Friendship Project
4 Actors and Actresses 1.0
Notas iniciais
A escola ligou de novo para os pais dele, ele simplesmente nunca mais apareceu nas aulas; Mas o telefone tocava quantas vezes fossem e nunca era atendido. Talvez os pais não se importassem, talvez tivessem trocado o número. Todos os meses a escola recebia o depósito da mensalidade, mas não importava o método, ela era sempre o locutário.
O jovem, por sua vez, estava sentado sobre a grama da praça, pensativo. Quando viu, depois de alguns dias, a jovem caminhando novamente para a escola. Ela o viu, sorriu e acenou, mas não diminuiu o passo; Ele, quase sem reação, assentiu com a cabeça. Antes que pudesse perceber, ela deu meia-volta e veio em sua direção, perguntando:
— Olá, como passou esses dias?
— Bem. Você não vai para a aula?
— Vou sim, daqui a... – Olhou o relógio do telefone celular — Sete minutos e meio. Vinte e nove, vinte e oito, vinte e sete...
— Já entendi, Bernstein.
Ele não tinha percebido, tampouco tinha prestado atenção: Ela tinha o corpo coberto de hematomas e cicatrizes; Algumas delas, recentes. Tentado a perguntar, mas sem coragem para fazê-lo, ele apenas contentou-se em analisá-las. "Elas já estavam ali antes?" Era uma pergunta retórica. É claro que estavam. O importante era saber por quê. Aliás... Por que seria importante?
— O que foi? Já se apaixonou? – Brincou a menina.
— Só de for pela grama da praça, é claramente mais atraente que você.
— Claro que é. Se você for um boi.
O jovem não soube responder, a frustração foi expressada com um rubor enfurecido no rosto.
— Oh, ele sabe fazer outra cara! – Sorriu. — Já estava começando a pensar que o frio de ontem tinha congelado o seu rosto.
— Eu só tenho este rosto, não? Sinto muito mas foi o rosto com o que nasci.
— Por acaso eu disse que você tinha outro rosto? Eu disse que você tinha outras expressões. A escola está mesmo te fazendo falta. – Zombou.
— Eu não me lembro de te contratar como secretária para dizer o que eu preciso fazer, Bernstein.
— Nem eu me lembro de precisar que você me contrate pra fazer isso. ... Então...
Sua expressão tornou-se mais séria e ela se aproximou dele para que pudesse olhar seus olhos.
— Q..Que é?
— Quem judiou de você?
Não respondeu. Pareceu querer retrucar de alguma forma, mas nem uma sílaba inteira saía; Ela, nem piscava: Aguardava ansiosamente qualquer resposta que fosse, mas ele não o fez. Seus olhos fugiam dos dela como coelhos de uma raposa. E ela, concluindo que não chegaria longe, optou por trocar de assunto. Afastou-se alguns centímetros, era preciso deixar-lhe respirar um pouco depois daquela pressão. Checou o celular, e chamou:
— Ryuunosuke, vou te dar uma missão. – Sorriu.
Era confusa a forma como ela simplesmente manipulava a atmosfera da conversa como bem entendia, era uma habilidade estranha, e ele se esforçava para acompanhar essas oscilações.
— O... O que você qu- Quero dizer, o que eu vou ganhar com isso?
— Hum... Vou dizer depois que cumprir a missão. Esteja aqui após a aula, tudo bem?
Ela sorria de forma gentil, quase meiga; Era como convidasse a sorrir junto a ela. Levantou-se rapidamente e correu em direção a escola. Ele, tentou ineficazmente negar a proposta:
— De jeito ne–
— Você prometeu, Shion Ryuunosuke!
Na classe, Bernstein sentava próxima à parede. Não era como se participasse das conversas, o foco principal era recuperar o tempo perdido nas disciplinas letivas. Era vulgarmente descrita como "Reservada e rude", e as pessoas a evitavam de alguma forma; Perguntar o porquê era desnecessário, e mesmo que ela não soubesse, fazê-lo não mudaria em nada.
Logo após a aula, durante o intervalo, o professor foi ao seu encontro:
— Bernstein–kun*, poderia me acompanhar?
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