Notas iniciais
O melhor capítulo (para mim, até agora) está aí. Divirtam-se!

Por um grande corredor eu andava;

No fim dele havia uma grande escada;

Que, desse nível, nos mostrava o fim.

Sem nenhuma palavra a proferir;

Eu e Pedro Eduardo começamos a subir;

E uma ansiedade cresceu em mim.

A escada era bem velha;

Úmida também ela era;

E imensamente longa.

Enquanto subia;

Na minha pele nua frio eu sentia;

E de repente me senti tonta.

Antes de cair, Pedro Eduardo me segurou;

E no seu colo ele me pegou;

E começou a falar:

- Essas tonturas são comuns para quem já morreu;

Ainda com a morte não se acostumou o corpo seu;

Mas logo irá se acostumar.

- Por que aqui fazes tanto frio?;

Perguntei eu, com a voz por um fio;

De sumir.

- Bruna, você verá;

E se impressionará;

Porém não ficará mais feliz ali.

"É desgradável o próximo lugar;

Aquele que no fim da escada vamos encontrar;

E irá lhe mostrar o quão inferior somos nós.

Os braços fortes de Pedro Eduardo me carregavam tranquilamente;

E parecia-me que ele fazia aquilo prazerosamente;

Principalmente por estarmos a sós.

Minha sorte ele não ser um estuprador;

Pensei eu, com um leve temor;

Com meu peito apertando.

Não me lembro de ter desmaiado;

Mas me lembro de ter acordado;

Neste lugar estranho.

Sentado no chão ele estava;

Para o chão, tristemente ele olhava;

Foi quando me disse Pedro Eduardo:

- Me parece que tudo isso é uma provação;

Eu lhe pus no chão;

Senão meu corpo não teria aguentado.

- Mesmos mortos estando;

Parece-me que ainda somos humanos;

E ainda temos sentimentos.

"Ainda sinto medo;

Por mim, tu sentes desejo;

Parece-me que, apesar de mortos, hábitos humanos ainda temos.

Notas finais
o quinto canto deixei algumas perguntas e algumas coisas imperceptíveis. Cabe a você descobrir quais são!!