Friends, Loves, and Problems
4 Supresas
Me despedi das meninas e fui para casa. Marcamos de mais tarde ir ao shopping nos divertir, nada melhor do que comprar para as mulheres se sentirem felizes e realizadas. Não vou negar ainda me sentia meio culpada pelo fato de ter metido um tapa valendo no Brad na frente de tanta gente da universidade, mas bem que ele merecia depois do que falou.
Senti meu celular vibrar e percebi que era uma ligação da mamãe.
–Oi mãe.
–Tudo bem?
–Tudo sim.
–Ai que bom! Tenho uma notícia: a sua prima Karol tá vindo pra cá pra São Francisco.
–Sério? Nossa que bom mãe.
–É sim. E mais tarde vamos busca-la no aeroporto.
–Ah! Isso que não é bom.
– Por quê?
–Prometi com as meninas de sair mais tarde e também tenho aula amanhã cedo.
–Tudo bem. Quando ela chegar você fala com ela. Ok?
–Sim. Até mãe.
–Até.
Nada contra minha prima, mas quando éramos pequenas eu não ia muito com a cara dela. Uma vez ela quis pegar minha boneca na maior cara de pau, e isso me deixou com muita raiva, voei pra cima dela, mas agora que já estamos mais do que crescidas isso não faz mais parte das nossas vidas. Assim espero!
Fui pra casa pensando em tudo que eu não queria. O Brad, minha prima, as novas amigas, e todo o enredo que o dia tinha me dado. Cheguei em casa com uma fome que só faltava me matar. Comi. Descansei. E quando o sono tava no melhor o meu telefone começa a gritar encima da estante.
– Alô.
–Oi amiga é a Mary.
–Oi Mary. O que houve?
–Na verdade liguei pra dizer que vamos assistir A Menina Que Roubava Livros mais tarde.
–Ok amiga! Que horas vocês irão estar lá.
–Umas sete.
–Ok. Até.
–Até amiga.
Voltei a dormir.
Passou algumas horas só ouvi o som de longe do meu celular avisando que o despertador estava me acordando. Era insuportável acordar de um sonho mais ou menos bom, se não fosse pelo fato de Brad estar nele. Argh! Quem podia imaginar que agora aquele projétil de playboy estava me tirando o sono.
Levantei-me desajustada até porque já havia anoitecido e as luzes estavam desligadas e a minha preguiça ultrapassava os limites do céu. Entrei no banheiro e em meia hora já estava descendo as escadas.
– Minha filha, para onde você vai tão arrumada assim?
Se uma calça jeans, uma camisa gola V dos Beatles e um All Star convencional era arrumado, eu estava pronta para matar.
– Estou indo no cinema com as meninas.
– Por favor, não chegue muito tarde. Não se esqueça de que temos que ir pegar sua prima no aeroporto.
Droga! Tinha me esquecido totalmente disso.
– Pode deixar mãe. Antes das onze estou em casa. Beijos, tchau.
– Tchau.
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