Freedom

15 Quando o que parece ser errado realmente é errado (ou não tão errado assim)


Notas iniciais
Heey, meus amores! Espero que estejam bem nessa quarentena. Antes de irmos ao capítulo gostaria de agradecer à Coppola, que fez uma recomendação incrível e tem deixado comentários maravilhosos na história ♥ Obrigada mesmo! A respeito da fanfic em si, estou tentando desenvolver as coisas de maneira milimétrica, então não me batam se as coisas estiverem indo devagar: elas estão indo no ritmo que devem ser! Tem MUITA coisa pra abordar sem ser Scorose, então é um verdadeiro malabarismo conciliar tudo. Paciência, pessu haha Temos uma cena mais hot nesse capítulo, mas acreditem, tudo pelo bem do desenvolvimento dos personagens! Por fim - desculpem o tamanho, estou empolgada! - agradeço muuuito a todos que estão comentando e estamos quase chegando em 100 comentários ♥ Estou elaborando uma surpresinha especial para quando batermos esse número hihi Boa leitura!

Rose Weasley

Estava me arrependendo de ter cortado o cabelo. Estava impossível prendê-lo de uma maneira eficiente e aquilo estava me irritando profundamente. Precisava treinar dentro de uma hora, mas ainda não tinha conseguido encontrar algum feitiço que ajudasse a fixar o cabelo em um lugar só ou coisa do tipo. Precisava terminar o rolo de dois metros para História da Magia, mas a porcaria do meu cabelo só sabia cair.

“Está precisando de ajuda?”

Revirei os olhos para o bilhete, olhando em volta da biblioteca até que o encontrei, umas boas mesas atrás de mim, me olhando com divertimento.

“Se você souber um feitiço eficiente pra prender essa joça no lugar sou toda ouvidos. Caso contrário, recomendo focar no que está fazendo para não ficar muito atrás de mim na tarefa”. Enviei e virei-me para a frente, voltando a concentração para meu dever. O que mais eu poderia falar sobre a Revolta dos Duendes que me renderia uns bons 20 centímetros?

“Deveria ter pensado quando cortou. E aliás, não é uma joça. Ficou muito bonito”. Arqueei as sobrancelhas ao ler. Malfoy tinha gostado do meu cabelo? Instintivamente levei a mão a eles. Não havia ficado ruim, mas certamente estava longe de ser algo bonito. E além do mais, ele sequer demonstrou que tinha reparado antes, por que agora?

“Está tentando zombar da minha cara ou só me distrair? Se for isso, não está funcionando”. Bufei, tentando focar na atividade, novamente. Teria que sair da biblioteca em vinte minutos se quisesse chegar à tempo do treino, pois ainda precisava pegar minha vassoura e tinha que terminar a atividade. Estava empenhada em seguir meu cronograma de aulas, mas Malfoy estava rudemente me atrapalhando. Ou propositalmente.

“Então por que está tão nervosa?”. A resposta foi curta e eu procurei-o novamente, lançando meu olhar mais mortífero. Ele apenas riu e eu me virei, revirando os olhos. “Não estou nervosa, estou apenas tentando terminar 3 metros de pergaminho. Agora não fale mais comigo”.

Achei que esse recado seria suficiente, pois pelos próximos minutos não recebi nada. Quando verifiquei o relógio e percebi que meu tempo tinha se esgotado e eu teria que correr até meu dormitório, comecei a arrumar minhas coisas na pressa. Abri o estojo para guardar os outros bilhetes e me surpreendi com a quantidade.

Fazia mais ou menos três dias que Malfoy me importunava com dois ou três bilhetes por dia, isso fora os estudos na biblioteca, quando geralmente sentávamos em mesas distantes, mas tínhamos uma boa visão um do outro. Confesso que muitas vezes eu ria, mas fazia questão de deixar em evidência que, academicamente falando, eu estava muito à frente dele nas lições. Tudo pelo prazer de irritá-lo. Mas Malfoy parecia não estar ligando muito como ligava antes, o que me deixava com vontade de provocá-lo mais ainda. Quando vi, eu estava sendo a primeira a mandar bilhetes nas aulas. Onde minha sanidade foi parar?

“Vai na sala precisa hoje?”. Sua pergunta me fez parar de guardar o material por alguns instantes, encarando o que estava escrito. Abri minha agenda, na página em que constavam minhas metas para esse ano.

Fugir de festas!!! (é sério, Rose, foque nisso) (pelo amor de Merlin) (você vai se arrepender se for)

Li a frase sublinhada, grifada e destacada com pontos de exclamações juntamente com os acréscimos que fiz para me convencer de que a festa dessa noite seria um erro. Peguei minha pena do estojo abarrotado e desrosqueei meu tinteiro, acrescentando:

(faça qualquer coisa, mas NÃO vá)

“Vá e descubra”. Terminei de arrumar minhas coisas e lancei um último olhar para Malfoy, mas ele estava conversando com Lily. Notei que ela olhava para os bilhetes dobrados, que ele curiosamente também guardava no estojo, mas não falou nada. Lily me encarou antes que eu pudesse desviar o olhar. Fiz questão de sustentá-lo antes de sair da biblioteca. Não tinha medo dela.

Toda a raiva que Lily sentia por mim não tinha o menor sentido. Não é como se quando fôssemos crianças ela me odiasse. Tudo mudou quando fui para Hogwarts. E sinceramente eu não precisava ficar mendigando atenção de ninguém.

— Até que enfim te achei! — Albus corria em minha direção, vestindo o uniforme e trazendo sua vassoura e a minha. Suspirei aliviada. — Imaginei que estivesse estudando, mas vamos logo pro treino. Tenho muitos encontros hoje à noite, então preciso chegar. — ele sorriu de canto e eu balancei a cabeça negativamente, arrancando a vassoura de sua mão.

— Você ainda vai se enfiar em uma confusão com essa história de fãs, Albus.

— Isso é inveja, Rose.

— Inveja de ter um bando de abutres atrás de mim por deslumbramento? Hm, acho que não, obrigada.

— Você sabe ser um pé no saco, Rose. Puta merda. — Al ralhou, apressando-se.

— Estou realista, Albus. Fama não traz nada de bom. Tem alguém se passando por James. O quão triste é a vida de uma pessoa para ela querer se passar por alguém como ele sabe. Nada contra James, não diretamente pelo menos, mas, o que você com isso? Sinceramente.

— Nisso temos que concordar. Ser James deve ser tão… Blergh.

— Fico feliz que pensam isso de mim. — confesso que levei um susto ao ouvir a voz de James, quando já estávamos perto do campo.

— Ah, James. Não precisamos ficar com teatrinho, né? — falei sem rodeios e ele se aproximou, nervoso. Minha reação instantânea foi dar um pulo para trás de Albus. James percebeu e se afastou.

— Estou tentando descobrir o que de fato está acontecendo, Rose. Scorpius está me ajudando.

— Scorpius? — Al perguntou incrédulo e eu franzi o cenho. Que diabos ele estava fazendo?

— Ele falou que iria tentar falar com você, Al — foi a vez de James ficar confuso. Revirei os olhos.

— Se Albus não estivesse tão ocupado com o novo fã clube…

— In-ve-ja, Rose. Sem mais.

— Que seja, Al. — James ter cortado Albus sem fazer nenhum tipo de piadinha era algo totalmente novo. Al também percebeu e me olhou confuso. James voltou a andar e nós o acompanhamos. — Enfim, Scorpius se lembrou de quando machuquei meu ombro.

— Summer Nott tinha sido acusada. — lembrei e meu primo assentiu.

— Mas bem, ele me jurou de pés juntos que jamais teria sido algo intencional. E que se fosse um erro, não teria sido com tanta força assim.

— Summer é uma pessoa bem íntegra, se quer saber. — Al comentou e eu concordei.

— Sempre soube que ela não fez por mal e sinceramente achei que fosse puro drama seu.

— Isso me impediu de ir para um time grande após a escola, acho que ficou bem claro que não foi drama, pois não é mesmo. — meu primo resmungou, mas não fiz menção de retirar o que disse. James sempre foi conhecido por jogar um pouco sujo, fazendo uma cena enorme sempre que era atingido para tentar render vantagem pra Grifinória. — E não à toa estou aqui.

— Isso é algo que eu não entendi. — comentei e percebi que ele ficou tenso. Talvez minhas suspeitas sobre isso ter dedo da Roxanne fossem verdadeiras. — Como exatamente você conseguiu esse cargo?

— O Senhor Teller estava precisando de auxílio.

— Deve precisar mesmo, sendo que fica se agarrando com alunas às escondidas. — Al alfinetou e James se virou, com raiva.

— Francamente, James. Você acha mesmo que não sabemos sobre o Teller e a Roxanne? — inquiri em um tom baixo, pois já estávamos próximos do campo.

— Você usou isso à seu favor, não foi?

— Calem a boca. Eu não tive outra escolha. — tentou se justificar, indicando o ombro. Respirei fundo, cruzando os braços. É óbvio que James sabia de muitas coisas. Estava ficando com Dominique e sabia sobre o caso de Roxanne, sendo que ainda usou isso em seu favor. Talvez... Talvez não, com certeza, ele sabia de algo sobre Lily também.

— Muito bem. Não vamos fazer nada a respeito. — falei e Al me olhou incrédulo. Até mesmo James parecia desacreditado. — Mas espero que você seja útil tentando descobrir quem foi que me assediou.

— Acredite, priminha, estou tentando. — ele saiu sem dizer mais nada, indo em direção à Edmundo Teller, nosso professor de vôo canalha, que nos olhava com certa dúvida.

— Rose, você vai deixar James ficar impune assim? Ele é um babaca.

— Mas pode saber mais coisas, Al. — expliquei enquanto nos encaminhávamos para os vestiários. — Ou você acha que vou perder a chance de tentar descobrir os podres da Lily? — ele sorriu, compreendendo.

— Rose, você é muito pior do que parece.

— Não sei como você ainda se surpreende. — dei de ombros, sorrindo de canto. Sempre fui tratada como uma cobra venenosa por boa parte da minha família, então é claro que não perderia a chance de fazer com que todos soubessem quem realmente são os Potter e Weasley’s. Ninguém é tão certinho assim. Ninguém.

Scorpius Malfoy

Lily tentava a todo custo me manter focado no que ela dizia. E funcionou, pois sequer vi quando Rose saiu da biblioteca. Amassei o bilhete que eu escrevia. “Isso é um sim ou um não?”. Eu estava me sentindo meio estúpido. Exceto as duas vezes que ela iniciou a conversa por bilhetes, geralmente era eu que os enviava. Mas Rose não dava muita moral. Geralmente respondia de maneira ácida ou parecia extremamente incomodada. No início estava divertido irritá-la, mas estava começando a me sentir meio idiota. Não fazia ideia de onde essa ideia surgiu.

Lily falava sobre a aula de adivinhação com Trelawney, tentando tirar uma dúvida sobre ser possível ou não ler a borra de café.

— Pra mim ela é uma charlatã barata. — resmungou enquanto alisava meu braço com os dedos. Cocei a garganta, tirando meu braço delicadamente para pegar um livro próximo.

— Se ela fosse, Minerva não teria deixado que ela continuasse ministrando as aulas. — ouvi ela suspirar, sem falar nada.

— Se ela deixa Slughorn, que está caindo aos pedaços e é absolutamente detestável em suas festinhas. — encarei-a com confusão. Eu nunca tinha visto Lily nessas festas. Na realidade, fazia muito tempo que não havia um Clube do Slug.

— Lily, você já foi alguma vez?

— Recuso todos os convites. — sentenciou, remexendo-se na cadeira. Conversar com Slug em si não era o ponto alto da festa, mas eu sabia apreciar uma boa refeição, e Slughorn fazia questão de que tudo estivesse simplesmente perfeito. Pela altura do ano letivo, talvez a próxima reunião estivesse próxima.

— É fácil falar quando não está lá. — falei sem pensar e Lily se levantou quase que na hora.

— Te vejo hoje a noite? — seu tom de voz era mais agressivo do que o normal. Suspirei, pensando se deveria pedir desculpas ou não. Mas sinceramente, tudo o que Lily fizera nos últimos 10 minutos era interromper minha atividade de Poções e falar mal de… Wow, incrivelmente falar mal de muitas pessoas.

— Provavelmente sim. — respondi sem muito interesse e ela apenas assentiu, jogando o cabelo para trás. Achei que ela tivesse ido embora, mas Lily me surpreendeu com um beijo muito próximo da minha boca.

— Até mais tarde, então. — saiu girando os pés. Não evitei encará-la até que ela saísse. Não por desejo ou algo do gênero. Mas de repente algumas peças pareciam se encaixar. Lily era… Estranha, de certa forma. Se não tinha a resposta que queria, parecia ficar prestes a ter um colapso nervoso. Mas qual Potter-Weasley não era um pouco histérico? Minha convivência com Albus e Fred, e mais recentemente Rose, me provaram que drama é algo bem comum na família.

— Por Morgana, Scorpius. Você não vai na festa com ela. — Amanda apareceu como um furacão em minha mesa. Me assustei de verdade, olhando para os lados. De onde ela surgiu? Eu sequer tinha percebido que ela estava perto.

— De onde você… — falei confuso. Sério, ela tinha alguma habilidade ninja. Amanda se limitou a revirar os olhos e bater no meu ombro, com um sorriso esquisito.

— Estava tão concentrado mandando bilhetes para Rose Weasley e sendo ridiculamente paciente com a Lily que eu me tornei um fantasma para você. Scorpius, você não tem vergonha de ficar atrás de dois rabos de saia da mesma família?

— Não fala merda, Amanda. — esbravejei, ajeitando minhas coisas. Odiava quando ficavam de indiretinhas sobre coisas que não tinham o menor fundamento. Quero dizer… Eu realmente estava mandando bilhetes para Rose e estava ouvindo o que Lily tinha a dizer. E sim eu talvez tivesse beijado as duas. Bem… Definitivamente. Mas isso não significava nada. Por isso eu detestava quando as coisas vinham à público.

— Eu só estou te enchendo o saco porque você pega a pilha, Scorpius. Mas sério, essa festa vai te fazer bem sabe. Pra sei lá, beijar outras bocas que não sejam Potter ou Weasley. — ela riu, abrindo meu estojo. Tentei inutilmente arrancá-lo de suas mãos, mas ela já lia alguns dos bilhetes, rindo. — Por Merlin, Scorpius. Ou ela está flertando muito com você ou te cortando legal.

— Se estivesse me cortando não estaria respondendo. — retruquei e ela abriu a boca. — Mas não significa que está flertando.

— Eu daria tudo para ler o que você escreve para ela responder dessa maneira. E porque você guarda?

— Eu sei lá. — reclamei, devolvendo os bilhetes que ela havia pegado. Encarei meu estojo, um tanto que irritado. Joguei-o na bolsa com força, ficando estressado de tanto ter que escutar sobre esse assunto. — Quer parar de me encher e me contar sobre a cena que vi mais cedo nos jardins? — indaguei de maneira inquisitiva e Amanda parou de sorrir na hora, olhando para o chão, desgostosa. Peguei na ferida.

Amanda realmente achou que ninguém em Hogwarts os veria juntos depois de um término praticamente anunciado quando nenhum compareceu à festa de ano novo? James aparentemente foi viajar no ano novo com alguns amigos próximos e bem… Aparentemente eles tiveram tanta diversão que a escola inteira sabia que ele certamente não era mais comprometido. O que, sinceramente, para muitos nem fez diferença, já que Amanda e James demoraram muito para se assumirem e muitos sequer sabiam da história.

Por James ser declaradamente um babaca é que eu estava muito curioso em saber o motivo pelo qual os dois estavam de conversinha pela escola. E é justamente o que Amanda estava se recusando a responder naquele momento.

— Ele queria saber de você, na verdade. Se você tinha alguma novidade sobre o caso do impostor. Acabamos conversando sobre coisas banais… Ai, Scorpius. — ela se levantou de supetão, nervosa. — Não foi nada demais.

— Sei. Sei muito bem. Ele poderia ter vindo falar comigo direto, não precisava ter ido até você. Fique com os olhos abertos, Amanda.

— Ai Scorpius, não viaja. — ela revirou os olhos, bufando. Amanda sempre foi muito deslumbrada com James, o que me fazia ter dúvidas sobre esse término ser duradouro. — Vou até tentar beijar umas bocas. — eu ri com sua declaração, o que deixou ela mais brava.

— Amanda você nunca beija ninguém de maneira casual.

— Me desculpe se não sou uma come-quieto como você. — eu não pude negar o comentário. Não que eu de fato… Fizesse muitas coisas por aí. Mas geralmente acaba ficando com as garotas em momentos mais reservados do que em festas. Geralmente começava por conta da necessidade de alguma consultoria para disciplinas, ou algum diálogo aleatório em meio às minhas rondas. Mas não tive nada tão sério como com Cassandra… Quem eu provavelmente veria na festa.

Balancei a cabeça, tentando afastar a ideia de que ela poderia estar lá — pois estaria -, já que estava precisando de um pouco de ar. E isso não poderia estragar minha noite.

Rose Weasley

O treino tinha sido muito produtivo e uma ótima maneira de extravasar o estresse. Eu sentia meu corpo em êxtase enquanto ia para o vestiário e tentava ignorar a existência de algumas fãs Lufanas de Al tentando uma palhinha de sua atenção. Quando ele tirou a camiseta foi demais para mim e tive que parar. Era muita vergonha alheia, sinceramente.

— Quadribol é uma excelente maneira de se manter em forma. — ele dizia com um ar todo pomposo e eu queria vomitar.

— Por Merlin, Albus. O que você esconde aí, hein? — alguma das meninas falou e todas riram.

— Nada demais, eu garanto. — falei meio alto e Al quis me matar com os olhares. Todas me olharam com raiva e eu sorri de lado. — A gente divide vestiário, meninas. Calma. — voltei a andar, com elas ainda me olhando. — E outras coisas também. — não resisti soltar e Albus riu.

— Você sonha, Rose. Você sonha!

Eu que sonho? Ai Albus… — dei um tapinha em suas costas e percebi que ele ficou ligeiramente vermelho. Plantei verde para colher maduro, talvez? — Com quantas delas você vai sair hoje mesmo, Albus? — ele abriu a boca em descrença enquanto algumas garotas olhavam incrédulas para ele. — No fim todas sabem para onde você realmente corre. — lancei a última, ignorando a confusão que se formava agora.

— Você é má. — me assustei com a voz que estava praticamente na entrada do vestiário. Era Charlie. Suspirei aliviada. — Ou muito, muito precisa nos detalhes sobre sua intimidade com Albus.

— Apenas má. — garanti fazendo cara de nojo e Charlie riu. Ele segurava um pano e quando viu que eu estava observando, suspirou.

— Estou limpando os equipamentos reservas. Detenção.

— Pelo visto não sou a única pessoa má daqui.

— Mas você ganha, Rose. — ele garantiu, se aproximando. Dei um passo involuntário para trás, mas ele não parou de se aproximar. — Me deixou na mão no ano novo. Seu beijo com a Longbottom foi… Inesperadamente quente.

— Bem… Eu disse que ficaria para uma próxima. — respondi sem muita certeza se realmente tinha falado aquilo. Só não tinha realmente nada muito melhor para responder. Ele estava muito perto, de uma forma incômoda.

— Fico imaginando quando seria essa próxima…

— Não agora, certamente. — afastei Charlie delicadamente com a mão. — Acabei de sair do treino e você também não está em melhores condições. — ele riu, assentindo.

— Um fora circunstancial. Ok, eu aceito. Acho que não preciso me preocupar com você não tendo gostado dos meu beijos, certo? — sorri amarelo.

— Só demos um beijo.

— Claro. Me pareceram que foram mais, já que desde então só penso em fazer isso de novo. — achei que ele fosse se aproximar de novo, mas ele apenas sorriu. — Posso contar com sua presença hoje à noite?

— Você fala como se fosse o anfitrião. — zombei, rindo um pouco para aliviar a tensão. — Não faço promessas. Você vai ter que esperar e ver.

— Certo. Espero que você cumpra algumas das suas promessas… Te vejo mais tarde. — e saiu. De repente soltei o ar que não havia percebido que estava prendendo. Estralei os dedos, tentando aliviar a tensão por ter deixado os punhos fechados — também inconscientemente.

Scorpius Malfoy

Eu passei o dia todo incomodado com… Algo. Não sabia ao certo o que, mas estava irritado. Como Monitor, era inadmissível que eu estivesse naquela festa que aparentemente tinha muita bebida. Algumas pessoas me olharam com desconfiança, principalmente porque eu havia acabado de chegar da minha ronda e vi muitos dos que estavam ali nos corredores, fingindo que iriam para outro lugar. Às vezes era um fardo ser Monitor, mas em geral eu gostava. E não poderia reclamar, pois isso me rendia um bom currículo.

Quando tentei pegar um copo de uísque de fogo pela terceira vez e fui visto com maus olhos desisti, indo até a mesa dos refrigerantes. Amanda surgiu ao meu lado, acompanhada de Fred, e despejou o conteúdo de seu copo no meu. Franzi o cenho.

— Ninguém vai achar que você está bebendo, pode ficar tranquilo. — ela comentou, fazendo um sinal de brinde. Nossos copos eram diferentes: o dela transparente e o meu vermelho. Sorri em agradecimento, brindando também.

— Se você der sorte de ninguém ser mandado para a direção talvez as pessoas te convidem mais vezes pras festas. — Fred comentou rindo enquanto bebia e eu levantei as mãos para os céus, em agradecimento.

— Por favor, eu preciso de festas que não sejam só durante os feriados.

— Scorpius, o novo você é ótimo. — Amanda riu, me puxando para dançar.

— Vou procurar Cathy. — Fred anunciou, nos acompanhando até uma parte da pista.

— Vocês estão ficando sério mesmo? — Amanda perguntou e Fred deu de ombros, com um sorriso besta no rosto.

— Oficialmente sério não, mas estamos nos pegando sempre.

— Que romântico. — ela ironizou torcendo o nariz.

— Não significa que eu não esteja 100% preso. — ele deu de ombros e eu me limitei a dar um passo para trás, dando um gole da mistura de uísque com refrigerante que, sinceramente, era a coisa mais nojenta que eu poderia estar tomando.

Amanda pendeu a cabeça para o lado, analisando Fred com incerteza, mas deu de ombros e o beijou. Foi minha deixa para sair de perto para trocar a bebida, mas consegui notar que James estava ali e não estava com uma cara boa. É óbvio que ele iria fazer alguma merda, mas antes que eu pudesse chegar até ele Albus apareceu, colocando a mão no ombro do irmão. Ele sussurrou alguma coisa e James apenas se virou. Passou batido por Dominique, que acabara de chegar na festa acompanhada de Roxanne. Não passou-se dois minutos e ela saiu correndo atrás dele.

— Bem, você não é o único que tem uma queda pelos Potter-Weasley. — Al comentou satírico, enquanto dava um gole grande. Dispensei minha bebida e coloquei a dele dentro do meu copo. Al me olhou feio. — Você nem poderia estar bebendo e ainda rouba a minha bebida?

— Mantenha meu copo cheio a noite toda e eu não estrago suas chances com as Lufanas, que tal?

— Estragar minhas chances, que merda é essa?

— Ouvi todas elas falando sobre você agora pouco. — indiquei um grupinho de meninas que estavam próximas de mim mais cedo, realmente falando sobre Al. — Al, como é que você me marca um encontro com cada uma? Elas são todas amigas.

— Não é como se elas não quisessem. — ele resmungou, indo em direção até o bar. O segui com alguma dificuldade. A festa estava ficando cheia. — Ficaram se jogando, achei que não ligariam de saber abertamente que estou saindo com todas elas.

— Sutileza, Al. É isso que falta em você. — comentei e ele bufou. — Garotas não necessariamente ligam se você está ficando com as amigas delas. Às vezes sim, claro, depende muito de cada uma. Mas elas não gostam de se sentirem enganadas por um cara que está se achando a última bolacha do pacote.

— Como se você fosse muito mais experiente que eu.

— Ah, mas eu sou. — falei sem rodeios e ele revirou os olhos. — Você só não fica sabendo. Mas sem brincadeiras, você só fica com as garotas quando elas chegam em você. Mas se você quer cultivar algo mais longo, e digo tipo, alguns beijos ali e aqui, você precisa saber conversar com elas.

— Eu sei conversar com garotas. — rebateu dando um gole da bebida.

— Catherine e Rose não contam. — eu ri levemente, mas Al bufou. — Sério, estou falando isso por tudo que ouvi elas falarem. Tony vive beijando amigas e nunca teve problema com isso. Porque se você não age de um jeito afobado tudo fica certo. É só levar numa boa. — Al pareceu entender o que eu queria dizer.

Em Hogwarts ninguém ligava verdadeiramente sobre beijar a boca de alguém que já beijou outras determinadas pessoas. Era somente não fazer um caos sobre isso, pois todos gostavam de falar, isso gostavam. Se agisse com naturalidade, ninguém fazia um grande alarde sobre isso. Era bem normal todo mundo beijar todo mundo.

E estava fazendo isso pelo bem de Al, pois ele tinha começado a virar piada na língua das auto intituladas fãs. E Al era um cara maneiro e não merecia virar motivo de chacota por um comportamento social que ele não tinha a obrigação de entender ou fazer parte.

— E tem muitas outras garotas por aí que sempre te deram bola antes. — garanti e ele respirou profundamente, terminando o copo.

— Não sei exatamente como lidar com garotas. — bati em seu ombro como forma de consolo.

— Eu também não sei direito. — admiti e ele me olhou incrédulo.

— Você é um dos maiores come-quieto que eu conheço e acabou de bancar o conselheiro amoroso aqui, Scorpius! E na última semana beijou duas pessoas da minha família. Você está de brincadeira com minha cara?

— Você já viu eu ter algum namoro oficial? — perguntei com amargura e ele se calou, assentindo.

— Você tem um bom ponto.

— Só te ajudei em uma questão, mas tenho muito o que aprender também. — comentei enquanto olhava Cassie dançando com um grupo de amigas. A luz amarela do ambiente deixava sua pele negra com um brilho diferente, quase que eletrizante. Suspirei, sentindo aquela angústia novamente no peito. Angústia de ter feito merda e não poder consertar.

Como se tivesse lido minha mente — ou talvez só porque passei longos minutos observando-a — Cassandra olhou na minha direção. Seu olhar era indecifrável, mas ela veio até mim. Al parecia atônito, olhando dela para mim incansavelmente até que ela parasse do nosso lado.

— E aí, Potter. Scorpius. — ela havia dito meu primeiro nome. Não me chamou de Malfoy, como achei que fosse.

— Falou, Thomas. Eu estava de saída mesmo… — quando estava de costas para ela, Al se virou para mim e sibilou um “Você é um Deus”. Me segurei para não revirar os olhos, já que Cassandra poderia entender aquilo de uma forma errada.

— E aí. — falei finalmente enquanto tomava um gole. Ela estreitou os olhos e se aproximou, averiguando o odor do copo. Me olhou acusatoriamente.

— Achei que não viesse em festas ou bebesse na escola. — não consegui responder a isso pois era exatamente o tipo de comportamento que eu não tinha ano passado. E era justamente o que eu vinha fazendo. Por influência de ter pedido ela justamente por não ser mais solto.

— Você estava certa. — falei simplesmente. Não tinha vontade nem força para fazer um comentário irônico. Nem para pedir desculpas, pois não sei se era algo que eu tinha que pedir desculpas. Era algo que eu reconhecia, mas sentia que não fazia sentido de fato pedir desculpas pelo que aconteceu. Foi um momento. Passou. Seguimos caminhos diferentes depois disso.

— É bom te ver assim. Mais relaxado. — ela sorriu, pegando meu copo e dando um gole, sem quebrar nosso contato visual. Cocei minha nuca, um pouco indeciso sobre o que fazer. — Se quiser conversar lá fora… — ela sugeriu, me devolvendo o copo. Encarei o líquido, sentindo meu coração acelerar um pouco. Não estava preparado para conversar sobre nada com ela. — Só por um instante e nada sério. — Cassie garantiu e eu assenti. Virei o copo antes de sair, o que foi um erro, pois minha garganta ardia.

Fiquei alguns passos atrás dela para não chamar a atenção. Quando saí da Sala Precisa ela estava apoiada na parede. Fiquei a uma distância segura, para que não ficasse estranho demais, mas ela quebrou minha barreira espacial quando avançou e me beijou.

Fiquei atônito pois realmente não esperava sentir o beijo dela novamente. Cassie não era tão mais baixa que eu, então era fácil beijá-la e manter-me confortável. Seus lábios carnudos ainda eram tão macios quanto antes, mas havia muito mais ferocidade em seu toque. Levei a mão a seus cabelos que agora estavam trançados, segurando sua cabeça para aprofundar o beijo.

Estava sentindo uma excitação crescendo dentro de mim porque simplesmente não conseguia parar de pensar de onde nossa relação havia parado. Era errado,pois fazia muito tempo e chegava a ser desrespeitoso com Cassie, mas não consegui evitar quando ela grudou seu corpo no meu, deixando tudo perigosamente quente.

Ouvi alguns passos afastados e pensei em me separar, mas ignorei. Foi ela quem se separou. Me lançou um sorriso de surpresa e riu. Puxou minha mão e saiu antes que eu pudesse ver quem se aproximava.

Ela estava me levando para o Salão Comunal da Corvinal e eu mal podia acreditar no que estava acontecendo. Não queria pensar, na verdade. O álcool ainda queimava na minha garganta quando terminamos de subir a escada em espiral que nos levava até a entrada da Casa. Ela soltou minha mão e se aproximou da porta, de modo que eu não pudesse ouvir a forma de entrar lá. Quando a passagem foi liberada ela apenas me lançou um olhar profundo. Não demorei a mover meus pés e segui-la em direção ao seu quarto.

Tudo aquilo parecia muito irreal, ainda mais porque não estávamos trocando nenhuma palavra. Até pensei em dizer algo, mas ela me empurrou para dentro do quarto e trancou a porta com a varinha. Dei uns passos para trás até bater na cama, onde acabei me sentando.

Os olhares que ela me lançava pareciam me despir com os olhos. Não de uma maneira totalmente sexual, mas sim como se ela estivesse analisando até meu último fio de cabelo. Meu coração ainda estava descompassado pela adrenalina, de maneira que eu não conseguia distinguir o que eu realmente estava fazendo.

Ela foi a primeira a dar o primeiro passo dentro do quarto, tirando a blusa. Engoli em seco. Ela realmente queria continuar de onde paramos. Imitei seu gesto, mas ela negou, tirando minha camiseta por mim. Seus gestos eram rápido, decididos, e eu agradecia que fosse dessa forma, pois estava explodindo.

Puxei sua cintura nua, fazendo com que ela se sentasse em meu colo e arfasse. Sua saia subiu, revelando suas coxas e uma boa parte de sua calcinha branca. Seus olhos castanhos percorriam meu rosto e suas mãos acariciavam meus cabelos. Por um momento ela só me olhou com leveza, mas na sequência voltou aos movimentos bruscos, me beijando com força.

Antes que eu pudesse pensar muito sobre o que eu fazia meus dedos já estavam entre suas coxas. Queria reviver aquele momento, mas de uma maneira mais adequada. Sem o medo de alguém aparecer do nada e estragar tudo. Eu estava muito mais leve do que na época e repeti aquele momento inúmeras vezes em alguns sonhos bem quentes algumas vezes. Tinha curiosidade sobre como seria se Cassandra tivesse gozado e como seria sentir sua boca no meu pau. E não tinha curiosidade só disso…

Quando ela gemeu no momento em que alisei sua vagina por fora da calcinha eu deixei tudo para fora de lá e não pensava em mais nada. Só queria tocá-la. Segurei sua bunca com força e ela argou em minha boca, arranhando minhas costas. O arrepio que percorreu meu corpo deu o impulso que faltava para eu invadi-la com o primeiro dedo. Ela cessou o beijo, jogando a cabeça para trás. Tomei seu pescoço enquanto introduzia o segundo dedo, que deslizava com uma facilidade enorme. Fiz movimentos lentos propositalmente e ela revirou os olhos, movendo os quadris mais rapidamente, praticamente cavalgando agora no terceiro dedo que eu colocava, aumentando o ritmo.

Parei quando percebi que a velocidade estava ficando frenética, ao passo que ela me encarou com raiva. Virei seu corpo com certa dificuldade, pois estava afoito demais, mas consegui deitá-la e ficar sobre ela. Desci sua calcinha com lentidão e ela me encarava com desejo, arfando.

Encarei sua intimidade e passei um dedo. Cass correspondeu com uma leve tremidinha. Observei com atenção os lugares que eu mexia e quais suas reações, descobrindo aos poucos os pontos que ela tinha mais sensibilidade. Me aproximei com hesitação, pois estava prestes a fazer algo que eu nunca tinha feito antes. Mas reuni toda a coragem que tinha e a curiosidade em sentir seu gosto e me aproximei, beijando sua buceta com vagarosidade. A resposta veio com suas mãos em meus cabelos e ela juntando as coxas ao redor da minha cabeça.

Comecei de maneira tímida, passando a língua discretamente, mas Cass começou a indicar a velocidade com a que queria.

— Tenta… Dar uma leve sugada. — ela praticamente sussurrou. Quando o fiz ela sorriu, arfando. — Isso.

Ela começou a acariciar os próprios seios e eu resolvi levar minha mão para sua entrada. Me posicionei de uma maneira melhor e introduzi o dedo enquanto a chupava.

— Porra! — Cass urrou e o eco que repercutiu no quarto foi bem audível. Introduzi mais um dedo, aumentando a velocidade conforme a chupava com mais vontade, sentindo ela, como se fosse possível, mais molhada.

Com a outra mão livre, busquei o bico de seu peito, apertando-o. Os gemidos agora eram altos e mais longos, intercalados com suspiros e arfadas longas. Seu rosto estava contorcido e suado. Ela mordia os lábios e passava uma das mãos no meu cabelo, enquanto massageava o outro seio com a outra mão. Aquela cena estava me deixando louco e eu juro que se ela me tocasse um pouco que fosse eu seria capaz de gozar com força. Mas não precisava ser tocado. Aquilo estava simplesmente incrível.

Cass deu um grito que ficou sem som, com apenas a boca aberta. Aproveitei para intensificar a velocidade dos dedos. O barulho que o contato fazia repercutia pelo quarto e deixava tudo ainda mais sexy. Ela puxou minha cabeça para um beijo ardente, mas parou na metade para gemer. Seus olhos me fitavam, com o cenho franzido. Ela rebolava e eu tentava manter o ritmo forte, com meu braço ficando cansado, mas pedindo por mais. Não sentia dor, apenas um êxtase enorme. Queria que ela chegasse ao fim.

Ela se agarrou em meu pescoço, gemendo contra minha boca, a testa colada na minha enquanto seu quadril se remexia. Parei o ritmo de repente, retirando os dedos e colocando-os rapidamente dentro dela, tentando alcançar um ângulo diferente. Ela virou os olhos para trás, arranhando minhas costas.

— Meu Merlin, continua desse jeito. Mais rápido. Por favor. Porra. — sua voz era um fio e conforme eu obedecia seus pedidos davam lugar a gemidos incompreensíveis. Foram ficando cada vez mais longos até que ela estremeceu o corpo todo em um grito silencioso. Senti seu líquido escorrer e massageei o interior da sua vagina com delicadeza, querendo sentir um pouco mais daquilo. Retirei os dedos com lentidão conforme ela ia tentando recuperar o ar.

Cass se calou, me olhando, mas ainda tinha a respiração entrecortada. Eu não estava muito diferente, pois tudo aquilo tinha sido extremamente excitante e eu seria capaz de gozar a qualquer momento. Não fazia ideia do que estávamos fazendo ali, mas era ridiculamente bom. Mas ao mesmo tempo… Não parecia certo. Estar em silêncio era desconfortável e eu não sabia como preenchê-lo. Parecia errado tentar forçar palavras.

— Acho que temos que voltar. — anunciou sem mais nem menos, me deixando com a maior cara de panaca do mundo inteiro. — Saímos faz tempo e alguns alunos ficaram aqui.

Eu não acreditava no que estava acontecendo. Fazia sentido parar, mas seria difícil ignorar meu pau duro feito pedra. Suspirei assentindo.. Cass se remexeu na cama, ajeitando a saia.

— Scorpius eu só estava tomando de volta algo que eu merecia. O que você fez comigo na biblioteca não foi justo…

— Tudo bem. — respondi tentando me acalmar para conseguir sair dali o mais rápido possível. Veja bem eu não estava bravo por ela não me retribuir. O momento havia sido dela e eu havia ficado excitado com ela se satisfazendo e tudo bem. Mas estava muito claro o porquê dela estar fazendo isso. E relembrar o quão idiota eu fui antes e o quão isso ainda era algo presente — e não discutido ou resolvido — me deixou puto. Puto porque talvez não fôssemos simplesmente deixar para trás. Ou talvez fosse a forma dela dizer que “estávamos quites”.

Não era um remember. Não era nem uma continuidade. Era apenas uma retribuição. Era justo, mas eu me sentia feito um idiota. Não queria me sentir, mas me sentia. Não esperava que fôssemos voltar. E como eu havia dito, parecia errado. Mas não consigo tirar a imagem dela gozando da minha cabeça e não pensar como seria penetrar aquela buceta molhada. E sinceramente, estava pouco me lixando para eufemismos ou qualquer coisa do gênero. Eu realmente estava com vontade de foder.

Eu voltava para o Salão Comunal da Grifinória percebendo que eu tinha cavado a minha própria cova. Era tão chato e certinho a ponto de não conseguir sustentar uma relação básica. Muito menos a ponto de perder minha virgindade. Sei que essa associação era ridícula, até porque não tinha a ver só com o fato de eu não conseguir transar. Tinha a ver com o fato de que demorei demais para conseguir me libertar.

Eu era grato a Cassandra, de certa forma. Depois que saímos da Torre da Corvinal eu tive tempo para refletir que havia sido uma ótima experiência com uma garota incrível. E sei que tentar cultivar aquilo não faria bem para nenhum dos dois. Mas sim, eu havia cavado minha própria cova. Era um “come-quieto”, como meus amigos bem observaram, quieto até demais.

— Finalmente, Scorpius! — a voz estridente de Lily me fez saltar de susto. Ela me encarava com os braços cruzados. Seu vestido era rosa, assim como seu batom, mas seu rosto estava extremamente vermelho de raiva. — Te procurei a festa inteira! — estávamos praticamente de frente para a entrada da Grifinória.

Pensei no que havia acabado de acontecer e pensei que escolher não iludir alguém e ser sincero era a melhor coisa a se fazer. Lily estava querendo algo, por mais que eu não quisesse admitir, muitos falaram isso para mim durante a semana. Lorcan e Ezra fizeram questão de jogar isso na minha cara, afirmando que eu fiz tudo de caso pensado e que era injusto, pois eles queriam Lily de verdade. E sinceramente? Eu não iria alimentar a raiva dos dois ou a vontade de Lily.

— Desculpe Lily, mas não vai rolar. — falei cansado, sem muito ânimo para escolher as palavras adequadas. Ela semicerrou os olhos, crispando os olhos.

— Não vai rolar de ir na festa, certo?

— Não. Não vai rolar eu e você.

O clima ficou pesado e pude ouvir o gritinho de Fortuna Major no quadro da entrada da Grifinória. Lily fechou os olhos, respirando fundo.

— Desculpe. — pedi, mas Lily sequer me olhou.

— Vai se arrepender. — sibilou enquanto saía a passos largos, fazendo questão de trombar em mim. Qual era o problema dela? Talvez ela realmente não fosse quem aparentava ser.

Notas finais
Estou ficando expert em capítulos e respostas de comentários gigantes, socorro. Se estiver ficando cansativo, por favor, me avisem que começo a dividir em partes menores. Quando me empolgo fica difícil parar e eu particularmente adoro capítulos repletos de acontecimentos. Sobre Cass e Scorpius, quem nunca teve aquele remember com o ex? Mas além disso, acho que esse momento vai ser essencial para o Scorpius perceber algumas coisas e deixar outras para trás. Às vezes tiramos lições valiosas de experiências sexuais... Frustrantes? Esquisitas? Enfim, que nos deixam refletindo "que merda eu tô fazendo com a minha vida". Deixem nos comentários a opinião de vocês e rumo aos 100! Beijos e até a próxima