Friends
8 Sushi Yuki, o restaurante de Sushi
Notas iniciais
Olá suas carnívoras, estão se superando né? As ameaças do capítulo passado realmente superaram a de qualquer outro. E, como eu humildemente temo pela minha vida, e não queria ser comida viva, apertei mais os meus horários e estou postando agora. Comentem!
Espero que gostem ^-^
POV Melany
Annabeth estava se despedindo da mãe que tinha ido em bora mais cedo. A história que se ocorreu entre ela e Poseidon foi estranha, convenhamos. Bem, parece que ele a beijou e ela correspondeu, mas fora tudo por puro reflexo segundo Atena.
– Tem certeza que seu pai vai deixar? — Me perguntou pela milionésima vez em quanto íamos até a minha casa. Alias, nossa casa agora. Eu tentava te explicar milhões de vezes que ele havia dito sim.
– Você não acredita em mim não é? — Perguntei sorrindo.Ela abriu um sorriso nervoso em resposta e eu apenas rolei os olhos.
A viajem foi calma e rápida digamos assim. Calma pois Annabeth parou de atropelar as palavras e me perguntar coisas idiotas sobre a minha vida, e rápida pois fiquei tão absorta na noite que passei com Nico na praia que nem me dei conta que já estava em frente a casa cor camurça.
– Annie... — Me virei pra ela que respirava ofegante. Apoiei minhas mãos em seus ombros e a encarei nos olhos — Meu pai é um cara super legal, faz tudo por mim e garanto que em breve por você, apenas... fique tranquila.
– Mais como você sabe que ele vai gostar de mim?
– Por que não gostaria? — Perguntei e ela bufou em quanto rolava os olhos — Você é comportada, meiga, delicada, tira boas notas e nem é irresponsável. Sendo você mesma qualquer pai te adoraria.
Sem hesitar me virei para a porta e girei devagar a maçaneta querendo causar um efeito dramático. Me virei para Annie que por sinal estava bem mais calma, e entrei na minha casa.
Nada fora do habitual, confesso. Meu pai lia as notícias no jornal em quanto bebericava um pouco do seu café, e nem notou a nossa presença. Annabeth e eu subimos as escadas apressadamente, pois eu havia decorado o quarto dela e estava louca atrás de uma sincera opinião.
– O que achou? — Perguntei. Meus olhos brilhavam em expectativa e eu sentia um embrulho no estômago.
Meu sonho desde pequena era seguir a carreira do meu pai, ou seja, virar uma grande arquiteta. Era um sonho que eu pretendia realizar, mesmo que custasse todo o esforço que eu vi meu pai gastar. Eu sei que tudo valeria apena mais tarde.
– Mel ficou... — Ela continha um brilho diferente em seu olhar, quase reconhecível como... alegria. — Incrível! Foi você quem o decorou?
– Sim fui eu... — Abaixei a cabeça — Pode não parecer mais, meu sonho sempre foi ser arquiteta. Decorar casas chiques, reconstruir prédios em ruínas e o mas importante, construir um monumento que dure para sempre.
Annabeth se calou e abriu um sorriso gigante e iluminado. Os olhos continham ainda aquele brilho especial, uma magia em ouvir minhas palavras.
– Eu também quero ser arquiteta. Meu sonho desde que me entendo por gente é esse. Construir um monumento que dure por muito tempo e que seja motivo até de estudo em escolas. Eu tenho tantos planos...
Passamos a noite inteira conversando sobre futuros planos, faculdade e até nos arriscamos a contar sobre alguns fatos constrangedores sobre a infância. Annie era exatamente como eu, só que em uma versão mais calada e comportada.
– Meninas, só queria avisar que hoje nós vamos jantar fora. — Disse meu pai encostado ao batente da porta.
– Sério? — Perguntei desanimada — Pra onde? Por quê?
– Primeiramente sim, é sério. — Ele me respondeu abrindo de leve um sorrido — Vamos jantar em um restaurante famoso, um sushi bar. Eu não sei o nome mais sei que ele é bastante conhecido.
– Sushi Yuki? — Sugeriu Annabeth.
– Sim, obrigado — Ele agradeceu e logo voltou a falar — Porque o meu chefe quer conversar comigo. Ele vai levar o filho e o sobrinho por isso eu peço para as duas irem o mas discretas possível.
– Acha que vamos ir com roupas extravagantes tendo namorados? -Perguntei arqueando uma sobrancelha.
– Eu sei que não filha... mas espera aí! — Ele pediu — Como assim namorado?
– Ér... pai precisamos nos arrumar, tchau. — Respondi o empurrando para a fora do quarto, em quanto o mesmo sorria. Esse jantar definitivamente seria chato e monótono.
Annabeth e eu já estávamos arrumadas quando ouvimos a voz rouca do meu pai nos chamar. Descemos até o primeiro andar e o encontramos vestindo seu habitual terno, o de sempre quando se tratava de negócios.
– Vocês duas estão lindas. — Ele nos admirou — Bem o carro nos está esperando.
– Com licença senhor Seyfild — Annabeth o chamou interrompendo nossa saida — Sem querer ser grossa nem nada do tipo, mas porque o senhor me chamou para acompanhá-los?
– Bem... você é uma filha minha agora, não? — Perguntou e pude ver os olhos cinzentos da minha amiga se encher de lágrimas.
– É... parece que sou. — Respondeu sorrindo.
– Muito bem minhas filhas – Começou meu pai — O carro as espera. -Rolei os olhos em quanto observava Annie passar por mim sorrindo.
O carro ia em uma velocidade razoável e eu podia sentir minhas mãos suando conforme nos aproximávamos. Annabeth parecia bem confortável com a situação, para ser franca, confortável até demais.
Em poucos minutos estávamos em frente ao restaurante, que era um local bem frequentado devemos ressaltar. A recepcionista nos guiou até a mesa mais bem posta e iluminada do local o que não foi nem um pouco surpreendente.
– Boa noite. — Nos disse se virando para ir em bora.
Peguei o meu celular e comecei a enviar mensagens.Para ser mais especifica, trocava mensagens com Jenny, minha melhor amiga que fora drasticamente esquecida ao me mudar pra cá.
– Filhas, eles acabaram de chegar.
Eu acho que nunca senti meu coração palpitar tão rápido, ou a minha mão suar com tanta pressão como agora. Sim, porque bem na porta eu vi três homens, com ternos de linho preto, cinza e azul escuro, e bem ao lado deles seus filhos. Nico, Percy e Steve.
Eu torci na minha mente para que não fosse aquele trio, mas sim o casal de velhos que entravam com um sorriso no rosto. Eu definitivamente estava ficando louca, era claro que eram eles. Tudo fazia sentido agora.
– Pai, quem são eles? — Perguntei casualmente e vi Annabeth mexer a cabeça como se em uma pergunta muda. Ela considerava meu pai o seu já que Frederick, seu pai biológico fugiu com a enfermeira que fez seu parto. Uma longa história, convenhamos.
– São Hades di Angelo, Poseidon Jackson e Dan Smith. Os filhos dele são... Nico di Angelo, Percy Jackson e Steve Smith. Se eu soubesse que viriam os três, pediria para trazerem aquela amiga punk de vocês. — Rolei os olhos com esse comentário nada natural de meu pai.
Fiquei observando em quanto os três se aproximavam, torcendo para que Nico reparasse que eu o tentava evitar. Assim que ele me fitou estampou em seu rosto uma careta confusa, mais logo abriu um sorriso de tirar o fôlego. Veio até a minha direção me dando um breve selinho, o que fez Hades sorrir e meu pai fechar a cara instantaneamente.
– Sua filha é linda. — Comentou Hades — E parece que roubou o coração do meu filho. — Comentário que fez todos presentes a mesma, inclusive o mencionado sorrirem, com exceção de meu pai que me encarava de forma desaprovadora.
Sim eu sempre contei praticamente minha vida a meu pai. Ele sempre foi meu herói, aquele pela qual eu podia contar, podia confiar. Não contar que tinha um namorado devia o magoar muito, considerando que ele deveria pensar que a piado do vestido extravagante fora mesmo da boca pra fora.
O jantar se passou ainda mais rápido, e graças aos deuses Nico não me beijou, trocou carícias ou fez qualquer outra coisa na presença do meu pai, Carlos. Ele já deveria ter sacado que eu não contara nada o que era bem mais normal que o esperado.
– ... Então você quer basicamente uma cozinha Italiana? — Perguntou meu pai para Hades conferindo o pedido do mesmo.
– Sim, eu estou reconstruindo essa casa para dar para uma pessoal bem especial. Pode parecer bem imaturo, mais eu quero que fique perfeita.
– E ela ficará. — Respondi — Meu pai está no comando. Olha e não é só porque eu sou filha dele não hein? Desde pequena ele foi meu herói, eu me espelho nele em tudo que eu pretendo fazer.
– Pelo visto sua filha é bem orgulhosa de você Carlos — Observou Poseidon — Vamos ver se ela tem total razão.
– Falando em razão o que houve entre você e a minha mãe mesmo? -Perguntou Annabeth. Poseidon suspirou.
– Não quero falar sobre isso. — E então demos aquele assunto, algo encerrado.
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