Frozen 1/2 - Let It Go
2 Eis Uma Revelação
Notas iniciais
No dia seguinte, de manhã
Anna e Elsa já haviam levantado. Isso seus pais sabiam quando ouviram suas risadas. Estavam se divertido.
O rei e a rainha estavam em seus aposentos, já acordados e preparados para governar Arendelle. Eles ouviam muitas risadas de suas filhas.
–Como são unidas!- Declarou o rei.
–Eu também brincava muito com a minha irmã.-Disse a rainha, meio tristonha.
–Sente falta dela?
–É evidente...- Sua esposa estava arrumando o colar com o brasão do reino, que fica no pescoço do marido. -...Também sinto falta DELE!
O rainha estava com o olhar distante, mirando no colar do marido. O rei deu um sorriso e, com as mãos, levantou o rosto da rainha para olhar em seus lindos e grandes olhos azul-oceanos, como o de Anna.
–Não se preocupe, querida. Ele verá, pois nós somos a honra dele.
A rainha deu um sorriso.
–Não somos a honra dele...- Contraiu as palavras do rei -...Somos a família dele....- Depois a rainha se separou do rei e começou a andar em direção a uma gaveta, perto da cama do casal. -...Pas nos ajudou muito, tanto para os reinos quanto para a vida de nossas filhas, sem elas saberem.
A rainha agachou para a gaveta, abriu, e retirou de lá uma pena brilhante.
–Pas iria gostar da Elsa e da Anna...- Disse o rei, se aproximando da amada -...Principalmente Elsa, por ser tão leal e serena como ele.
–Tanto Elsa quanto Anna pertencem ao Pássaro de Fogo, pois foi ele que conseguiu unir nossas famílias...- Declarou a rainha. -...Elas também são da família dele.
A rainha guardou a pena de volta na gaveta.
–Eu sei...- Disse o rei, assentindo. -...Só que me preocupa os poderes de Elsa, já que não é como os poderes dele.
–Eu sei...
Os próximos segundos fez o rei e a rainha se assustarem.
–Mamãe! Papai!- Era Elsa, e estava com uma voz de choro, que parece vir do Grande Salão.
O rei e a rainha se entreolharam.
–Elsa!- Eles disseram ao mesmo tempo.
Saíram do quarto correndo, preocupados, em direção ao Grande Salão. Quando chegaram, viram o local todo congelado, com Elsa os encarando e chorando. A princesa do gelo tinha a irmã desmaiada em seus braços. A caçula possuía uma mecha branca em seu cabelo ruivo.
–Elsa! O que você fez?- Seu pai disse rigidamente ao ver a cena.
–Foi um acidente...- A menina disse, e virou a cabeça para Anna. -...Me desculpe, Anna.
O casal se aproximou das filhas. A rainha pegou a caçula nos braços.
–Está gelada!- Disse a rainha, ao sentir a temperatura da filha.
–Eu sei onde devemos ir!- Disse o rei, olhando para a esposa.
Foram até a biblioteca do palácio para encontrar um livro que os ajudem. Ao encontrar, viram onde este local de ajuda fica, e seguiram.
Com os cavalos do rei e da rainha, a família real de Arendelle foi até o local, sendo que Elsa deixava um rastro de gelo no caminho enquanto estava no cavalo de seu pai. Quando chegaram, viram várias pedras espalhadas pelo local.
–Por favor...- O rei pediu para as "pedras". -...Minha filha!
De repente, as "pedras" começaram a rodar como bolas, cercando a família real. Elsa se cobriu no corpo do pai, por medo. As "pedras" se formaram, em trolls. Eles encararam a família.
–É o rei!- Um dos trolls afirmou.
Depois os trolls deram espaço a um certo troll que aproximava. Aparentemente era o mais velho entre o outros, e usava certas vestimentas que afirmava ser um sábio.
–Majestade...- Ele disse, e assim segurou a mão da Elsa. -...Nasceu com poderes ou foi amaldiçoada?
–Nasceu...- Respondeu o rei. -...E está ficando mais forte!
O troll chamou, usando as mãos, a rainha para trazer Anna para ele, para poder examiná-la. (Autora: eu uso muito "para" mesmo)
Após examinar a cabeça de Anna, o troll relatou:
–Ainda bem que foi não foi no coração. O coração não pode ser curado facilmente, mas a cabeça pode ser resolvido...
Então, usando as mãos, mostrou imagens de Anna e Elsa, brincando na neve.
–...Mas deve remover a magia, até mesmo as lembranças da magia...- Ele dizia enquanto passava as imagens, modificando para que nada pareça mágico. Depois deitou a mão que fez a modificação na cabeça que Anna, que sorriu dormindo. Enfim fez o feitiço. -...Ela ficará bem!
–Mas ela não se lembrará que eu tenho poderes?- Elsa perguntou escondendo as mãos.
–É melhor!- Declarou o seu pai, enquanto Elsa olhava para as mãos.
–Elsa...- Chamou o troll sábio, e Elsa se aproxima dele, ainda escondendo as mãos. -...Seu poder vai crescer...- O troll disse mostrando imagens sobre Elsa e seus poderes. -...Há beleza nele, mas também há grande perigo...- Mostrou imagem perigosa para Elsa, que se surpreende. -...Você deve aprender a controlá-lo. O medo será seu inimigo!- Encerrou a frase mostrando imagem do "medo a corrompendo", fazendo Elsa se assustar e se esconder atras de seu pai.
–Não...- Disse o pai, cobrindo Elsa para mostrar que está segura. -...Nós vamos protegê-la! Vamos fechar os portões; reduziremos a quantidade de empregado. Vamos evitar qualquer contato dela com as outras pessoas...- Pausou e olhou para Anna dormindo nos braços da mãe. -...Até mesmo da Anna.
Elsa arregalou os olhos para o pai, que continham lágrimas, e depois olhou para Anna.
–Majestades...- Chamou o troll sábio, e o rei e a rainha o olharam com lágrimas. -...Venham comigo! Quero conversar com vocês sobre algo importante.
O casal deixou a Anna sob os cuidados dos outros trolls, que montaram uma cama para Anna dormir. Elsa ficou junto dela, mas não se habilitou a tocá-la. De lá, o casal seguiu o troll sábio até um lugar vazio, mas antes ouviram Elsa se desculpar com Anna novamente, que os deixaram entristecidos.
–Gostaria que Pas estivesse aqui...- disse a rainha, ao ver a Elsa triste, que desaparecia de sua vista ao chegar em um lugar vazio. -...Ele ajudaria Elsa, como fez conosco.
–Vamos chamá-lo assim que chegarmos ao palácio.- O rei tentou confortar sua esposa.
–Era sobre isso que vim falar, majestades.- Declarou o troll, fazendo infelicidade em seu rosto.
–Como? Sobre o Pas?- O rei perguntou, confuso.
–Sim...- O troll deu uma pausa, pois sabia como o casal iria agir com sua fala. -...Ele... Morreu!
O casal entristeceu mais ainda com a notícia.
–O Pássaro de Fogo...- A rainha não conseguiu terminar a frase.
–Sim, majestades. Meus pêsames. Eu sei que fazia parte de sua família.
–Mataram-o?- Perguntou a rainha, em lágrimas.
–Não...- Respondeu o troll, esticando as mãos para acalmar a rainha (Autora: Ha! Não dá!) -Foi... Morto pela maldição.
O casal não havia entendido.
–Mas...- Retrucou o rei, também entristecido. -...A maldição era a herança dos poderes dele...- Interrompeu o troll.
–Sim... Ele só morreria se um de seus descendentes nascesse leais o bastante para ele entregar a vida para o céu e parte dos poderes para o herdeiro.
Então o casal real entendeu.
–Então... Quer dizer...- A rainha disse, mas foi interrompida pelo troll.
–Foi a dois anos. É uma menina! E parece muito com suas filhas, majestade.
–E os olhos dela?- Perguntou o rei.
–Como os olhos DELE...- Respondeu, deixando o casal surpreso. -...Ela é leal o suficiente para ajudar sua filha mais velha, mas deve evitar que o medo deixe ela desleal. A herdeira pode viver desleal...- Foi interrompido pela rainha.
–Viver com deslealdade é o mesmo que a morte...- Pensou, já sem lágrimas. -...Você sabe onde ela possa estar? Está bem?
–Ela está bem, com os pais dela e seus cinco irmãos mais velhos, mas não posso dizer onde possa estar, pois não sei. Só posso dizer que deve estar longe porque...- Interrompido de novo pela rainha.
–Nós já sabemos. Para Pas proteger a família biológica, ele devia ficar longe dela, para não causar perigo.
O troll assentiu.
–É preciso que a encontrem, pois ela também precisa de Elsa. Precisa de uma família! Pois também deve seguir as regras do Pássaro de Fogo. Deve ficar longe da família biológica.
O casal assentiu, seguros de si, mas abalados. Voltaram para onde Elsa e Anna estavam, e voltaram para o palácio, em Arendelle.
Era manhã ainda, e a família toda estava triste, como se nada pudessem deixá-los felizes. Anna ainda se encontrava dormindo, em sua cama nova, em um novo quarto. Os reis de Arendelle estavam na sala do trono, sentados tristes pela revelação que tiveram. Elsa apareceu na porta, e acaba tendo atenção de seus pais.
–Desculpe, mamãe e papai! Eu não queria...- Foi interrompida pelo pai.
–Tudo bem, Elsa. Tudo ficará bem...- Levantou-se e foi em direção a Elsa. -...Confie em mim! Vamos todos ajudar.
Nem chegou a ficar a um metro, que Elsa foi embora, chorando.
–Elsa...- O rei ficou preocupado, e logo virou-se para a rainha. -...Precisamos da herdeira!
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