Free Soul
11 Problemas sexuais
- Eu achei que era Abel que fazia as compras. – Disse Francis para Ludwig — Antônio falou que aquele holandês sempre preferiu fazer esse trabalho.
Os dois caminhavam a noite pelas ruas. O alemão com uma sacola de compras em cada mão e o francês com uma sacola de papel entre os braços.
- Eu também prefiro ficar com a parte das compras. – Falou Ludwig – Só que Abel e eu temos gostos diferentes e acabamos comprando o que queremos.
- Ivan também prefere fazer as compras, mas se eu pedir que ele compre algo pra mim, vai acabar me mandando ir junto com ele. – suspirou — No fundo ele é muito carente. Seria bom se eu tivesse um colega de quarto como o Kiku. Ou como você. – Piscou para o alemão e riu ao perceber que o maior havia corado.
- Sua sorte é ser amigo do meu irmão.
Os dois se aproximaram do prédio de Francis e encontraram Antônio parado em frente à portaria. Ao ver os dois o moreno abriu um sorriso:
- Buenas noches! – Viu as compras e ficou curioso — Fran, ainda foi ao supermercado? A essa hora?
- Oui. Comprei ingredientes para preparar mille-feuilles pro vovô e uns itens para a viagem.
- Vocês vão viajar? – Perguntou Ludwig.
- Vamos visitar nosso avô. – o francês explicou entregando a sacola de papel para Antônio e pegando uma das sacolas que Ludwig carregava – Gil ia nos acompanhar até a estação, mas Arthur o convidou para beber.
- Isso é bem típico do meu irmão. Boa viagem para vocês dois.
- Merci.
- Gracias!
O alemão foi embora e os dois entraram no prédio.
- Ludwig o acompanhou até aqui? – Perguntou o espanhol clicando no botão para chamar o elevador.
- Até que ele é gentil pra quem tem o costume de amassar as batatas. Diferente do irmão dele que é um ogro.
- Fusosososo! Acha que Gil vai sobreviver sem a gente?
- Se ele sobreviver à bebedeira de hoje... Hihihi!
Os dois entraram no elevador e Francis apertou no botão do terceiro andar.
- Estou com saudades do vovô.
- Espero que Feli e Lovi não se atrasem. – Antônio pegou o celular do bolso e começou a teclar — Nada como um encontro em família.
- O que está fazendo?
- Mandando uma sms pro Gil. Vou dizer que já vamos partir.
O loiro sorriu para o amigo:
- Ele provavelmente vai passar horas lendo cada linha.
- Pare com isso, ele não está tão bêbado assim. Não ainda.
Os dois se olharam e começaram a rir.
------------------
“Fran e eu já estamos de partida. Voltaremos semana que vem. Un beso.”
Gilbert já estava com a face encarnada e o corpo debruçado no balcão quando leu a sms.
Ficou relendo várias vezes aquela mensagem e pensou em tantas respostas que acabou não mandando nenhuma.
- Mensagem do Antônio? – Perguntou Arthur com sorriso torto, passando o braço pelo pescoço do albino e apoiando-se nele enquanto segurava uma garrafa de cerveja.
- Sim. Ele disse que está indo embora com o Fran.
- É isso que as pessoas que gostam das outras fazem. Hic! Dão notícias! Hic. Avisam... Conversam...
Gilbert viu que Arthur havia deixado de sorrir. O inglês ia começar a falar de Alfred. Nem toda a amizade do mundo valia aquilo.
- Eu vou dar uma mijada, sobrancelhudo. – Se levantou do banco.
- Claro... Hic! Sua urina é mais importante que uma conversa entre amigos.
- Eu ainda não estou bêbado a ponto de mijar nas calças. Não vá fazer nada idiota até eu voltar.
- Você por acaso é minha babá? – Riu estupidamente – Gil-Gil... A babá da banda... Hic!
- Prefiro ser a babá do que o brinquedinho.
- Não sou brinquedinho!
- Ah, não? – O albino soltou uma risada cheia de escárnio – Eu mesmo poderia abusar de você agora mesmo.
De repente o albino se aproximou do loiro. Foi tão rápido que Arthur não conseguiu se defender e logo ficou preso entre o balcão e o baterista. Por essa o inglês não esperava.
- Olhe pra você. — Gilbert continuava sorrindo enquanto zombava — Tão violável com esses olhos chorosos e essa cara vermelha... Você ia gostar de se divertir comigo.
- G-git! Afaste-se! O-o que você tem em mente?
Gilbert se aproximou mais e quando seus lábios estavam próximos aos do inglês pensou um pouco. Os olhos de Arthur ficaram arregalados e praticamente saltaram quando o albino deu um selinho no loiro. Em seguida o albino se afastou e riu logo em seguida.
- Sorte sua que sou só sua babá. – Levantou-se – Eu já volto.
- Você me deu um susto!
- Kesesesese! Você não é caso pra mim, inglês. Compre uma boneca inflável ou um vibrador.
Cambaleante, o albino saiu do banco e foi ao banheiro sem ouvir os xingamentos do inglês.
----------------------
Gilbert tropeçava nas próprias pernas até entrar no banheiro. Tentou abrir a primeira porta que viu, mas estava trancada.
- Maldita porta com defeito...
“A-a-aaah!!”
Ouviu o gemido do outro lado e tentou empurrar a porta.
- Aaah porta, abra! Seu mestre ordena!
“D-devagar... Ahh! Ahh! Ahh!”
Gilbert colocou o ouvido na porta e continuou ouvindo gemidos.
- Banheiro é lugar pra mijar, desgraçados! — Chutou a porta.
- AAH!! – Lazar virou o rosto pra outro lado.
O búlgaro estava com as mãos na parede e nu da cintura pra baixo, gritando de dor e de prazer por causa da penetração de Anica. Gilbert sentiu o sangue ferver.
Apesar de terem sido flagrados, Anica não parou com as estocadas. Pelo contrário, continuou com mais força e gemendo deliciosamente. Lazar salivava e arfava com os olhos bem fechados pra não ter que ver a cara do invasor.
- Fecha... A... Porta... – O romeno mandava enquanto investia – Eu to ocupado.
O loiro segurava firmemente o quadril do búlgaro enquanto ia com mais força. Gilbert olhava tudo e ficava cada vez mais excitado.
O albino se encostou na parede e colocou a mão dentro da calça para estimular sua genitália.
Anica olhou para o albino e riu durante o ato. Lambeu a orelha do búlgaro, colocou a mão por trás do joelho dele e levantou a perna do moreno para aumentar a fricção. Um fio de saliva escorreu da boca de Lazar enquanto seu parceiro ia com mais força e mordia seu pescoço até sair gotas de sangue.
--------------------------
Mais tarde os três estavam no chão do banheiro, arfando.
- Eu te odeio. – Dizia Lazar com o rosto enterrado nas mãos.
- A culpa não foi minha. Eu tranquei a porta. O voyeur aí que insistiu.
- Meu nome é Gilbert! – O albino se defendeu.
- Sabemos quem você é. Sabemos de todos os caras que a Eliza conhece. Por que não está com o resto dos mosqueteiros?
- Eu sou incrível demais pra ter que ficar grudado a eles. – Virou o rosto – Tônio e Fran viajaram pra visitar o avô. Arthur está bebendo comigo. – Olhou para os dois — Então vocês são namorados?
- Claro que não. – Respondeu o búlgaro — Não se namora homens. Só se transa com eles.
Anica olhou para o búlgaro e ficou calado. Lazar ficou de pé e foi embora.
- Unf. Ele deve ser muito bom de cama. — O albino levantou um dos joelhos e o abraçou.
- Não ligue. Lazar quer casar com uma mulher e enquanto esse dia não chega, nós nos divertimos juntos. A propósito, sou Anica Popescu. Amigo da Eliza.
- A maria macho só tem amigos estranhos.
- A começar por você, voyeur.
- Não fique me chamando assim! E nem pense em falar para os outros o que aconteceu!
- Você é idiota? Por que eu falaria? Lazar nunca mais iria olhar na minha cara. – O loiro vasculhou o interior da sua jaqueta e tirou um maço de cigarros — Servido?
- Não. Meu fígado já ta uma merda. Quero pelo menos doar o pulmão quando morrer.
O romeno riu e acendeu o cigarro:
- Você é engraçado. – Deu uma tragada e soprou a fumaça pra fora – E atraente também. Será que Lazar deixaria nos divertirmos os três?
- Ah, isso não é comigo, cara. Mas se estiver interessado pode falar com o Francis. Ele ia adorar a ideia. Meu negócio é só a banda e a faculdade.
- Ah, a banda. Free Soul, não? — colocou o cigarro na boca – Tem algum show programado nessas férias?
- Infelizmente não. Quem consegue os shows é o Vash e ele está ocupado cuidando da Lily. Se aparecesse uma oportunidade eu ia correr atrás.
- Ia? Nesse caso participem do festival de verão semana que vem. Algumas bandas conhecidas na cidade estarão lá. Posso arrumar uma vaga para vocês.
— Sério!? Assim!? De graça?!
- Eu sou responsável pelo show e já vi vocês tocarem. Quanto mais animada a galera, melhor.
- Como vou saber se não é a bebida falando mais alto?
Anica riu e tirou um cartão do bolso, oferecendo-o para o albino.
- Me ligue amanhã. Vou falar com os outros sobre a inscrição da Free Soul. E se o Lazar aceitar, aquele menage ainda fica de pé.
O albino corou, pegou o cartão e ficou de pé:
- Obrigado, mas eu tenho que ir e ver se o Arthur não fez nenhuma merda.
- Você se divertiu hoje. Deixe o inglês aproveitar também.
- Não vou ficar aqui no banheiro com você.
- Hm... Tem razão. Lazar é meu parceiro fixo. – Anica se levantou – Mas se quiser eu posso morder seu pescoço até sair sangue. Isso deixa as coisas mais excitante, sabia?
- Você é doente.
----------------
Três dias depois. No porão de Vash.
(Pearl Jam)
Gilbert e Francis tocavam a bateria e o baixo de forma sincronizada. Arthur apenas fazia a percussão com a cabeça e esperava sua vez, que veio quando Antônio começou a cantar.
Lay down your arms
(Abaixe suas armas)
And surrender to me
(e se renda a mim)
Oh, lay down your arms
(Oh, abaixe suas armas)
And love me peacefully
(E me ame pacificamente)
Yeah
(sim)
Use your arms for squeezin' and please I'm the one that loves you so
(Use os seus braços para abraçar e afagar aquele que te ama tanto)
-
Oh there ain't no reason for you to declare
(Não existe motivo para você declarar guerra)
War on the one who loves you so
(Àquele que te ama tanto)
So forget the other boys 'cause my love is real
(Então esqueça dos outros rapazes, pois meu amor é real)
Come off your battlefield
(Saia do seu campo de batalha)
-
Lay down your arms
(Abaixe suas armas)
And surrender to me
(e renda-se a mim)
Lay down your arms and love me peacefully, yeah
(Abaixe suas armas e me ame pacificamente, sim)
Use your arms for squeezin' and please
(Use seus braços para abraçar e afagar)
'Cause that's the way it's gotta be
(Pois é desse jeito que tem que ser)
-
The weapons you're using
(As armas que você está usando)
Are hurting me bad
(estão me machucando seriamente)
But someday you're going to retreat
(Mas algum dia você vai recuar)
'Cause my love baby is the truest you've ever had
(Porque o meu amor, baby, é o mais sincero que você já encontrou)
I'm a soldier of love that's hard to beat
(Eu sou um soldado do amor, que é difícil de derrotar)
-
Lay down your arms
(Abaixe suas armas)
And surrender to me
(e renda-se a mim)
Lay down your arms
(Abaixe suas armas)
And love me peacefully
(E me ame pacificamente)
Use your arms to hold me tight. Baby I don't wanna fight no more
(Use seus braços para me abraçar bem apertado. Baby, eu não quero lutar mais.)
Use your arms to hold me tight. Baby I don't wanna fight no more
(Use seus braços para me abraçar bem apertado. Baby, eu não quero lutar mais.)
A banda seguiu repetindo o refrão enquanto Lily movia a cabeça no ritmo da música e batia palmas mentalmente, já que fisicamente era impossível por causa do braço direito quebrado. Kiku tamborilava os dedos nos joelhos no ritmo da canção e Vash apenas observava.
Quando terminaram, o japonês aplaudiu educadamente, mas Vash cruzou os braços:
- Muito bom, mas vão precisar colocar algo mais animado.
- Mas e se formos a primeira banda? — Arthur perguntou tirando a guitarra — Eu achei que essa foi uma boa escolha. Pearl Jam. De quem foi a ideia?
- Minha, mon cher. – Francis sorriu, passou o braço em volta do pescoço de Arthur e deixou as mãos tocarem os cabelos do inglês – Escolhi pensando em você. Será a nossa música. – Piscou para ele, mas logo viu a mão do inglês tocar sua cara e empurrá-lo de si.
- Pare de ficar tão perto, frog!
De repente alguém abriu a porta. Alfred. Todos olharam para o intruso que se aproximava feito um cometa dos membros da banda. Vash se levantou pronto para brigar com o americano por ter entrado sem permissão, mas o calouro chegou perto de Francis e deu um soco no rosto dele.
- AI! – O francês caiu no chão.
- Al! — Os membros da Free Soul logo se intrometeram para impedir que o baixista levasse outro soco.
- Mon cher... Pra que isso? — Francis cobria o nariz ferido — Viu minha aproximação com o Arthur? Essa é só a forma como eu expresso meus sentimentos.
- Artie? O que tem o Artie? Isso é pelo que você fez com o meu irmão!
O clima ficou tenso.
- Matt me contou tudo! Ele está muito triste porque você sequer ligou pra ele! Pode se explicar!
- Ah.
O calouro se preparou para acertar outro soco, mas Kiku correu até o americano e se colocou entre ele e o francês:
- Espere, Alfred-san. Essa violência não vai resultar em nada!
- Eu sei que não vai. Mas quero vingar o Matt!
- Tudo bem, Kiku. – Gilbert ajudava o baixista a se levantar com a ajuda de Antônio – Já estamos acostumados a ver o Fran apanhando por causa das aventuras dele.
- Traíra... – Resmungava o francês abatido – De que lado você está?
- Git, pode fazer o que quiser com o frog. – Disse Arthur com os braços cruzados – Mas deixe os instrumentos fora disso. Você quase quebrou o baixo. Tudo tem que estar inteiro para o dia do show.
O americano encarou o inglês. Ainda estava irritado:
- Vocês terão um show?
- Sim. Gilbert arranjou um de um jeito meio estranho. Conversando com um cara no banheiro. Espero que essa conversa tenha sido na pia pelo menos.
Gilbert ficou vermelho que nem um tomate.
- C-claro que estávamos na pia! Queria que estivéssemos onde? No mictório? Não importa! Conseguimos um show e temos que ensaiar.
Vash, que até então observava tudo calado, fechou os olhos, colocou as mãos na cintura e suspirou:
- Eu não vou defender o baixista, Jones, mas prefiro que se vingue em outro lugar. Esses amadores tem que ensaiar.
- Ok. – O americano apontou para Francis – Mas você vai fazer o Matt se sentir melhor. Compre flores, faça serenata, não sei. Se vire. — Deu meia volta e foi embora batendo a porta..
Uma gota escorreu pela cabeça de todos os presentes, menos de Lily.
Antônio olhou para Francis:
- O Lovino aceitou seu pedido de namoro?
- Ainda não fiz o pedido.
- Você disse que ia fazer.
- E-eu vou fazer! Não se preocupe. Mas se ele não aceitar?
- Ai você vai poder tentar com o Matt.
Gilbert prendeu o riso e deu uma tapa nas costas de Francis:
- Esse ano você desencalha, né, francês? Kesesese! Vamos. Vamos voltar a ensaiar.
- Idiota. — Murmurou o baixista voltando ao seu lugar
--------------------
Na manhã seguinte, os membros da Free Soul estavam a caminho do bloco de música da Axis University. Os demais blocos estavam fechados e a única movimentação que se via era em torno do ponto de destino da banda.
Francis estava com o formulário na mão. Passou pelo corredor branco e largo, enquanto ouvia o ensaio de um coral, e abriu a porta da terceira sala à direita.
- Bonjour. Viemos nos inscrever.
A moça que olhou para ele era a garota de Mônaco, amiga de Michelle. Francis sentiu o chão se abrir.
- C-Cécile?! O que faz aqui?!
- Sou a responsável pela seleção de bandas que irão se apresentar. – Ela ajeitou os óculos – E você tem falado com a Michelle? Eu fiquei sabendo o que você andou aprontando com ela. Sabe o que eu penso disso, não sabe?
Com o olhar cortante, a garota pegou o formulário de inscrição dele e guardou numa gaveta qualquer ao invés de deixá-lo com o resto das inscrições.
- Eu vou analisar o histórico na banda. Você sabe, não posso admitir qualquer coisa. Caso estejamos de acordo, ligaremos para vocês.
Era o recado de que ela iria sabotá-los.
O francês sorriu amarelo. Ele sabia que os três membros restantes do grupo queriam matá-lo agora mesmo. Era possível sentir a áurea assassina emanando de Gilbert, Antônio e Arthur.
Gilbert bufou e tomou a frente:
- Escuta aqui, garota, eu falei com o Anica e ele não me falou nada sobre essa seleção.
- Ele deve ter esquecido.
- Ele não esqueceu. Se ele não mencionou é porque não tem.
- Eu posso garantir que tem sim, senhor.
- Grrrr.
De repente Antônio segurou o braço do alemão:
- Não adianta, Gil. — O moreno suspirou — Você não vai conseguir convencê-la do contrário.
Gilbert observou aquele par de olhos verdes e ficou pensativo por um momento. Antônio não estava errado, mas isso não significava que tinham que desistir.
- Você é a coordenadora do evento? — O baterista perguntou à Cécile.
- Bem... Não. Apenas organizo as inscrições.
- Eu quero falar com o coordenador. Para qual sala eu vou?
Cécile não respondeu imediatamente. Olhava para o albino enquanto raciocinava se deveria informar ou não.
- La em cima. Primeira porta à esquerda.
- Obrigado. Vamos, galera.
Os quatro saíram da sala e foram para o andar seguinte.
- Frog, você vai acabar afundando a gente, caralho! — Arthur xingava.
- E-está tudo bem. Falaremos com o outro responsável e tudo ficará bem. Cécile quer nos sabotar, mas temos direito de nos inscrever.
- Eu só espero que o coordenador não seja ninguém que você já tenha flertado!
Arthur abriu a porta indicada e os quatro encontraram Lazar la dentro.
Quando o búlgaro e Gilbert se olharam, um raio pareceu atravessar de um olhar para o outro.
- Você!? — O búlgaro ficou vermelho.
- Sim. Lazar, certo? Eu quero inscrever minha banda pra esse evento de férias.
- Não é assim, idiota. Terão que passar por uma avaliação e...
- Que avaliação?! Anica disse que é só nos inscrevermos!
- Ele estava bêbado. Com certeza esqueceu.
O albino perdeu a paciência e colocou o formulário na mesa, chegando bem perto do búlgaro e falando de um jeito que só os dois pudessem ouvir:
- Eu sei o que está acontecendo. A garota de Mônaco falou com você, não foi? Mas você está com a vida na palma da minha incrível mão. Foda com a nossa banda e esqueça seu desejo de se casar e ter filhos.
Lazar ficou ainda mais vermelho:
- V-voyeur idiota. E aquele Anica... Por que ele tinha que falar do show pra você?
- Não precisa ficar com ciúmes. Ele disse que é seu parceiro fixo.
- Quem é que está com ciúmes? – Percebeu que tinha perguntado alto demais, olhou para os outros membros da banda e tentou se recompor – E-eu acho que não tem problema nenhum com a banda de vocês. Podem vir se apresentar nessa sexta.
Os outros membros da banda ficaram surpresos:
- Sério? – Antônio perguntou.
Gilbert sorriu e se virou para os amigos:
- Pois é, galera. Se ele falou, tá falado. – Puxou Antônio pela mão – Vamos.
Francis e Arthur se olharam e seguiram os amigos para fora da sala.
- Gil, você é incrível! — O espanhol elogiou.
- Claro que sou! Kesesese!
- Hoje foi um dia kármico pra mim. – Francis lamentava – Desse jeito vou acabar fazendo abstinência.
- É mais fácil Arthur cozinhar bem do que você virar padre, francês.
- Minha comida é ótima, git! — Arthur protestou.
- Eu nunca entendi seu paladar. Não me importa. Vamos pra casa do Vash. Temos que ensaiar para o show. Depois disso é só nos prepararmos para a Linha do Rock!
Antônio, Francis e Arthur sorriram e continuaram a seguir o amigo.
Continua
Notas finais
Bjs!!
Fale com o autor