Friendship Project

5 Actors and Actresses 1.1


Notas iniciais
♥ Já estamos no quinto capítulo, tenho esperança que você o aprecie!

Logo após a aula, durante o intervalo, o professor foi ao seu encontro:

— Bernstein-kun, poderia me acompanhar?

— Aconteceu alguma coisa, professor? Eu fiz alguma coisa?

— Você não fez nada, Bernstein-kun. Só quero conversar.

Ele pôs a mão em seu ombro.

— Houve algo em casa? Por acaso minha mãe ligou?

— Não, não ligou, queria conversar sobre...

— Sobre o quê? – Ela empurrou a mão do professor. — Eu eu tenho um compromisso agora. Se não for urgente, eu preciso ir.

O professor não insistiu, assentiu com a cabeça e se retirou. Era mentira, sequer comia durante os intervalos. No entanto, sua prioridade era evitar qualquer situação que ela pudesse vir a julgar como desconfortável, sequer tinha curiosidade do que se tratava o assunto o qual o professor queria conversar.

Enquanto ela retornava para a carteira, uma colega, a abordou com uma expressão cruel em seu rosto:

— Ei, Bernstein.

— Hm?

— Ficou sabendo? Estão dizendo por aí que você é a criatura mais assustadora do colégio, e estão querendo te transformar em uma espécie de teste de coragem.

— E quem está organizando? – Sorriu. — Sabe, se eu vou fazer algum trabalho quero ao menos ganhar minha comissão.

— C... Comissão? – Ela pareceu confusa. — Do que você está falando?

— Ora... Não me diga que veio até aqui para me enfrentar de graça. Por acaso você é burra?

—"B...Burra"? Eu não preciso de algo como dinheiro para me motivar a provar minha coragem.

Ela tentou consertar sua expressão, uma vez frustrada pela resposta da outra, em um novo sorriso. Um pequeno grupo de meninas que estava próximo observava a conversa e cochichava.

— Oh... Então o seu ego é tão frágil a ponto de tentar isto de graça para ser aceita por outras pessoas? Você é... Um pouco deplorável, se me permite dizer.

Bernstein forçou uma expressão de pena no rosto, porém com a satisfação claramente visível ao ver a reação da outra; Que, frustrada, continuou a discussão:

— Você... Você só está dizendo isso porque todo mundo tem medo de você! A única que tem que ser aceita aqui é você! Você vai morrer sozinha igual àquela menina, e então em pouco tempo ninguém mais vai lembrar de você, Bernstein. Não... Talvez eles se lembrem; Se lembrem da menina com olhos demoníacos que estudava aqui, porque isso é tudo o que as pessoas tem para lembrar de você!

Ela não deu direito de resposta, simplesmente virou-se a foi embora, pisando forte. Bernstein encenou um sorriso vitorioso no rosto e seguiu para seu assento como se não visse os cochichos à sua volta. Para ela, independente do que a menina dissera no fim, quando alguém havia perdido seus argumentos, recorria a este tipo de ofensa, o que, em sua mente, a fazia vitoriosa em relação à discussão.

Ao fim da aula, ela seguiu para a praça esperando encontrar o jovem, o que não aconteceu. Não havia nem uma alma viva no gramado e ela, sentindo-se um pouco frustrada, sentou-se sobre ele e retirou um pequeno bloco de notas junto com uma lapiseira e começou a escrever.

Pouco tempo depois, Bernstein sentiu algo deslizar em sua perna: Era um filhote. Ela, afagando a cabeça do bichano, perguntou em voz baixa:

— Está perdido?

Claro que não responderia, era um gato; Mas a menina não era exceção à mania tão comum de falar com animais, mesmo sem esperar resposta. Ela então, pôs o bloco e a lapiseira no chão, e colocou o pequeno felino em seu colo e tornou a acariciá-lo; Ele, ronronava.

— Moça, moça! – Duas crianças correram até ela — Essa gatinha, por acaso ela tem olhos diferentes?

— Olhos diferentes? – Ela levantou o gato pelas patas dianteiras e viu seus olhos: Amarelo e azul. — Oh, de fato... Ela é de vocês?

— É sim! – A outra a golpeou —.. Ai!

— Ela não é nossa – Continuou o menino — Ela não tem dono, pelo menos a gente nunca viu. Mas a gente sempre vem aqui com o tio pra brincar com ela.

— É estranho ela chegar perto de adultos – Comentou a outra — A Onee-san deve ter algo de estranho. Talvez ela seja uma bruxa.

— Que cruel! Eu não sou uma bruxa! Aliás, onde está esse vosso tio?

Apesar de tudo, eram crianças. Não seria certo deixá-las correr por aí sem um responsável. O mesmo se aplicava a um bichinho.

As crianças sinalizaram para um homem cheio de sacolas que estava um tanto distante; Ele, acenou de volta. Elas pegaram o gato e saíram correndo ao encontro dele. O menino despediu-se:

— Obrigado, Onee-san, bye bye!

— Bye bye! – Acenou de volta.

— Então a senhorita "Não-ligo-para-o-que-os-outros-querem" tem um lado doce e amante de crianças e animais? Essa é nova. – Comentou o jovem que chegava por trás da menina.

— Oh, parece que alguém esqueceu os relógios em casa. Ou será que é como uma tradição de noiva?

— Tradição de noiva..?

— Sempre chegar atrasada. Sinto lhe dizer, Isso só é charmoso para as meninas.

— O qu... Eu não...!!!

— Você está vermelho! ah ah ah ah!

— Ora, sua...! Esquece, vou embora.

Ele deu meia-volta.

— Depois de ter vindo até aqui, você vai mesmo perder a viagem? – Sorriu.

— Argh.. Fale logo o que você quer, eu tenho mais o que fazer, sabia? – Virou-se novamente para ela.

Ela sinalizou para que ele se sentasse, guardou na mochila seu bloco e lapiseira e virou-se para ele.

Notas finais
Aguardem o desenrolar da trama! ♥ Gostou? Não gostou? Deixe um comentário!