Notas iniciais
Bom a net tava mega lenta e então só consegui postar agora.

A viagem foi bem divertida, aproveitamos pra conversar e nos conhecermos melhor. Eu descobri que ele era do Brasil, e que tinha vindo pra cá quando ainda era bem jovem, ele tinha dois irmãos. E morava só, mas sempre perto da casa dos pais, não era muito de festas, preferia ficar em casa.

– Nossa, acho que temos muitas diferenças. – falei.

– Mas são as diferenças que dão o charme. – rimos

– Ok.

Chegamos num shopping, bem menor do que o padrão dos outros. Ele tinha poucas lojas, e ficava um pouco longe do centro. Saímos do carro e fomos a pizzaria.

Ao chegarmos uma moça nos entregou o cardápio.

– E aí que sabor você vai querer?

– Eu prefiro de calabresa, mas como você me trouxe dê seu palpite.

– Não precisa. Você já escolheu o prato principal. Eu ficarei responsável pela sobremesa. – ele me lançou um olhar bem malicioso que me fez corar na hora.

– Ok. – olhei pra baixo meio envergonhada com a cena que havia acabado de acontecer.

– Mas e aí. Você já ouviu muito de mim, me fala agora um pouco de você?

–Sério? – franzi o cenho. Ele assentiu. – OK. Meu nome é Lucilene, mas odeio esse nome, então decidi que me chamassem desde pequena de Luh, ou Lully. Eu vim do Brasil a pouco tempo. Minha mãe casou com meu padrasto então ele recebeu uma oferta de emprego MEGA irrecusável aqui e nós viemos. Eu tenho um irmão mais novo, eu entrei na faculdade já aqui na cidade. Eu conheci algumas amigas aqui. E acho que só.

Ele imitou um bocejo.

–Ah! Seu chato.

–HAHAHA... Acabou? Ah... Legal. – ele segurou minha mão. – Eu prestei atenção em tudo o que você disse. Tá legal?

–Aham... – larguei a mão dele e corei.

Meu senhor. Como ele podia ser tão perfeito. Parecia a cópia perfeita do August Waters*.

A pizza chegou e nós a devoramos de uma maneira voraz que parecíamos dois esfomeados, ou duas pessoas que acabaram de sair de um cativeiro. Mas tenho que afirmar que ela estava maravilhosa.

Terminamos e decidimos sair pra passear o restinho da noite. Carlos pagou a conta e saímos.

– Desculpa fazer essa pergunta até porque ninguém curte falar disso, mas que mal me pergunte quantos anos você tem?

– HAHAHAHAHA... Relaxa. Eu tenho 25, e você?

–Vou fazer 22 no fim do ano.

– Que bom, acho que tenho tempo e comprar seu presente até lá.

–HAHAHA... Acho bom mesmo você comprar se não a coisa fica feia pro seu lado.

–Pode deixar. Mas como eu tinha dito que a sobremesa vai ser pro minha conta. Que tal um milk ao som do bom e velho rock?

– Claro.

Fomos até um lugar que parecia mais um paraíso para qualquer amante do rock, tanto atual como o mais antigo. Era cheio de fotos, discos de vinil e a decoração não deixava a desejar.

– Bom, eu considero esse lugar como meu santuário e só trago pessoas especiais para cá. E você, digamos que seja a primeira.

–Hã?? Eu? Sério? – ele assentiu sorrindo de uma orelha a outra. – Ai meu deus. Que honra de ser a escolhida. HAHAHA

–Você é a escolhida não só pra vir aqui. – Ele me puxou e me deixou colada ao corpo dele e ficamos nos encarando. – Você é escolhida pra muito mais. – e me beijou.

Eu não queria que fosse tão rápido, mas também não decidi me afastar. O beijo havia sido demorado e romântico, ele tinha lábios carnudos e que faziam muita gente pirar sem exceção. As mãos dele abraçavam meu corpo de tal forma que me faziam a verdadeira presa dele.

Mas até que decidi parar o beijo, eu já estava bem ofegante quando paramos.

– O que foi?

– N-nada. É que eu preciso respirar senão eu vou morrer. – falei com muita dificuldade.

– HAHAHAHAHA... Desculpa, essa não era minha intenção.

– Não mesmo, sua intenção era me fazer para no hospital com insuficiência respiratória. – bati no braço dele de leve.

–HAHAHAHA... Quem sabe? – ele falou erguendo uma sobrancelha e me lançando um olhar que tentava ser intimidador, mas que na verdade parecia que ele tinha tido um AVC recentemente.

– Ai ai. Você gosta de parecer bonzinho e depois dar o bote né?

– Esse é um dos meus dons.

–Hahahaha... Porque amor próprio é tudo.

Continuamos conversando por mais um tempo e de vez em quando nos beijávamos. Ele tinha um jeito doce e fofo de me tratar que fazia dele um cara mais lindo e bom.

–Bom acho que não podemos ficar aqui para sempre. Que tal irmos?

–Com certeza. – olhei no relógio já eram dez e meia. – COM TODA A CERTEZA DEVEMOS IR. Meu pai disse que era pra mim estar em casa as onze.

– Ok. Então. Vamos?

–Sim.

Fomos andando e olhando algumas lojas até que entramos numa que parecia ser de artigos legais de todos os desenhos animados.

– Que tal esse aqui? – ele me mostrou um par de anéis um era com um chapéu, e o outro com um laço que lembrava a Minnie.

–Nossa que fofo.

– Pois é. Ele representa a nossa amizade. Que tal. Você aceita?

–Isso parece mais um pedido de namoro.

–Quem sabe num futuro não tão distante.

–Ok. Então eu aceito.

–Moça, por favor, eu vou querer esse aqui. – apontando pro anel.

– O senhor vai querer que embrulhe? – ele olhou incrédulo pra ela porque ele foi chamado de senhor.

–Não, obrigado.

Ele pagou e saímos. Andamos em direção ao estacionamento e foi aí que a cagada começou. Eu olhei de repente pro lado pra ver o nome do restaurante super iluminado e então eu vi saindo de lá. Brad e Karol.

–Prima!

AI SENHOR. QUANDO EU VOU TER PAZ????

–Oi. Ei Carlos vem cá rapidinho.

–Oi prima, que coincidência nos encontrar aqui né!

–Pois é. Ah! Karol e Brad, esse daqui é o Carlos, Carlos esses são Karol minha prima, e Brad o paquera dele.

–Olá.

Brad olhou nos meus olhos, e depois desceu até nossas mãos e percebeu os anéis.

–Foi legal encontrar vocês, mas agora temos que ir. Vamos Karol? – Karol quebrou o silêncio.

–Ok. Até prima. Até Carlos.

–Até.

– É impressão minha ou ele não gostou de nos encontrar? – Carlos me cutucou.

–Eu também percebi, e ele ainda viu o anel.

Nos olhamos e começamos a rir do nada até o carro. O caminho foi um pouco mais silencioso do que a vinda. Então decidi quebrar o silêncio.

–Eu acho que o Brad não quis nos ver juntos porque toda vez que ele tenta falar comigo a gente acaba brigando. – eu fiquei vidrada naquele anel.

– Então ele queria você eu – ele pigarreou – digamos, cheguei primeiro?

–Hahahaha... Como você é bem modesto né garoto.

– Eu sou realista tá. Se as pessoas não tem amor próprio eu tenho bastante.

–Hahahaha... Seu senso de humor também é impressionante.

–Eu sei disso, acho que consigo além de médico, eu seria um ótimo humorista não acha?

–Não.

–Nossa. Essa doeu hein!

–Desculpa “mas eu sou realista tá” – imitei a voz dele.

–Hahahaha. Tudo bem.

A volta foi mais rápida, logo chegamos em casa. A luz da sala ainda tava ligada então a mamãe devia estar me esperando.

– Bom, você está entregue.

–Obrigado pro hoje Carlos. Você foi muito legal.

– Só isso?- ele franziu o cenho.

– Tá bom. – me estiquei , mas ele foi mais rápido e me puxou e nos beijamos de novo, num beijo longo e delicioso.

– Tá bom. Eu tenho que ir. Tchau.

–Tchau. – ele fez biquinho.

Dei um beijo na buchecha dele e fui embora.

Entrei em casa e mamãe começou logo o interrogatório.

– Senta. – suspirei e obedeci.

–Nome?

–Carlos.

–Idade?

–25.

–O que ele faz da vida?

– Médico. Especialidade fisioterapeuta.

–Onde vocês foram?

–Pizzaria.

–Teve beijos?

– Hã? Mãe! Essa pergunta é totalmente desnecessária.

–Bora muleca. Fala.

–Teve. Teve. – bufei e fui embora pro quarto

–Ei eu não acabei.

– Não mãe. Eu não dei pra ele- gritei do corredor. – Satisfeita?

– Ótimo.

Ai senhor essa tortura seria toda vez que eu achasse um namorado, ou um ficante? Prefiro ser mil vezes ser filha do Hittler.

Cheguei no quarto e olhei o celular.

15 chamadas da Mary.

1.892 mensagens no WhatsApp.

1 mensagem de Brad.

Opa! Mensagem do Brad? Quando eu salvei o número dele?

Maah! Se tivesse um lâmpada em cima da minha cabeça ela ia acender e reluzir até o cu do mundo.

Abri a mensagem.

‘Sei que não devia falar isso, até porque eu sai com sua prima. Mas ti ver com aquele médico me deu baita ciúmes de você. Bom só espero mesmo que seja feliz. Boa noite’

Uau. Essa eu realmente não esperava do Brad. Eu que só via o fato dele gostar de mim como suposição agora foi confirmada com a mensagem. Isso sim é dizer “Fechei a noite com chave de ouro!”.

Notas finais
Reviews. Obrigado por lerem. E novos personagens vão vir.