Friendship Project
12 Stray Cat's Cry 1.2
Notas iniciais
— Eu vou embora...
Ele segurou seu pulso.
— E você não deveria aproveitar este seu egoísmo também? Como um bom ser humano podre que você também é, por que não se aproveita da boa vontade dos outros? – Ele sorriu.
— Solte-me, – Ela puxou a mão de volta, embora não tivesse surtido muito efeito. — quem você pensa que é?!
— Não. Quem você pensa que é? Não acho que ficar sentada no meio da rua vá resolver seus problemas. – Ele permaneceu como estava, nem precisava de muita força para fazê-lo. — Anda, admita um pouco a sua humanidade: Aproveite-se dessa oportunidade de tirar vantagem dos outros.
— O que você está dizendo? Por que eu precisaria me rebaixar a este ponto? Eu–
— Porque você precisa de ajuda? Eu acho um argumento válido. – Ele a soltou. — Anda, você não tem nada a perder, tem? Vamos estar favorecendo os dois. – A menina de cabelos curtos virou-se para ele, recolhendo bruscamente a mão.
— E o que você pode fazer? O que alguém como você pode fazer?
— No momento, – Ele esticou o braço com o casaco na direção dela, oferecendo-o. — ouvir.
Ela, relutante, pegou o casaco e o vestiu. — Ouvir não vai adiantar de nada.
— Ouvir, não. Mas ser ouvido pode aliviar um grande peso. – Ele sorriu. — Depois nós podemos conversar sobre o que fazer a respeito; Não vou saber o que fazer se não me contar. – Ele abaixou-se, pegou as sacolas em uma mão e começou a caminhar.
— E-espera! Onde você está indo?
— Onde estamos indo. Esse frio é insuportável, vamos logo.
— Eu nunca disse que iria a lugar algum com você! – Ela, inerte, aumentava o tom de voz para que o alcançasse.
— Agora você disse. – Ele riu, sem diminuir o passo ou virar-se.
Suas maçãs do rosto se avermelharam ainda mais. E ela, misto braba e frustrada, acelerou o passo até tomar a dianteira e bloquear-lhe o caminho. — E onde você pretende ir?
Ele, sem moderar o passo, contornou-a enquanto falava: — Onde pretendemos ir.
— Você entendeu.
— Não vou dizer a menos que você diga direito.
— Quem é você? Meu pai, por acaso?
— Diga ou só vai descobrir quando chegar. ♪ – Insistiu.
Ela bufou. — Muito bem, onde vamos? – Enfatizou em tom de deboche.
— Ao Café que tem aqui perto. É um bom lugar, e quentinho.
— Você parece ter bastante problema com frio. – Ela sorriu maldosamente. — Frangote.
— Sinto muito por não ser feito de gelo, loirinha.
— Não me lembro de te dar permissão para me apelidar. – Ela fez uma careta. — Ei..! Falando nisso...
— Que é?
— Não sei seu nome.
— ... É Yuzuru. E você é..?
— Yuzuru de quê?
— Olá, Yuzuru de quê, como vai você? – Brincou.
Ela correu até a sua frente: — Pare com isso!
— Parar com o que, Yuzuru de quê?
— Aarg! – Ela começou a estapeá-lo com vigor. Chegava a ser mais engraçado do que violento: sua força física era quase nula, e ele permanecia com um sorriso bem-humorado no rosto. — Ora, vamos! Não é longe, você está nos atrasando, loirinha.
— Pare de me chamar de loirinha!
— Vou chamar de quê? Não sei seu nome. – Ela saiu do caminho e ele, sem delongas, voltou a caminhar.
— Sorin, Kimizuki Sorin.
— É um prazer, Kimizuki Sorin! Eu sou... Oh, – Ele parou. — chegamos.
À frente estava um estabelecimento antigo, com uma vidraça que permitia ver boa parte da loja do lado de fora, embora bem embaçada. Yuzuru segurou repentinamente a mão da menina, e a guiou até o interior do Café. — Finalmente, um aquecedor! – Ele soltou sua mão para acenar para o dono, que correspondeu com uma reverência e um sorriso respeitoso: — Um chocolate quente, certo?
— Sim! E para a mocinha um...– Ele virou-se para Kimizuki. — Ah, é mesmo! ...O que você quer?
Ela parecia um pouco envergonhada, fitava o chão às vezes, às vezes olhava em volta. — Eu não tenho dinheiro.
— Eu convidei, eu pago. Anda, peça logo ou eu vou pedir por você.
— Então eu quero um chocolate também. E... – Pôde-se ouvir um ronco alto vindo do estômago de alguém. Yuzuru sorriu como se adivinhasse de quem era. — E quero comer alguma coisa também. – Continuou.
Ele virou-se para o dono com os dedos médio e indicador levantados: — Então... Dois chocolates! – Em seguida, sentou-se na mesa isolada do canto, fazendo sinal para que a menina viesse junto. Ela o fez, sentando-se no banco em frente ao dele. — E então, Kimizuki Sorin, por onde começamos?
— Pelo seu sobrenome.
— Por que o interesse?
— "Vamos favorecer os dois", não? Você quer uma informação, eu quero outra. Além do mais, eu te disse o meu.
Ele fez uma careta: — Está bem...
— E então?
Ele suspirou, um pouco envergonhado. — Kaorigami Yuzuru.
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