Notas iniciais
Não aguentei e logo postei esse capítulo. Parece que alguém vai começar a sentir ciúmes. Boa leitura *-*

Tá certo. O médico gato me chamou pra sair.

Aaaaaaaaaaaaaah Isso é muito melhor que o beijo do Brad.

Opa! Pera um pouco. Brad?

– O que aquele cara queria com você? – ele surgiu do nada.

Tá vendo! É só pensar no diabo que ele resolve se fazer presente.

– Ele estava falando comigo. Por que a curiosidade agora? – ergui uma sobrancelha.

– E o que ele queria de verdade com a “conversa” – falou fazendo aspas com os dedos.

– Peraí! – levantei a mão – Desde quando eu ti devo explicações da minha vida? Eu hein’... Me erra garoto.

– Ei pera um pouco... – Ele veio atrás de mim e conseguiu me alcançar puxando meu braço. – Eu sei que ele ti convidou pra sair. Eu ouvi a conversa.

– Então por que ainda pergunta se você já sabe? – franzi o cenho.

Ele me largou e ficou me olhando nos olhos por mais alguns segundos depois foi embora. Sério mesmo que eu não gostasse dele, eu ainda sentia que ele era um bom pedaço de mau caminho. Que coisa não?

Rumei em direção à sala, tinha perdido as meninas de vista, com certeza foram pra sala. Certo? Não.

– Ei! – Maah gritou de lá do banco.

– Oi meninas.

– E aí. Como foi lá com o médico? – Mary me encarou como aquelas crianças vidradas em desenho.

– Ele só... Me convidou pra sair. – abaixei a cabeça tímida.

– Ain que fofo! – July batia as mãos como se tivesse mal de Parkinson.

– Ai gente para. Não é também o convite do ano.

– Ah! Deixa de ser dramática. Pelo menos alguém ti chamou pra sair. – Maah bateu no braço enquanto falava.

– Pera ae garota. Tá falando que ninguém me convidaria pra sair? – coloquei as mãos na cintura.

–Não depois daquela tapa, ou melhor, depois daquele Haducken que você enfiou na cara do Brad.

– Ok. Confesso que não sou tão dócil como um tigre. – elas ergueram as sobrancelhas e riram – Mas eu também não mordo.

– Enfim, o que importa agora é que você tem que sair com ele, fazer tudo certo. E depois passar tudo pra gente. – Mary disse sorrindo.

– Luh! – uma voz me chamou.

–O-oi – me virei pra ver quem era. Era minha prima. – Ah! Oi Karol. Meninas, essa é minha prima Karol.

– Oi! – responderam em coro.

– Oi.

– Bom, Karol essas são: Maah, Mary e July. Mas diz aí o que resolveu?

– O titio já acertou as coisas com a reitora e eu já fui direto pra sala e comecei a aula hoje mesmo e como o meu intervalo foi agora resolvi ti procurar.

– Ok.

– Oi Karol né – Maah falou com ela. – Tá a fim de conhecer o campus. Tem uma área cheia de gente legal, você vai adorar. E aí quer vir?

– Claro. Vai ser legal ver gente nova.

– Então vamos. Partiu. Inté gente.

–Tchau.

– Gente bora pra sala. – July disse se espreguiçando.

– Primeiro preciso de chocolate. – disse.

– Ok. Chocolate e depois sala.

Fomos pelo corredor da lanchonete e cheguei lá só pra pegar uma barra de chocolate, que por graça divina não estava tão cara. Comprei e fomos pra sala. Deu o sinal e começou mais uma maratona de palestras sobre todos os tipos de cuidados, deveres e direitos do medico em todas as áreas.

Quando deu o sinal da saída minha cabeça tava a mil e eu não aguentava mais palestras. Despedi-me das meninas e fui pra casa rápido. Não importa em que buraco do mundo você se enfie, o sol durante o início da tarde é horrível.

– Oi filha!

– Pai? Não era pra você estar trabalhando?

– A escala mudou e agora eu apenas estou indo de noite.

–Humm... Cadê o bastardo?

– Se você se refere ao seu irmão, ele ainda não chegou.

– Ok. Vou pro quarto me avise quando a comida chegar.

– Pode deixar.

Entrei no quarto com uma puta vontade de ter uma agulha igual da bela adormecida e só acordar daqui uns cem anos.

Coloquei um short, uma camiseta do Bob Esponja, e minhas havaianas. Tava perfeitamente confortável.

Meu celular vibrou. Mensagem.

‘Oi! Sou eu o Carlos. Lembra? Desculpa ti atrapalhar, mas queria saber se você gostaria de ir num restaurante ou numa pizzaria. ’

Atá. Lembrei quem era.

‘Eu prefiro pizzaria. Sou meio anti-formalidades. ’

‘Ok. Passo na sua casa as sete. Pode ser?’

‘Com certeza. ’

Passei o endereço pra ele da minha casa e desci pra almoçar. E percebi que minha prima já tinha chego em casa.

– E aí como foi o passeio com a Maah?

– Foi muito bom até consegui mais amigos e um encontro – ela colocou o dedo na cabeça como se tentasse se lembrar do nome dele.

– E como é o nome dele?

– Eu acho que é... Pera... Ah! Lembrei. É Brad.

HÃ? Pera um pouco. O Brad??? É o Brad que eu to imaginando?

–Sério?

– Sim. Sim. Ele falou comigo por um tempinho depois que a Maah voltou pra sala de vocês e aí a gente marcou de sair hoje a noite.

– Uau! – papai bateu palmas – Karolzinha arrasando corações.

–Ai para tio.

AH! CLARO. Porque é a “Karolzinha” aí ela ARRASA corações, mas se fosse eu o senhor arrasava o cinto na cara do doido que chegasse perto de mim. Avá mereço.

– Que bom. – não consegui mais pronunciar nada depois de tudo.

A tarde foi bem calma, eu e Karol estudamos nossas matérias e fizemos os exercícios da universidade. Depois quando já tava escurecendo fui pro banheiro.

Eu sempre fui meio chata quando o assunto foi se arrumar pra sair. Parecia que o espírito de uma preguiça baixava em mim. Tomei banho e comecei a escolher uma roupa enquanto a Karol ainda tava no banho.

Sério eu ainda não acreditava que o Brad. Que sempre ficou me azucrinando por causa do meu encontro, agora ia sair com a minha prima. Pera ae. Eu to me incomodando com o Brad??? Ai! Essa minha multipolaridade emocional não é nada legal comigo.

Por fim coloquei um vestido estampado e o meu vans de sair. Quando me olhei no espelho reparei que se eu fosse loira eu seria a cópia da Taylor Swift agora.

– Ai meu deus! Taylor é você? HAHAHAHA

–Tá a fim de morrer?

–HAHAHA OK. Ok. Não falo mais nada.

Beep Beep.

Ele chegou.

– Bom eu já vou indo. Ti vejo mais tarde Karol, inté.

–Inté.

Desci com um pouco de pressa e quando cheguei na sala peguei o maior susto da minha vida, papai tava com um taco de beisebol na mão e meu irmão tava segurando uma 38.

–Ô pai. – Tirei a arma do meu irmão e joguei longe. – Tá querendo transformar seu filho no Bin Landen 2.0?

– Não eu só estou me preparando pra saber quem é esse tal aí que tá buzinando.

– É um cara com quem eu vou sair. – falei tão rápido que não deu tempo nem de respirar entre uma palavra ou outra.

– EM CASA ONZE HORAS. VOCÊ OUVIU BEM LUCILENE.

Nossa depois do meu pai falar meu nome e não meu apelido eu me senti sendo ameaçada ou interrogada pela Interpool.

–OK pai. Agora deixa eu ir senão eu vou me atrasar. Beijo.

Fiquei na ponta do pé e sai. Papai escondeu o taco e acenou da porta.

– Oi Lully.

– Oi Carlos. – ele abriu a porta pra mim – Desculpa a demora. Meu pai começou um mini-interrogatório sobre você.

– HAHAHA... Nossa. Seu pai deve ser uma figura.

–Na verdade ele é meu padastro.

–Hum. Mas e aí pronta pra se divertir?

–Isso só você me dirá.

–Ok. – ele sorriu e virou pra me olhar. Eu não havia reparado como os olhos dele eram bonitos e sem falar que o sorriso dele era hipnotizante. – Let’s go baby.

Notas finais
Ah! O pai da Lully é policial e por isso ele é meio estressadinho. E Mega protetor. Reviews urgente.