Friendship Project
7 Actors and Actresses 1.3
Notas iniciais
"Não, não deve ser. Nem sequer pode ser."
— Kosuke?
Não foi uma pergunta retórica, ela realmente não sabia dizer com certeza quem era. No entanto, não poderiam ser muitas outras pessoas.
— Yonaka!! – Exclamou em voz altíssima, e correu para abraçá-la, ignorando completamente a presença do outro amigo. — Você está aqui! Você... Você realmente está aqui!! Quando você veio? Por que veio? Santo Deus, achei que nunca mais te veria!! – Ele falava quase sem pausas, eufórico.
Ela, quase tão eufórica quanto jovem de cabelos esverdeados, correspondeu ao abraço repentino, exclamando:
— Sim, eu estou aqui! Você também está aqui!! Uou, o seu cabelo..!!
A loira, sorrindo, interrompeu:
— Nós também estamos aqui!
A festa foi obstruída com sucesso pela loira. Os dois, logo se desagarraram e, ao verem as expressões nos rostos deles, perceberam a situação constrangedora em que haviam se colocado. Afinal, eram adolescentes, e pelas regras não oficiais da sociedade e do senso comum, permanecer próximo demais do sexo oposto era quase como um anúncio: "Olá, estamos namorando!" Não era uma situação agradável de se estar, mesmo entre amigos.
— E então, não vai nos apresentar a sua amiga? – Disse Fuyumi, com a mão sobre a cintura.
Ryuunosuke permaneceu quieto: "Então esse era o primeiro nome dela..." – Pensou. Ele observara a cena quieto, quase como um espectador de telenovela.
— Gente, essa é a Yonaka. Éramos amigos no primário, mas eu tive que me mudar e desde então perdemos contato. – Alegou Kosuke.
— Amigos de infância, hein.. É bem fofo. – Comentou o jovem com rabo de cavalo.
— Não é?! – Saltitou a loira, sorrindo.
— E vocês, não se apresentarão? – Yonaka inflou as bochechas. — Injusto!
— Ah, desculpe Yon-cha... Yonaka. Esses são Satoru, o tubarão de aquário; Kaorigami e a namorada, Sorin, a morena alta é a Fuyumi-san, e esse cara com a tatuagem e o rabo de cavalo é o Kohaku. O Shion você parece já conhecer. – Apontou o menino de cabelos esverdeados.
Os outros, respectivamente, responderam à apresentação.
— Eu vou te mostrar o tubarão de aquário, seu imbecil. – Murmurou. Em seguida, acenou para Bernstein.
— Yo. – Acenou Kagami. Ele tinha uma voz grave, o cabelo tingido de vermelho-escuro e usava um moletom por baixo da jaqueta. Era um pouco intimidador, mas não parecia ser alguém de má índole.
— Olá! ♪ – Sorriu. — Ah, sabe, você pode chamar ele de Kagami, eu deixo! – Brincou.
— E aí? – Fuyumi olhou para Sorin. Deu de ombros, e suspirou. — Na verdade, todos o chamamos assim, então não se incomode se quiser chamar também.
Ela tinha a pele morena e longos cabelos negros, o corpo atlético e um colar vermelho com uma cruz solar.
— Olá, mocinha. – Sorriu o rapaz sereno de cabelos negros com uma tatuagem no pescoço. Sua voz era, de certa forma, gentil. — Suzumaru não está conosco hoje, mas talvez algum outro dia você o veja.
— É verdade, não é? Ele foi visitar a família. – Comentou Kosuke.
— É um prazer conhecê-los – Sorriu Yonaka. — Kosuke, como os conheceu?
Kosuke coçou a cabeça.
— Bem.. É uma longa história.
— Eh? Bem... Que seja, você irá me contar tudo depois de qualquer jeito... Ei, Kagami! – Trocou de assunto. — Isso no seu moletom, por acaso seria o Zombie Bunny?! – Disse animada, com os olhos brilhando.
— O moletom..? – Ele puxou a roupa para frente e a examinou. — Particularmente...
— É sim! – Interrompeu Sorin — Fofo, não é? Fui eu quem dei!
As duas, animadas, discutiam sobre a estampa no moletom do mais alto. Enquanto isso, Kosuke aproximou-se de Shion:
— E então, como se conheceram? – Ele sentou-se ao seu lado.
— Eu não sei, certo dia essa mulher estranha simplesmente veio encher-me a paciência, desde então ela não me deixa em paz. Aliás... Essa pergunta não seria minha?
— A Yonaka não é de fazer esse tipo de coisa, estranho. E eu disse, nos conhecemos no primário.
— Qual é a dela? Ela é estranha. E, além do mais, aqueles olhos...
— Ela nunca foi muito normal, tem esse comportamento peculiar desde que a conheço; Quanto aos olhos, bem, acredito que seja de família, já que os pais dela também têm olhos assim.
— Os dois?
— Sim, pai e mãe.
— Então não poderia ser de família, não é? Já que os pais dela..
— São primos. Eu perguntei à ela.
— P-primos?! Que noj...
— Falando de mim? – Surgiu Yonaka. — Se quiser saber alguma coisa, basta me perguntar. Que falta de educação seria, se saísse por aí perguntando de mim pelas costas, Ryuunosuke!
— Pra quê? Pra você começar a fazer uma lista de perguntas que eu tenho que responder depois? Não, obrigado!
Kosuke riu.
— O que é?!
— Não é nada. – Continuou rindo, abafando a gargalhada com a mão sobre a boca. — Só achei que, para quem a vê de forma tão negativa, vocês parecem bem próximos.
— Não sou próximo desta menina estranha. Aliás, quero distância!
— Que cruel, Ryuunosuke! E depois e termos nos tornado tão bons amigos! – Ela fingiu choramingar.
— E-Eu não sou seu ami... – Ele desviou o olhar, com rubor nas maçãs do rosto.
— Está vermelho! Não é fofo, Kosuke?
Kosuke sorriu.
— É verdade!
— N-não estou vermelho! Que saco!
A mãe de Kosuke ligou nessa hora, ele deixou a dupla e isolou-se para falar com ela: Ela pedira que ele voltasse. Ele, mal se despediu, correra para casa, parecia aflito. Yonaka, aproveitando a deixa, pegou endereços de telefone com Fuyumi e tomou o rumo de casa. Ao passar por Shion ela foi ao pé de sua orelha, e o lembrou que ele ainda devia-lhe uma resposta.
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