Notas iniciais
Desculpa pela demora. Espero que gostem. E prometo me ligar mais a história. Boa leitura. *---*

Chegar em casa e se jogar na cama com roupa e tudo. Esse sonho eu ainda vou realizar. Cheguei e minha mãe não me deu chance nem de respirar, fomos direto por aeroporto (Lê-se: eu, minha mãe e meu pai), já que o vagabundo do meu irmão tava dormindo.

–Mãe, que mal lhe pergunte, por que diabos a Karol tá vindo pra cá? E por que para a nossa casa? – nada contra, mas eu não gosto dela desde que ela quis roubar minha Polly quando eu tinha oito anos.

– Filha, não precisa desse choro todo e, aliás, ela só vai ficar lá em casa enquanto o apartamento dela está em fase de acabamento. Provavelmente ela deverá ficar em casa durante um mês.

Tenho certeza que serão trinta dias torturantes e dolorosos.

Chegamos ao aeroporto e eu já tinha ligado meu modo-zumbi, além de ser duas da manhã, o filme tinha me deixado com sono ainda bem que amanhã só seria um seminário chato do curso. Sério se eu soubesse que Medicina seria assim eu teria escolhido Moda. Meu Deus!

– Filha! – mamãe só faltou me arremessar do banco. – Acorda aí garota que tua prima já chegou!

– Obrigado pela delicadeza, e estou ouvindo bem, obrigado por ainda não ter me deixado surda.

Mamãe deu um sorriso torto que me fez ter medo dela até a próxima geração da nossa família.

– Oi gente!

Já falei do quanto odeio quando minha prima chega falando/cantarolando como se fosse aquelas garotinhas mimadas de colégio particular. Mas enfim, a Karol mesmo com seus 627573839901 defeitos ainda podia ser considerada normal, ele tinha olhos castanhos claros, era um pouco alta, tinha um corpo bem distribuído (lê-se: não tinha mais peito que bunda, e vice-versa).

– Oi minha querida, como você está? – mamãe foi logo abraçando ela como se estivesse sem ver ela por uns quarenta anos.

– Finja se legal, e amanhã a gente dá uma volta no shopping. – papai sussurrou em meu ouvido.

Já falei como amo quando meu pai me suborna, acho que é por isso que mamãe não gosta quando estamos juntos. Ela pensa que a gente vive tramando coisas. Calma mãe, eu não vou fazer um segundo as Torres Gêmeas. “PROMETO”

– Oii Lully! – ela quase pulou em mim

– Oi Karol.

– Que bom que você veio, temos tanto pra conversar!

“Conversar o quê garota? Eu por acaso de um segundo pro outro virei sua melhor amiga?”

–Legal... – mais um minuto assim e eu juro que me jogo na frente do próximo carro que aparecer.

– Que bom que vocês já estão conversando bastante... – mamãe nos abraçou – mas agora vamos pra casa, pois o dia amanhã vai ser longo.

Entramos no carro e o papai decolou pra casa. Literalmente. Tinha momentos em que eu achava que meu fim estava próximo.

– Ô pai! Não é porque a rua tá deserta que você tem que sentir no Need For Speed*.

– É verdade meu amor. Vá mais devagar, por favor.

– Desculpem – me. Só quero chegar antes de o sono vir.

Assim chegamos em casa, fomos direto pro quarto, eu não me aguentava em pé, troquei – me e caí no sono tão rápido que nem ouvi a mamãe me dando boa noite.

********

Sobre dormir menos de oito horas. É quase pior que aguentar sermão de mãe. Saí da cama sentindo como se meu corpo pesasse mil vezes o meu peso. Rumei ao banheiro, quando abri a porta quase tenho um mini – ataque cardíaco com minha prima só de calcinha e blusa escovando os dentes.

–Ai Lully que susto!

– Eu que o diga – falei entrando no boxe – Que diabos você tá fazendo no meu banheiro?

– Eu to dormindo no seu quarto. Logo eu TENHO que vir pra esse banheiro.

– E por que você acordou tão cedo?

– Eu tenho que ajeitar minha transferência pra a faculdade que você tá estudando, já que a titia pediu e a mamãe EXIGIU – ela enfatizou ao extremo o exigiu.

– E que curso você faz? – Que pelos poderes de alá nãos seja medicina.

– Jornalismo – UFA!!!

– Que bom que veio pra cá, aqui o mercado de trabalho pra jornalismo é bem atrativo.

– É eu sei. Já vou indo me arrumar. Ti espero lá embaixo.

– Até

–Até.

Por incrível que pareça, eu tive uma conversa amigável com a minha prima que eu odeio desde pequena, e eu não tive vontade de arremessar o sabonete na venta dela.

Saí do banho, e me arrumei, quando vi que já era sete e meia. Corri pra cozinha atrás de café e merenda (não me julgue por falar merendo, essa coisa é santa pra mim).

– Oi filha.

– Oi pai. Oi mãe.

– Da pra próxima vez acordar mais cedo filha, senão você atrasa todo mundo. – mamãe disse me dando um sacolinha com o lanche do dia.

– Da próxima vez não me façam ir pro aeroporto e ficar lá até DUAS DA MANHÂ.

– Garota se tu levantar a voz de novo eu enfio essa frigideira nas tuas fuça. – nessa hora mamãe virou o rosto parece aquela garotinha do exorcista.

– Se eu fosse você filha – papai me cutucou fazendo menção pra eu me abaixar – eu correria mais rápido que o Bolt, senão eu acho que você vai com a cara marcada pela frigideira.

– Mãe. Desculpa. Mas você sabe que eu não queria ir pra lá. Nada contra minha prima, mas eu tava cansada e com sono.

– Não enfresca pro meu lado não garota, agora voa da minha frente que eu tenho mais o que fazer.

–Tchau mãe. Também ti amo. – Gritei lá de fora só pro caso dela querer arremessar qualquer coisa pela janela.

Entrei no carro com o papai. Ele não me leva muito de carro, só quando tá com saco pra isso. Sem falar que como minha prima tava aqui ele queria mostrar o título de bom pai, que óbvio não pertence a ele, desde que me dou por espermatozoide.

– E aí Lully, você tem muitos amigos na facul?

– Até que não, eu não acho muito legal o povo de lá. Tem muita gente metida.

– Hum... E o pessoal de jornalismo onde fica?

– No prédio da frente ao meu. Somos divididos por áreas.

– Legal.

Chegamos a tempo, papai foi com a Karol em direção à secretária da universidade e eu fui direto pra sala. Pra tentar não me atrasar.

– Ei ei ei... Pode parando aí apressada – Brad surgiu do nada na minha frente me deixando estática por uns cinco segundos.

– Brad! Eu preciso ir pra sala senão vou me atrasar.

– Calma linda. Será que a gente não pode conversar.

– Ah! Pelo amor de Deus. Conversar? Uma hora dessas? – batia no braço como se tivesse um relógio ali. – Com licença Brad.

– EI! Peraí.

Consegui me safar e sair correndo pra sala. Assim que entrei várias pessoas olharam pra mim. É óbvio, ninguém entra correndo na sala, ninguém aqui está no maternal.

– Amigaaaa! – ouvi o gritinho da Maah de longe.

– Oi Maah. – Juro que tentei ser a mais animada e normal possível, mas as circunstâncias não ajudavam.

– Que cara é essa? Tá triste, brava, depressiva, TPM, enxaqueca, problemas no amor, falta de sexo...

–Maah! Chega! – segurei no ombro dela – você vai me deixar louca desse jeito.

– Eu disse pra você não deixar a Maah tomar esses energéticos – Mary tava dando uma bronca na July. – Ah! Oi Lully senta aí.

– Qual foi o problema da vez?

– Eu dei um gole de energético pra Maah, mas não sabia que isso fazia o retardo mental dela sofrer um agravamento.

– Uou! – ela falou de um jeito que eu me senti como se fosse a mãe da Maah recebendo a notícia.

– Ela fica agitada ao extremo, por isso evito dar refrigerante em excesso pra ela. – Mary retrucou – Sei que parece estranho, mas conheço a Maah desde o colegial, então eu conheço mais as loucuras e os cuidados que tem que ter ao está ao lado da dela.

– Ok gente. Não vamos nos alterar até porque o dia hoje promete ser longo.

–Verdade Ah! Eu tenho uma novidade amiga. – July falou sorridente e olhou pra Mary e depois pra mim. – Eu e a Mary... a gente tá... ficando.

WHAT???

Notas finais
* Need For Speed = Jogo de carro muito loko e famoso no mundo todo. Reviews please.