Friends
7 Irmãs sempre atrapalham tudo
Notas iniciais
Oi pestinhas canibais, espero que gostem.
POV Nico
Os lábios dela tinham gosto de limão, e eu me perguntei como ela conseguia os deixar assim. Não pensei em nada, eu estava apenas aproveitando o sabor do beijo dela naquele momento, e estava perfeito assim.
Paramos de nos beijar para pegarmos ar, e eu encostei minha testa na sua. Ela mantinha os olhos fechados, e respirava ofegante, um sorriso de canto ameaçando a nascer.
– Nico... — Sussurrou. A calei com mais um beijo. Simplesmente não queria que nossa química se quebrasse tão rápido quanto começou.
Continuamos nos beijando, até que escuto um som da porta. A maçaneta. Alguém entra no quarto, Bianca. Assim que ela nos vê sorri maliciosa e sai do quarto, sussurrando antes : não queria atrapalhar vocês.
– Nico, isso foi... estranho. — Comentou Melany. Concordei sorrindo. — Já pensou se ela diz isso pra alguém lá em baixo?
– Provavelmente ela vai dizer, sim. — Ambos sorrimos — Mas o que isso tem a ver? — Ela deu de ombros.
– Só acho meio esquisito essa coisa toda de nós dois... quero dizer, mal faz uma semana que nos vimos... não acha que estamos indo... rápido demais? — Perguntou-me insegura.
– Não, não acho. Olhe, eu convivi a minha vida praticamente toda com pessoas que mal se conheceram e já estão quase se casando. — Sorrimos mais ainda, ela sabe que me referia a Percy e Annie por exemplo — Acho que todos temos a chance de ter um final feliz.
– Eu não disse que não deveria. — Me respondeu.
– Mais você acredita em finais felizes? — Inquiri nervoso.
– Depende... não creio que um príncipe encantado cairá do céu, me levará no seu cavalo branco e depois vai dizer 'e vivemos felizes para sempre'. — Terminou a frase sorrindo. Eu abri de leve um sorriso, segurei seu rosto com minhas mãos e me aproximei lentamente de si. Antes de tocar seus lábios, perguntei :
– Me deixa ser seu príncipe encantado? — Ela sorriu e me puxou pela gola da camisa. Meus lábios encontraram os seus sem demora, e mais uma vez, eu me senti completo.
POV Annabeth
Não podia acreditar que isso estava realmente acontecendo. Bem, deixe-me te explicar a história, já que aposto que você está perdido. Bem, Percy e eu tínhamos combinado de nos casar já faz algum tempo, então hoje nós resolvemos organizar a nossa vida daqui pra frente. Infelizmente, quando minha mãe Atena, descobriu sobre os nossos planos para o futuro, se enlouqueceu.
Vale ressaltar, que a minha mãe Atena e o pai de Percy Poseidon, tiveram um caso anos atrás, que foi desfeito por uma terrível traição vindo de um dos dois. Acredito eu, que de Poseidon, mais nada é impossível, e também não quero julgar o comportamento temperamental da minha mãe.
Quando Atena descobriu que eu e Percy estávamos namorando, ela permitiu. Disse que não queria mais uma história com fim trágico, como Romeu e Julieta. Acho que ela aceitou para que eu não me rebelasse contra ela, porque eu sei, que no fundo ela ainda tinha esperanças de que eu terminaria com Percy.
Hoje contamos a eles que estávamos noivos, e as consequências não foram nem um pouco leves, vamos por assim dizer. Ela decidiu ir para Los Angeles, California. C-A-L-I-F-O-R-N-I-A! Tudo bem, eu até entendo esse ódio pelo empresário, mais para quê me envolver na história? Pior ainda, para quê julgar Percy, sendo que ele nem é um pouco parecido com o pai?
Eu estava no meu quarto, socando as roupas na mala. Não queria nunca mais ver minha mãe novamente, e as lágrimas já caiam sem parar por toda a minha face. Amanhã de manhã eu poderia dar adeus a Nova York.
Assim que fiz minhas malas decidi visitar Thalia. Minha mãe me perguntou aonde iria, mais eu me limitei a te falar. Eu estava com muita raiva da minha mãe, não se pode julgar as pessoas pelos seus progenitores!
Na casa de Thalia o clima ficara tenso após eu lhes contar sobre minha mudança. E com 'lhes', eu queria dizer : Luke, Nico, Thalia e Melany. Me debrucei sobre o sofá camurça e comecei a chorar. Senti uma mãe macia acariciar minhas costas, e isso estava bom.
– Não fica assim não, Annie... — Sussurrou a dona da mão. Era a nova integrante do nosso grupo, Mel. — Podemos dar um jeito nisso.
– Mas como? — Perguntei levantando a cabeça. As lágrimas que ainda caiam, e o meu rosto vermelho.
– Você tem quantos anos Annabeth, exatamente? — Me perguntou.
– Dezesseis, por quê? — Respondi. Um sorriso se iluminou em seu rosto, e Melany tinha uma expressão pensativa no rosto.
– Por que, você tecnicamente já pensa com a própria cabeça, certo? Não precisa de mais ninguém tomando conta de você. Se quiser, pode se recusar a ir, e morar com alguém aqui. — Limpei minhas lágrimas com as palmas das mãos enxugando minhas lágrimas.
Poderia sim dar certo, mais a questão agora é : Com quem eu ficaria? Antes de responder a mim mesma o óbvio, Percy entra na casa da morena com um belo sorriso de tirar o fôlego estampado no rosto. Assim que suas óbitas verdes me focaram, seu sorriso se desmanchou.
– Ei Annie, o que houve? — Se aproximou de mim pegando a minha mão.
Melany explicou a ele toda a história. Não esqueceu de contar sobre o 'suposto' lar de que eu preciso. Meu namorado abriu mais um sorriso contagiante, e me deu um demorado selinho.
– Sabe que pode ficar lá em casa né? — Perguntou, em um sussurro. Vou confessar que Percy foi o primeiro que se passou em minha cabeça, mais as pessoas falariam, e eu não queria decepcionar minha mãe.
– Percy, eu agradeço a gentileza que você está tentando fazer por mim -Comecei-, mas eu não quero ficar na sua casa, não antes de nos casarmos. Eu sempre fui certinho aos olhos de Nova York, e pretendo permanecer assim por longos anos. Eu acho que posso ir para a Califórnia, afinal, eu penso assim se você gosta de mim, será que alguns quilômetros vão importar?
– Mas Annabeth... — Tentou me contariar. Eu odiava quando ele me chamava de Annabeth — Eu vou senti muitas saudades.
– Eu também... — Respondi com a voz embargada por conta do choro.
– Esperem! — Interferiu Melany novamente — Você poderia ficar na casa da Thalia, mas se não quiser, pode ficar lá em casa Annie. Entenda, meu pai e eu sempre quisemos ter mais uma companheira, e lá em casa tem um quarto vago. O que me diz?
– Eu digo que você é a melhor pessoa do mundo! — Sai do sofá e lhe dei um abraço apertado — Mas tem certeza que seu pai não vai se incomodar?
– Magina. Eu sempre levei pessoas lá em casa. Amigas grávidas que não tinham aonde morar já que foram expulsas de casa, pessoas sem memória... todos moravam conosco durante um tempo, o quanto quisessem.
– Ótimo, já tenho uma casa pra ficar. — Disse alegre — O caso agora é convencer Atena a me deixar ficar.
– Sei que você vai conseguir. — Disse-me Nico sorrindo. Ele puxou Melany pela cintura e lhe deu um beijo. Houve uma série de 'êêê' e alguns, 'finalmente', até que todos nos calamos.
Fui para casa, ainda temendo o que estaria por vir. Atena é uma ótima mãe, porém, muito severa. Abri a porta de casa, jamais me esquecerei da visão a minha frente. Minha mãe, a mais rígida empresário de todos os tempos, beijando Poseidon. Que reviravolta!
POV Melany
Hoje nós revelamos aos nossos amigos que estávamos, hm.... ficando. É, acho que esse seria o termo certo para chamar a nossa breve relação. Nico disse que gostaria de me mostrar um lugar especial, e eu não hesitei em aceitar.
Nós estávamos no carro dele, e a medida que nos afastávamos da cidade, mais eu me sentia nervosa. Quer dizer, eu nunca namorei de verdade, com um garoto de verdade para viver uma história de amor de verdade.Eu nunca me senti atraída por nenhum garoto, então Nico chega e muda por completo a minha vida.
Ele estacionou o carro e então saimos dali. Já estava escuro, e eu já mandara uma mensagem para o meu pai avisando que demoraria a chegar. Ele disse que estaria tudo bem, se eu estivesse bem. Apenas pediu que eu o mantivesse informado, e eu disse que o faria.
– Nico, hãm... aonde nós estamos exatamente? — Perguntei, após avistar areia e o oceano. Sim, nós estávamos na praia, e pelo que eu me lembro, em NY não se tem praias.
– Estamos na Karolina do Norte. — Arregalei os olhos — Pensei que uma noite na praia, não seria má ideia. — E não era. Nico tinha seu charme, e sabia fazer me apaixonar pelo mesmo.
Nós dois andamos até o centro da praia, de modo que ficássemos de frente para o mar. Ele colocou uma toalha no chão, e uma cesta com... comida? Ela planejou a coisa toda só para fazer um pique-nique na praia?
– Não acredito que fez isso... — Murmurei sorrindo.
– Acredite! — Sorri ainda mais.
Nós dois comemos a comida que Nico trouxe. Cupcakes de diversos sabores, frutas tropicais, sucos e refrigerante, pizzas e hambúrgueres. Fast-food que deixariam qualquer um feliz.
Agora, eu estava deitado em cima do seu braço, já que nós dois estávamos deitados lado a lado na areia, olhando para cima, vendo o céu estrelado e a lua reluzente, inalando seu brilho espetacular.
– Você é com certeza, a menina mais linda que eu já vi... — Murmurou depois de um tempo. Esse comentário me fez abrir um pequeno sorriso, porque o pensamento era recíproco.
– Você também é um dos melhores meninos que eu já vi... só perde para o Orlando Bloom. — Provoquei. Pude ouvir o dito cujo soltar uma risada esganiçada.
– Você é bem atrevidinha não acha? — Perguntou.
– Ué, estou falando a verdade. Além do Orlando temos Brad Pitty, Jonhy Depp, Josh hutcherson e... — Não pude terminar a frase, porque Nico me silenciou com um beijo. — Posso te contar mais uma verdade? — Perguntei após o término do beijo.
– O quê? Justin Bieber também está na lista? — Ambos deixamos risadas escaparam, e neguei com a cabeça.
– Mesmo que eu tivesse a chance, não trocaria você por nenhum deles. — E após proferir essas palavras, ele me deu mais um beijo.-
– Lembrei da minha surpresa... — Ele sussurrou depois de mais um minuto de surpresa. Minha cabeça repousava em seu peito, então me levantei o fitando confusa.
– A praia já não era a surpresa?
– Não passava nem perto. Espere aqui, eu já volto. — Assenti e então ele se fora. Passaram-se uns dois minutos, quando enfim avisto Nico voltando com um objeto nas mãos.
– O que é isso? — Perguntei.
– Não reconhece mais um violão? — Perguntou surpreso. Sorrimos. — Mel, depois que eu tocar essa música, espero que você entenda.
I'M YOURS — JASON MRAZ
Well you done done me and you bet I felt it
I tried beat you but you're so hot that I melted
I fell right through the cracks, now I'm trying to get back
Before the cool done run out, I'll be giving it my bestest
And Nothings going to stop me but
divine interventionI reckon it's
again my turn to win some or learn some
But I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm yours
Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find love, love, love
Listen to the music of the moment people dance and sing
We're just one big family, and
It's our god-forsaken right to be loved, love, loved, love, loved
So I won't hesitate no more,
no more
It cannot wait I'm sure
There's no need to complicate,
our time is short
This is our fate, I'm yours
D-d-do you, but you, d-d-do
But do you want to come on
Scooch on over closer dear
And I will nibble your ear
I've been spending way too long checking my tongue in the mirror
And bending over backwards just to try to see it clearer
But my breath fogged up the glass
And so I drew a new face and laughed
I guess what I'm saying is there ain't no better reason
To rid yourself of vanities and just go with the seasons
It's what we aim to do, our name is our virtue
But I won't hesitate no more, no more
It cannot wait I'm yours
Come on and open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and
you'll find that the sky is yours
So please don't, please don't, please don't
There's no need to complicated
Cause our time is short
This is, this is, this is our fate, I'm yours!
E quando Nico dedilhou as últimas notas do violão, aproximei-me bem perto e selei nossos lábios novamente.
– Sim, você é meu! — Sussurrei, antes de voltarmos a nos beijar.
– Eu queria te pedir em namoro, no lugar onde nos conhecemos... -Sussurrou — Então, Melany... você aceita namorar comigo?
– Sim! — Respondi pulando em cima do mesmo, e o enchendo de beijos carinhosos.
Notas finais
Espero que tenham gostado.
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