From Now On
3 Capitulo 2 - Almoço com as Megeras
Notas iniciais
Karry Anne: Meu deus... vc não é doida não, ameii demais que você já recomendou... Muito obrigada... eu amei minha linda!
Todos já sabem o talento e a criatividade de sobra que essa diva tem, você nem precisa ler a fanfic, é só estar escrito "Wendy Falls" (Pera que eu to me achando um pouco rsrsrs) Obrigadaaaa
Anna Salvatore: Que coisa mais linda sua recomendação... Poética e romantica... Ameiiii..."É preciso provocar sistematicamente confusão. Isso promove a criatividade. Tudo aquilo que é contraditório gera vida.
Salvador Dali" (lindo isso)
"Se eu digo que existe alguem que transforma as coisas maravilhosas é Wendy Falls." (pera que eu amei esse comentário)
Escritora se achando... Bate o cabelo
Obrigadaaaa!!!
Cozinhar, bom até gostava dessa parte... E olha que era difícil eu gostar de fazer algo naquela casa, estar lá para mim era um martírio, não tinha vida social... Lembro de uma vez em que sai com Caroline, fomos até a sua casa que era ao lado da de Edna, Liz não sabia o que fazer para me agradar... Como eu sonhava em ter uma mãe como ela. Sem contar que ela fazia questão de sentar comigo e Caroline e contar tudo que ela havia vivido com a irmã, Michaela... Mas que na verdade todos a chamava de Mich. Quando voltei para casa, Edna me esperava em seu lindo sofá branco, assim que entrei ela me arrastou pelos cabelos até o meu quarto e me deixou de castigo por uma semana.
Enquanto o alho fritava na panela, eu cortava a carne, escutava os escândalos na piscina, elas já estavam lá... Claro que estavam, elas nunca deixavam de vir. Como de costume, preparei sucos de laranja e delicadamente fui até a piscina, as bruxas estavam tomando sol com Dona Edna, e suas filhas na piscina, para meu desespero Caroline não havia chegado, mas Kayle estava lá ela tinha o cabelo castanho escuro, um corpo escultural de barbie, olhos cor de mel, uma boca carnuda, era muito bonita, mas o que adianta se o seu cérebro era do tamanho de uma formiga? E quando me aproximei com a bandeja de suco ela se dirigiu até mim, com os óculos de sol na mão ela sorriu presunçosa.
—Elena! Até que enfim! Estou com sede— Disse bruscamente pegando o copo da bandeja e bufando pra mim, ah se eu te pego eu juro que eu te afogo. Respirei fundo para não empurrar ela na piscina e com toda a educação do mundo respondi.
—Desculpe! tive que ir até mercearia comprar os ingredientes para o almoço— Ela pegou um copo, apenas tomou um gole, fez cara feia e dizendo que estava ruim, colocou em cima da bandeja com força fazendo com que eu derrubasse os outros copos no chão, eu odiava quando isso acontecia, me abaixei para pegar os cacos que haviam se espalhado, quando olhei para cima Edna me olhava com as mãos na cintura.
—Elena!—gritou — presta atenção, fica com gracinha, e ai olha o que fez. — Nem tentei explicar que a culpa tinha sido da Kayle, ela ia brigar ainda mais.
—Desculpe! perdi o equilíbrio — me levantei já com os copos quebrados devidamente arrumado na bandeja e nem ousei olhar para ela.
—Como sempre —Kayle ria disfarçadamente com as amigas enquanto eu saia de fininho para voltar para a cozinha, queria ficar longe delas. —Terminando volte, não deixe faltar nada para minhas amigas!
—Ok Dona Edna! — respondi sem entonação e sai de lá, eu tinha vontade de chorar muito, de tirar todo aquele peso da minha garganta. Assim que cheguei na cozinha, coloquei os cacos dentro do lixo e lavei a bandeja, coloquei no escorredor e senti que uma lágrima involuntária rolou por meus olhos. Peguei os pratos dentro do armário, e depois de estender a toalha, coloquei um a um na mesa... Em seguida copos, talheres e os guardanapos. Assim que terminei, ouvi a campainha tocar... Corri para a porta sabendo que era a minha amiga, limpei meus olhos e abri a porta, era ela e a tia dela.
—Oi Lena! — disse me abraçando forte — meu Deus amiga, que saudades de você — retribui o abraço dela bem forte, eu também estava morrendo de saudades dela, pra mim Caroline era a minha irmã...
—Lena— disse dona Mich, ela devia ter um trinta e oito anos, mas não aparentava, era chique, cabelo castanho com luzes mais escuras, vestia uma roupa linda, um macacão branco, salto e colares azuis de pedra —Como você está linda! — ela era a mais simpática e legal das amigas de Dona Edna, e era com quem a megera era mais falsa.
—Obrigada Dona Mich —seu olhar era triste, sua filha havia sido sequestrada com apenas oito meses, e então ela e o marido haviam passado cinco anos na Itália para ver se conseguiam melhorar, mesmo assim deixou em Londres um detetive para achar a filha, porém nunca haviam a encontrado. Tinha pena dela, acho que se um dia perdesse um filho junto perderia minha vida.—Entrem — disse abrindo a porta da sala para elas.
Enquanto Dona Michaela foi para o fundo, Caroline ficou na cozinha comigo me ajudando a servir o almoço, contando de Paris, da quantidade de meninas que Stefan havia dispensado por minha causa, e o quanto ele falava de mim para ela. Car torcia muito para que eu ficasse com o Stefan, por mais que eu dissesse que não aconteceria ela insistia, eu nem ligava mais, ela só me queria como cunhada, e eu entendia sua vontade.
—Caroline, seu lugar é lá na piscina com as meninas ricas, e não aqui na cozinha com essa empregadinha ralé —disse Kayle colocando a mão na cintura, estava de canga e com a parte de cima do biquíni rosa com uma argola na alça. Ela veio em direção da pia e pegou um copo que estava ali em cima, bebeu um pouquinho de água e colocou para mim lavar...Eu revirei meus olhos, ela amava me irritar.
—Ah jura?! Então queridinha prefiro ficar com os "ralés"—disse abrindo aspas com as mãos— do que lá com as riquinhas falsas, metidas e superficiais! Porque a ralé aqui é a minha melhor amiga... Ah ops, você nem sabe o que é uma melhor amiga— Sorri disfarçadamente com Caroline, adorava seu jeitinho irritado de ser.
—Medíocre! — disse revirando os olhos, ela nos olhou e saiu batendo o pé, era do tipo de pessoa que não aceitava perder.
—Eu sou medíocre?—disse Car se virando abismada para mim, eu sorri de seu teatro.
Após o almoço elas ficaram falando de salão, de unhas, cabelos, e todos os assuntos mais idiotas que se pode imaginar. A única que ficava quieta era Mich, e quando elas falavam de suas filhas, levantava e ia no banheiro, era para sua filha ter a idade de todas que estavam ali, acho que era por isso que ela era muito apegada com a sobrinha. Car estava comigo enquanto eu lavava a louça, me ajudava enxugando as louças, e não parava de tagarelar. Mich ficou ali com nós duas um bom tempo, e por diversas vezes disse que eu era muito nova para estar ali naquelas condições, mas gente... Pra onde eu iria? Sem dinheiro, sem nada, roupas apenas compradas com meu mízero salário. Enquanto terminava de guardar a louça, o telefone tocou, enxuguei minhas mãos no avental e atendi.
—Casa dos Salvatores
—Lena cara de cinema?!— conhecia aquela voz a distancia, e aquele apelidinho idiota eu jamais esqueceria, era Damon... Claro o bebê de vinte e oito anos estava ligando em casa.
—Damon— Ao terminar o nome dele Kayle já tinha tirado o telefone da minha mão... Da onde ela surgiu? E a megera já estava ao seu lado... Damon era como se fosse uma palavra mágica naquela casa, francamente o que ele tinha de essência? Nada!
—Damon! que saudade!—disse Kayle sorrindo e mexendo no cabelo, sai de perto revirando os olhos e fui para o lado de Carol e Mich que estavam com cara de tédio.
—Me deixe falar com meu bebê— Edna queria pegar o telefone da mão dela, mas ela fazia menção que não ia soltar nunca mais...
—Voltar?!— ela sorriu oferecida para a megera e eu revirei meus olhos... Pronto, uhul, Damon iria voltar, agora sim a merda estava feita, ele só dava trabalho, e era bagunceiro, sem contar que amava me atazanar o dia inteiro. Ok, tenho que confessar que ele era o único que me defendia, depois de Giuseppe é claro, mas Damon até que tentou ser um irmão de verdade algumas vezes. Todas se aglomeraram em volta do telefone, só ficavam mulheres, os homens se reuniam e iam jogar Golf.
—Ah! deixe-me falar com ele— a megera pegou o telefone da mão dela e Kayle bufou, eu Car e Mich saímos de perto do teatro exagerado delas.
—Lena, querida— disse Mich —Não sei como você aguenta essas loucas, e principalmente Edna, eu não as tolero e olha que nem convivo com nenhuma— riu e eu sorri amarelo as acompanhando até a porta.
—Nem eu sei —disse rindo, abri a porta e ela e Car foram para o lado de fora, um nó na garganta me subiu e eu tive que sorri para não chorar.
—Sabe, quando elas começaram a falar de que suas filhas iriam para a faculdade me lembrei de minha Gilbertizinha, Eu e Peter iríamos pagar a melhor faculdade para ela... e...—seus olhos encheram de água e ela começou a chorar sem parar, eu e Car as abraçamos e ela sorriu finamente enxugando as lágrimas.
—Tia... — Car disse suavemente — Ela vai aparecer, tenho certeza que minha prima está viva por ai e que um dia ela vai aparecer. — Mich estava inconsolável e eu estava sem reação.
—Calma Mich!— disse passando a mão em suas costas. A megera chegou na sala e espantada sabe Deus porque perguntou.
—O que aconteceu Elena? — ela me olhava com uma feição de medo, eu só via essa feição quando ela estava preocupada com algo sério.
—Nada, a Dona Mich estava lembrando da filha. — disse dando de ombros e ela aliviou a feição e olhou para Mich.
—Eu já disse para você Michaela, filhos a gente faz outros! — olhamos para ela, como podia ser tão fria? Ela saiu sem falar mais nada e Caroline me olhou
—Essa mulher não é normal!
—Nem um pouco— olhei sem reação para Mich que assentiu em silêncio...
Assim que elas saíram, aquele vazio voltou para meu peito e o nó na garganta voltou a me preocupar. Queria ficar a tarde inteira ali com elas, sim eu me sentia a vontade com Mich também, ela era linda... Uma mulher pulso firme e decidida, o condomínio inteiro sabia da sua história, de sua filha que ela tinha movido céus e terras para achar... Edna sempre comentou disso com toda frieza possível.
Lembro de uma cena, Damon havia me levado para chupar sorvete, eu com nove anos e ele com dezoito, sempre ele me levava em algum lugar... Mich apareceu abraçada com o marido e dizia chorando que ia fazer de tudo para encontrar a filha, que mesmo depois de tanto tempo ela ainda ia encontrar seu bebê. Lembro que Damon me olhou por um bom tempo e sorriu várias vezes para mim.
Daquele dia em diante eu sempre imaginava as noites que a minha mãe estava me procurando, mas ai eu lembrava da cena que a megera contava ela me deixando na cesta, e dizendo que eu era um fardo pesado demais para ela carregar, quando era criança pensava nisso no fato de eu ser um bebê gordo, mas ai quando cresci vi que na verdade eu era muita responsabilidade para ela. Foi por isso que eu parei de pensar nela.
Fui para a piscina limpar a sujeira que aquela estranhas tinham feito, que classe elas tinham? Se sujavam tudo feito um bando de porcas em um chiqueiro. Olhei para os roupões encharcados e o monte de copo para lavar, recolhi as roupas molhadas, e depois com a ajuda de uma bandeja peguei copo por copo. Coloquei em cima da pia e lavei um por um.
—Elena— olhei para trás ao ouvir a voz da megera e me assustei ao ver ela com um creme verde na cara.
—Sim dona Edna...
—Eu vou para a casa de praia amanhã com Giuseppe e vou ficar duas semanas por lá... Damon está voltando e amanhã ele estará aqui... Quero que receba meu bebê e o trate com todo respeito. — disse autoritária
—Sim senhora... — a olhei e ela ficou me encarando
—Está esperando o que? Tem um monte de louça para lavar, dá para se mexer e lavar por favor? — colocou as mãos no rosto e fez um teatro — Não cansa a minha beleza Elena! Não cansa a minha beleza. — assim que ela se virou eu mostrei a língua para ela e fui em direção a pia lavar aquele monte de louça.
Notas finais
Recomendem?
Beijos
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