Friends
9 Iremos brilhar como diamantes no céu
Notas iniciais
Chapter nine; i hope everybody like;
yes, i love talk english with you.
O jantar se transcorreu naturalmente. Nico não me jogou nenhuma indireta e o meu pai me lançava alguns olhares nada legais, como se em uma frase muda dissesse : "Conversamos isso em casa". Na boa, o meu pai as vezes é bem nervosinho.
Não que eu não o ature, o que venho fazendo muito ultimamente, mas as vezes é bom você se soltar um pouco. Dar um longo adeus a rotina e parar de se importar tanto com o trabalho.
– Então Melany, quando você e Nico começaram a namorar? — Perguntou Hades do nada. Confesso que engasguei com a comida, mais logo que me recompus me pus a falar :
– Hãm... ontem. E eu cheguei tão tarde em casa que nem mesmo tive tempo de contar pro meu pai... — Sorri de forma meiga — Eu estava esperando a hora certa. — Sussurrei só para que ele escutasse.
– Eu acho que essa seria a hora perfeita. — Disse Poseidon se inclinando pra frente, de modo que ficasse cara a cara comigo.
– Ahn... pai... Nico e eu estamos namorando... pra valer. — Vi seu rosto se tonar rígido — Quem quer sobremesa? — Perguntei afim de desviar a conversa.
– Eu quero! — Nico levantou a mão, entendendo meu plano. Um plano que, convenhamos fracassou, e muito.
****
Eu estava no meu quarto escrevendo em meu diário. Sim eu tinha um. Eu não o usava com muita frequência, geralmente eu só escrevia no mesmo quando eu precisava extravasar as minhas emoções, e não estava afim de conversar com ninguém.
"Querido diário, eu não entendo o meu pai. Ele diz que sempre vai me apoiar, independente das minhas escolhas, porém, entretanto, hoje ele fez uma cena e tanto no restaurante. Depois disso fico me perguntando se é certo namorar com Nico. Quero dizer, todos ao meu redor aplaudem e nos dão apelidos fofos e carinhosos, mais a pessoa que eu gostaria que me aplaudisse ou brincasse com Nico o chamando de "Genro", seria algo muito bom.
Agora eu estou aqui, escrevendo mais uma vez em você, que é o meu único refúgio. Annabeth e Percy tem tudo que um casal poderia querer. Estabilidade. Não posso dizer que Nico e eu temos o mesmo, e sei que ainda está cedo para ter problemas com meu mais novo namorado, mais não posso fazer nada se o meu pai não o aceita.
O caso é que nos conhecemos a pouco tempo, quando ele supostamente me atropelou e cuidou de mim em uma casa de praia. Sei que não é um motivo grande para namorarmos, mais eu estou... apaixonada por ele. Tudo que provem de Nico me encanta. Os cabelos negros bagunçados... os olhos ainda mais negros penetrantes... pele pálida como papel... tudo nele me encanta.
Sobre o meu pai, acho que ele precisará entender minha fase.Não encaro essa namoro como algo promissor, mas se conheço bem o meu pai, ele está agora em seu quarto quebrando a cabeça, em tentar descobrir a data do nosso casamento. Ele sempre acreditou que a garota devia ser de um homem só, e não ficar com muitos.
Ultimamente não venho o entendendo. Aceitando propostas do nada, fazendo tudo o que eu quero... Acho que ele temia que um dia eu começaria a namorar e queria me mimar antes... ou talvez tenha algo muito peculiar que eu ainda não descobri. É Mel, você terá problemas com esse seu pai cabeça dura.
Acho que o melhor que eu faço agora é dormir e tentar tirar esse jantar da cabeça. Sei que o meu pai ainda está uma fera comigo por não ter lhe contado antes, mais esse é um fato que se passa com o tempo. Então até mais, diário."
O fechei de forma delicada, e o guardei em uma gaveta antiga, qual eu nunca mais abrira. Era lá que eu guardava coisas como cadernos infantis, dinheiro e coisas que eu prefiro não citar. Fotos e recordações da infância estão inclusas.
– Filha? — Perguntou alguém no batente da porta, e eu não precisei me virar para saber quem havia me chamado.
– O que o senhor quer falar comigo? — Perguntei sem mais nem menos. Meu pai suspirou pesadamente e se sentou no pé da minha cama.
– Queria que você me contasse. — Respondeu.
– O quê? — Perguntei.
– Sobre você e aquele rapaz. Digamos que acho que fui um pouco insensível em relação ao seu namoro com Di Angelo. Queria que você me perdoasse.
– É claro que eu perdoo, mais somente se você fizer o mesmo. Reconheço ser uma péssima filha, eu não deveria ter escondido de você. — Ele abriu um sorriso caloroso, e só agora notei que ele segurava duas canecas.
– Você se lembra do que fazíamos quando brigávamos? — Me perguntou estendendo uma caneca. Assenti sorrindo.
– Batalha de chocolate... — Murmurei -As vezes sinto falta.
– É... eu não. Se não tomamos estamos de bem, certo?
– É... mais eu adoro chocolate. Devíamos brigar mais vezes, claro, se isso incluir o senhor aparecer aqui a meia-noite pedindo desculpas com chocolate quente na mão.
– Você está ficando esperta mocinha. — Eu pisquei pra ele que sorriu — Mas agora me fale como aconteceu esse... "namoro"?
– Pai!
– Nem vem com essa de "Pai!" – Disse a última palavra com uma péssima imitação da minha voz. — Eu preciso saber se ele é realmente um rapaz bom pra você. — Ele tirou alguns fios de cabelos dos meus olhos. — Eu só estou preocupado. — Suspirei alto.
– Bem... por onde eu começo? Ah sim! Eu estava indo comprar um vestido para aquela festa que nós iríamos se lembra? — Ele assentiu — Então eu lembro que estava andando pela rua, até que eu senti uma pressão muito forte... e então apaguei. Quando eu acordei estava em uma casa estranha... que nunca havia visto antes, e lá me explicaram que eu havia sido atropelada. Nico, o mu namorado havia me atropelado por engano. — Sorri sem graça — Eu conheci os amigos dele e contei um pouco sobre a minha vida, e ele fez o mesmo. No final da tarde, eu fui em bora, mas com o desejo de reencontrá-lo.
– Só por isso vocês namoram agora? — Perguntou franzindo o cenho.
– Não... bem, depois que eu cheguei em casa fomos para aquele baile da sua empresa, e recebemos a terrível notícia de que você teria de se mudar. No meu primeiro dia, quando você me pediu para comprar as lâmpadas... eu acabei o reencontrando. Depois nos víamos em todo lugar... na escola, na rua, no cinema... foi em uma tarde, onde nós assistíamos um filme quando nos beijamos.
– E então ele te pediu em namoro? — Perguntou arqueando uma sobrancelha. Assenti sorrindo sem graça.
–Que tédio filhota. Sua mãe e eu nos conhecemos em uma investigação criminal. Teve mortes, brigas, tiros... foi tudo muito louco.
– É sério?
– Não. — Eu sorri — Nós nos conhecemos em uma livraria... nós compramos o mesmo livro, que era de ação, mortes, brigas, tiros... algo muito louco. Desde então contamos a todos que nos conhecemos assim.
– Sente falta dela?
– Mais é claro... — Deitei minha cabeça em seu colo, em quanto ele afagava meus cabelos de leve. — As vezes mais do que você imagina.
– Você está fazendo um ótimo trabalho pai. Qualquer cara da face da terra já teria desistido de tentar criar uma adolescente hiperativa. — Eu disse arrancando risadas de nós dois. — Você só precisa tomar as duas decisões, e não deixar que o seu chefe as tome pra você.
– Acha que faço isso?
– Eu não acho... tenho certeza. — Ambos suspiramos — Pense bem, se mudar não estava em seus planos.
– É...
– E nem nos meus, mesmo assim, porque Dave mandou, tivemos que vir para Nova York. Poxa, a minha cidade era tudo o que eu mais amava. E amo.
– Mas filha, se você não tivesse vindo pra cá antes, jamais teria conhecido o garoto... e digamos que eu sei que você gosta dele.
– E digamos que você é um pai um pouquinho diferente. — E a conversa se seguiu, até que eu adormeci ali mesmo, apenas pensando.
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