Notas iniciais
Espero que a internet deixe eu postar o capítulo. Desculpem a demora, mas está aí, capítulo novo com personagem novo.

Se Deus pudesse estar na minha frente agora, eu diria que ele é muuuito bom em realização de desejos “Mode Express”.

– É sério isso pai?? – tentei não mostrar o meu sorriso de orelha a orelha pra não ser deselegante.

–Sim minha filha. – o olhar dele pra mim foi como se eu tivesse dito algo de ruim.

–Ai que bom tio. Independência! – ela levantou as mãos pro céu – Não que na sua casa tenha sido ruim, na verdade vocês foram maravilhosos tio. Mas é que já to bem crescida então eu preciso de um lugar pra ser só meu.

– Eu entendo minha filha.

–Mas não se preocupe tio, eu irei lhe visitar.

– Tudo bem.

Nós então partimos até a casa nova da Karol. O caminho era um pouco longo e cheio de curvas. Chegamos em frente a um tipo de condomínio com um jardim lindo parecia até que tinha sido recentemente aberto para vendas.

–Boa tarde.

– Boa, vamos para o bloco C Apartamento 302

–Sim senhor. Pode entrar. A Dona Lucy que estava esperando pelo senhor.

Oi? Dona Lucy?? Mamãe tava aqui, já sabia dos babados todos e nem me contou?? Acho que precisamos ter uma conversinha! Hum!

Acho que os prédios de lá deviam ter uns 10 andares por bloco. Pegamos o elevador e fomos para o terceiro andar aonde ficava o apartamento da Karol.

– Oi querido. Já consegui arrumar as coisas mais difíceis o resto fica por conta sua Karol. Tenho que sair pras compras da casa. Beijos. – ela beijou o papai e foi embora.

– Bom, já viemos deixar nossa encomenda. Agora pode se sentir independente.

– Obrigado tio. Por tudo. – e abraçou ele. Okay querida pode parar com a falsidade. Beijos.

– Tchau minha querida.

Viramos e pegamos o elevador. Não é que parecia que um fardo tinha sido tirado das minhas costas? UAU!

Acho que to precisando despachar bastante gente pra começar a me sentir mais leve.

Demorou mais ou menos uns quinze minutos pra chegarmos em casa. Nem quis esperar, fui direto pro banheiro, eu já me sentia imunda depois de passar tanto tempo com a mesma roupa. Sem falar que eu fiquei me agarrando com o Brad o que deixou o cheiro dele na minha roupa.

Nossa aquele cheiro me trazia boas lembranças. A noite de ontem foi ótima e não tem mais o que se falar sobre.

Só que eu sabia que no fim essa história ainda ia render muita treta, então resolvi terminar o banho e procurar dormir. Eu estava exausta.

O fim de semana passou bem rápido pra dizer a verdade. No domingo eu e as meninas saímos pro shopping e fomos ao cinema. A Maah tentou não falar muito comigo por causa da festa, mas no fim acabamos nos falando.

Acordei na segunda com uma vontade de me fundir com a terra e não sair de lá. Mas pra isso não acontecer existe minha mãe que consegue interromper esse processo de fusão.

– Luh! Acorda.

– Hoje não mãe.

– Hoje não é o cacete garota. Levanta logo daí antes que eu ti puxe pelo cabelo!

– Bom dia pra você também.

– Hum! Garota não brinca comigo senão tu vai já pra escola de couro quente.

E SAI LOGO DESSA MERDA DE CAMA.

Ai meu sem or. Como eu amo ser acordada pela minha mãe. Cada dia é uma batalha diferente.

Levantei com uma preguiça do tamanho do planeta, fui pro banheiro, me arrumei e desci. O único bom de morar com mãe é que você nunca vai ter preocupação em fazer café da manhã. E a minha adorava fazer café.

– Bom dia filha – papai deu um daqueles sorrisos que dá alegria e energia em todo mundo, menos em mim.

– Bom dia pai – dei um beijo nele.

– Pai. Mãe. Hoje tem trabalho pra fazer na casa da Mary. Não venho pra casa no almoço. Okay?

– Oi? – mamãe fez aquela cara de desentendida me fazendo lembrar que tinha que pedir.

– Eu posso?

– AAAAA. Agora sim. Você pode ir minha filha. Só cuidado quando vier.

É por essas e outras que eu ainda não apanhei valendo.

– Vamos filha. Não quero me atrasar.

– Okay pai. Vou só escovar os dentes.

Corri pro banheiro e arrumei as últimas coisas que faltavam. Desci rápido já que o papai tava me apressando de um em um segundo.

– Vamos Luh!

– To indo.

Desci e só tive tempo de dar um beijo na minha mãe. Entramos no carro e fomos pra faculdade. Foi aí que algo estranho aconteceu, bateu uma sensação estranha de que eu tinha esquecido alguma coisa.

– Filha! – papai passou a mão na frente do meu rosto.

– Ah... Oi pai?

– Chegamos. – ele apontou pro vidro e vi a faculdade. – Você tá bem?

– To bem pai. Só tava pensando e acabei viajando legal.

– Tudo bem... – papai franziu o cenho como se soubesse que estava mentindo – Então vá logo senão você se atrasa.

– Tchau pai. – dei um beijo nele e sai do carro.

Saí do carro em disparada pra sala quando percebi que já tava na hora do professor entrar na sala. Corri o mais rápido que pude e cheguei um segundo antes do professor para a minha sorte.

Subi e fui sentar do lado das meninas.

– Oi meninas.

– Oi Luh! – responderam em coro.

A aula como sempre foi bem tediosa, sempre que dava eu e as meninas falávamos sobre algo rápido e depois prestávamos atenção na aula. O intervalo bateu e a gente conseguiu sair da sala.

– Meninas tem algo além do trabalho que eu esteja esquecendo?

As meninas se entreolharam surpresas.

– Que eu saiba não. – Mary disse – Se for algo que tenha a gente no meio, não tem nada não.

– Nossa desde que eu saí de casa eu to com uma impressão de que eu estou esquecendo algo.

– Se esqueceu com certeza não é com a gente. É algo exclusivamente seu.

Fiquei pensativa por um tempinho enquanto as meninas ficaram na fila a espera do lanche e foi então que meu celular decidiu tocar. Eu não conhecia o número, com certeza devia ser meu irmão, ele não tem crédito e pede dos outros pra me ligar.

– Alô.

– Lully?

– Sou eu sim.

– Nossa que bom! Sou eu, o Lucas.

WHAT THE FUCK?????

– Lu-lu-lucas?

– Sim, esqueceu que eu vinha pra cá? Eu ti avisei não lembra?

DROGA! Agora tudo faz sentido. Eu tinha esquecido de que o Lucas tinha vindo pra São Francisco. Puuuuutzzzzz...

– Sinceramente? Sim. Eu estive ocupada demais esses tempos com a facul... – MENTIRA – e acabei esquecendo. Me desculpe.

– Não que isso. Não se preocupe. Agora eu tenho que ir para a base, depois nos falamos. Ok?

– Sim, sim. Até mais.

~desligou o telefone~

Era isso que eu tava esquecendo. Como pude esquecer assim meu sem or. Isso só podia dizer uma coisa: tretas e loucuras estão por vir.

Notas finais
~Reviews please~