Free Soul

10 Questão de amizade


“Sofremos um acidente no percurso. Lily está internada.”

Vash encarava a mensagem de texto que havia acabado de digitar. Pensava seriamente se deveria enviar ao número de Roderich.

E seu orgulho?

Não havia mais orgulho. Apenas um grande vazio dentro de si. Por isso, sem qualquer ressentimento, apertou no botão de enviar. Fechou os olhos, apoiou os braços nos joelhos e conteve as lágrimas.

A porta foi aberta de repente. “Espere! Não pode entrar assim!” a enfermeira dizia “Estão fedendo à bebida!”

- Foda-se, precisamos saber como nosso amigo está! – Gilbert foi o primeiro a dar as caras – Vash!

O suíço olhou para o albino junto de Francis, Antônio e Arthur (o inglês com uma cara de sono e os cabelos mais desarrumados que os de um mendigo).

- Deixe-os. – Pediu Vash – Eles são amigos da minha irmã.

A enfermeira olhou desconfiada para os quatro, mas não queria discutir com o rapaz. Muito contrariada, afastou-se do grupo e voltou aos seus afazeres.

Quando ela foi embora, Antônio logo se sentou ao lado do suíço e segurou as mãos dele:

- Vash, o que aconteceu? Quem bateu o carro de vocês?

- Eu não vi. Alguém cruzava meu caminho em alta velocidade e só senti o impacto do carro dele batendo na porta do meu. Bem na parte que a Lily estava sentada. Meu carro foi empurrado até atingir um muro e quando me recuperei do choque, percebi que ela havia sido atingida.

- Que idiotas. – Arthur resmungava – Aposto que tomou todos os porres e foi pegar o carro.

Vash voltou a encarar o chão. Francis suspirou e se sentou do outro lado do suíço, tocando seu rosto:

- Vash, você precisa acreditar. Mais do que qualquer outra pessoa você precisa acreditar que ela vai ficar bem.

O suíço contraiu bem os dentes e olhou para o francês enquanto as lágrimas começavam a se formar em seus olhos:

- I-idiota... Ela pode não sobreviver. Ela pode ficar em coma por anos ou ter sequelas. – Sua voz estava trêmula, apesar da revolta – Eu devia cuidar dela... Eu devia zelar pelo bem estar dela.

Francis abriu a boca, mas lhe faltaram palavras.

- Você não entende... – Murmurou o menor — Lily é o que eu tenho de mais precioso.

- Mon cher...

Gilbert e Antônio trocaram olhares de pesar enquanto o suíço fechava os olhos, deixando as lágrimas escorregarem de seus olhos. Francis suspirou e sem se preocupar se seria rechaçado ou não, puxou calmamente o rapaz pela nuca e o abraçou. Para a sua surpresa, a companhia não foi recusada.

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Roderich acordou com o alerta de sms de seu celular. Quando abriu os olhos para procurar o aparelho, deu de cara com Natália a poucos centímetros de seu rosto.

- AAH!

- Shhh. – Natália colocava o dedo na frente dos lábios – Cama errada. Eu só quero observar meu irmão.

- Como você entrou aqui?! A porta estava trancada!

- Eu tenho uma chave mestra. – Ela se levantou e foi até a cama de Ivan e se debruçou nela – Mas meu irmão não sabe. Assim eu posso ficar com ele sempre que eu puder. Você não vai contar a ele, vai? Eu gosto de colecionar facas. Sei atirar muito bem.

- Seus assuntos com seu irmão não me interessam. – Roderich ligou o abajour e pegou o celular pra ler a sms — ... Lily?

Natália desviou sua atenção para o austríaco:

- O que tem a Lily?

- Vash me mandou uma sms dizendo que ela sofreu um acidente.

- E onde ela está internada?

- Ele não disse. Nem vai me dizer se eu perguntar.

- E você não vai nem tentar?

- Tentar perguntar pra ele? Não. Ele é tão teimoso que é mais fácil localizar o celular.

Natália ficou de pé e andou até o austríaco. Não parecia mais tão ameaçadora:

- A Lily é minha amiga.

Roderich olhou de volta e deu um longo suspiro:

- Não da pra eu trocar de roupa com você aqui.

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Gilbert colocou uma moeda na máquina de lanches e tirou uma latinha de suco de lá. Abriu o lacre e quando virou de costas pra máquina, se deparou com Francis olhando pra ele.

- Ah! Que susto, francês! Parece uma assombração!

Francis sorriu amarelo:

- Pardon. Eu só estava decidindo o que comprar.

- E precisa fazer fila atrás de mim?

- Não, não... Olhe... Antônio está la fora. Vai falar com ele?

- Me deixe de fora da veadagem de vocês. – Abriu a latinha — É sempre assim, quem não fez nada fica no meio do cabo de guerra.

- Mas eu não quero iniciar um cabo de guerra. Só...

O francês se calou e olhou para o chão. Gilbert olhou com pesar para o amigo e deu algumas tapinhas nas costas dele.

- Você pisou na bola, cara. Pra variar. Mas e daí? A raiva do cara já passou, converse com ele. E fique longe do bruder. A minha direita é melhor que a do Tônio.

- Eu fiquei pensando... Será que ele gosta do Lovino?

Gilbert ficou mais pálido do que o normal.

- Se for isso então eu fiz algo realmente grave. – Lamentou o francês.

Silêncio. O albino bufou e deu uma golada no suco.

- Não seja bobo. Se Tônio estivesse gostando de alguém, ele nos diria. Se ele não disse, o problema é dele. Você não precisa adivinhar de quem o cara gosta.

- Gilbert...

- Eu vou falar com ele e talvez vocês parem com essa briga.

O albino passou pelo francês e foi embora. No entanto, bastou colocar os pés no corredor de espera para ter vontade de voltar a ouvir as lamúrias de Francis.

De um lado, Arthur e Vash. Do outro, Natália e Roderich.

- Puta que pariu. – Gilbert bateu na própria testa.

- O que faz aqui? – Perguntou o suíço com fúria nos olhos enquanto encarava o austríaco.

- Recebi sua mensagem. Esqueceu-se de desativar o localizador do seu celular.

- Isso não responde minha pergunta, idiota! O que faz aqui?

Gilbert já ia voltar para perto de Francis, mas o amigo havia acabado de se juntar a ele.

O austríaco respondeu naturalmente:

- Fiquei preocupado com Lily e vim vê-la, o que mais seria?

O albino virou-se para o francês:

- Espere ai, por que a enfermeira deixou ele entrar?

- Shhhh – Francis o mandou ficar calado.

De repente Vash foi tomado pela raiva. Uma súbita raiva que o fez andar rapidamente até Roderich, pronto para puxá-lo pela gola se o austríaco não tivesse tido o impulso de segurar os pulsos do loiro.

- O que está fazendo?

- Você acha que eu acredito que está preocupado? — Vash quase gritava — Acha que eu não sei o que está acontecendo? Pode rir! Você deve estar grato! Eu prejudiquei seus pais e Lily está pagando por isso!

- Cale-se!

- Por que? Vai dizer que não está comemorando agora?

- Acha mesmo que estou feliz com isso? Acha que fiquei feliz com tudo? — Soltou os pulsos dele e o agarrou pelos ombros, trazendo-o mais pra si — O aconteceu no passado está no passado e Lily não tem nada a ver com isso. Não seja idiota!

- Você é um idiota! Quando eu mais precisei de você... – Sua voz falhava – Seu... Grande... – Fechou os olhos com força e apoiou as mãos no peito do austríaco. As palavras não saíam mais.

- Acha que não fiquei dividido? Meus pais estavam prejudicando meu melhor amigo e eu não sabia o que fazer. Por que eu iria querer vingança? Só porque deixamos de ser amigos?

Houve um silêncio. Ninguém queria se manifestar.

Ninguém, exceto Natália, que se intrometeu na conversa:

- Eu vim com o engomadinho. A Lily é minha amiga e não vou sair daqui até ela receber alta ou morrer. O que vier primeiro.

Uma gota de suor escorreu pela cabeça de Gilbert, Francis e Arthur.

Certo de que não poderia fazer mais nada, o albino bateu no ombro de Francis e disse simplesmente:

- Eu preciso tomar ar.

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Antônio observava a lua do lado de fora do hospital debruçado em uma mureta na varanda. Ouviu a porta se abrindo atrás de si e quando virou o rosto pra ver quem era, encontrou Gilbert.

- Gil?

- Oi. – Debruçou-se na mureta, ao lado de Antônio — O clima lá dentro está muito pesado. Ainda mais agora que o aristocrata chegou.

O espanhol voltou a olhar o céu:

- Eles eram tão amigos... Como puderam acabar se tornando dois estranhos?

- Esse assunto da herança é delicado. Os meus tios não suportam ouvir o nome Zwingli até hoje.

- Será que a amizade deles pode voltar?

- Claro que sim. Amigos brigam mesmo.

Antônio suspirou e suas pálpebras baixaram. Não parecia a pessoa risonha de sempre:

- Eu disse coisas horríveis ao Fran.

- Você estava de cabeça quente. Acabou exagerando.

- Mesmo assim... – O moreno baixou a cabeça e tentou manter o sorriso – Eu não deveria ter sido tão duro. Ele deve achar que eu o odeio.

Gilbert olhou para o perfil do moreno, mas não suportou ver aquele semblante. Então voltou a olhar para baixo.

- Ah, não é verdade. To dizendo, não é verdade, está bem? Vocês só precisam conversar. Só... Não fique desse jeito.

Antônio levantou as sobrancelhas, surpreso com o comentário, e se virou para o albino:

- Huh? — De repente sorriu — Está preocupado comigo, Gil?

As bochechas do albino ficaram levemente coradas.

- Estoy bien, não se preocupe. Só não sei o que dizer ao Fran

- Diga qualquer coisa, tonto. Ele também quer se desculpar com você, mas tem vergonha. Unf. Aquele cara não tem vergonha de meter o pau dele em tudo que é buraco, mas tem vergonha de pedir desculpas a um amigo.

O espanhol acabou rindo.

Gilbert riu junto com ele, embora continuasse olhando para baixo. Quando seus amigos terminariam essa novela mexicana?

Outra dúvida também o perturbava: Antônio gostava de alguém? Precisava saber a verdade.

E essa era a hora.

O albino virou o rosto para fazer a indagação, mas não conseguiu. Nesse momento Francis havia aberto a porta e se juntado aos dois.

Antônio se virou para ele. Os olhos verdes e azuis se encontraram e nenhum dos dois conseguiu desviar.

Gilbert passou a mão pela nuca e andou até a porta.

- Pois é, o incrível eu não se mete em briga de família..

- Gil, espere. — Antônio o chamou.

- Me deixem fora disso. – Entrou no hospital bebendo o suco.

Antônio viu Francis se aproximar e rapidamente virou as costas e olhou para o chão com o cenho franzido. O loiro sentou-se na mureta, ao lado e de costas para o amigo.

Ambos ficaram calados.

- Eu queria me retratar com você, Tônio.

- Por que você não muda, Fran? — Não era assim que queria iniciar a conversa, mas foi isso o que acabou saindo.

- É mais forte que eu, cher. Eu vivo para o amor, você sabe.

- Vai acabar machucando alguém desse jeito. O irmão do Al, a garota de Seychelles, o Lovino... – Suspirou – Fran, eu gosto dos gêmeos, você sabe. Não vou conseguir olhar pra sua cara se magoar o Lovino.

- Mas eu não vou magoá-lo! Farei de tudo pra isso não acontecer. – Olhou para o moreno com apreensão – Tônio... Pode não parecer... Mas eu o amo.

- Quem? Lovino?

- Não. Você.

As bochechas do espanhol ficaram subitamente rosas.

- Não parece. Você fez a primeira coisa que lhe veio à cabeça.

- Você sabe como eu sou. – Suspirou – Mas o que está feito está feito. Depois oficializarei tudo com Lovino.

Isso era novidade. Antônio se afastou da mureta e olhou para o amigo com curiosidade:

- Como assim?

- Você sabe... Caso ele goste mesmo de mim... Podemos ficar juntos. Aí ninguém sai magoado.

Silêncio.

Uma gota de suor escorreu pela cabeça do espanhol:

- Eu duvido que ele aceite ser seu novio.

- Eu também duvido.

Os dois ficaram calados por um instante, mas depois acabaram soltando pequenos risinhos. Risinhos que acabaram virando risadas tímidas.

Mas isso não durou muito par Francis:

- Será que algum dia você vai me perdoar?

Antônio deu de ombros:

- Um dia talvez.

- Vou esperar por isso. — Sorriu timidamente.

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Arthur já estava quase dormindo na cadeira quando Gilbert sentou ao seu lado e o cutucou.

- What? Why? – O inglês parecia confuso – Aff. Wanker, o que foi? – Massageava a cabeça — Eu bebo um pouco e de repente as coisas mudam pra pior?

Gilbert deixou escapar a pequena risada:

- Desculpe ai, amigo. Mas eu bebi um pouco. Você parecia um verme mergulhado no álcool.

- Não desconverse, idiota. O frog e aquele tonto estão estranhos. O que aconteceu?

- Ah, deixa pra lá, cara. É problema sexual deles.

- Problema sexua... Não me diga que ele deu em cima do Antônio! Ou... De você?

O alemão bufou:

- Ele só daria em cima de mim se gostasse muito de apanhar. Quanto ao Tônio... Ele não daria em cima dele, a menos que gostasse muito. E me avisaria antes.

- Tem certeza?

- Ja. – Disse simplesmente – E eu não sei por que você veio, cara. Está mais inútil que pílula de farinha.

- Cale a boca! Eu não ia conseguir descansar se tivesse ficado. Afinal o Vash faz parte do time.

O comentário não era esperado por Gilbert. Por isso, de repente, o albino começou a rir baixo. Isso fez o inglês ficar incomodado:

- O que foi, idiota? Está rindo de que?

- Do time. Você se considera parte de um time.

Arthur instantaneamente ficou vermelho:

- A-ah! N-não sou? Bem, eu...

- Você é, inglês. É chato, mas é do time. Afinal que culpa o incrível eu tem se aqueles dois adoram um tsundere pra mexer? Kesesese!

- Pare de me chamar disso, wanker!

Os dois se calaram e olharam para a outra extremidade do banco. Lá Natália dormia sentada com a cabeça no ombro de Vash, que estava quieto ao lado de Roderich.

Austríaco e suíço sentiam vontade de quebrar o gelo, mas não sabiam como.

A iniciativa acabou por ser do loiro:

- Você não perguntou.

- Uhn?

Silêncio. Vash respirou fundo e retomou a frase:

- Você não perguntou por que eu mandei a mensagem.

- Ah. Isso. Não achei que você fosse me responder, por isso não perguntei.

Vash baixou a cabeça e passou a olhar apenas para seus dedos entrelaçados no meio das pernas.

- Eu me vi sem chão. Era como se eu estivesse prestes a cair num abismo e quisesse que alguém me desse a mão.

O austríaco passou a olhar para ele.

- Eu só pensei em nisso. – Confessou o loiro deixando a sombra dos cabelos esconder seu olhar — Era como se eu quisesse que voltássemos a ser criança... Quando eu só tinha que me preocupar se a Lily tinha amarrado os sapatos direito e se você não havia se metido em problemas.

- ...

- Eu queria que as coisas continuassem assim.

De repente Roderich passou os dedos pela face do loiro, impedindo que outras lágrimas caíssem. Vash levantou a cabeça para olhá-lo e reparou que o amigo de infância sorria para ele.

- Não seja bobo. Você sempre fez o seu melhor pela Lily e por você mesmo. No seu lugar, eu não teria motivos para me arrepender de nada.

- Edelstein...

- Não deixe a tristeza afetar seu raciocínio. Ela vai ficar bem. Até mesmo o Kirkland e os três patetas acreditam nisso.

- ...

Vash baixou o olhar e segurou a mão do outro.

Natália abriu os olhos. No minuto seguinte o médico adentrou na sala de espera e todos se levantaram. Vash foi o primeiro a se dirigir até ele:

- E então, doutor?

O médico olhou para o rapaz, deu um longo suspiro e sorriu. Um grande alívio tomou conta do loiro. Ele conhecia aquela expressão. Era a de quem anunciaria bons resultados de um trabalho duro.

- Ela está dormindo agora. Vamos, vou levá-lo até o quarto da sua irmã.

O suíço sequer conseguiu agradecer. Apenas assentiu rapidamente e acompanhou o médico, sendo seguido de Natália.

Roderich permaneceu observando por onde o amigo de infância havia saído. Depois ajeitou os óculos e caminhou até a saída.

Só não pôde continuar porque Gilbert havia cercado seu pescoço com o braço subitamente:

- Ei!

- Aonde você vai, aristocrata?

- Pra casa. Lily já está bem. — Tirou o braço do primo do seu pescoço — E eu preciso dormir.

- Vai se despedir do Antônio? — Arthur falou sem pensar. — Ah! Quer dizer... É...

- Eu me despedirei dele e de Francis lá fora. — O austríaco respondeu. — Não sei o que se passou pela sua cabeça ao me perguntar isso, mas é mais fácil eu e Vash voltarmos a nos falar do que eu namorar Antônio novamente.

Arthur teve que se controlar para não perguntar "por que". Nem precisou. Gilbert cuidou de esclarecer tudo enquanto ria.

- O aristocrata descobriu que Tônio tem uma tara pelo incesto Vargas depois que flagrou o cara rolando no chão com Feliciano e Lovino quando eram pequenos. Estavam brincando de fazer cócegas.

- What? — O inglês balançou a cabeça sem entender — Mas brincar de cócegas é normal, não é?

- Seria. Se não houvesse sangue escorrendo do nariz dele.

Arthur quase capotou.

Roderich rodopiou os olhos:

- Não fiquei contente em saber o grau de perversão daquele idiota. Eu o ajudava a cuidar dos primos. Especialmente de Feliciano.

O inglês olhou rapidamente para o austríaco. As peças haviam se encaixado.

- Então... Feliciano Vargas é seu protegido?

- É apenas um garoto bobo. Por sorte,Ludwig está cuidando bem dele. Eu vou embora. — Voltou a caminhar.

- E-Ei! – Arthur o chamou.

O austríaco parou de andar e olhou para o inglês. Sorria e aquele sorriso fazia Arthur se sentir estranhamente bem.

- Cuidem do Vash por mim.

E sem dizer mais nada, foi embora.

Continua

Notas finais
Desculpem o (imenso) atraso. O motivo? Nada de especial. É que esse capítulo é muito dramático e drama é meu calcanhar de Aquiles. Maaaas aqui está.
Bjs! o/