou de comprar esse vestido praticamente.
– Pois é né. — Eu realmente não me importava.
– Kat, te machucaram? — Perguntou Carter, enquanto ele passava a lanterna pela floresta e observava. cada detalhe com atenção.
– Não que eu me lembre. Acho que não. Quero dizer, não. Não sinto nenhuma dor. — Disse.
Loyse verificou para ver se eu não tinha mesmo nenhum arranhão e eu realmente não tinha, ela franziu a testa.
– Então de quem era aquele sangue todo? — Perguntou Loyse.
– Não sei, só sei que arruinou minha festa. — Carter não demonstrava tristeza mas eu sentia isso.
– Sinto muito. — Disse.
– Tudo bem.... — Loyse interrompeu ele.
– E o Christer, você viu? — Perguntou ela.
Dessa vez, eu realmente lembrava, e eu tinha visto ele, mas eu resolvi quebrar o galho dele, pela última vez.
– Não... não sei dele. — Disse.
– Hm... sei. — Loyse desconfiava.
– Então, vamos embora. — Disse Carter.
Saímos daquele matagal todo e nos esbarramos na calçada da frente da casa de Carter, entramos no carro dele para que ele pudesse nos levar pra casa.
No carro foi um silêncio que só. A rádio tocava em um volume baixo, começava All of Me, e cada palavra dessa música, me lembrava o Christer de um modo automático. Carter deixou Loyse na casa dela porque era caminho para a minha, por esse motivo Loyse desceu primeiro do carro, como não era tão longe, a música ainda nem estava no refrão.
– Tchau Kat e Cart. Te cuida Katarina. Até amanhã na escola! — Loyse saia do carro e ia em direção ao portão. — Fred! Abre aqui! — Ela gritou e quase um minuto depois que ele foi abrir.
– Af, por que demorou? Está frio sabia? — Loyse retrucou.
– E eu estava era dormindo, porra. Reclama não. — Fred disse e Loyse riu.
Depois dessa cena de amor de dois primos, Carter ligou o carro e não demorou muito para chegar na minha casa, a música já estava no refrão. Carter parou o carro e ficou me olhando.
– Você não tem idade para dirigir, Cart. — Eu disse sorrindo, quebrando o gelo e abrindo a porta.
– Mas se eu souber, nada me impede de dirigir na minha própria cidade, Kat. — Ele riu baixo eu puis o pé pra fora do carro — Espera! — Ele me puxou pelo braço e nos olhamos diretamente nos olhos.
– Que foi?
– Nos vemos amanhã na escola? — Ele perguntou se aproximando.
Eu me aproximei mais ainda e dei um selinho demorado nele, engatando um beijo, que quando terminou, nos olhamos, ele abaixou a cabeça e sorriu mas logo disse:
– Poxa, eu tenho namorada e eu amo ela... — Ele tentou.
– Ama nada... — Eu disse — Mas não se preocupe, podemos manter isso
às escondidas. — Ele sorriu, eu dei um outro selinho nele e finalmente saí do carro.
Eu não sei o que estava acontecendo comigo, muito menos qual seriam as consequências dessas minhas atitudes. Eu nunca agi assim, sempre tive medo das pessoas, mas agora... Estou passando os meus limites e quebrando todas as regras porque quem espera demais cansa. E agindo assim, diversão é que não vai faltar.
Passei pelo gramado de casa, indo em direção a porta, pegando as chaves, abri a porta e as meninas estavam dormindo, graças! Não poderia deixar que a Ju visse meu vestido rasgado. Entrei subi as escadas pelas pontas do pé, o que ainda fez um ruído mas tudo bem, subi rapidinho e andei pelo corredor de fininho até entrar no meu quarto. Tirei e escondi o vestido rasgado, deitei na cama e dormi.
No dia seguinte, acordei pra ir pra escola, lembrando que o primeiro hoje horário é de química, mas tudo bem, pra falar a verdade não faz muita diferença. Desci as escadas e fui para a cozinha lanchar com as meninas que também estudam de manhã só que em outra escola. Elas já estavam na mesa.
– Bom dia meninas! — Disse Ju enquanto eu pegava uma maçã.
– Katarina e sua maçã diária! — Disse Luisa.
– Ah, faz bem pro cabelo! Até eu comeria, se eu já não tivesse o cabelo bom! — Diane disse pegando suas mechas loiras e cheirando.
– Nossa! Desculpa aí! — Ju disse rindo — Não sabe brincar não desce pro play. — Todas rimos.
– Como foi ontem com o Nícolas, Diane? — Perguntei.
– Ele não foi. — Diane disse parecendo esconder algo.
– Fala a a verdade! — Exclamei.
– Não quero falar sobre isso! — Diane pegou seu sanduíche e subiu as escadas correndo.
– Nossa... — Disse.
– Enfim Katarina.. — Começou Luisa — Ele foi mas ele estava muito drogado, muito mesmo do tipo que não estava nem falando direito.
– Nossa cara... — Eu disse — Que falta de consideração!
– Eu estou puta da vida com esse menino! — Luisa disse.
– Vou quebrar ele! — Completou Ju e nós rimos.
Enfim, subi tirando o pijama, peguei o uniforme e uma calça preta com um Vans e batom vermelho. Coloquei uma jaqueta de couro preta por cima da blusa do uniforme, penteei o cabelo, pegue o material e fui-se.
Eu ia andando mesmo, então muitas das vezes eu encontrava pessoas da minha antiga escola, as vezes eu nem queria ver, mas... enfim. Passei na casa da Lucy e fomos pra escola, ela sempre me contando as coisas, sempre me atualizando. Hoje ela falou até que o Christer tinha mesmo terminado com a namorada, então é porque realmente era verdade. Mas e daí né?
Entramos pra escola e Lucy foi pra um corredor e eu pra outro. Olhei pro lugar que Carter costumava ficar e ele não estava. Enfim, ignorei e fui falar com Loyse que estava na porta da sala.
– Oi! — Ela disse.
– Oi... — Eu disse distraída passando os olhos ao redor, quando que não, vejo o mesmo menino do interclasse — Loyse!! Olha aquele menino do interclasse!
– Onde? — Ela perguntou.
– Ali! — Apontei disfarçadamente para grade que dividia o corredor das salas com o corredor da biblioteca.
Você deve estar se perguntando: Outro menino?
Pois é... lembra que meus sentimentos são confusos?
– Ahh, meu Deus! Eu não reconheceria! — Disse Loyse para mim.
– Na hora do intervalo, perguntaremos o nome, certo? — Perguntei.
– Sim, eu chamo e você fala! — Disse ela e o professor foi chegando.
– Vamos fazer uma experiencia lá na quadra. — O professor disse.
– Na quadra? — Perguntou uma de nossas colegas.
– Sim, ao ar livre. — Disse o professor e eu virei pra Loyse e disse:
– Tá né.
Fomos até a quadra e no caminho eu encontrei pessoas que eu conhecia, que foram falando "oi" comigo, respectivamente.
– Ui, quem vê assim é mais famosinha que o Christer! — Loyse disse rindo enquanto eu passei o meu cabelo pro lado esquerdo e dei uma chacoalhada nas pontas.
– Christer? Quem é esse?
– Ah Kat, fala sério! — Loyse disse rindo.
Chegamos na quadra e as mesas da sala estavam lá.
– Os quartetos são os mesmos! Eu cedi minha sala pra professora de redação dar um reforço pros alunos do turno contrário, então vamos cooperar aí! — O Professor disse indo pra messa que ficava na frente de encontro com as nossas.
O meu quarteto, era eu, Loyse, Carter e Maddox. Porém Carter faltou, então ficou Loyse e Maddox e eu na vela. Oh glória.
Eram dois horários de química. No primeiro o professor passou pra nós toda o roteiro de explicação dos experimentos a se fazer e qualquer interferência poderia surgir um líquido ácido e com possibilidades de explosão, depois da explicação ele se retirou da quadra. Então assim todos tomaram cuidado com o experimento, menos eu, que estava voando na hora da explicação. Então, assim que tocou o sinal pro segundo horário, eu derrubei, sem querer, um líquido que interferiu, ou seja...
– Katarina! O que você fez? — Loyse disse com a voz de preocupada.
– Isso aqui vai explodir em alguns minutos... uns vinte, sei lá... — Tentou Maddox.
Eu olhei para porta da quadra e adivinha? Carter tinha chegado atrasado, por isso estava entrando no segundo horário. E quem o acompanhava? Christer. Provavelmente deveria estar matando aula. Porque deve ser horrível você terminar com sua namorada e ter que aguentar ela ser da sua sala né... oh glória, me poupe. Carter veio direto pro meu lado.
– Então, o que tem de fazer? — Ele perguntou e eu olhei pra ele.
– Sei lá. — Respondi virando a cara — Nem eu entendi. — Abaixei e voltei a me concentrar.
– Quer ajuda? — Perguntou Christer chegando na minha frente do outro lado da mesa, ignorei — Eu perguntei se você quer ajuda! — Ele passou a mão pelo meu rosto.
– Dá licença que eu estou concentrada. — Disse.
Eu não sei o que houve, mas ele deve ter perdido a paciência por que ele pegou o frasco da minha experiencia e tacou no meu rosto, fazendo eu virar pro outro lado, por pouco não pegou no meu olho. Eu voltei o olhar pra ele e nisso você pensa comigo, se já estava me subindo uma raiva dele sem ele ter me feito "nada" , imagine agora.
– Des... desculpa! Foi impulso! Eu não... — Ele parou para olhar pras árvores que era uma das coisas em que dava pra perceber a mudança do clima.
Eu estava com muita raiva, mas eu não queria fazer nada. Porém me subiu uma raiva tão grande que eu resolvi me concentrar no vento e quanto mais eu me concentrava no vento, mais me dava raiva e quanto mais me dava raiva, mais o vento aumentava. Eu olhei bem nos olhos de Christer e senti ele dar um passo para trás. Eu estava com muita raiva acumulada dele. Mas eu parei pra olhar eu meu redor, o vento se tornava um redemoinho e eu quem estava fazendo aquilo, mas não podia ser, isso não existe. Ele me olhava se afastando e o resto da turma saía da quadra correndo, desesperados. O céu se fechou, o sol se foi, as nuvens pesadas vieram...
– Loyse sai da daqui agora! — Eu disse.
– Mas eu não vou te deixar sozinha Kat, o que está acontecendo? — Ela perguntou.
– É melhor nós irmos! — Maddox disse.
– Eu não vou até a Kat me falar o que está acontecendo. — Loyse repetiu.
– Não dá, eu não sei o que está acontecendo! — Exclamei voltando a concentrar nos olhos de Christer.
– Se a Loyse não sair eu também não saio. — Disse Maddox.
– Cart, leva o Maddox daqui! — Eu disse.
– Katarina, o que está acontecendo? — Carter também insistiu.
Nessa hora eu fiquei com tanta raiva, porque eu queria jogar Christer do alto de uma nuvem pra ele cair duro no chão mas eu não podia e ainda por cima, Carter, Maddox e Loyse ficavam me pressionando, eu não aguentei, peguei um frasco e tentei jogar pro lado dos três para eles se afastarem, mas acabei jogando em Christer porque minha raiva estava concentrada nele e meu corpo estava agindo por si próprio, eu não pude controlar minhas ações, eu joguei justamente o frasco que teve o experimento interferido e ele explodiu no corpo de Christer enquanto eu esbarrei no chão, fazendo chover muito forte, mas tão forte quanto a chuva estava a dor na minha cabeça. Parecia ter sido eu a ter feito aquilo, parecia que eu segurava uma corda em que nela havia um balde d'água e ao soltar essa corda o a água do balde caía, parecia que eu tinha usado tanta força pra fazer aquilo, parece que eu tinha acumulado mais raiva ainda, que eu apenas não aguentei e caí no chão com os joelhos dobrados, sentada sobre minhas pernas com os braços apoiados nas minhas coxas, com minhas mãos no rosto e com meus olhos chorando junto com a chuva que caía sobre nós quatro naquela quadra. Loyse, Maddox e Carter se agachavam para saber como eu estava e Christer se ardia de dor.
– Foi você! Foi você que fez isso! — Dizia Christer simultaneamente — Foi você! Você é mesmo filha dela!! — Ele exclamava mas a dor na minha cabeça, aquela tempestade toda não me deixava raciocinar.
– Filha dela quem? — Foi a última coisa que eu pude ouvir em coro da Loyse e do Carter, até a chuva começar a cessar e eu começar a ficar fraca.
Quando a chuva parou e o sol abriu, foi quando eu desmaiei e tive certeza de que fui eu mesma que causei aquilo tudo, porque eu consegui fazer parar. E isso custou muito da minha força física fazendo eu desmaiar.
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