Frees Me

4 Um dia normal


Notas iniciais
Desculpem pelo atraso, eu acabei me enrolando (como sempre) rsrs, mais pode deixar que agora vai virar rotina, toda sexta capitulo NOVO, obrigada aos que acompanham e se você não acompanha, leia e se gostar seja bem vindos (as)! Plagio é crime!!!!

Quando dei por mim já havia amanhecido. Olhei para o relógio que marcava 11 da manhã e vi que Ian já não estava mais ali. Fui até o armário para procurar vestígios ou roupas saí de meu quarto e desci as escadas correndo e percebi que nem os meus pais estavam lá.

Enquanto voltava, reparei em um bilhete fixado na porta do meu quarto:

“Me desculpe por sair assim. Estava atrasado para um compromisso e não queria acordá-la. Beijos Ian”

Minha boca se abriu lentamente. Imaginei que talvez fosse mentira e que ele tivesse saído antes dos meus pais acordarem (ou seja, de madrugada). Entrei em meu closet a procura de um vestido, branco com borboletas roxas e uma sapatilha preta simples. Desci para tomar café. Não estava com muita fome, por isso só preparei uma vasilha de cereais com leite e pedaços de morango. Peguei meu celular e disquei o número de Ian, mas após vários toques... Caixa postal. Pensei em 1001 motivos para ele não me atender, mas reparei que era só neura minha. Tipo, hello Kathy, ele não é nada seu...

Depois de Ian me ignorar completamente (acho) liguei para ele de novo depois de escovar os dentes. Depois de várias outras tentativas, acabei desistindo. Liguei para o meu pai e ao contrário de Ian atendeu no primeiro toque e perguntei.

–Onde você e mamãe estão?

–Estamos aqui no centro resolvendo algumas coisas da nossa casa e depois vamos ver as papeladas do novo colégio.

Eu respondi sem ao menos ele perguntar.

–Quero estudar na Broken Arrow.

–É particular? – Perguntou.

Eu já sabia que ele estava cogitando a ideia de ser não pagar caso fosse particular.

–Não. – Respondi imaginando seu sorriso.

–Estamos saindo. Vamos passar pra ver uma vaga.

Sem me deixar fala ele disse:

–Como ficou sabendo dessa escola?

Na hora meu cérebro fritou e eu disse:

–Na internet.

–Já já chegaremos. – Disse.

Desliguei e subi as escadas, observei meu livro que estava lendo no momento, cheguei perto da minha escrivaninha e o agarrei, desci novamente os degraus e fui para fora, sentei um banco que avia na enorme varanda, abri o livro e comecei a ler o capítulo que estava marcado por um pedaço de papel, uma breve brisa passou, desviei o olhar e vim balanço de pneu provavelmente feito para uma criança de 9 anos ou mais, ele estava amarrado no galho mais alto da árvore, Depois de ficar assustada sem motivo meu IPhone começou a tocar. Na tela estava o nome de Ian. Meu coração bateu mais forte.

–Oi. Me desculpe sair assim de manhã. Eu tinha um compromisso e não podia me atrasar.

–Onde você está? Que compromisso é esse? – Perguntei me lembrando do quanto era possessiva.

Ele respondeu com uma voz chateada.

–Estou no serviço, não queria te acordar, por isso, saí perto das 7 e deixei o bilhete.

Antes que eu pudesse responder ele me cortou.

–Quer saber mais alguma coisa sobre a minha vida?

Antes de responder, eu percebi a grosseria em sua voz, mas ele tinha razão. Fiquei meio sem graça e não respondi.

Ele se despediu rapidamente.

–Preciso ir, falo com você mais tarde.

E desligou. Fiquei brava e chateada e tudo mais. Não sei se continuava nessa do Ian ou fingia que nunca o conhecera e partia para outra. Senti que foi um pensamento vazio. O celular tocou novamente. Era meu pai. Atendi e ele disse.

–Já passei na escola e fiz sua matrícula. Suas aulas começam na segunda.

Minha vontade de estudar lá havia diminuído consideravelmente. E até porque, Ian acharia que eu era uma louca possessiva. Como demorei para responder, absorta em pensamentos, meu pai gritou:

–Kathy!

Livrei minha mente daqueles pensamentos e respondi.

–Estou aqui.

–Estamos quase saindo do centro. Em uma hora mais ou menos estamos aí.

–Ok, estou esperando. – Respondi sorrindo inutilmente.

Depois de desligar coloquei o celular do meu lado, um cheiro de chuva tomou conta do ar, decidi entrar, fechei a porta e rodei a chave duas vezes na fechadura, deitei no sofá e comecei novamente a leitura. Quando me dei conta tinha cochilado o relógio marcava 2 da tarde. Ouvi um barulho alto vindo do quintal de trás. Corri para o andar de cima e entrei no quarto dos meus pais e olhei para a janela que dava para os fundos da casa, mas quando olhei, não havia nada. Uma brisa gelada adentrou o quarto, não me assustei como nós filmes de terror, que a menina sempre acaba morta, afinal poderia ser só um cachorro revirando a lata de lixo.

Ouvi a porta bater no andar de baixo, desci as escadas sem pressa e parei no meio da escada , meus pais haviam acabado de chegar, minha mãe estava com as mãos cheias de sacola nas mãos e tentava equilibrar uma caixa que em cima estava escrito TACO´S OLIVER, me deliciei no pensamento, afinal amava tacos. Terminei de descer a escada com um certo desespero, peguei algumas sacolas da minha mãe e levei-as para o balcão que dividia a cozinha da sala, minha mãe colocou a caixa de tacos na mesa, olhei pra ela sorri e disse:

– Amo tacos!

Ela faz uma cara de satisfeita e respondeu:

– Eu sei — Ela sorriu e falou com uma voz meiga.

Meu pai olhou para os meus olhos com um olhar de desconfiança como se ele soubesse que iam havia dormido em casa na noite anterior.

Eu olhei e sorri tentando disfarçar e o questionei:

– Pai que horas eu entro no colégio segunda-feira?

Minha mãe virou e remexeu sua bolsa, tirou um papel dobrado em duas partes e me entregou, eu o peguei e abri, lá tinha os horários das aulas e dos cursos e atividades extras que a escola oferecia. Fiquei animada ao ver que tinham curso de pintura em tela, era um dos meus passatempos preferidos, depois de ler e ver series.

De repente ouvi um toque de celular que parecia estar bem longe de onde eu o apreciava, rapidamente subi as escadas em direção ao meu quarto, em que toda vez que entrava observava seriamente a parede descascada.

A tela do iphone brilhava a cada toque, saltei na cama e o agarrei, na tela dizia Iam, me senti estranha ao ficar no dilema de desligar ou atender, pois ele tinha sido um pouco mal-educado mais cedo guando desligou na minha cara.

Finalmente atendi, ele foi o primeiro a falar.

– Desculpe não ter ligado mais sedo, tive que resolver alguns problemas.

– Tudo bem.

– Quer sair hoje? – Senti pela voz dele um pouco raivosa que ele não estava afim de sair de verdade COMIGO.

– Então... poderia ser outro dia, estou meio ocupada agora. – Percebi uma bufada através do celular.

– Tudo bem, eu precisava sair mais já que você não está afim... – Cortei-o no meio da frase tentando explicar. – Não é bem assim, eu tenho realmente que fazer algumas coisas, se quiser pode me mostrar o shopping da cidade amanhã, oque acha?

– Tudo bem, te busco a 13:00, beleza? – Ele disse chutando um horário.

– Vou estar aqui em frente á casa. – Falei animada demais.

– Pode ser, vou desligar, até amanha. – Ele se despediu ignorantemente.

Depois de desligar, coloquei o celular para carregar, Recebi uma mensagem da operadora dizendo os dias que faltavam para o saldo acabar, fechei a cara olhando para o celular.

Desci para a cozinha e jantei o resto de tacos que haviam dentro de uma caixa de papelão, virei e abri a geladeira para pegar uma latinha de Coca-Cola, comi duas tacos, o segundo um pouco forçado, pelo fato de eu ter comido um saco de Doritos faziam uma hora, depois de acabar com a bebida coloquei o prato e os talheres na pia, amacei a lata e joguei no lixo reciclável.

Notas finais
Deixe seu comentário aqui em baixo. BISOU...BISOU e até sexta!!