Frozen 1/2 - Let It Go
3 Aqui Uma Pena
Notas iniciais
Os dias se passaram, e ainda não haviam encontrado a herdeira. Afinal, como o Pássaro do Fogo, deve viver longe da família biológica. E isso os reis de Arendelle tinham certeza, e sabiam que trariam medo o solidão para a herdeira.
Elsa, com luvas, vive isolada em seu quarto, recitando a regra importante, dada pelo seu pai "Enconbrir, não sentir, não deixar saber". Elsa não pode mais viver e brincar com Anna, pois tinha que protegê-la, mas sem a caçula saber. Teve que ser fria e solitária.
Anna, sem entender a frieza de sua irmã por não se lembrar do ocorrido, aparece sempre na porta do quarto da Elsa e bate, fazendo uma certa batida.
–Você quer brincar na neve...– Cantarolou -...Ou um boneco quer fazer. Você podia me ouvir. E a porta abrir. Eu quero só te ver...
Elsa queria bastante ter a companhia de sua irmã para brincar e contar segredos, como elas sempre faziam. Porém, Elsa não podia correr o risco de machucar a irmã novamente. Para poder cuidar de sua irmã, era necessário ser FRIA!
–Nós éramos amigas. De coração. Mas isso acabou também...
Elsa adora sua irmã. Era a melhor amiga que tinha. Porém perdê-la não era a opção. Não queria ver a irmã congelada por um acidente. Não queria matá-la. Tinha que afastar da Anna para que pra ela, não seja um MONSTRO!
–Você quer brincar na neve? Não tem que ser com um boneco...
Elsa tinha que acabar com isso. Deixar a Anna pensar que elas duas ainda podem brincar juntas não era a opção. Por mais que doa para Elsa, tinha que fazer, para Anna, o bem e o CERTO!
–Anna, vá embora!- Pediu.
–Tudo bem...- Anna assentiu, triste, e foi embora.
Elsa sentiu não ser mais uma criança alegre como era. Sentia-se triste e solitária, mas sabia que a vida de sua irmã era mais importante que a sua felicidade. Porém, como futura rainha, não podia abandonar as responsabilidades. Tinha que esconder de todos para que não seja um monstro que teme ser.
Foram quatro anos ouvindo as batidas na porta do quarto de Elsa, sempre sendo Anna. Elsa queria poder estar livre para abraçar e brincar com sua irmã e seus pais, que também não queria ousar tocar neles. Um toque e poderia congelar seus corações, isso que Elsa pensava.
Estava em seu quarto, de madrugada. Elsa, de camisola e ainda acordada, estava sem suas luvas. Desesperou tentanto encontrá-las, que acabou tropeçando e caindo no chão de frente. Elsa pôs suas mãos na frente para diminuir o impacto. Porém, ao tocarem no chão, acabou formando um desenho grande de um floco de neve*, que cobriu todo o chão do quarto. Isso a assustou.
Levantou-se, cobrindo as mãos sobre o corpo para não congelar mais nada. Depois veio um brilho grande em seu quarto, mas não a cegava.
De repente o vidro da varanda de seu quarto foi quebrado, por algo que brilhava tanto quanto Sol. Elsa ficou encantada com o que tinha visto. O "objeto" brilhante era incrivelmente familiar: Tinha olhos vermelhos e chamas no contorno das pupilas; penas brilhantes; tinha uma cauda com penas de pavão que possuíam "olhos flamejantes"; e era um pouco mais alto que Elsa. Era O Pássaro de Fogo.
Elsa o encarava assustada e encantada, e a ave retribuía com o mesmo olhar. Ela adorava a sua história, mas nunca havia imaginado que realmente existia e que ia encontrar, principalmente estando trancada em seu quarto.
Elsa queria sentir suas penas mágicas, que poderiam curar de seu problema com os seus poderes, ou resolver não ter mais o que ela chamava MALDIÇÃO! Mas não sabiam como a ave reagiria com seus poderes.
"Talvez não aconteça nada. Ele possui fogo!", ela pensou, sem pensar nas consequências.
Elsa aproximou de onde a ave estava, com o braço esticado, com a intenção de tocar as penas brilhantes do pássaro. Já a ave recuou, assustada. Elsa não entendia o porquê da ave sentir medo, uma vez que a ave era mais poderosa que ela. Bem, isso o que ela imaginava.
–Tudo bem! Não vou te machucar.- Elsa disse para confortar a ave, que funcionou.
O Pássaro de Fogo também começou a se aproximar da mão de Elsa. Ao tocar nas penas brilhantes e macias do rosto da ave, Elsa sorriu, e a ave acariciou a mão dela com a cabeça.
–Ei...- Elsa teve uma ideia -...Nós podemos ser amigos. O que você acha?
A ave mostrou felicidade em seus olhos de fogo, e Elsa continuou acariciando a cabeça do pássaro. Esse momento durou apenas três segundos. Ouviram uma batida na porta. Uma batida que Elsa sabia quem fazia. Virou seu rosto para a porta.
–Anna!- Exclamou baixo para a irmã não ouvir.
A ave começou a se mover desesperadamente, e Elsa virou seu rosto de volta. O pássaro estava com medo de ser alguém ruim, e levantou as asas para sair do local.
–Está tudo bem!- Elsa tentou acalmar, mas a ave já estava levantando voo, para fora da varanda.
Elsa seguiu o pássaro, e segurou seu corpo para ficar mais um tempo com o novo amigo.
–Não! Espera...- Elsa acabou puxando, sem querer, uma pena brilhante antes que o Pássaro de Fogo fosse embora.
O que Elsa não imaginava, é que após a retirada da pena, o pássaro enfraquecesse. Acabou indo rumo ao chão, para fora do castelo. Elsa tentou ver onde ia cair, mas a ave acabou perdendo seu brilho, e ela não pôde mais ver na escuridão.
Elsa, assustada, foi logo a porta para sair do castelo e ver como a ave estava e ver a Anna, mas ao tocar na maçaneta, acabou congelando. Elsa escondeu a pena brilhante em sua camisola.
–Anna?- Perguntou dentro do quarto.
–Oi Elsa!- Respondeu Anna atras da porta.
–O que está fazendo acordada a essa hora?
–Eu vi uma luz...- Respondeu, deixando Elsa assustada por causa da ave. -...Imaginei que você estivesse acordada. E tinha razão.- Disse orgulhosa de si.
–É melhor dormir, Anna.
–Mas Elsa...- Anna pediu. -...Assim podemos aproveitar para brincar...- Teve a ideia -...Papai e mamãe não precisam saber.
–Anna, não dá!- Elsa esperou para a irmã entender.
–Por que não?- Anna disse, decepcionada.
–...- Elsa não encontrava as palavras certas. Já estava se sentindo culpada.
–Por que não gosta mais de mim?- Anna já parecia que estava chorando.
–Anna...- Elsa tentou respondeu, mais foi interrompida.
–Desculpe... Eu não vou mais incomodar.
Anna saiu da porta correndo e chorando, en direção ao seu quarto. Elsa estava triste pelo ocorrido, mas logo lembrou da pena brilhante.
"Se ele existe, talvez a pena conceda desejos", Elsa pensou.
Logo retirou a pena de suas vestes e pediu, com toda as esperanças.
–Por favor, me tire desta maldição!
A pena não fez nada. Elsa tentou novamente.
–Por favor, me tire desta MALDIÇÃO!- Disse mais longo a última palavra.
A pena não fez nada.
Como todas as esperanças jogadas fora, Elsa chorou a noite toda.
Fale com o autor