Notas iniciais
Demorou mais chegou. Acho que escrevi demais, mas ainda tem a visão de outras pessoas da festa. Então, boa leitura.

Se você dorme com o rosto contra a janela. Eu aviso. Isso é uma péssima ideia.

O sol não ti deixa dormir, e a luz ti impede de fechar os olhos de novo pra voltar pro sonho lindo que você tava tendo.

Eu acordei com uma puta vontade de querer dormir no porão, assim não teria fio de luz que me fizesse acordar cedo.

Desci pra tomar café e minha mãe tava sozinha, já que o papai ainda não tinha chego.

–Oh... Mãe.

– Que foi filha?

– Hoje tem uma festa do pessoal da universidade e me convidaram. Eu vou com as meninas. Tudo bem pra você?

–Vai ter muita gente?

– Vai.

– Vai ter bebida?

–Vai.

– E você vai beber?

– Não mãe. Eu vou contar quantos unicórnios passam na linha do arco-íris. Aff. Mãe que tipo de perguntas são essa?

– Garota responde direito se não ti deixo já em coma.

– Mãe. Eu prometo que não vou sair dando pra ninguém e muito menos vou sair pelada e bêbada na rua. Ok?

– Tá bom. Agora toma logo seu café.

Eu realmente tava torcendo pra essa tortura de morar com a mamãe acabar. Eu sofria demais com isso, toda vez que eu ia sair era pior do se confessar como um homicida, ou um serial killer.

Liguei pra July pra saber que horas nós iríamos ao lugar, que por incrível que pareça eu não sei aonde é.

“- Alô!

–Amiga aonde vai ser esse negócio ae e que horas a gente vai?

–Vai ser na rua da casa da Mary. Estamos querendo se arrumar lá e a mãe dela deixou a gente ficar lá caso ficasse tarde pra ir pra casa.

– Ah! Legal. Aonde é casa da Mary?

–Puta que pariu. Vai ser burra assim no inferno garota. Vem pra minha casa e a nós vamos juntas pra lá.

–Ok. To indo prai.”

Amor de amigas é imprevisível e surpreendente. Principalmente quando a pessoa ti xinga e você não manda ela tomar no regu.

Arrumei uma pequena mala e coloquei a roupa que eu iria usar na festa e umas roupas de emergência caso precisasse. Mamãe sempre dizia “Leve roupa de emergência. Nunca se sabe quando acontece um imprevisto.” Eu sempre achei uma baboseira tudo isso até o dia da minha formatura do ensino médio que a minha roupa de baixo daquele troço que mais parecia uma túnica de coroinha caiu na lama e eu tive que ficar com um shortinho e sutiã por debaixo daquilo e ainda perdi a festa.

Por isso, lembre-se. Nunca contrarie ou deixe o que sua mãe diz para o lado. As palavras DELA tem mais poder que o Dumbledore e Harry Potter juntos.

Terminei de fazer a mala e minha prima acordou.

–Ei Lully!

– Oi.

– Você vai pra lá pra festa?

– Vou e você?

– Vou o Brad vem me buscar aqui. Por que você não vai com a gente?

OI?? Quer me matar garota?

– Não obrigada. Eu vou com as meninas. Mas mesmo assim obrigada pelo convite.

– E com que roupa você vai?

Esse aqui (http://capricho.abril.com.br/imagem/276x468/look-dia-demi-lovato-252038.jpg?v=140618233450).

– Nossa. Tá linda. Vamos arrasar prima. Até lá então.

HAHAHA... Quando eu arraso. Só eu arraso meu amor.

–Até.

Sai do quarto porque até a casa da July era uma boa viagem e depois a gente ainda iria para a casa da Mary. Já até imagino que vamos passar a tarde toda nos arrumando.

Quatro meninas num quarto, pra ir a uma festa. Resumindo: merda.

– Mãe! Me leva na casa da July?

– Garota eu por acaso tenho cara de motorista? E por que essa mala?

– Eu levo o necessário. E não dá pra eu andar com isso no bonde. Por favor. – fiz cara de pidona.

–Bora. – aeeeee mamãe linda. – E não faz essa cara garota você já não foi muito bem feita ainda faz esses bicos que parece mais uma hiena com anemia.

–Obrigada mãe. Obrigada mesmo. Dá próxima vez, você se candidata a psicóloga ou terapeuta.

– Sabe que eu sempre quis ser psicóloga? Era meu sonho.

–Aí com certeza nós moraríamos em baixo da ponte.

– Sabe de nada garota. Eu seria ótima. Eu sou ou não sou uma boa conselheira?

– Mãe eu só vou dizer que sim , porque você é minha mãe e porque eu quero a carona e além disso eu sei que você já passou por muitas coisas. Mas como amiga eu diria não.

– Você não tem amor a vida não garota?

– Eu tenho. Por isso eu disse sim. – e entrei no carro. Ela deu a partida.

A viagem foi rápida já que a mamãe cortou alguns caminhos, porque não queria perder o programa dela de culinária.

– Obrigado mãe.

– Você vai ficar aqui?

– Daqui a gente vai pra casa da Mary e vamos dormir lá.

– Qualquer coisa liga pra peste do teu pai. E usa camisinha!

–Também ti amo mãe. Tchau. – agora é sério.

EU NECESSITO SAIR DE CASA.

Preciso arranjar alguém rico que me sustente.

Bati na porta e a July veio abrir a porta.

–Oi amiga. Entra.

–Oi.

–Amiga sei que vai parecer estranho, mas era sua mãe que tava gritando “Use camisinha” aí fora?

–Finja que isso nunca aconteceu.

– Haha pode deixar. Mas diz aí por que você veio cedo?

– Nós somos quatro garotas que vamos nos arrumar no quarto da Mary, isso já mais do que uma bela desculpa.

–Bem verdade, vamos lá pro meu quarto eu preciso arrumar minhas coisas antes de ir pra lá.

– Tudo bem.

Fomos pro quarto dela que fica no fim do corredor. A decoração era fofa e cheia de fotos dela desde a infância até agora. Tinha vários ursos e alguns pôsteres de bandas e cantores.

– Nossa seu quarto é fofo e lindo.

– Eu sei. Ele na verdade é meu santuário, quando tenho meus momentos tensos, ou frustrantes eu corro pra cá e me tranco.

– Nossa.

– Teve uma vez que eu bati meu recorde e consegui ficar trancada aqui por uns três dias seguidos e acredite dormindo. –olhei pra ela incrédula – Mamãe me disse que ela quando abriu a porta ela pensou que eu tinha morrido.

–Hahaha... Mas também você passou mais tempo dormindo que a Branca de Neve colega.

– Eu não tenho culpa. Foi o momento que me deixou assim.

–Tudo bem. E como foi que sua mãe soube que você era Bi?

– Eu falei pra ela e pro papai na hora do jantar e quase que meu pai morre engasgado.

– Uau.

–É eles só falaram que era melhor eu falar disso numa hora tipo, quando tá todo mundo reunido pra assistir tv e não quando todo mundo tá comendo.

–Hahaha... seria realmente cômico.

– E foi hahaha. Pronto. Agora vamos que quero almoçar na casa da Mary. A mãe dela faz uma lasanha que meu senhor! É de dar água na boca de qualquer um.

– Então vamos porque meu estômago está necessitado de comida.

– Vamos.

A casa da Mary era um pouco longe, mas a mãe da July foi levar a gente. Ela era bem simpática comparada a minha mãe. Não pera. Qualquer pessoa é simpática comparada a minha mãe.

Enfim fomos para a casa da Mary e lá realmente a mãe da Mary tinha feito lasanha. O cheiro era sentido por quem chegava no jardim da casa dela.

A casa tinha três andares e era linda.

–Oi meninas.

– Oi Mary.

– Oi Mary.

–Vamos entrem que a mamãe tá acabando de fazer o almoço. A Maah vem mais tarde só pra sair daqui com a gente pra festa.

– Tudo bem. – eu e a July parecíamos que tínhamos combinado de dizer tudo ao mesmo tempo.

A decoração da casa da Mary era bem interessante era como se a mãe dela e o pai viajassem e por onde fossem trazia presentes e artefatos um tanto quanto sugestivos.

O quarto dela era até menos “fofo” comparado com o da July.

–Bem vindas ao meu reino secreto.

–Mary isso é só seu quarto. Não tem uma porta pra ir pra Nárnia no seu guarda-roupa. – July disse tirando toda a empolgação da Mary.

– Não liga amiga, ela tá assim porque o almoço tá demorando. E porque a mãe dela ficou discutindo com ela no carro. – eu disse apoiando a mão no ombro da Mary pra cortar o clima chato.

– Sério? Desculpa amor. – e deu um selinho nela.

July retribui e elas se jogaram num longo e apaixonante beijo.

Olááá? Acho que eu ainda estou aqui! Ei? Avá! Desisto. Partiu comer.

Desci as escadas e fui na cozinha. Aquele cheiro deixava meu estômago ansioso por comida.

– Oi Dona Marta.

– Oi Lully. Cadê as meninas?

– Tão vindo. – menti – Tão arrumando o que precisam pra mais tarde.

– Tudo bem. Venha comer.

Sentei-me na mesa. Ela era redonda e tinha muitas cadeiras.

– Pode se servir.

– Obrigada.

Tirei um pedaço da lasanha e experimentei.

NOSSAAAAA. TIA. EU PRECISO TROCAR DE MÃE. UGENTEMENTE.

–Isso tá uma delícia tia Marta.

– Obrigada minha querida. – as meninas chegaram se ajeitando. – Nossa minha filha vocês demoraram.

– A mala dela emperrou e ficou ruim da gente arrumar as roupas lá. – Mary se sentou ao meu lado e a July sentou ao lado dela.

Nós comemos e nos entupimos de refrigerante. E subimos pro quarto da Mary.

O Carlos me ligou.

C: Oi

L: Oi Carlos!

C: Ei Luh, cê tá bem?

L: To sim. E você?

C: Melhor agora escutando sua voz.

L: Hehehe... Já disse que você fica fofo fazendo isso?

C: Eu sei. Meus charmes nunca falham.

L: Hahahaha.... Modesto você hein!

C: E aí você tá afim de comigo pra festa.

L: Seria ótimo se eu não tivesse marcado antes com minhas amigas. Tanto que to na casa de uma delas me arrumando pra ir pra lá. Que tal nos encontrarmos lá?

C: Ok. Ti vejo lá. Beijo.

L: Beijo.

– Uuuuuuuuh! Só eu que acho que isso vai pra frente? – July me fazia cosquinhas

–Hahahahaha... deixa de graça garota. Ele é legal. Mas não sei se sirvo pra ele.

–Hã? Por favor Luh, você é linda, independente, e tá solteira. Por que arregar? – Mary erguia as mãos.

–Sei lá. Ele é certo, fofo, lindo e eu acho que não mereço isso.

–Ok. Morra velha e sem nunca ter dado pra alguém. – Mary se levantou e foi pro banho.

–Obrigada amiga. Desejo o dobro pra você.

Demorou um pouco menos do que eu achava, mas depois de tudo eu estava pronta pra ir. A Maah chegou uns quinze minutos antes de a gente sair.

A casa era bem grande e tinha um jardim impecável. Tinha uma muralha de seguranças lá pra pegar os ingressos e reparar as pessoas que entravam lá.

Demos os ingressos pra ele e fomos pra dentro da casa. A música era perfeita. Calvin Harris – Summer.

Entrei super feliz da vida eu e as meninas ficamos perto de um sofá grande. A Mary foi pegar a bebida e nós ficamos esperando ela voltar.

E foi aí que um cara alto de camisa polo e bermuda e tênis entrou na festa puxando todos os olhares pra si e eu reconheci na hora.

– E aí meninas.

– Oi Carlos. – as meninas falaram.

–Oi! – não dava pra esconder o sorriso.

– Bom. Vocês se importam se eu roubar um pouco ela de vocês?

–Não. – elas responderam saindo e rindo.

– Vem comigo.

– Aham.

A música tava perfeita e as bebidas estavam ótimas, mesmo sendo fraca pra isso eu já tava no quinto copo.

– Ei! Calma. Assim você fica porre antes do melhor da festa.

– Hahahaha... Tá tudo bem. Eu ainda sei o que faço...

– Ainda bem. – e ele me puxou pra um beijo longo.

Agora eu podia dizer que aquele beijo tinha me deixado louca pra me entregar pra ele. OPA! PARA TUDO!

Eu to bêbada.

– Eu tenho que admitir que isso me vicia, ou melhor, você me vicia. – ele me deu um selinho.

– Hahaha... eu sei bem como é. – imitei a voz dele.

–Hahaha quanta ozadia sua hahahaha

– Gente! – uma garota muito linda e loira subiu em um palco montado nos fundos da casa. – Agora como manda o roteiro, que venha o show.

E daí começou um mega show pirotécnico cheio de fogos lindos e loucos que deixavam todo mundo feliz e louco.

Senti o dedo de alguém puxar meu rosto.

– Brad? – meu susto foi tão grande que eu deu um pulo pra trás.

– Ei, eu sei que ele ainda não tá aqui e que a bebida tá longe, mas eu quero que saiba que eu não to afim da sua prima. Eu to afim de você. – e o que eu menos esperava aconteceu. Ele me puxou e me deu um beijo não rápido e nem tão longo, mas com tempo suficiente pra eu me arrepender e me largar.

– Tá louco garoto? – disse limpando a boca.

– Não faz mal. Já tá feito.

Ele saiu andando e eu demorei pra entender até que vi o Carlos parado na porta dos fundos olhando tudo.

Ah! Não.

– Carlos! Espera!

Ele saiu enfurecido de lá. A minha roupa era comprida então era difícil correr com aquilo, mas enfim consegui alcançar ele.

– Ei! Por que você vai embora?

– Por que? Você beijou ele e quer que eu fique feliz?

– Eu não beijei ele. Ele me roubou o beijo.

– E você quer que eu fique feliz por saber que a qualquer hora que eu suma do seu lado ele vai lá e rouba um beijo de você. Eu não quero fazer o papel de trouxa e nem sirvo pra isso. Com licença.

– Mas...

Ele se virou e foi embora enfurecido. Merda. Isso é realmente estar na hora errada, no lugar errado, e ainda por cima desacompanhada.

– Ei Luh! – virei-me e vi a Karol vindo em minha direção. – O que foi que aconteceu?

– Eu... Ei cadê seu namorado?

– Ele sumiu. Mas por que perguntas?

– Porque você acaba de ser a primeira convidada especial pro enterro dele.

Saí rápido atrás dele e nada. Andei e dei várias voltas na casa e cheguei a ficar cansada.

– Ei Luh! – Karol veio em minha direção chorando. – Pode matar aquele filho de uma puta. Ele tava se agarrando num corredor com uma vaca.

– Ok.

Agora ele me paga.

Entrei na casa e subi as escadas correndo entre uns casais que estavam se pegando em todos os cantos da casa.

Olhei pro lado esquerdo e lá tava ele se agarrando com uma ruiva perto de um quarto. Corri e empurrei ela com força fazendo ela cair com força no chão.

– Ei!

– Cala a boca! Meu papo é contigo seu safado. – virei duas tapas (lê-se: dois tapões que tirariam até a virgindade do rosto dele)

– Ei ! O que ti deu?

– Eu só vou descontar em você minha enorme raiva pro você ter arruinado a minha vida seu filho da puta.

Eu empurrei ele pro quarto e comecei a bater descontroladamente nele até parar e me sentir muito cansada.

Ele me jogou pro lado da cama e caí sentada, ele se levantou limpando o rosto que tava todo arranhado e sangrando.

– Agora você me paga.

Ele trancou a porta.

– Ei! Destranca isso seu animal.

– Nunca. Agora você é minha.

Ok. Isso e o olhar dele de psicopata me assustou mais que o garotinho de O Grito.

Tentei correr pra porta, mas ele me agarrou e me jogou na cama. E se jogou em cima de mim.

– Sai. – estapeei ele enquanto falava. – Sai daqui! Socorro! Socorro!

Ele então me beijou me fazendo parar de bater nele. Minhas forças estavam indo embora e outra coisa estava tomando conta de mim.

O tesão. Fudeu.

Ele começou a beijar meu pescoço e me fazia delirar. Eu não resisti.

Tirei a camisa dele e ele a minha e os beijos não cessavam. Nos despimos e comecei a beijar ele loucamente sem esperar algo e ele roçava o membro dele que já estava ereto.

– Agora eu tomo conta de você.

Ele desceu os beijos até minha pélvis e começou um oral que me deixou louca, ele colocava um ou dois dedos dentro da minha vagina me fazendo me contorcer de prazer.

–Chega! Vem. Eu quero você. AGORA!

Ele olhou pra mim maliciosamente e colocou a camisinha e começou a penetrar. Devagar ele foi me acostumando nos movimentos dele.

Inicialmente eu senti muita dor, mas depois a dor se transformou em prazer.

– Ah... Isso... Só você sabe me deixar louca... Ah!

–Hahaha.... Eu sei disso. E por isso eu vou ti fazer nunca se arrepender disso.

Ele se deitou e me mandou sentar em cima dele. E começou a me fazer subir e descer no membro dele. Aquilo me enlouquecia. Ele me excitava.

Aquele corpo. Aqueles olhos.

Ele chupava meus seios me deixando ainda mais cheia de prazer.

Mal sabia eu que lá fora e nos outros quartos minhas amigas estavam se divertindo igualmente.

Não demorou muito pra nós gozarmos. Era a minha primeira vez. E tinha sido inesquecível. Principalmente com o Brad.

Eu sabia que não tinha sido certo o que eu fiz, mas já estava feito e eu não podia voltar atrás.

– Ei. – ele virou meu rosto pra encarar ele, nós estávamos de frente um pro outro na cama.

– Que é?

– Só queria dizer que to apaixonado por você. E que eu não quero que essa noite acabe.

– Eu queria corresponder a esse seu sentimento, mas eu não sei se estou segura disso.

–Eu sei, ele é mais charmoso e mais mais que eu, né?

– Hahahaha... Ele só passou mais tempo comigo e foi mais romântico comigo. Já você depois do primeiro beijo me trouxe pra cama.

–Hahahaha... E eu seu que você gostou. Estou certo?

– Eu adorei. – sorri e dei um selinho nele.

Nem parecia, mas o sol já tava querendo nascer então eu apenas relaxei minha cabeça no peito dele e dormi.

Feliz? Pode ser.

Notas finais
Desculpe os palavrões é que eu imagino a personagem no ato e aí sai. mas enfim, por favor deixem reviews. Bons ou ruins.