F.r.m.
6 Canto VI
Notas iniciais
Esperamos eu voltar com minha estabilidade;
E Pedro Eduardo perder sua virilidade;
Para podermos partir.
Logo me recuperei;
E me levantei;
E a escada comecei a subir.
Pedro Eduardo logo depois se levantou;
E ao meu lado ele andou;
E veio me dizer:
- Muito perigoso é o próximo andar;
E, por ele, rápido temos que passar;
Pois, de alguma maneira, se for possível, vamos morrer.
"O nono nível subterrâneo;
É onde fica os corpos humanos;
Que criados já foram.
"É onde estão os novos corpos;
De todos que foram e que serão mortos;
E que uma nova vida esperam.
"É um lugar extremamente congelado;
Para ninguém ter um corpo estragado;
E morrer antes da hora.
"É bizarro de se ver;
Pois lá encontrará de adulto à bebê;
Prepare-se, pois você verá agora.
Na nossa frente materializou-se uma porta azul;
E frio senti ainda mais por todo o meu corpo nu;
E Pedro Eduardo, a porta, abriu.
Uma lufada de ar por mim passou;
E a visão de lá de dentro me impressionou;
Até Pedro Eduardo ficou assustado com o que viu.
Havia várias pessoas penduradas;
De uma maneira bizarra;
Pelo cordão umbilical.
Havia coisas que me deixava tensa;
Como mulheres de beleza extrema;
Tratadas de forma banal.
Ou bebês se desprendendo;
Do seu cordão umbilical e batendo;
Com a cabeça no chão.
- Vamos logo, ande! -
Disse-me o único falante;
De toda àquela estranha situação.
Pelo nono nível subterrâneo eu corri;
Querendo sair logo dali;
Tentando evitar olhar para os lados.
E nós dois corremos;
Querendo sair daquele frio extremo;
Até que me falou Pedro Eduardo:
- A saída fica logo a frente;
E espero que seja quente;
O próximo nível.
E à uma porta chegamos;
Abrimos e passamos;
E vi algo que não notamos quando vivos, mas, quando mortos, é incrível.
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