From Now On

2 Capítulo 1 - Minha Rotina


Notas iniciais
Ahhh realizada aqui... 20 comentários... 49 leitoras lindas, obrigadaaaa... continuo assim, ai vai o primeiro cap...

Bati minha mão na cabeceira da cama na esperança de jogar o maldito despertador longe, eram apenas sete horas da manhã e ele já estava fazendo aquele barulho irritante na minha cabeça, em pleno sábado, e apesar de ter acabado a escola essa era a minha rotina de todos dias. Acordava cedo e tinha que fazer um milhão de coisas para a megera sem coração. Desde pequena era assim, claro que quando o Giuseppe, marido dela estava, bom ai tudo mudava... Ele me tratava como sua filha e era impossível não amar aquele senhor.

Edna me diz que eu fui abandonada na porta do condomínio, estava em uma cesta e chorava muito, ela cuidou de mim, me deu banho e quando ela ia me levar para a adoção Damon e Giuseppe não deixaram, ai acabei crescendo ali. Ela nunca me tratou como filha, ali tinha a posição de empregada.

Me pagava as melhores escolas e os melhores cursos, mas quando quis exercer a querida Edna colocava na minha cabeça que eu era tola e inútil em fazer isso, meu lugar era na cozinha, sala e banheiro como ela dizia. Estava me acostumando com isso na verdade. Virei para o lado na cama tentando criar coragem para levantar e ir em direção da porta, descer as escadas e encontrar a melhor pessoa da minha vida, só que não! O telefone na cabeceira da cama começou a apitar e eu bufei e peguei para atender ele.

—Elena! dormindo ainda? — Claro, a megera já estava acordada, era sábado dia de almoço com as bruxas ricas e superficiais do condomínio, a voz fina daquela mulher tinha o dom de me irritar.

—Já acordei Dona Edna, vou me trocar e levarei o café da manhã para a senhora! —tudo que a megera mandar claro! Sempre...

—É pra hoje! ok? — a imitei fazendo um fusquinha para o telefone e contei um milhão de vezes antes de responder o mais calmo possível.

—Sim Dona Edna. —Ela tinha o dom de me irritar, isso que hoje por incrível que pareça ela não tinha jogado na minha cara que tinha me acolhido e isso era o mínimo que eu fazia para retribuir.

Me troquei, usava um uniforme rosa claro, rabo de cavalo nos cabelos e um sapato branco, desci as escadas uma vez que dormia no sótão, o local estava calmo ainda, nada de assuntos de shopping, festas ou bobagens absurdas de idiotas daquela vizinhança. Assim que cheguei na cozinha, preparei o café da megera como de costume, muito café e uma pedrinha de açúcar apenas, um dia aquela mulher ia morrer de tanta cafeína, peguei as torradas e coloquei ao lado da xícara. Subi devagar até o quarto dela e abri a porta que estava apenas encostada. Por mais que eu arrumasse aquele quarto ele sempre estaria bagunçado.

—Elena, até que enfim! Acha que a vida é festa? — Morando com você e sendo sustentada por você? Não a vida não é festa. Eu sempre conversava comigo para não matar ela ou responder. Neguei com a cabeça e a encarei.

—Desculpe Dona Edna— ela me olhou por um demorado tempo e eu abaixei a cabeça do jeito que ela gostava, quebrando o silêncio sua voz fina e estridente perguntou.

—Já limpou a piscina? — neguei e ela deu um gole no café— Se as minhas amigas chegarem e nada estiver pronto...—ameaçou e eu sabia que junto com aquilo ia vim o draminha de eu cuido de você Elena. —Elena, tenha mais consideração por mim! Eu te acolhi com todo meu amor! —Ah sim, é eu sei é para rir, todo amor?

—Sim eu sei Dona Edna e agradeço muito a senhora. —ironizei na verdade, mas ela nem percebeu— se me permite estou indo lá— me virei e quando estava saindo quando ela me perguntou.

—Damon ligou? — a voz fina e estridente se fez presente novamente

—Ainda não! — respondi ainda de costas e como ela não falou mais nada sai fechando a porta e indo em direção da piscina. Damon é o filho único deles, tem vinte e oito anos mas as vezes parece ter dezesseis. Esta a quatro anos na Alemanha, fazendo faculdade de Direito, claro que isso é ótimo porque aqui ele só me dava trabalho. Coloquei a bandeja na mesa da cozinha e me virei indo para a varanda. O Senhor Giuseppe abriu a porta da casa e colocou a mala no canto da sala, ele é advogado e viaja muito, estava á alguns meses na Espanha, e particularmente ver que ele havia voltado me fez muito bem, ele era mil vezes melhor que a megera, me tratava como uma filha, se estudei em escola particular foi por ele,

—Senhor Giuseppe! — disse sorrindo para ele sem esconder o quanto eu estava animada com a sua chegada, ele sorriu para mim e veio em minha direção como se fosse o pai chegando perto da filha que não vê a tempos.

—Elena, quantas vezes já te pedi para não me chamar de senhor. — sorriu me abraçando e beijando minha testa

—Desculpe Sen... Giuseppe! — corrigi e ele sorriu me olhando por um bom tempo, me soltei dele para que a megera não aparecesse naquela sala.

—Assim é bem melhor! Você está muito diferente em dona Elena— riu atônito e eu corei.

—Faço dezenove anos daqui alguns dias! —mais uma preocupação, odiava meus aniversários, não ter família era algo ruim.

—Lena não é melhor você largar essa vida de empregada, você tem um estudo bom meu anjo! —ele repetia isso sempre que nos reencontrávamos, não cansava de dizer que eu tinha um estudo bom, mas ele não tem noção do que pode me acontecer se a megera pensar que ele disse isso.

—Eu gosto — Menti, claro que menti... Eu odiava aquilo... Cada dia que eu acordava e pensava era um martírio dentro de mim. —Vou ter lavar a louça do café agora Giuseppe, tem bolacha e suco de laranja.

—Já vou lá, vou avisar Edna que cheguei! Se não já viu— ele revirou os olhos, na verdade tanto ele quanto Damon não agüentavam aquela mulher... Ela era uma louca desvairada.

—Certo— assenti e sai em direção a cozinha enquanto ele subia as escadas.Após limpar a cozinha ouvindo Maroon 5, limpei a piscina, do jeito que aquela megera adorava, falatório era algo que eu adorava evitar sempre. Nove horas, hora de ir na quitanda e comprar verduras e legumes para o almoço.

Havia crescido naquele condomínio conhecia todo mundo, então era só colocar o pé para fora e ouvia " Oi Lena!" de muitas pessoas. O condomínio tinha muitas casas, mas a melhor e na minha opinião a mais bonita era a dos Gilbert, eles eram os mais poderosos de lá.Fui até a quitanda de Ric, ele era um mega empresário que amava administrar o Moulin in Rose, sua pequena mercearia que tinha quitanda e padaria.

—Bom Dia Ric! — Ele era alto com olhos castanho claro, tinha um sorriso muito lindo. Ele havia perdido sua esposa Jenna há um ano por conta de um câncer no rim que depois se espalhou para o pulmão e estomago, e apesar de estar triste, não demonstrava.

—Lena! —sorriu vindo me abraçar, me conhecia desde pequenininha—Almoço com as Bruxicas!—brincava assim juntando bruxas com ricas. Todo sábado ele sabia que isso ia acontecer e que eu ia comprar os ingredientes.

—Sim, é hoje que eu passo nervoso —sorri revirando os olhos, sai de perto dele e fui para a bancada, pegando alface e em seguida escolhendo tomate.

—Não tem vontade de sair de lá? —era a pergunta que todos amavam me fazer, e é claro que eu queria, mas eles não conheciam ela e alem do mais...Era órfã, não tinha para onde ir...Tinha ódio da minha mãe por ter me abandonado com apenas seis meses de idade. Será que não tinha me achado bonita? nem um pouco de amor?

—Ric até queria, mas para onde iria? Não tenho ninguém nessa vida. — disse colocando as compras no balcão e ele me olhou por um tempo com dó, pena talvez, e não gostava disso.

—Eu sei, mas acho que aquela bruxa judia demais de você. — e é verdade, a mais pura verdade.

—Eu supero—disse enquanto ele passava as compras, pegando um chocolate que era de prache Ric me dar. Ele sorriu e me entregou as sacolas

—Está bem dona forte demais para tudo— riu— Qualquer coisa é só vir aqui que eu vou te ouvir— sorri de volta e acenei após assentir.

Saindo do Moulin Rose, de canto de olhos vi Stefan correndo em minha direção, ele era o irmão mais velho da minha melhor amiga Caroline. Era perdidamente apaixonado por mim, eu não queria nada, não que ele fosse feio isso ele não era mesmo, era alto, cabelo castanho escuro, olhos verdes, um peitoral levemente musculado e uma voz suave e linda, mas sabe quando você não consegue sentir atração pela pessoa?

—Lena!—corria com uma sacola rosa choque um nome em francês escrito na sacola. Ele e a família tinha passado as férias em Paris, se ele estava aqui, sinal que Car estava em casa e me ligaria em breve.

—Steff! — disse sorrindo sem muito entusiasmo e retribuindo o forte abraço que ele havia me dado. Apesar de não querer nada com ele, tinha em Stefan uma grande amizade e adorava ele.

—Que saudades de você Lena— disse me soltando e olhando meus olhos, suas mãos pegaram as minhas e eu sorri para ele

—Eu também! Como foi Paris? — quis saber e ele se empolgou por estar comigo, começou a contar.

—Maravilhoso! — tinha um sorriso extraordinário em seu rosto —trouxe um presente para você!

—Ah Steff— sorri espantada, dois meses em Paris e ele havia me trazido um presente.—Obrigada, disse pegando o pacote que ele havia me entregado.

Abri, tinha um embrulho lindo, dentro havia uma caixinha de música, era a coisa mais linda, abri e tinha uma bailarina que dançava ao som de Adele Someone like you apenas tocada

—Steff! é... Maravilhosa! — ele sabia que meu maior sonho era ser bailarina, eu tinha loucura por isso, mas era impossível de acontecer.

—Gostou? — perguntou me observando, meus olhos estavam fixados na bailarina de vidro que girava devagar.

—Amei! — o abracei, me sentia mal em não amá-lo como ele me amava.—Nossa amei mesmo— disse emocionada, as pessoas não me davam presente, exceto Car e Steff que eram meus irmãos de coração...Meu celular começou a tocar, eu sabia, Car já estava me ligando.

—Sua irmã! — disse levantando o celular para ele — vou atender! — ele assentiu um pouco decepcionado.

—Alô! — disse animada, estava doida para ouvir a voz daquela louca

—Lena!!! Que saudade! — a voz dela era de alegria e entusiasmo. Caroline e eu éramos as melhores amigas daquele condomínio inteiro.

—Car eu também estou morrendo de saudades —Steff me olhou avisando que iria— só vou me despedir do seu irmão —beijei o rosto dele e agradeci mais uma vez, voltando minha atenção para o celular Car começou.

—Steff estava ai?

—Sim! Se eu disse que me despediria dele então adivinha loira! — brinquei

—Engraçadinha! — sorriu— ele falou de você as férias inteira —Sorri sem graça, ela era doida para que eu e ele nos casássemos, mas nem ia rolar.

—Te deu o presente? — mudou o tom de voz, claro que ela tinha ajudado na escolha, Stefan não sabia cem por cento da minha vida.

—Sim! Eu amei! — disse sincera

—Ah que bom amiga, vamos dar uma volta? — ela perguntou animada, mas ela sabia que a minha vida não era a dela, e era uma pena porque a Liz era a melhor mãe que se pode ter no mundo.

—Sim claro— ri irônica— sábado, almoço com as lindas e ricas amigas da megera e eu deixo elas sem almoço... Ai eu perco a cabeça

—Ah Lena deixa essa bruxa para lá, vamos.

—Paris fritou seu cérebro Monamour?—brinquei e ela riu alto do que eu disse, claro que eu queria mas não podia.

—Ah Lena, ela te maltrata isso me faz mal. —Assenti com pigarros, minha garganta deu um nó. Não gostava que os outros sentisse pena de mim, me fazia mal.

—A minha tia vai lá também!—Michaela Gilbert, era irmã da Liz mãe de Car —vou com ela ai a gente conversa e eu te conto dos franceses, ui...

—Ah Car, não sabe como isso vai ser ótimo— ri da sua piada e completeia Kayle vai estar lá! —Kayle era filha de Lilian, uma das amigas de Dona Edna, era insuportável, ela e a megera se davam muito bem, pois ela amava Damon, e é claro que a megera não mediria esforços para que ele se sentisse atraído por ela.

—Agora que eu vou— Car a odiava, ela dava em cima de Tyler, o homem que ela era louca há muito tempo.

—Então até já, beijos minha amiga!

—Até Lena— desliguei o celular e o coloquei no bolso da calça, ajeitei as compras nas mãos e fui em direção a casa da megera.

Notas finais
Obrigada pelos comentários...
Comentem hein!