F.r.m.
4 Canto IV
Notas iniciais
Entre aqueles corpos jogados;
O carniceiro Pedro Eduardo;
A me falar veio.
- A F.R.M. é muito temida;
Por aqueles que tem vida;
E tudo nela é perfeito.
"Mas aqueles como eu e você;
Que não tem nada a se prender;
Bem vinda ela é.
"Mas me diga, Bruna;
Me responda esta minha pergunta;
Por que retornar a vida quer?
- Porque do suicidio me arrependi;
De volta a vida eu quero ir;
Pois, pelos outros, minha vida não devo levar.
"Mas me conte, Pedro Eduardo;
Como esse lugar bizarro;
Tende a funcionar?
- F.R.M. significa Fábrica de Reciclagem de Mortos;
Aqui onde são jogado os corpos;
De todos que na Terra morrem.
"Em dez níveis subterrâneos ele é dividido;
E todos os níveis tem seu trabalho específico;
E estamos naquele em que todas as almas sofrem.
"O Décimo Nível Subterrâneo;
É o mais insano;
Dentro todos os outros.
"Assassinos, estupradores, todos os tipos de criminosos;
Melhor dizendo, todo o tipo de seres pecaminosos;
São, aqui, soltos.
"Como lixo nossos corpos são tratados;
E nossos espíritos não são reciclados;
E não teremos uma nova vida.
Fiquei um tempo pensando;
Ao mesmo tempo olhando;
Moscas pousando em corpos em decomposição à dias.
- Espere! — Eu falei.
Eu apenas me suicidei;
Nenhuma criminosa eu sou.
-Mas você é nojenta para a sociedade;
Talvez o tipo mais nojento para a humanidade;
Simplesmente porque sua vida tirou.
"Você também é uma criminosa;
não a dos outros, mas você tirou sua vida própria;
Por isso está aqui.
Com esses fatos assimilando;
Eu estava pensando;
Em uma maneira da F.R.M. fugir.
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