From Now On

5 Capítulo 4 - Sentimentos


Notas iniciais
Ei amores... Obrigada pelos comentários... Estou achando que vão amar esse capitulo viu... kkk

—Damon?! —Kayle! Sai de perto dele indo em direção a escada enquanto ele saía pelo meio da piscina —É assim agora? Empregadinhas ficam na piscina? Sai disfarçadamente dali enquanto Damon falava com ela, fui até o banheiro... Me enxuguei, meu Deus o que ia acontecer? E porque eu ia permitir? Após me trocar fui preparar o jantar, bateram na porta de serviço, atendi.

—Steff— sorri ao ver meu amigo na porta, o abracei e ele retribuiu

—Oi Lena! Quer dar uma volta?

—Estou de castigo! —Ele riu

—Castigo?

—É!

—Você tem quase dezenove anos!

—É!

—Vamos! Eu me responsabilizo! Prometo. — disse sorrindo, eu o olhei por um tempo, queria mesmo sair dali...

—Não ela não vai! —disse Damon, eu o olhei. —Não é sempre que eu vou segurar o braço da minha mãe para não bater em você Lena...

—Bater? Aquela bruxa tentou bater?—Stefan me olhou indignado... — hein Lena? Ela tentou te bater?

—Sim, ela tentou... Mas Damon não deixou

—Ei a Bruxa é minha mãe... Apesar de tudo Stefan, ela é minha mãe e eu não gosto que falem assim dela...

—É Damon tem razão Steff, ela tentou me bater, é melhor eu ficar por aqui.

—Então podemos conversar aqui fora um pouco Lena? — Stefan não desistia, ele queria algo e ia insistir.

—Não de novo —disse Damon, ele nem me deixou responder.

—Ei Damon, você cuida da minha vida agora? —perguntei incrédula, onde ele estava querendo chegar?

—Desci porque preciso de uma ajuda sua lá no meu quarto, não estou achando uma camisa minha.

—Ah! Você se vira—disse Stefan me puxando

—Ah Lena, não queria que minha mãe soubesse, mas, sou péssimo em guardar segredos! — me chantageando? Filho de uma MEGERA!

—Stefan, amanhã eu vou à mercearia no mesmo horário, me encontre lá!

—Tudo bem—disse desanimado—Até amanhã —antes de sair encarou Damon com ódio

—Vem me ajudar!

Chegamos ao seu quarto, ele fechou a porta. Fui até seu closet, era enorme, tinha o tamanho de metade de um quarto, tinha espelhos, e porta que fechava. Mas imagina a bagunça que estava aquilo, meu Deus para que toda aquela bagunça?

—Qual que é? —disse indo até o final, onde ficavam suas camisas. Não sei como ia achar algo ali— olha essa bagunça! —Ele entrou no closet. Foi até a minha direção.

—Nenhuma! Quero continuar o que comecei! Na piscina —Veio para me beijar, eu me esquivei.

—Damon! —disse o olhando—perdeu a noção do perigo?

—Você me mataria se eu a beijasse? —disse sorrindo

—Eu? — ri — Sua mãe me mataria. Sai do closet ele veio correndo atrás, me prensou na parede.

—Eu nunca deixaria... — ele se aproximou de mim, seu hálito doce e seus olhos inebriantes me fizeram olhar por um tempo e me perder na imensidão de seus olhos, correspondi ao seu beijo delicado, mas logo minha boca deu passagem para sua língua, minhas mãos passaram por seu pescoço e eu me entreguei aquele beijo. Voltei para mim e o afastei.

—Está tarde, tenho que ir... — sai correndo antes que ele viesse e Damon passou a mão na boca me olhando frustrado. Cheguei ao meu quarto, me troquei e deitei na cama, ficava pensando nele, por quê? Expulsei os pensamentos e tentei dormir.... Depois de muito custo consegui cair na inconsciência.

Acordei, arrumei a casa, fui até a mercearia, como combinado Stefan estava lá me esperando, fui até a mercearia e ele me seguiu, tinha que comprar algumas coisas, ele me acompanhou e assim que saímos de lá ele pegou uma rosa no jardim me entregando.

—Bom dia minha flor —cheirou a rosa e me entregou.

—Bom dia! Que lindo — o abracei—Obrigada!

—Quanto tempo está de castigo? —perguntou Stefan enquanto caminhávamos até a casa dos Salvatores, ele vinha trazendo minha sacola de compras como sempre.

—Não sei, nem perguntei para ela... Nem vou perguntar na verdade!

—Ai Lena, as vezes queria matar aquela bruxa— Ri alto.

—Para com violência —Vi a megera entrando em casa de carro, me virei para Stefan o abracei e entrei, fui até a cozinha correndo e comecei a guardar as compras. Queria que ela não me visse mas foi inevitável...

—Elena! Temos que conversar—disse Edna severamente enquanto entrava na cozinha

—Sim— disse me virando para ela

—Cadê seu celular?

—Por quê? — perguntei sem entender

—Cadê seu celular ?—repetiu a pergunta

—Aqui —disse mostrando, ela esticou a mão e eu a entreguei sem entender.

—Um mês sem ele! — o que? Como assim? Hã?

—O quê? —Pegou o meu rádio que ficava na cozinha aonde eu ouvia minhas músicas.

—Esse vai também! Um mês sem celular, sem sair, só se for para comprar algo para a casa, e nada de Caroline, Stefan ou qualquer um de seus amiguinhos! Elena aprenda uma coisa, você é minha empregada, e não minha filha, você trabalha para mim e mora aqui de favor, não paga nada, mas eu quero que você contribua comigo.

—Mas deixa meu celular apenas —disse me controlando para não chorar.

—Nem pensar! —Saiu da cozinha, eu me virei apoiando na pia, só conseguia pensar em como queria ter uma vida normal, sem celular, significava sem Caroline e Stefan, sem vida, coisa que eu quase não tinha.

Entrei no quarto, deitei na minha cama, peguei a caixinha de música que Stefan havia me dado, abri e vendo aquela bailarina dançar daquele jeito delicado, comecei a imaginar eu com uma saia de tutu rosa, um collant rosa claro, e uma mulher ali comigo, me apoiando, minha mãe, aquela mulher eu sempre imaginava quando estava mal, porque ela minha acalmava, era minha mãe imaginária, ela tinha meu rosto, um pouco mais velha, estava comigo sempre em todos meus devaneios, me abraçava e fazia cafuné, me deixava em paz... mexendo na caixinha caiu um papel azul claro com uma letra maravilhosa escrito:

Elena

É difícil falar te olhando, por isso estou escrevendo essa carta para você, queria que você sentisse o que eu sinto por você, queria te livrar dessa bruxa, te dar uma casa maravilhosa, onde você iria mandar e desmandar queria que você fosse à mãe de meus filhos...

Eu te amo Lena! E isso não é segredo para você...

Stefan

Após ler fechei a carta, se eu fosse uma pessoa sem coração que pensasse em mim apenas aceitaria mesmo sem amá-lo, só para deixar tudo para trás, mas não era, não poderia fazer isso com o Stefan que era tão bom para mim.

Ainda com lágrimas nos olhos fui para fora, tinha que arrumar a casa, Damon estava na piscina e Kayle estava com ele, estavam brincando na água, limpei as mesas, Damon começou a me olhar estático enquanto Kayle brincava com ele. A ignorando ele veio ao meu lado

—Você esta chorando Lena— perguntou preocupado virando meu rosto para o dele.

—Não — disse com os olhos cheios de lágrimas — Foi um cisco que caiu no meu olho, vai passar.

—Esta sim!Não minta! O que aconteceu?

—Nada!

—Elena...

—Sua mãe tirou meu celular, meu rádio e me proibiu de ver meus amigos.

—Damon, volta aqui —gritou Kayle na piscina após um bom tempo observando a cena.

—Não fica assim Lena, eu vou falar com ela —disse passando a mão em meu queixo. — eu prometo que vou conversar com ela.

—Não precisa — me esquivei —Só vai piorar tudo

—Confia em mim! — Assenti e sai querendo sumir dali, apenas isso.

—Empregadinha! —gritou Kayle —Quero um suco de laranja com adoçante

—Kayle o nome dela é Elena! Esta ficando tarde vou me trocar. — saiu colocando o roupão

—Eu já entendi o que você esta fazendo queridinha —disse Kayle se aproximando de mim e colocando seu roupão. —E eu não vou permitir!

—O que eu estou fazendo? — perguntei sem entender

—Tentando dar o golpe do baú— saiu andando como se ali fosse uma passarela.

Golpe do Baú? Ah ta! Estava achando que eu estava dando em cima de Damon, era ao contrário, ele estava dando em cima de mim, o que era normal ao julgar o quanto ele era mulherengo. Definitivamente esse era o pior dia da minha vida!

Fui para a cozinha, estava de saco cheio daquela casa, daquela bruxa e de todas as megeras que iam lá...Giuseppe apareceu na cozinha sorrindo e me pediu com toda educação que a megera não tinha na voz.

—Lena, querida, os Gilberts estão aqui, faz um café para eles?

—Sim— assenti com a cabeça e fui preparar o café, prendi meus cabelos em um rabo de cavalo, coloquei as xícaras em uma bandeja, e fui até a sala.

—Lena querida! —disse Mich sorridente

—Querida! —disse Peter —Olha Giuseppe essa menina é de ouro, que amor. —Sorri fraco e comecei a arrumar a bandeja colocando açúcar, Mich ficou olhando estática em meu rosto.

—Lena! Como você me lembra de quando eu era mais nova— Sorri. Ela continuava me olhando, Edna a olhou e chamando sua atenção começou a falar do jantar que aconteceria na semana que vem em sua casa. Ela balançou a cabeça de olhos fechados como eu fazia para expulsar os pensamentos. Servi-os, ao sair da sala Peter me disse.

—Lena, apareça em casa novamente.

—Caroline está em pânico, seu celular só dá fora de área, aconteceu algo? —perguntou Mich...

—Caiu dentro do vaso sanitário —respondeu a megera de imediato

—Puxa! Que pena, eu vou avisa-la —assenti e fui para a cozinha. Megera, como eu queria te matar, como eu tinha ódio de você, queria correr e sair dali, não dava, eu queria ficar com os Dobrev, com os Accola, queria que eles fossem minha família, queria distância dos Somerhalder, queria uma vida normal, só isso,

—Lena! —disse Damon entrando na cozinha com cara de dó

—Vá embora

—Você esta chorando ainda?

—Não! —disse ríspida

—Ei Lena... Ela só esta com medo...

—Do que? — Ele ficou pensativo, como se tivesse algo para me contar

—Do que Damon?

—De você a abandonar, quem mais aguentaria aquela louca? — sorriu...Eu sorri junto... Eu não agüentava ela...

—Assim que ela for para a cama eu vou ao seu quarto para conversar com você. —Afirmei que sim com a cabeça e fui para o meu quarto, após um tempo eu estava pensativa, pensando naquela mulher, como se ela estivesse deitada ao meu lado fazendo cafuné, Damon bateu na minha porta, estava apenas de shorts largo branco, sem camisa, era ainda mais lindo assim.

—Entra Damon— Ele entrou, sentou ao meu lado na cama.

—Lena, você cresceu comigo, brincava com você, te insultava, mesmo não tendo mais idade para isso, mas quando voltei da Alemanha, voltei melhor, tenho meu pensamento diferente, tive que crescer sabe...

—É um dia temos que crescer... Eu tive que ser adulta desde os sete anos de idade. Sabe Damon, às vezes queria uma mãe aqui comigo, um pai, quando eu era criança ficava imaginado nos dias de chuvas que era o que mais me dava medo, eu em um enorme corredor, com um bichinho de pelúcia o arrastando no chão, chegando em um quarto e dizendo — enxuguei as lágrimas que caia sem parar de meus olhos, mesmo que involuntárias.— Mãe, Pai, posso dormir aqui com vocês?

—Ei! — me olhou com pena, e enxugou minhas lágrimas.

—Mas não, quando estava chovendo eu ficava aqui, sozinha, sem bicho de pelúcia, sem mãe, sem pai, sem ninguém, e no outro dia com apenas sete anos teria escola e muito serviços de casa.

Em uma ação inesperada ele me puxou para um beijo demorado, misturado com minhas lágrimas, suas mãos passaram por meu rosto e eu me virei para receber ainda mais o seu beijo, minha língua entrelaçava na sua e minhas mãos passeavam por seus braços, ele desceu suas mãos para a minha cintura deixando aquilo mais sério. Me puxou para si e eu o empurrei receosa.

—Damon, vamos com calma, sou virgem ainda.

—Me desculpe Lena. —sorriu sem graça —posso continuar te beijando?

—Pode — assenti sem entender o porque eu queria tanto aquele beijo...Ele voltou e ficamos ali, nos beijando, era tão bom, tão gostoso, seu beijo era quente, ele era quente, deixava que suas mãos passassem por meu corpo, mesmo assim ele as parava em minha cintura me respeitando.

Escutamos um barulho na cozinha e tivemos que parar. Os passos aumentaram para perto do meu quarto, fiquei olhando para Damon, a megera me mataria se o pegasse ali... Percebi que a porta ia abrir, ele me olhava estático.


Notas finais
E ai estava certa?
Comentem e recomendem
Ahhhh umas leitoras mataram a charada, mas algumas estão com umas ideias que eu nem pensava rsrsrsrsrsr Beijos, comentem e recomendem